Kindle Unlimited, o “Netflix para livros”, chega ao Brasil com 700.000 e-books no catálogo

Em julho de 2014, a Amazon lançou nos Estados Unidos um novo serviço de assinatura chamado Kindle Unlimited: você paga uma taxa mensal e pode baixar e ler e-books à vontade. Desde ontem (11/12), este serviço está disponível no Brasil. O Kindle Unlimited custa R$ 19,90 mensais – o primeiro mês é gratuito – e dá acesso a um catálogo com 700 mil e-books, 12 mil dos quais estão em português.

Você encontrará alguns títulos populares em nosso idioma, incluindo todos os livros do Harry Potter, o primeiro livro dAs Crônicas de Gelo e Fogo, e Diário de um Banana 1 e 2. A seleção é limitada: dos dez livros mais vendidos no Brasil este ano, nenhum está disponível no Kindle Unlimited (dois deles nem são vendidos como e-books).

Você encontrará títulos em português de editoras como Gente, Globo, LeYa, PandaBooks, Universo dos Livros, Vergara e Riba (V e R) e Zahar.

Segundo o PublishNews, "não aderiram ao serviço grandes editoras como as que compõem o pool DLD (L e PM, Novo Conceito, Objetiva, Planeta, Record, Rocco e Sextante), a Companhia das Letras, a Intrínseca e a Ediouro". Por isso, não há tantas opções quanto você esperaria (assim como no Netflix!).

Em inglês, você encontrará coleções como Senhor dos Anéis e Jogos Vorazes, além de clássicos como 2001: Uma Odisseia no Espaço, contos de Stephen King, mais livros de não-ficção.

Se você estiver interessado, usar o serviço é simples: basta clicar no botão "Leia de graça" nos títulos elegíveis. Você pode usar o e-reader Kindle ou apps para iOS, Android, Blackberry OS, Windows Phone, Windows e Mac.

A Amazon explica que você pode alugar até dez e-books de cada vez, e ler cada um deles em até seis dispositivos. Mesmo após devolver o livro, "os marcadores, as notas e os destaques que você fez no e-book serão salvos na sua conta da Amazon".

Nos EUA, o Kindle Unlimited custa mais caro (US$ 10), porém oferece 2.000 livros de áudio, mais três meses gratuitos a todo o catálogo de 150.000 audiobooks da Audible. No entanto, as grandes editoras americanas não oferecem muito do seu catálogo no serviço porque apostam no concorrente Oyster.

No Brasil, "editores ficaram relutantes pela proposta feita pela Amazon", segundo o PublishNews. Mas Alex Szapiro, gerente da Amazon no Brasil, está otimista: "como aconteceu nos EUA, a tendência é que esse catálogo cresça".

Fonte: Gizmodo
Felipe Ventura