Manoel Fernandes


Biotecnologia, engenharia genética e poderosos bancos de dados ajudam a melhorar a produtividade do rebanho bovino do País

Os criadores de suínos e aves foram os primeiros a apostar na tecnologia para melhorar a produtividade dos animais e a rentabilidade das empresas. Técnicas de engenharia genética e softwares especiais modificaram o cenário nesses dois setores, mas sempre encontraram resistência entre os donos dos 170 milhões de cabeças do rebanho bovino nacional. Nos últimos 18 meses, o médico mineiro Sergio Dani tem dedicado tempo e recursos para ser o pioneiro numa nova técnica de acasalamento entre touros reprodutores e vacas dos seus clientes utilizando mapeamento genético. Formado para cuidar de gente, com doutorado na Alemanha, pós-doutorado em biologia molecular no Japão e uma participação no Projeto Genoma do Câncer no Instituto Ludwig, em São Paulo, Dani acredita ter descoberto um filão de negócios na pecuária brasileira. A Excegen, sua companhia, desenvolveu um software especial que cruza amostras de bancos de sêmen dos reprodutores com o DNA das vacas dos clientes interessados em obter mais produtividade da linhagem dos animais. “Parece bruxaria, mas é apenas a boa ciência”, afirma o cientista.

Hoje 94% dos acasalamentos nas fazendas brasileiras são feitos da maneira tradicional. O criador que decide pela inseminação – o que ocorre em apenas 6% dos casos – compra uma ou duas amostras de sêmen do touro que atende às suas perspectivas comerciais para o bezerro que vai nascer. Por exemplo, se a aposta é em gado de corte, o pecuarista vai atrás de um reprodutor que garanta à sua linhagem essas características. A resposta só chega entre dois ou três anos, quando o bezerro está pronto para o abate. O cientista da Excegen garante que consegue resolver o mistério bem antes com os códigos genéticos do pai e da mãe do bezerro analisados pelos computadores da sua empresa. Essa é a principal característica da Excegen: uma agência de casamento genético. Dani trabalha com 14 marcadores genéticos ligados a algumas características como peso ou capacidade de produzir leite.

Ele procura o criador antes que este bata à porta do banco de sêmen. O cientista convence o cliente a submeter à Excegen uma amostra do DNA da vaca. Feito o mapeamento genético do animal, um software cruza a informação com o banco de dados da companhia que reúne 6 mil amostras em busca do par perfeito. O passo seguinte é a encomenda do sêmen do boi selecionado, que pode custar em média R$ 25 a amostra. O problema da técnica, segundo os seus críticos, é que a equação matemática em torno do DNA não é tão exata quanto parece. “A questão genética é apenas um fator que contribui para o bom desenvolvimento do animal”, afirma Lúcio Cornachini, diretor do banco de sêmen Lagoa da Serra, o maior do País. Os investidores da Excegen têm uma visão diferente. “É um produto com um mercado potencial de milhões de clientes em todo o Brasil”, diz Marcus Regueira, da FIR Capital, o fundo de investimentos sócio da empresa de médico mineiro.

O cientista tem tanta confiança na sua tecnologia que é capaz de apostar com os seus clientes que vacas fecundadas com sua técnica conseguem ganhar peso ao longo do tempo acima da média nacional. Ele também busca chancela oficial. Há alguns meses, procurou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e pediu que acompanhassem o desenvolvimento dos bezerros gerados pelo mapeamento genético. “Ainda há muitas respostas que só chegarão com o tempo”, diz Roberto Torres, pesquisador da unidade do gado de corte da Embrapa, em Campo Grande. O médico-cientista entende essas questões, mas garante que não está fazendo nada que já não tenha sido testado em outros animais como porcos e aves submetidos a melhoramento genético.

Números do Negócio

170 milhões de cabeças é o tamanho do rebanho bovino do Brasil

6 mil são as amostras de sêmen do banco de dados da Excegen

R$ 25 é o preço médio de uma amostra de sêmen bovino


Revista Isto É Dinheiro
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/

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Sandra Luz


O crédito rural para os agricultores familiares e assentados da reforma agrária vai ser de R$ 7 bilhões para financiar a safra 2004/2005. O anúncio do plano safra para a agricultura familiar está programado para o dia 28, segunda-feira.
Os recursos são 30% superiores aos R$ 5,4 bilhões oferecidos no ano-safra anterior.
Conforme o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Plano Safra tem como ponto forte o estímulo à qualificação da produção familiar e maior atenção à população jovem e à mulher.

Jornal Campo Grande News – 25/06/2004
http://www.campogrande.news.com.br

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Silvana Guaiume


Campinas – O Exército e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) formalizaram hoje uma parceria para a construção do Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento por Satélite, que funcionará na Fazenda Chapadão, área militar de Campinas. A previsão é de que o projeto seja concluído em um ano, embora apenas R$ 900 mil dos estimados R$ 5 milhões necessários estejam disponíveis.

A formalização da parceria reuniu o ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o comandante do Exército general Francisco Roberto de Albuquerque e o presidente nacional da Embrapa Clayton Campanhola, além de autoridades locais. A cerimônia ocorreu próximo ao Batalhão de Infataria Blindada de Campinas, onde o Centro será instalado.

O general Albuquerque explicou que a parceria permitirá o avanço do setor de inteligência do Exército. “O setor da inteligência, fundamental para o sucesso em qualquer tipo de ação, precisa de outros vetores, de uma tecnologia mais avançada”. Ele definiu os vetores em “imagem, sinais – através de equipamentos de guerra eletrônica específicos – e o homem”.

Para o ministro da Agricultura, o monitoramento permitirá a antecipação da safra e maior arbítrio dos produtores sobre o mercado. “É a realização de um velho sonho dos agricultores brasileiros de identificar a ocupação do terreno por culturas diferentes e principalmente fazer levantamento de safras”, comentou Rodrigues.

O Estado de São Paulo – 26/06/2004
http://www.estadao.com.br

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Da redação

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues anunciou que o impasse comercial com a Argentina, envolvendo as exportações de carne, já foi resolvido e o governo argentino se comprometeu a reabrir as fronteiras para a carne bovina brasileira na próxima terça ou quarta-feira.
O ministro chegou pela manhã a São Paulo, retornando da missão presidencial aos Estados Unidos, e fez a palestra de encerramento do 3º Congresso Brasileiro de Agribusiness, iniciado na quinta-feira, no Hotel Transamérica, Zona Sul da capital. Roberto Rodrigues já anunciara, pouco antes, o envio de uma missão técnica amanhã,à Rússia, também para negociar a suspensão do embargo russo à omportação de carne braisleira.


Terra Notícias
http://noticias.terra.com.br/ultimas

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