O próximo governo e a crise da água

Escassez, desperdício e contaminação dos mananciais. A atual crise da água que a maior cidade do mais populoso estado do país enfrenta é reflexo da má gestão dos recursos hídricos que só vem se agravando ao longo dos anos. E, infelizmente, essa realidade não se restringe a São Paulo, mas pelo contrário, afeta grandes e pequenas cidades em todo o Brasil, acostumadas a tratar com desleixo e falta de cuidados esse insumo fundamental para a vida de todos.

Mesmo diante desse quadro, nossos candidatos à Presidência da República como também a Governadores de Estado não têm dado ao tema a merecida e urgente importância. Em documento que acaba de ser publicado – clique aqui – a Agenda demanda aos candidatos assumirem o compromisso com uma série de metas e ações que garantam a todos os brasileiros o acesso a água de boa qualidade, a preservação de nascentes, rios e mananciais e o combate ao desperdício, entre outras medidas urgentes e inadiáveis.

Segundo o trabalho divulgado pelo movimento, a questão da água ganha contornos ainda mais dramáticos no Semiárido brasileiro secularmente afetado pela seca, região na qual milhões de famílias continuam a sofrer com a falta de água potável, fome e desnutrição, muito mais em função de políticas públicas ineficientes ou mesmo ausentes promotoras do direito ao acesso e de adaptação e mitigação de mudanças climáticas.

Para Telma Rocha, da Fundación Avina, que há sete anos vem promovendo a organização de comunidades para o acesso à agua de milhões de latino-americanos, é imprescindível que os governantes de todos os âmbitos planejem a gestão da água de forma integral e com a participação da sociedade. "Está comprovado que se evitam os colapsos na oferta de bens públicos, onde as pessoas estão organizadas e conseguem colaborar com o poder público", conclui Telma.

Sobre a Agenda Brasil Sustentável

É um conjunto de princípios e compromissos, condensados em sete eixos estratégicos, que tem por objetivo o comprometimento de candidatos aos cargos executivos estaduais e federal com o desenvolvimento sustentável do país, por meio de propostas concretas.

Busca também articular as políticas públicas nacionais com aquelas que definirão os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

A plataforma não concorre e nem substitui iniciativas de organizações, inclusive as que o compõem. Ao contrário, quer fazer sinergia com elas antes, durante e após o período eleitoral, na proposição e no monitoramento dos programas apresentados pelos candidatos.

Os compromissos propostos para os candidatos se dividem em 7 eixos:

Respeito aos limites do planeta
Integridade e transparência
Reforma Política e fortalecimento da democracia
Garantia dos direitos com redução das desigualdades
Economia para a sustentabilidade
Valorização do trabalho
Gestão Pública

Fonte: Agenda Brasil Sustentável