Projeto Biomas busca métodos de recuperação de áreas degradadas mais eficientes e econômicos

As técnicas de manejo e conservação do solo vem se aprimorando ao longo do tempo. Para evoluir ainda mais, o Projeto Biomas – Componente Cerrado – tem em andamento um subprojeto que visa à recuperação de área degradadas a partir de plantios de espécies arbóreas nativas do Cerrado. O título da pesquisa é “Recuperação de florestas fluviais em cabeceira de drenagem assimétrica sobre solos não-hidromórficos”.

O principal objetivo é estimular o processo de restauração nas Matas Ciliares, com foco na preservação e geração da funcionalidade ambiental em áreas degradadas dessa fitofisionomia. Áreas que estão nessa situação por uma questão de uso principalmente agrícola, situação que acabou gerando uma ruptura de relevo, ou seja, um declive. Nesses locais os solos estão extremamente rasos, com isso é possível ter maior proporção de erosão.

O experimento está sendo realizado na Fazenda Entre Rios, próximo a Brasília e foi implantado em dezembro de 2012. “O objetivo é a recuperação da floresta para assim minimizar essa situação de erosão, e que seja um processo viável financeiramente para o produtor rural”, explica Alexandre Uhlmann – pesquisador da Embrapa Florestas (Colombo/PR).

Este é um experimento de recuperação de APP – Área de Preservação Permanente – com o intuito de aperfeiçoar o processo de recuperação de áreas degradadas, minimizando a perda e favorecendo a implantação de espécies que tem um melhor desenvolvimento.

Outro subprojeto de restauração é o “Avaliação de espécies arbóreas com potencial para recuperação de áreas degradadas no Cerrado” que testa várias espécies para a recuperação de reserva legal, No nível de sobrevivência, aquelas que se ajustarem melhor, serão as indicadas para o processo de restauração. Além do objetivo de gerar renda para a ARL, ele procura estruturar uma floresta, para gerar contribuição de matéria orgânica na superfície do solo e assim minimizar o processo erosivo.

FONTE: Agência CNA
Telefone: (61) 2109-1382

Com colaboração da Embrapa Cerrados
Texto: Thamilis Tatylla