Dança da chuva — Parte 1: Rios voadores

De onde vem a água que chega às torneiras das cidades no Sudeste brasileiro? O que explica a escassez que causou alarme nos últimos meses, num país renomado pela abundância de água doce? Sem a possibilidade de chegar a uma resposta simples e incontestável, aspectos diversos do assunto foram tratados na reportagem de capa da edição de dezembro da revista Pesquisa Fapesp. Enão cabe num único vídeo. Fomos perguntar ao pesquisador Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sobre a importância da Amazônia na formação de rios voadores que levam água para regiões distantes dentro do Brasil e nos países vizinhos. O que ele contou, na conversa realizada no jardim do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), é essencial para as reflexões da engenheira Monica Porto, da Escola Politécnica da USP, sobre a importância da chuva para abastecer os mananciais paulistas. As entrevistas foram realizadas em novembro de 2014. Dança da chuva – Parte 2: Manancial subterrâneo

No subsolo está uma riqueza hídrica essencial em algumas regiões do país, que precisa ser bem cuidada e cujo uso pode ser ampliado, conforme explicou o geólogo Reginaldo Bertolo, do Instituto de Geociências da USP. No vídeo abaixo sua fala dialoga com a da engenheira Monica Porto, da Escola Politécnica da USP, deixando claro que as diferenças entre engenheiros e geólogos são indícios de conhecimentos complementares que precisam ser somados para a boa gestão de recursos hídricos.