Da Redação

O Brasil continua liderando o mercado mundial de café em produção e exportação, mas ainda enfrenta o problema do elevado custo Brasil, que dificulta melhores resultados do setor. A avaliação é do presidente do Centro do Comércio do Café do Rio de Janeiro (CCCRJ), Guilherme Braga.

Braga também é diretor do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cencafe).

Nesse primeiro semestre do ano, a estimativa é de que as exportações de café atinjam 11 milhões de sacas. Esse volume deve se elevar para 15 milhões de sacas no segundo semestre, totalizando no ano-safra 26 milhões de sacas exportadas, com participação de 32% no mercado internacional. A produção prevista, segundo Braga, é de 40 milhões de sacas.

O presidente do CCCRJ disse que a produção nacional apresenta média de 45 milhões a 50 milhões de sacas por safra. De acordo com Braga, a produção este ano está em 40 milhões de sacas porque o preço não estimulou a atividade. Mas, na sua opinião, o país tem todas as condições de gerar 45 milhões de sacas anuais, porque detém uma tecnologia avançada e melhor produtividade. Para Braga, resta apenas que o preço seja mais atraente para remunerar melhor os produtores, “e esse movimento já começou a ocorrer”.

Braga lembra que o custo de logística, relacionado ao transporte do produto nos portos, ainda elevado em comparação com o praticado em outros países, constitui um grande inibidor da atividade cafeeira no país. Ele apontou a necessidade de que haja melhorias nessa área, com redução também da burocracia.

O presidente do CCCRJ lembrou que a conquista de outros nichos de mercado implica em investimentos pesados em marketing e infra-estrutura para que o café nacional possa disputar espaço nas prateleiras dos supermercados estrangeiros com marcas já consolidadas.

Além dos tradicionais importadores do café do Brasil, que são Europa, Estados Unidos e Japão, há um esforço do governo e do setor empresarial no sentido de elevar as exportações para novos mercados, como os países do Leste Europeu, considerados um grande potencial comprador, disse Braga.

Para a China, Braga prevê expansão das vendas no médio e longo prazos, mas nada que configure uma explosão de consumo, uma vez que o hábito de tomar café ainda tem de ser criado naquele país. “O mercado chinês consome em um ano o que no Brasil é consumido em uma semana”, destacou.

Agência Brasil – 15/06/2004
http://www.panoramabrasil.com.br

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