Da Redação

O preço pago pela saca de soja em Mato Grosso do Sul, que chegou a cair de R$ 50,00 R$ 39,00, pressionado principalmente pelo embargo chinês ao produto, já reagiu em 10% e está na casa de R$ 41,00 a R$ 43,00 na cotação de Mato Grosso do Sul. Os dados são do consultor da BM e amp;F em Mato Grosso do Sul, João Pedro Cuthy Dias. O fim do veto foi anunciado ontem e está condicionado à tolerância máxima de uma semente por quilo de grão, conforme a Medida Provisória de nº 15 editada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária).

A oferta, afirma, está apertada pelo compasso de espera imposto pelo embargo chinês, visto pelo mercado como tentativa de manipulação de preços e não uma questão fitossanitária, como argumentou a China. Porém, para o mercado futuro, entre setembro e outubro, há perspectiva de influência da soja norte-americana que, se prosperar, pode dar uma nova retomada a queda de preços da commodity no mercado internacional.

Apesar disso, Cuthy não acredita que possa haver uma “ressaca” na produção, ao contrário do que vêm informando algumas publicações especializadas, e explica que a soja ainda é uma cultura rentável. Uma migração para o algodão, explica, demandaria grandes investimentos, além de a cultura ser altamente exigente. O milho ainda está em uma desvantagem de dois para um no comparativo da renda com a soja. O boi fica ainda mais distante. Por hectare a produção estimada é de três arrobas, ou R$ 180,00, em renda bruta, ou seja, sem descontar os custos. Já a soja rende, em média, R$ 200,00 líquidos com apenas cinco sacas. A produtividade média no Estado é de 45 sacas por hectare.


Agropauta – Campo Grande News – 23/o6/2004
http://www.agropauta.com.br

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