BRÁS HENRIQUE

Seleção do gado tem melhor rendimento e sistema permite rastreabilidade

Ao assumir, em 1997, a administração da Fazenda Rancho Fundo, de 1.500 hectares, em Cassilândia (MS), que era de seu pai, o agrônomo Sérgio Mariano Xavier Pimentel começou a introduzir a modernização no controle do gado de corte. A idéia, desde o início, era produzir novilho precoce, com inseminação artificial. No entanto, Pimentel logo percebeu que precisava de um eficiente sistema de controle. Com o auxílio do primo Arnaldo Gonsalez Xavier, um analista de sistemas, começou a montar o software hoje denominado Gerenciamento de Rebanho e amp; Rastreabilidade (GRR), já em uso em Cassilândia. “Faltam ainda alguns ajustes, mas o sistema torna o processo de melhoramento genético do gado mais rápido e eficiente, com menos possibilidade de erro humano”, diz Pimentel, que tem cerca de 1.200 vacas matrizes em seu rebanho de 2 mil cabeças.

“Com esse melhoramento genético, já cheguei à pecuária de elite”, afirma o pecuarista, que mora em Bebedouro (SP) e controla sua produção à distância. Mas, já de início, ele inovou no sistema de reprodução do gado: “Uso o método de três estações de monta há dois anos, e apenas com inseminação artificial”, explica, detalhando o seu sistema de ação bimensal: em janeiro e fevereiro ocorrem as inseminações artificiais, em março e abril é a vez do isolamento das vacas; em maio e junho ocorrem as inseminações, com parada em julho e agosto; retoma as inseminações em setembro e outubro e novamente pára em novembro e dezembro. Todos os passos são registrados no computador. “Esse método permite uma receita constante na propriedade”, destaca. Mas, para funcionar satisfatoriamente, Pimentel lembra que é preciso fazer silagem de inverno e rotação de pastagens. Em sua fazenda há oito módulos com piquetes, nos quais os animais rodam a cada cinco dias no inverno e a cada três dias no verão. “Assim, o gado só come a ponteira do capim e vai para o outro piquete.”

Cadastramento
Pelo GRR, todas as matrizes e seus descendentes são cadastrados por sexo, idade, raça e pelagem, entre outros detalhes. São também registradas as inseminações artificiais e suas condições (dia, sêmen de qual touro), nascimentos (peso, raça, condição do parto), registro individual de ocorrências, desmama do bezerro (com controle de ganho médio diário de peso, que, pelo desvio-padrão, pode se determinar, por exemplo, se a mãe sairá do lote de matrizes e irá para o abate), além do destino do próprio bezerro (se irá para abate ou venda), saídas e até informações para evitar cruzamento consangüíneo.

No início, tudo era anotado em relatórios de campo, numa planilha. Pimentel jogava os dados no computador e fazia o controle, mas faltava um programa específico, que saiu de sua imaginação para a tela do computador há oito meses. O GRR controla ainda o estoque de produtos agropecuários (ração, sais minerais e até insumos como parafusos), sêmen, brincos, vacinação e atendimento veterinário. Também apresenta uma agenda diária de atividades: desmama de um bezerro ou vacinação de um determinado lote de animais. Em breve, o funcionário poderá anotar e ter todos os detalhes do rebanho num palmtop, evitando o uso de papel no campo.

Pimentel pensa em dividir com outros pecuaristas o conhecimento de gerenciamento do GRR e acredita que em dois ou três meses poderá pôr o software à disposição dos interessados. Ele assegura que o desempenho da sua fazenda melhorou muito com o sistema informatizado. Antes, a fazenda tinha cria anual de 240 bezerros, atualmente está entre 600 e 700. “Isso sem contar o aumento de qualidade do próprio bezerro e do encurtamento no prazo de abate dos machos.” Atualmente, 360 cabeças/ano são destinadas ao abate, enquanto antes o número não chegava à metade disso. “Agora tenho animais com qualidade de exportação e rastreabilidade.”

Serviço
Sérgio Pimentel, (17) 3342-1091


Jornal O Estado de São Paulo – Agrícola -7/7/2004
http://www.estadao.com.br/

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Da redação


GENEBRA – Funcionários de alto escalão do setor de agricultura dos EUA, União Européia, Brasil, Índia e Austrália preparam nesta quarta e quinta-feiras, em Genebra, a reunião que será realizada no fim de semana, em Paris, dos ministros de comércios désses países para impulsionar um acordo sobre a liberalização do setor.

Estarão presentes, entre outros, o representante comercial dos EUA, Robert Zoellick, Os comissários de Comércio e Agrivultura da UE, Pascal Lamy e Franz Fischler, e o ministro brasileiro de Relações Exteriores e ex-embaixador na OMC, Celso Amorim.

A reunião de Paris, que deve ser realizada na embaixada brasileira, deve servir para buscar elementos de convergência que ajudem o presidente do comitê de Agricultura da OMC, o neozelandês Tim Groser, a preparar o esperado documento sobre a abertura do setor, chave para o êxito da rodada lançada em Doha, em novembro de 2001.


Jornal O Globo – 7/7/2004
http://oglobo.globo.com/online/

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Da redação


RIO – O vinhedo de Pickberry, no condado californiano de Sonoma, está utilizando tecnologia wireless (wi-Fi) para obter uvas de melhor qualidade. Sensores instalados nos campos de plantação ajudam a monitorar a temperatura, a umidade e a umidade do solo. Com o novo método, providências como a irrigação e a aplicação de produtos químicos passaram a ser adotadas somente quando se tornam necessárias.

Bill Westerman, sócio da empresa de consultoria Accenture, especializada em alta tecnologia, avalia que o sistema wi-fi já representa uma alternatriva natural para os produtores de uva obterem melhores colheitas, o que também tem se refletido na fabricação de vinho, uma das especialidades da região.

_ Espalhar cabos ao longo das plantações para alcançar esses resultados seria algo inviável – disse Westerman.

Cada um dos sensores instalados em torno dos vinhedos de Pickberry tem monitores onboard para diversas circunstâncias relacionadas com a saúde das plantas. As uvas que foram obtidas com a nova tecnologia deram origem a vinhos de qualidade que acabaram premiados na região, segundo informou o especialista americano.


Jornal O Globo – 7/7/2004
http://oglobo.globo.com/online/

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PRNewswire-FirstCall


WILMINGTON, Delaware, 07/07/2004 /PRNewswire-FirstCall/ – O sistema BAX(R), um instrumento de diagnóstico baseado na genética e desenvolvido pela DuPont Qualicon, foi aprovado pelo Ministério da Agricultura no Brasil como método de referência oficial para detectar a presença da salmonella em amostras de alimentos, água e ambientais.

Uma avaliação conduzida pelo Ministério em mais de 1.800 amostras em cinco laboratórios concluiu que o sistema BAX(R) era equivalente ao método de cultura tradicional que vem sendo utilizado pelo governo nos últimos 40 anos.

Como Método de Referência Oficial, o sistema BAX(R) agora pode ser usado em todo o Brasil para ajudar a garantir a segurança do suprimento alimentar do país e proteger o futuro de suas exportações. (FONTE DuPont)


PRNewswire – 7/7/2004
http://www.prnewswire.com.br/

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Fernando Lopes De São Paulo


A balança comercial brasileira do setor de agronegócios confirmou as expectativas e voltou a bater recordes históricos em junho passado. Os resultados foram sustados tanto pelo aumento do volume de embarques dos principais produtos da pauta exportadora quanto por valorizações de preços no mercado internacional.

Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, as exportações do setor renderam US$ 4,404 bilhões no mês, 68,54% mais que em junho de 2003 e maior valor mensal já registrado. Apesar do crescimento de 14,9% das importações, que atingiram US$ 442,6 milhões, o superávit da balança do campo chegou a US$ 3,962 bilhões no mês, 77,9% mais que em junho do ano passado e também um recorde mensal. “Nunca as exportações do setor de agronegócios tinham superado US$ 4 bilhões em um mês”, afirmou Eliezer Lopes, coordenador-geral de apoio à comercialização do Ministério da Agricultura.

Conforme Lopes, no acumulado de janeiro a junho deste ano os embarques totalizaram US$ 18,496 bilhões (35,8% mais que no mesmo período de 2003) e o saldo, US$ 16,084 (42,6% mais), recordes semestrais. E ele destacou ao Valor, ainda, que nos últimos 12 meses até junho as exportações somaram US$ 35,515 bilhões e o saldo, US$ 30,651 bilhões, nos dois casos cerca de US$ 5 bilhões a mais que os totais verificados em 2003.

As vendas no exterior dos produtos do complexo soja – grão, farelo e óleo – voltaram a liderar a pauta brasileira tanto em junho quanto no acumulado do primeiro semestre. Lopes lembra que, apesar da produção nacional ter diminuído na safra 2003/04, em virtude de problemas climáticos no Centro-Oeste e no Sul do país, o volume exportado manteve-se em alta e os preços no mercado internacional mostraram-se firmes.

E Renato Sayeg, da Tetras Corretora, disse que é de se esperar um ritmo forte de exportações do complexo soja também em julho e em agosto, uma vez que os embarques estão atrasados em relação ao ritmo do ano passado. “Com certeza os resultados de julho e agosto também mostrarão significativo crescimento na comparação com os mesmos meses de 2003”. Sayeg afirmou que, depois de agosto, a safra dos EUA começa a chegar no mercado, e que, portanto, o Brasil tende a acelerar suas vendas para não enfrentar problemas de preços e até de navios disponíveis para transportar suas cargas.

As carnes mantiveram a segunda posição no ranking das exportações dos agronegócios tanto em junho quanto nos primeiros seis meses do ano, ficando o item “madeira e suas obras” no terceiro posto nas duas listas. Na relação específica do mês de junho, Lopes chamou a atenção para o crescimento de 56,1%, para US$ 317,5 milhões, das exportações de açúcar e álcool, que ocuparam a quarta posição. “No caso dos embarques do setor sucroalcooleiro, vale lembrar que o melhor resultado veio com o aumento da produção e com a manutenção dos preços em um patamar praticamente estável”, afirmou.

Ver mais em www.agricultura.gov.br

Receita com exportações de café cresce 19% no semestre

De São Paulo

As receitas com a exportação de café (grão e solúvel) atingiram US$ 862,9 milhões no primeiro semestre, um aumento de 19,1% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em volume, os embarques recuaram 6,8%, nos seis primeiros meses deste ano, para 11,711 milhões de sacas de 60 quilos.

“As exportações no primeiro semestre ficaram abaixo do normal, ainda como reflexo da menor safra de café, referente ao ciclo 2003/04, sobre 2002/03, que registrou colheita recorde”, afirmou Guilherme Braga, presidente do Cecafé. Outro fator, de acordo com ele, foi a retirada de cerca de 1 milhão de sacas de café do mercado doméstico, no fim do ano passado, por meio dos contratos de opção de venda, realizados pelo governo federal. “Esse café só retornou ao mercado em junho, com os leilões feitos pelo governo”, disse o executivo.

A expectativa do setor é de que os volumes de exportação de café voltem a se recuperar no segundo semestre, por conta da colheita da nova safra, a 2004/05. O Cecafé estima que cerca de 15 milhões de sacas sejam exportadas neste segundo semestre. Para o ano-civil de 2004, a previsão é de que os embarques somem 26,7 milhões de sacas de café, ante 25,5 milhões de sacas do ano anterior. A receita neste ano deverá ser de US$ 1,8 bilhão, 20% acima do total do ano passado, que chegou a US$ 1,5 bilhão. (MS)



Jornal Valor Econômico – 7/7/2004
http://www.valor.com.br

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