Sergio Leo De Brasília

Os responsáveis pelo projeto Galileu, uma rede européia que pretende concorrer com o sistema americano GPS, de orientação por satélite, estão otimistas em relação à participação do Brasil como sócio da iniciativa. “Sentimos que as pessoas que encontramos no Brasil têm sério interesse numa participação ambiciosa”, disse o responsável da União Européia pelo projeto Galileu, Olivier Onidi.

A UE tem forte interesse na participação do Brasil, no apoio institucional para a negociação internacional do projeto, no uso da capacidade espacial brasileira e na colaboração do setor empresarial com aplicações tecnológicas da localização por satélite, insistiu Onidi. O Brasil, como a Europa, defende o multilateralismo em relações internacionais e não pode depender de um sistema vital controlado por um só país e, especialmente, pelo departamento de Defesa dos EUA, argumentou, em referência ao GPS.

Acompanhado de representantes da Agência Espacial Européia, Onidi se reuniu com autoridades da Agência Espacial Brasileira e dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. Hoje, estará em São Paulo para reuniões com empresários. O Brasil, disse, pode escolher associar-se como acionista ou contribuir com instalações físicas e equipamentos, em bases de acompanhamento no solo.

Os europeus pretendem lançar 30 satélites, apoiados por uma rede extensa de estações no solo (o GPS tem 24 satélites). A China já destinou 300 milhões de euros para associar-se; a Índia 200 milhões, e Israel, pelo menos 30 milhões de euros.


Jornal Valor Econômico – 2/7/2004
http://www.valor.com.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.