Torre de 325 metros vai sentir o clima da Amazônia

Depois de anos de planejamento e acertos com parceiros internacionais, começou a ser construída uma torre de 325 metros de altura que será usada para estudar a Floresta Amazônica. A torre Atto (sigla em inglês para Torre Alta de Observação da Amazônia), que será mais alta do que a Torre Eiffel, está sendo erguida ao norte de Manaus, na Reserva Biológica do Uatumã, a leste da represa de Balbina.

O projeto está sendo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Instituto Max Planck de Química, da Alemanha.

Ao longo de toda a sua altura, a torre terá uma série de sensores, sondas e bombas, que sugarão o ar em diferentes altitudes para analisá-lo e detectar sobretudo a quantidade de aerossóis presentes. Os cientistas planejam também estudar o transporte de massas de ar pela floresta.

"Nós queremos entender onde e por que os gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros gases-traço reativos se formam e acumulam," explicou o professor Jurgen Kesselmeier, acrescentando que tem medo de altura e que não sabe se conseguirá subir até o alto da torre.

Mas o grande destaque da Atto não será a altura, já que existem sensores dedicados à coleta de dados climáticos no alto de edifícios com mais de 800 metros em Dubai.

O que tornará a Atto única no mundo é o ecossistema onde ela está sendo instalada: na maior área de floresta contínua da Terra – embora venha diminuindo com o avanço das plantações de soja e da criação extensiva de gado.

Fonte: Inovação Tecnológica