Sergio Leo De Brasília

O Brasil e os países em desenvolvimento integrantes do G-20, entre eles Índia, Egito e China, decidiram ontem aceitar o texto sobre agricultura elaborado pela direção da Organização Mundial do Comércio (OMC) como base das negociações de liberalização comercial e traçaram ontem a estratégia conjunta para defender seus interesses comuns.

Os países do G-20 se queixam de que a proposta elaborada pelo presidente do conselho-geral da OMC, o japonês Shotaro Oshima, é vaga nas vantagens concedidas aos países em desenvolvimento mas permite aos países desenvolvidos manterem uma extensa lista de produtos agrícolas “sensíveis”, para os quais será permitido manter cotas de importação e tarifas altas (ainda que descrescentes).

O G-20 reúne grandes países em desenvolvimento interessados em evitar que os resultados das negociações agrícolas reflitam apenas os interesses dos países mais ricos, como Estados Unidos e integrantes da União Européia. Um dos principais pontos de contato do grupo é o interesse em eliminar os subsídios dos países desenvolvidos que deprimem preços internacionais e distorcem o mercado ao criar condições artificiais de competição para os produtores beneficiados.

O G-20, segundo defendeu o embaixador brasileiro em Genebra, Luis Felipe de Seixas Correia, nas consultas informais que se ralizam em Genebra, quer maior definição em relação à redução dos subsídios logo após as conclusões das negociações – a chamada rodada Doha de Desenvolvimento. O Brasil tem interesse especial em mudar o texto-base da OMC para tornar mais claros os compromissos de redução dos chamados subsídios da caixa azul – subsídios destorcidos, mas vinculados a compromissos de redução ou limitação de produção agrícola.

Da forma como está a proposta apresentada por Oshima, segundo avaliação dos diplomatas brasileiros, o texto aceita as propostas existentes de manutenção da caixa azul (que o Brasil preferiria eliminar em prazo curto) e não é claro o suficiente em relação às regras para controlar esses subsídios. Especialistas como Marcos Jank, do Instituto Icone, alertam para o risco de que seja mantido o volume já existente dos subsídios desleais dos países ricos, com mudanças apenas superficiais nas regras.

O texto de Oshima trata de outros aspectos da negociação da Rodada Doha, como a redução de barreiras para produtos industrializados, as regras para tratamento diferenciado aos países em desenvolvimento, a “implementação” de compromissos já assumidos na OMC e até hoje adiados e avanços em “facilitação de comércio” (modernização e diminuição da burocracia nas alfândegas).

O compromisso do G-20 de adotar o texto como base das negociações faz parte de um esforço para alcançar até o fim de julho um texto-base que oriente os próximos passos da rodada de Doha – que originalmente deveria ser concluída até o fim deste ano. Ontem, como na véspera, o diretor-geral da OMC, Supachai Panitchpakdi alertou os negociadores para a necessidade de se alcançar um acordo em torno do texto base no prazo previsto, até o fim de julho, sob o risco de que o fracasso adie por anos o esforço multilateral de liberalização de comércio e desmoralizar as negociações.

Há em Genebra, porém, forte resistência de grupos de países ricos com forte proteção agrícola, como Noruega, Suíça e Japão, e dos países mais pobres, que não aceitam a falta de uma proposta mais clara para minimizar o impacto negativo sobre os produtores africanos dos subsídios concedidos aos produtores norte-americanos de algodão.

Segundo um diplomata brasileiro, a preocupação generalizada com os prazos para a negociação leva a crer que, na melhor das hipóteses, o que sairá de Genebra será um texto com “alto nível de generalidade”. A proximidade das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos, que podem dar lugar a uma administração ainda mais protecionista, e a troca de comando na comissão européia, em outubro, que pode paralisar as decisões sobre comércio internacional por meses, indicam que esse esforço pode ser frustrado por obstáculos maiores, à frente.


Jornal Valor Econômico – 21/7/2004
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Cibelle Bouças De São Paulo


O Sistema da Produção Integrada de Frutas (PIF) deve ser aceito pelos importadores europeus como programa oficial de certificação até 2005, segundo informações do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). O PIF tem normas semelhantes às definidas pela Eurepgap (associação que estabelece regras para importação por grandes redes de supermercados europeus) e foi criado em 1999 para ser um selo de qualidade internacional com custos mais baixos para os exportadores.

A certificação, feita por laboratórios credenciados, é coordenada pelo Inmetro e só terá validade internacional quando o Eurepgap reconhecer a instituição como órgão competente. “O sistema de produção já foi avaliado em junho pelo Eurepgap. Falta a JAZ-ANZ [Joint Accreditation System of Australia and New Zealand], contratada pela associação, avaliar a competência do Inmetro como órgão acreditador”, afirma Paulo Ferracioli, coordenador-geral de articulação internacional do Inmetro.

Hoje, 65% das exportações brasileiras de frutas vão para a Europa. Segundo o Ministério da Agricultura, o PIF é adotado por cerca de mil produtores e envolve as culturas de abacaxi, banana, caju, caqui, citros, coco, figo, goiaba, maçã, mamão, manga, maracujá, melão, pêssego e uva.

Para Ferracioli, a imposição de barreiras técnicas por empresas preocupa porque tais travas não podem ser alvo de recurso na OMC. Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Silex Trading, observa que essas barreiras não-tarifárias se multiplicam e o Brasil não acompanha esse ritmo. Renato Henz, gerente de projetos do Ministério da Agricultura, admite que o país não está totalmente preparado para atender às exigências internacionais e que há dificuldades para fiscalizar produtos que entram no país, principalmente por terra.


Jornal Valor Econômico – 21/7/2004
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Produto
Carne de avestruz

Descrição
Carne de avestruz. Fornecemos para restaurantes e lojas ezpecializadas em carnes exóticas. Compramos aves para abate, num raio de 200 km de Belo Horizonte.

Telefone
(31) 9985-0334
Contato
Renato Simoni

E-mail
renatosimoni@yahoo.com.br

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Produto
Vídeo: Avestruz: do abate à comercialização

Descrição
Etapas do abate descritas no vídeo: Transporte (embarque e desembarque); Inspeção Ante-Morten; Banho anterior a insensibilização; Insensibilização (Eletro-choque – Pistola Dardo Cativo); Sangria; Deplume; Esfola; Evisceração; Descanso e jejum; Divisão das carcaças em Hemi-carcaças; Pesagem de carcaças; Higienização das Hemi-carcaças; Resfriamento; Processamento (desossa); Nomenclatura dos Cortes; Embalagem dos cortes; Marketing; e Cozinhando Avestruz

Valor:
R$ 100,00 + Sedex.

Formas de pagamento:
Sedex a cobrar: Valor pago ao retirar a fita de vídeo na agência dos Correios mais próxima do seu endereço. Incluir CPF e RG.

Depósito Bradesco Ag. 3437 – C.C. 7219-2 – Renato Lobato Simoni
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Entrega:
24 horas para as capitais e 72 para interior
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Contato:
Renato Simoni

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Pricipais Produtos
Mudas Frutiferas enxertadas: manga, caju acerola, sapoti, sapota, goiaba e citros.

Descrição

A Plante Mudas Agroindústria, está instalada na localidade de Barroquinha, Ceará, possuindo escritório em Fortaleza. Tem registro no Ministério da Agricultura, número CE 06481-5. Produção própria de todas as variedades de mudas frutiferas enxertadas, elaboração de projetos agrícolas, cursos de capacitação em cajucultura e fabricação de máquinas para gêneros alimentícios.
Telefone
(85) 217-1306 • (85) 8804-5574
Contatos
Edmundo Alves da Silva Filho – Eng. Agrônomo
José Julião Cavalcante – Gerente de Agronegócio

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edmudas@bol.com.br

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