Da redação


Brasil deve exportar 100 mil reprodutores bovinos, caprinos e ovinos para a Venezuela até o final do ano, além de material genético (sêmen e embriões) para melhorar a qualidade do rebanho do País vizinho. O assunto foi tema de reunião hoje (02/07) em Brasília entre o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, e o ministro da Agricultura e Terras da Venezuela, Arnaldo Márquez. Os dois ministros vão assinar protocolo de intenções que viabilizará o acordo nos próximos dias.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, Brasil e Venezuela também vão firmar acordos de cooperação técnica visando o controle de doenças e desenvolver ações que permitam a melhoria do sistema de importação venezuelano de maquinário e produtos agroindustriais, entre outros itens.
Durante esta tarde, técnicos do Serviço Sanitário da Venezuela se reuniram com técnicos do Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura para avaliar, entre outros temas, o aperfeiçoamento do modelo de certificado zoossanitário utilizado atualmente na exportação de bovinos destinados à reprodução na Venezuela.
Defesa Sanitária
Maçao Tadano adiantou que durante encontro dos presidentes dos países da América do Sul, previsto para acontecer em Brasília entre setembro ou outubro, o Brasil deverá apresentar proposta para a criação de um programa de defesa sanitária do continente. A idéia a ser defendida pelo Brasil é de que o governo de cada país aplique num programa nacional e autônomo US$ 0,30 por cabeça de gado criado em seu território. O objetivo desse programa será aumentar de forma expressiva os recursos destinados ao combate de doenças como a febre aftosa nos países sul-americanos.


Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – 2/7/2004
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Da redação

O governo federal destinará mais R$ 44 milhões para os programas de defesa agropecuária em todo o Brasil, informou hoje (02/07) o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, ao receber a confirmação sobre a edição de uma Medida Provisória para o assunto. A informação foi repassada ao ministro pelo colega Guido Mantega, do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Os recursos, que estarão à disposição do ministério a partir de segunda-feira, reforçarão o controle e o combate às principais pragas e doenças que ameaçam a agropecuário brasileira, como febre aftosa, ferrugem da soja, sigatoka negra, mosca da carambola, newcastle, influenza aviária, mal da “vaca louca”, entre outras. Além disso, os recursos serão usados para aumentar a inocuidade dos alimentos e para ampliar a vigilância agropecuária em portos, aeroportos e postos de fronteira em todo o país.
Norte e Nordeste
O dinheiro soma-se ao orçamento inicial de R$ 68 milhões destinados à defesa agropecuária. Dessa maneira, os recursos para estas ações passam a R$ 112 milhões. Ontem (01/07), o ministro Roberto Rodrigues anunciou, durante reunião do Fórum dos Secretários de Agricultura do Norte e Nordeste, em Belém (PA), a liberação de R$ 17,5 milhões para controlar e combater a febre aftosa, a morte súbita dos cítricos e a cydia pomonella, o chamado bicho-da-maçã, além de destinar recursos para as pesquisas com novos clones de cacau ao Instituto Biofábrica de Cacau, com sede em Itabuna (BA).


Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – 2/7/2004
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Gustavo Porto


Ribeirão Preto – A gigante norte-americana de alimentos Cargill anunciou hoje a saída do mercado de suco de laranja no Brasil e a venda de todos os ativos para a Cutrale e para a Citrosuco, as duas maiores empresas mundiais do setor, ambas de capital fechado e 100% nacional. A multinacional alegou questões estratégicas para a venda e o valor do negócio não será divulgado por se tratar, segundo elas, de sigilo contratual.

Todos os bens das unidades ficarão com os novos proprietários e os 1.651 funcionários da Cargill serão mantidos, assim como os contratos já feitos com produtores de laranja, de acordo com informações da Cutrale e da Citrosuco.

Com a compra, Cutrale e Citrosuco irão concentrar cerca de 70% do mercado processador brasileiro, o maior do planeta, que movimenta 80% das exportações mundiais e fatura US$ 1,5 bilhão. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), Ademerval Garcia, afirmou que o negócios terá de ser analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Quando ocorre uma concentração dessa é normal que isso ocorra”, disse Garcia.

A gerente de assuntos corporativos da Cargill no Brasil, Maria Helena Miessva, informou que a empresa terá prioridade por um período, ainda a ser definido, na compra do suco de laranja e na distribuição do produto das duas unidades vendidas no mercado europeu.

O diretor-executivo da Citrosuco, Maurílio Lôbo, afirmou que o negócio é uma conseqüência da posição da empresa de ser compradora de ativos no País. “Nós sempre declaramos que somos compradores de ativos, desde que eles dêem continuidade ao nosso negócio. Estamos muito felizes com a aquisição, pois é uma mostra da confiança que nós temos no agronegócio nacional e na capacidade exportadora do País”, afirmou.

Para o diretor da Cutrale, Marcos Moraes, “a compra dos ativos é uma vitória do Brasil”. O executivo avaliou com otimismo o fato de a Cargill se manter como negociadora das duas empresas. “A Cargill certamente vai nos ajudar a buscar novos mercados, o que é um desafio hoje. Não na Europa, mas na Ásia, para onde está todo o foco do setor”, afirmou.



Jornal O Estado de São Paulo – 2/7/2004
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Dênio Maués


O Portal UNESP oferece agora duas novas opções de informação: Previsão do Tempo e Empresas Juniores. A previsão do tempo é realizada pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), Unidade Complementar da UNESP, campus de Bauru, com dois radares que operam simultaneamente. Eles permitem o monitoramento das chuvas em praticamente todo o Estado de São Paulo e Paraná, sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro e da região sudeste de Mato Grosso do Sul. Também possibilitam a quantificação da precipitação em área interior àquelas monitoradas.

Além do monitoramento propriamente dito, os dados obtidos a partir dos radares de Bauru e Presidente Prudente fornecem subsídios para as diversas áreas de pesquisa do IPMet. A pesquisa e a prestação de serviços à comunidade sempre nortearam os trabalhos do IPMet, que realiza relevante contribuição à sociedade em geral e aos seus setores produtivos.
Endereço: www.ipmet.unesp.br/previsao/prevtexto.html

Em um banco de dados, a Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI) reuniu as 21 empresas juniores da UNESP. Por meio deste arquivo, o internauta pode ter acesso à consultoria de áreas diversas, tais como agropecuária, engenharia, farmácia, relações públicas. As empresas juniores são formadas por alunos que se destacam em seus cursos de graduação, selecionados por docentes, que também supervisionam suas atividades.
Endereço: www.unesp.br/junior

UNESP – 2/7/2004
http://www.unesp.br/

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Rosana de Fátima Cunha

O secretário de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano, concede entrevista às 15h de hoje (02/07), em seu gabinete, para falar sobre a decisão do governo argentino de suspender o embargo à carne brasileira. A partir de zero hora deste sábado (03/07), o Brasil já pode retomar as exportações de carne para a Argentina, suspensas há mais de uma semana em razão do registro de um caso de febre aftosa no interior do Pará

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – 2/7/2004
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Assis Moreira De Genebra

O Brasil e outros países conseguiram bloquear na quinta-feira a revisão do Código de Ética para o Comércio Internacional de Alimentos, num confronto diplomático durante a reunião anual da comissão do Codex Alimentarius, órgão que estabelece novos padrões para alimentos, com influência crescente no comércio internacional desse setor de mais de US$ 400 bilhões por ano.

O Brasil, que hoje tem problemas com exportações de soja (China) e carnes (Argentina) por conta de problemas sanitários, alegou que a revisão do código extrapola esta área e pode ser usada para criar novas barreiras não tarifárias.

O Código de Ética existe desde 1979 no âmbito do Codex Alimentarius. As normas do Codex referenciam disputas sobre alimentos na OMC, e incluem estímulos para que, voluntariamente, as vendas internacionais de alimentos respeitem medidas éticas para evitar produtos de má qualidade e insalubres. Por inspiração da União Européia, a idéia, agora, é que os países dêem garantias de segurança dos alimentos que exportam. O Brasil concorda, mas teme que seja aberto espaço para a introdução arbitrária de novas restrições comerciais sob alegação de combate a questões sanitárias.

Nesse cenário, Brasil, EUA, Austrália, toda a América Latina e países de África e Ásia frearam a reforma e impuseram nova consulta até novembro para os governos se pronunciarem sobre até que ponto estão interessados no fortalecimento do Código de Ética. Entre as modificações propostas até agora, estão também as aplicações do código ao setor privado no comércio de alimentos, exigências de harmonização das normas nacionais com as do Codex e as conseqüências para quem não cumprir o código.

A Grocery Manufacturers of America (GMA), maior associação mundial de empresas de alimentos e bebidas, impulsionou a administração americana a se opor à revisão apoiada pela UE. Para a GMA, o novo código afetaria os direitos e obrigações dos países contidos no Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC.

E, finalmente, a briga sobre o queijo parmesão continua na comissão do Codex. O Comitê de Leites e Produtos Lácteos quer elaborar uma norma para o parmesão, apoiado pelo Brasil e quase todos os outros países. Mas a UE é contra, sob a alegação de que o produto é denominação de origem protegida.

Jornal Valor Econômico – 2/7/2004
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Sergio Leo De Brasília

Os responsáveis pelo projeto Galileu, uma rede européia que pretende concorrer com o sistema americano GPS, de orientação por satélite, estão otimistas em relação à participação do Brasil como sócio da iniciativa. “Sentimos que as pessoas que encontramos no Brasil têm sério interesse numa participação ambiciosa”, disse o responsável da União Européia pelo projeto Galileu, Olivier Onidi.

A UE tem forte interesse na participação do Brasil, no apoio institucional para a negociação internacional do projeto, no uso da capacidade espacial brasileira e na colaboração do setor empresarial com aplicações tecnológicas da localização por satélite, insistiu Onidi. O Brasil, como a Europa, defende o multilateralismo em relações internacionais e não pode depender de um sistema vital controlado por um só país e, especialmente, pelo departamento de Defesa dos EUA, argumentou, em referência ao GPS.

Acompanhado de representantes da Agência Espacial Européia, Onidi se reuniu com autoridades da Agência Espacial Brasileira e dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. Hoje, estará em São Paulo para reuniões com empresários. O Brasil, disse, pode escolher associar-se como acionista ou contribuir com instalações físicas e equipamentos, em bases de acompanhamento no solo.

Os europeus pretendem lançar 30 satélites, apoiados por uma rede extensa de estações no solo (o GPS tem 24 satélites). A China já destinou 300 milhões de euros para associar-se; a Índia 200 milhões, e Israel, pelo menos 30 milhões de euros.


Jornal Valor Econômico – 2/7/2004
http://www.valor.com.br

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