Banco Mundial diz que economia global deve melhorar em 2015

O Banco Mundial prevê que a economia global deve melhorar em 2015 com um crescimento de 3%, um pouco mais do que os 2,4% registrados no ano passado. A conclusão consta do relatório Perspectiva Econômica Global, lançado no dia 13 de janeiro. O documento diz ainda que a tendência de alta deve continuar em 2016 e 2017 com um avanço de 3,3% e 3,2% respectivamente.

Em Washington, o diretor de Perspectivas e Desenvolvimento do Banco Mundial (Bird), Ayhan Kose, falou sobre os riscos existentes. Kose disse que “os riscos contra uma recuperação econômica frágil são substânciais”. Segundo ele, os Bancos Centrais dos países em desenvolvimento precisam encontrar um equilíbrio entre metas de crescimento e de inflação e estabilidade financeira.

O diretor afirmou que ao mesmo tempo, “uma política fiscal pode ser uma ferramenta para estimular as economias dessas nações no caso de uma piora da situação”.

Preço do Petróleo

Os especialistas do Banco Mundial disseram que os países em desenvolvimento devem se beneficiar, em parte, pelo baixo preço do petróleo, por uma economia americana mais forte e pelas contínuas baixas nas taxas de juros.

O relatório mostrou que os países em desenvolvimento cresceram 4,4% no ano passado. A previsão para 2015 é de um avanço de 4,8% e de mais de 5% para os próximos dois anos.

O presidente do Banco, Jim Yong Kim, afirmou que “num ambiente de incertezas econômicas, os países em desenvolvimento precisam liberar seus recursos para apoiar programas sociais para os mais pobres e realizar reformas estruturais que invistam na população”.

Kim disse ainda que “é fundamental que os países removam barreiras contra os investimentos do setor privado”. Segundo ele, o setor privado é “de longe” a maior fonte de criação de empregos e que pode retirar milhões de pessoas da pobreza.

O relatório mostra ainda que as atividades econômicas nos Estados Unidos e no Reino Unido estão ganhando força. Mas os especialistas alertam que o avanço tem sido lento na Europa e no Japão.

A China registra uma desaceleração do crescimento que deve chegar a 7,1% neste ano em comparação aos 7,4% de 2014. O relatório do Banco Mundial diz que a economia chinesa deve continuar perdendo fôlego nos próximos dois anos com uma alta de 7% e 6,9% para 2016 e 2017, respectivamente.

FMI nomeia brasileira para vice-diretora gerente e chefe administrativa

O Fundo Monetário Internacional (FMI) nomeou ontem (14/01/15) a brasileira Carla Grosso para o posto de vice-diretora-gerente do órgão. Em comunicado, a chefe do FMI, Christine Lagarde, descreveu Grosso como uma “líder exemplar e dona de uma mente estratégica”.

Professora universitária, Carla Grosso serviu como secretária do gabinete da Presidência da República durante o governo Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, em meados dos anos 90.

Ela deve assumir o novo posto em 2 de fevereiro. No FMI, Grosso também será encarregada da pasta administrativa do órgão. O cargo foi criado para organizar o gerenciamento do FMI num momento de rápidas mudanças na economia global.

Segudo o FMI, Carla Grasso também tem cidadania italiana. Ela deverá coordenar o orçamento do órgão, recursos humanos, tecnologia e serviços gerais. A professora brasileira também será responsável pelo treinamento de funcionários da entidade financeira.

Após trabalhar na Presidência do Brasil, Carla Grosso tornou-se vice-presidente de recursos humanos da Vale, considerada uma das maiores mineradoras do mundo. Ela também atuou como consultora do Banco Mundial.

FONTE: Rádio ONU
Edgard Júnior e Mônica Villela Grayley