Commodities têm queda de 1,24% em dezembro

O índice que acompanha os preços das commodities (produtos primários com cotação internacional) teve, em dezembro, queda de 1,24%, na comparação com novembro. De janeiro a dezembro, o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), medido mensalmente pelo Banco Central (BC), aumentou 5,47%. O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários negociados no exterior. Para isso, o BC observa os produtos relevantes para a dinâmica dos preços ao consumidor no Brasil.

No mês passado, o segmento de energia (petróleo, gás natural e carvão) foi o principal responsável pela queda de preços, com índice de 13%. O segmento de metal (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) também registrou queda, de 1,25%. O segmento agropecuário (carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco) teve alta de 0,99% no índice de commodities.

O Índice Internacional de Preços de Commodities (CRB), calculado pelo Commodity Research Bureau, registrou alta de 1,4% em novembro e de 9,26% em 12 meses.

IBGE: preço ao produtor cresce 1,16% de outubro para novembro

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) cresceu 1,16% em novembro do ano passado [2014], 0,5 ponto percentual superior ao mês imediatamente anterior. Com o resultado, de outubro a novembro a taxa acumulada no ano passou de 2,75% para 3,94%: alta de 1,19 ponto percentual.

O IPP foi divulgado ontem (07/01/15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de novembro reflete aumento em 20 das 23 atividades pesquisadas, em relação a outubro, com as maiores variações ocorrendo nos segmentos de fumo (2,90%), papel e celulose (2,33%) e outros equipamentos de transporte (2,26%).

Já as atividades que exerceram as maiores influências na composição da taxa foram alimentos (com 0,29 ponto percentual); refino de petróleo e produtos de álcool (0,20); veículos automotores (0,12) e metalurgia (com 0,11 ponto percentual).

Já no acumulado do ano, alta de 3,94%, as atividades que tiveram as maiores variações percentuais foram metalurgia (10,48%), bebidas (8,92%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,42%) e calçados e artigos de couro (7,96%); com as maiores contribuições percentuais verificadas também em metalurgia (0,80 ponto percentual), veículos automotores (0,68), refino de petróleo e produtos de álcool (0,57) e outros produtos químicos (com 0,28 ponto percentual).

Em novembro, os preços dos alimentos apresentaram alta de 1,45%, a maior variação desde a taxa de 1,55% de setembro de 2013. Nos 15 meses que separam setembro de 2013 de novembro de 2014, houve sete resultados negativos e oito positivos. Com esse resultado, a maior influência no indicador das indústrias de transformação (1,16%) foi também a do setor de alimentos, com contribuição de 0,66%, primeiro resultado positivo da série no ano.

A atividade refino de petróleo e produtos de álcool registrou variação de 1,80% em novembro de 2014 com relação a outubro, invertendo resultado negativo do mês anterior. No ano, o setor acumula alta de 5,11%, enquanto o indicador dos últimos 12 meses registra elevação de 8,19%.

Os produtos em destaque para o indicador mensal foram álcool etílico, asfalto, cimento asfáltico ou outros resíduos de petróleo ou de minerais betuminosos (mistura de hidrocarbonetos de consistência sólida, usada na produção de asfalto, pinturas e impermeabilização) e óleo diesel e outros óleos combustíveis, todos com variações positivas, e querosenes de aviação com variação negativa.

A fabricação de veículos automotores registrou em novembro variação de 1,03% no indicador mensal, alcançando 6,25% no acumulado do ano. Com relação aos últimos 12 meses, o índice da atividade registrou alta de 5,87%.

Com esses resultados, segundo o IBGE, a atividade exerceu a segunda maior influência sobre o acumulado do ano, e a terceira maior influência sobre o índice mensal do IPP. Entre os produtos mais importantes para o resultado mensal, veículo para mercadorias a diesel é o único produto que apresenta resultado negativo e se destaca tanto em termos de influência quanto pela sua variação.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Branco e Nielmar de Oliveira – Repórteres
Graça Adjuto e José Romildo – Edição