BBC Brasil


O jornal americano The New York Times publica uma matéria sobre o receio dos fazendeiros do Estado de Minnesota, tradicional reduto agrícola, com as exportações brasileiras. Os fazendeiros americanos dizem que o Brasil está tomando o espaço dos Estados Unidos no mercado agrícola mundial e ameaçando seus negócios.

“Alguns interesses estão ajudando o Brasil a ficar à nossa frente em nosso próprio jogo”, declarou ao jornal o presidente da Associação de Produtores de Milho de Minnesota, Ron Obermoller. As reclamações, no entanto, não estão limitadas apenas à soja ou ao milho. Produtores de laranja na Flórida, por exemplo, “sugeriram usar satélites espiões para rastrear a produção de laranja no Brasil”.

Viagem presidencial
Sobre a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva a Wall Street, o jornal britânico Financial Times diz que o presidente brasileiro tentará buscar junto aos banqueiros americanos mais “investimentos necessários para acelerar o lento crescimento econômico do país”. Mas o correspondente do jornal em São Paulo escreve que Lula “terá que fazer mais do que apenas assegurar os investidores que ele vai seguir a política econômica ortodoxa”.

Os empresários estarão de olho, segundo o jornal, no progresso feito pelo governo brasileiro para melhorar o ambiente de investimentos no País após 18 meses de mandato. “Uma série de propostas legislativas para melhorar a estrutura regulamentar e dar garantias legais para projetos de infra-estrutura e empréstimos bancários está travada no Congresso há meses”, diz o diário financeiro.


BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/

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Odail Figueiredo


Brasília – A embaixadora dos Estados Unidos, Donna Hrinak, confirmou hoje que o governo norte-americano deve recorrer da decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que condenou os subsídios à produção de algodão, a partir de um processo movido pelo Brasil. “Vamos tomar as medidas que a OMC oferece para apelar da decisão”, afirmou.

A embaixadora, que está deixando o posto no Brasil nos próximos dias, observou que ainda não foi aberto prazo para recurso, já que o relatório, ainda confidencial, está na fase de tradução. Hrinak reiterou também a posição do governo americano, de que a política de apoio aos produtores de algodão não violam as regras da OMC.

Em relação às negociações para a formação da Alca, a embaixadora admitiu que o resultado das negociações vão chegar a 2005, que era o prazo original estabelecido para fechar o acordo, num patamar muito menos ambicioso do que se pretendia no início.

Ela observou que nesse momento a maioria dos Países está concentrada nas negociações multilaterias da OMC, onde um dos principais assuntos é a questão dos subsídios agrícolas, a qual também é importante para a Alca.


Jornal O Estado de São Paulo – 22/06/2004
http://jpdf.estado.com.br/

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Da Redação


O 3º Congresso Brasileiro de Agribusiness, organizado pela Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), será realizado nos dias 24 e 25 de junho, no Hotel Transamérica em São Paulo. O evento vai reunir profissionais dos vários segmentos do setor com a responsabilidade de apresentar posições, análises e tendências do agronegócio brasileiro. Entre as autoridades, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os ministros Roberto Rodrigues, da Agricultura, e Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Sob o tema “Criando vantagens competitivas”, o evento é dividido em quatro painéis de discussões: Competitividade, Sanidade e seus impactos globais, Agricultura energética e Negociações internacionais.

Na quinta, dia 24, o congresso começa às 14h. Carlo Lovatelli, presidente da ABAG, abre o evento, com palestra do ministro Roberto Rodrigues e participação do governador Geraldo Alckmin.

Na sexta, dia 25, o painel Agricultura energética começa às 9h. Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Antonio Carlos de Mendes Thame, deputado federal, são respectivamente presidente e moderador da mesa.

Informações e inscrições pelo telefone (11) 5181-2905 ou e-mail 3cba@uol.com.br

Jornal do Brasil – 22/06/2004
http://www.jb.com.br

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Da Redação – DE PEQUIM


A permissão para o plantio de soja transgênica na safra 2003/4 foi apontada pelo governo brasileiro como a principal causa da contaminação do produto exportado para os chineses, durante a reunião de ontem no Ministério da Quarentena, na China.
Os produtores que já haviam comprado sementes convencionais decidiram comprar sementes transgênicas depois da autorização e ficaram com excedente de grãos. Essas sementes são tratadas com agroquímicos e, teoricamente, não são para consumo.
Pela tese que o Ministério da Agricultura apresentou, alguns exportadores decidiram se livrar dessas sementes misturando-as à soja destinada à exportação.
O governo e os próprios exportadores reconhecem que houve um problema sério no primeiro navio vetado pela China, o Bunga Saga Tujuh.
Segundo participantes da reunião, os chineses afirmaram que a contaminação na carga era muito alta. Caio Cezar Vianna, representante de cooperativas e de dois terminais portuários gaúchos, afirma que esse navio foi carregado com sobras da safra do ano passado, o que chamou de “a raspa do tacho”.
Depois desse episódio, os chineses passaram a olhar as cargas brasileiras “com lupa”, afirma.
A rejeição dos navios pela China ajudou a derrubar o preço da soja no mercado internacional. Para muitos “traders”, o problema sanitário nada mais foi do que um pretexto dos chineses para se livrar de uma carga que haviam comprado a preço muito alto, ainda no ano passado.

Mistura elevada
A última safra de soja teve altos índices de contaminação por fungicidas devido à demora do governo federal para editar a medida provisória para os transgênicos, no início do plantio da safra.
Os produtores, por sua vez, que não são fiscalizados, têm o hábito de não respeitar receituário agronômico dos produtos químicos e de misturar soja-semente (tratada com fungicidas) à soja-grão (usada para o consumo e a industrialização).
Esses dois fatores levaram os produtores a misturar, só no Rio Grande do Sul, 60 mil toneladas de soja-semente aos grãos para comercialização. Esses números, que técnicos do próprio Ministério da Agricultura só admitiam extra-oficialmente, foram agora admitidos nas negociações para derrubar o veto chinês.

Colaborou José Maschio, da Agência Folha, em Londrina
Perda é irrecorrível, diz Rodrigues
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de intervir no caso do embargo chinês à soja brasileira e a argumentação técnica do governo brasileiro convenceram o maior comprador de soja do país a suspender as restrições à importação do produto, de acordo com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Apesar de o ministério esperar que as exportações de soja para a China voltem ao normal, Rodrigues afirmou que um prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão para o setor já está contabilizado. “O prejuízo de US$ 1 bilhão é praticamente irrecorrível”, disse Rodrigues.


Folha de São Paulo – Agrofolha – 22/06/2004
http://www.uol.com.br/fsp/

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Carolina Mandl De São Paulo


O administrador da Parmalat indicado pelo governo italiano, Enrico Bondi, entregou ao ministro da Indústria da Itália, Antonio Marzano, a versão final de seu plano de recuperação do grupo de alimentos insolvente. O programa não prevê a continuidade da atividade no Brasil. Ele pede para que a empresa abandone suas unidades latino-americanas e asiáticas e se concentre na Europa e América do Norte.

Até o ano passado, antes de a gigante italiana entrar em colapso, a Europa era a região que mais contribuía para o faturamento da Parmalat, com 38,5% das vendas. A América do Sul correspondia a apenas 16,5% da receita.

Segundo Nelson Bastos, presidente da Parmalat no Brasil, a decisão da matriz seguiu uma ótica racional. “A operação brasileira não era enorme e nunca foi rentável. A Itália não tem condições de manter a propriedade aqui”, explica.

De acordo com o executivo, o Brasil era a 6ª maior operação da Parmalat no mundo. Neste ano, nos demonstrativos financeiros apresentados pela Itália, o Brasil representou apenas 2,3% da receita da multinacional.

Na América do Sul, as unidades da Argentina e do Chile já foram colocadas à venda. Na Ásia, a fábrica da Tailândia já foi vendida. No Brasil, a situação da Parmalat é um pouco diferente. A empresa entrou na Justiça com um pedido de concordata em fevereiro. A 29ª Vara Cível de São Paulo deve aprovar ou não o pedido no próximo mês.

Caso seja concedida a concordata, afirma Bastos, a Itália ainda deve manter o controle acionário da unidade brasileira. “Ninguém vai pagar pela empresa o passivo que ela tem hoje. Vamos manter a operação para maximizar o valor dela e atender aos credores”, diz o presidente.

Em entrevista anterior ao Valor, Bastos afirmou que a operação de leite deve ser reestruturada. Biscoitos e atomatados devem continuar a ser produzidos, mas sucos e chás, operações que não geravam retorno, podem ser desativados.

Depois disso, a idéia da Parmalat italiana é deixar de ser a controladora das unidades no Brasil, seja por meio de um acordo com os credores ou de sua venda para possíveis interessados. Se aprovada, a nova Lei de Falências também poderia ajudar, ao prever melhores condições para a recuperação das empresas.

A relação de credores da subsidiária brasileira será entregue à Justiça no início de julho. De acordo com Bastos, os levantamentos têm levado a crer que o valor econômico da Parmalat é superior ao seu passivo, o que poderia levar a empresa a entrar na concordata.

Em um balancete incluído em um processo judicial que correu na 42ª Vara Cível de São Paulo, a holding Parmalat Participações tinha um passivo de R$ 6,5 bilhões para um ativo de R$ 2,5 bilhões.

Em um relatório financeiro divulgado pela matriz, a situação operacional da Parmalat no Brasil vinha se deteriorando neste ano. As vendas caíram 70% de janeiro a abril deste ano, para R$ 135,6 milhões.

O que motivou a deterioração dos resultados, segundo a matriz, foi “a séria situação financeira encontrada” e “o fato de as autoridades locais não aprovarem a concordata”, o que fez com que a gestão do negócio se tornasse mais difícil. No Brasil, a empresa ficou sob intervenção judicial por mais de um mês.

No resto do mundo, a previsão do plano industrial da Parmalat prevê um retorno aos lucros em 2005 e 2006, mas o ministro italiano Marzano não forneceu os detalhes mais aguardados: de que maneira a multinacional paralisada pretende enfrentar a montanha de dívidas de ? 14 bilhões (US$ 17 bilhões).

O maior grupo de alimentos italiano virtualmente desabou em dezembro, depois da descoberta de um rombo bilionário em suas contas, que até então estava sendo escondido por fraudes.

“De um ponto de vista econômico, a Parmalat está funcionando, mas a virada surgirá quando o plano for implementado, com a venda dos ativos não-essenciais, tentando manter o núcleo italiano da empresa”, disse Marzano ontem.

O cronograma imposto pela Justiça italiana à Parmalat pede que Marzano aprove o plano até o começo de julho. O ministro disse esperar que a ratificação seja rápida. Uma fonte próxima à situação acrescentou que “o ministro da indústria precisará de duas semanas para revisar o plano e certificar que a aprovação é possível”.

O ministro também informou que o plano de Bondi estabelecerá uma nova empresa, a ser controlada por uma fundação que vai supervisionar o processo de converter créditos pendentes da Parmalat em ações.

Segundo um programa industrial elaborado pela consultoria A.T. Kearney, a Parmalat deverá concentrar suas atividades em leite, queijo e suco, com 30 marcas de produtos globais ou fortes regionalmente. Além disso, a empresa só manteria suas atividades em países onde fosse pago um preço mais alto pelas marcas da Parmalat.


Jornal Valor Econômico – 22/6/2004
http://www.valor.com.br

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Da Redação


Troca de informações sobre as tecnologias utilizadas na agricultura e possíveis investimentos são os principais objetivos da visita

Delegações internacionais já estão chegando em Rio Preto para participar do maior evento da agricultura e pecuária da região Noroeste Paulista, a AgroSala 2004. A Feira, com foco na geração de oportunidades de negócios entre profissionais do segmento, começa nesta terça (22) e vai até sábado (26), em Nova Granada, SP, com previsão de volume de negócios de R$ 500 milhões.

Devido a repercussão internacional do evento estão confirmadas as missões dos países África do Sul, Angola, Cabo Verde, Costa do Marfim, Guiana, Guiné Bissau, Moçambique, Namíbia, Senegal e Trinidad Tobago. Participam ainda delegações dos Estados Unidos, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Os mesmos vão visitar os standes e participar do Curral de Negócios (espaço onde os pecuaristas vão expor e comercializar animais, sem a comissão aplicada nos leilões).

A idéia da vinda dessas delegações é promover um intercâmbio comercial entre a região e países Africanos e Caribenhos. “Esse contato pode gerar inúmeras possibilidades de parcerias e processos de trabalho conjunto, no que se refere às oportunidades de negócios e áreas de demanda”, afirma a presidente da InterforumGlobal, embaixadora Dulce Maria Pereira.

“Esperamos com a vinda dessas delegações, alavancar investimentos e incrementar o nosso comércio. A expansão da cooperação econômica entre a região e esses países é importante para o fortalecimento da economia da região”, diz o o presidente da ACIRP, Osvaldo Graciani.

A vinda das delegações foi articulada pela ACIRP, Eadi Rio Preto, Interforum Global e Noronha Advogados. A visita também conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Desenvolvimento Econômico, Correios e Prefeitura de São José do Rio Preto.

O Presidente da AGROSALA, Setimio de Oliveira Sala, projeta um crescimento progressivo da Feira devido, também, a participação dos estrangeiros. “A AGROSALA está atingindo uma maturidade, que proporciona aos nossos expositores e visitantes a confiança na geração de ótimos negócios. Com isso, estamos atraindo estrangeiros para trocas de experiências”

Mais informações sobre a AGROSALA podem ser adquiridas no www.agrosala.com.br.

Agrosala 2004 – 21/06/2004
http://www.agrosala.com.br/index.asp

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