Ministério da Agricultura interdita estabelecimentos que adulteravam leite

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por meio do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, do Departamento de Defesa Animal, da Superintendência Federal de Agricultura de Santa Catarina determinou a interdição dos estabelecimentos SC Foods S/A e da Cooperativa dos Produtores de Leite de Formosa do Sul, com base nas investigações realizadas durante a Operação Leite Adulterado III, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina.

De acordo com o Sipoa, embora as duas empresas interditadas fossem credenciadas como Fábricas de Laticínios, ambas estavam operando apenas com a refrigeração do leite cru coletado nos produtores e revendendo o produto como Leite Cru Pré-Beneficiado para outros estabelecimentos de processamento.

As fraudes ocorriam nos galpões fora das instalações das empresas e envolviam também transportadores de leite, que preparavam os caminhões de coleta com a adição de produtos como água oxigenada e soda caustica, antes de saírem para iniciar a linha de coleta. Outra forma de fraude era a preparação de um pequeno volume de leite com grande quantidade de produtos químicos para ser adicionado a um volume maior, de forma a mascarar os parâmetros de qualidade do leite cru refrigerado, comercializado para outras empresas.

A prevalência das substancias adulterantes ainda não foi comprovada por meio de análises laboratoriais, mas amostras já foram colhidas para estudo. A identificação da adulteração foi realizada por meio de escutas telefônicas autorizadas judicialmente.

Durante as investigações, foi constatado que as empresas Laticínios Santa Terezinha Ltda e Laticínios São Bernardino Ltda, identificadas como receptoras, também se encontravam fora dos padrões legais. A empresa Laticínios Santa Terezinha Ltda ficará sob Regime Especial de Fiscalização, ou seja, restritivo. Já a São Bernardino, que está sob inspeção de um consórcio municipal, reconhecido pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), receberá as sanções que o próprio consórcio entender necessárias.

O Ministério da Agricultura já deu início ao levantamento junto às empresas dos dados de rastreabilidade, tanto dos produtos produzidos, quanto das cargas de leite cru pré-beneficiado que saíram com destino às outras empresas. A partir da identificação do uso produto, será então determinado o recolhimento cautelar dos lotes o mais breve possível. O leite adulterado descoberto durante a operação era vendido exclusivamente para empresas de processamento.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Rossana Gasparini – Jornalista
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