Ministra defende modernização da convenção da ONU sobre desertificação

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu ontem (16/06/14) uma modernização na agenda política da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD, na sigla em inglês) e uma melhor integração entre os programas desenvolvidos no Brasil, para aumentar a participação dos agentes públicos locais.

"Nós temos uma necessidade de rever o federalismo cooperativo. É muito complexo e muito caro esse modelo, em que todo mundo pega dinheiro e trabalha na relação formal com o governo federal, quando muitas das soluções se dão no trabalho com os municípios e com os estados. Essa mudança da governança ambiental no Brasil ainda está sendo amadurecida. A própria convenção da desertificação requer uma modernização na sua agenda", disse a ministra.

A UNCCD foi proposta na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Rio 92 e estabelece padrões de trabalho e metas internacionais para atender às demandas socioambientais nos espaços áridos, semiáridos e subúmidos secos, particularmente onde residem as populações mais pobres do planeta.

O dia 17 de junho é lembrado como o Dia Mundial de Combate à Desertificação e foi celebrado ontem (16/06) com a entrega de certificados a representantes de projetos brasileiros que trabalham na gestão sustentável do solo, no combate à desertificação e na mitigação dos efeitos da seca. Os projetos foram reconhecidos pelo programa Dryland Champions, organizado pela UNCCD.

Para a ministra, os resultados dos projetos premiados mostram que é possível trabalhar de maneira articulada com mais eficácia. "Na hora que tivermos todo mundo falando da agenda ambiental sem reserva de mercado, sem o maniqueísmo do bem e do mal, sem a polarização daqueles que só vivem de problema e não querem ver as soluções, nós teremos uma política ambiental determinante para a qualidade de vida do nosso país".

Foram certificados 16 projetos prioritários das seguintes instituições:

Instituto Fazenda Tamanduá;
Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco;
Associação Plantas do Nordeste;
Instituto Nacional do Semiárido;
Centro de Educação Popular e Formação Social;
Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos;
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,
Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais e Ministério do Meio Ambiente;
Rede ASA Brasil;
Associação Caatinga;
Fundação Centro de Ecologia e Integração Social;
Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Araripe;
Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia;
Fazenda Caroá;
Instituto Nacional de Meteorologia; e
Centro de Produção Industrial Sustentável.

Fonte: Agência Brasil
Andreia Verdélio – Repórter
Davi Oliveira – Edição