Jacqueline Lopes


Começa amanhã em Coxim, o Seminário Nacional sobre a Produção de Carne Bovina com Qualidade. Em Coxim, o evento acontece na próxima sexta-feira, dia 23, no parque de
exposições do sindicato rural patronal do município. Serão discutidos o mercado da carne, o impacto da nutrição na produção de qualidade, as estratégias para uso adequado dos recursos genéticos.
Os temas das palestras são: “Transformando Dificuldades em Oportunidades”, “Gestão do Solo, da Água e das Pastagens”, “Integrando Genética e Nutrição no Sistema de Pastejo”, “Racionalização de Bovinos de Corte: Bases Biológicas para o Planejamento”.
Os Seminários sobre a Produção de Carne Bovina de Qualidade são promovidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sob a coordenação da Associação Brasileira do Novilho Precoce.
Após o evento de Coxim, dia 23, vai acontecer mais um seminário no Estado de Mato Grosso do Sul, no dia 30 de julho, no município de Três Lagoas, no anfiteatro da Universidade de Três Lagoas.


Campo Grande News – 22/07/2004
http://www.campograndenews.com/view.htm?id=239024

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Da redação

O professor da Faculdade de Medicina Veterinária George Stilwell defendeu hoje que o mau transporte de animais para consumo origina carne de má qualidade.

O docente é o organizador de um simpósio que decorre amanhã no auditório principal da Faculdade de Medicina Veterinária, em Lisboa, subordinado ao tema “O transporte animal em Portugal”.

George Stilwell, que será o primeiro orador neste encontro, explicou à Lusa a oportunidade de falar sobre este tema, lembrando que em breve a legislação sobre transporte de animais poderá ser alterada. A alteração da legislação há muito que é reivindicada pelos defensores do bem-estar animal.

Para George Stilwell, além do bem-estar dos animais está em causa a segurança da alimentação do homem: “Um mau transporte dá origem a carne de má qualidade, principalmente no caso dos suínos”, disse.

O professor explicou que os animais que sofrem agressões – voluntárias ou por má acomodação durante o transporte – têm hemorragias e que estas deterioram a carne.

Este facto e outros “mais subtis” estão “provados cientificamente”, assegurou o especialista.

No simpósio de amanhã participam vários especialistas, entre os quais Donald Broom, da Universidade de Cambridge e relator de um documento que serviu de base à proposta da Comissão Europeia de alteração da legislação sobre o transporte de animais.

Em 2003, o Ministério da Agricultura detectou 282 casos de irregularidades no transporte de animais para consumo humano, segundo o Relatório de Segurança Alimentar e Sanidade Animal.

O documento, que reúne as acções de inspecções e fiscalização realizadas pelo Ministério da Agricultura, refere que no que diz respeito a medidas de protecção e bem-estar animal nas explorações, no abate ou durante o transporte, foram feitos 1058 controlos. Destas acções resultou a abertura de 14 processos de contra-ordenação. Especificamente relacionadas com o transporte de animais foram detectados 282 casos irregulares.

O mesmo documento adianta que a Direcção-Geral de Veterinária registou 210 casos de animais não identificados segundo as normas, sete casos de falta de higiene em matadouros e 5155 atrasos ou ausências de comunicações ao Sistema Nacional de Identificação e Registo de Bovinos (o sistema que permite fazer o rastreio dos animais).

Ainda no ano passado o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR tinha detectado, num só dia de 2003, 49 veículos em situação ilegal, dos 50 que inspeccionou.

“Animais feridos, transportados há demasiado tempo – sem paragens para descansar, comer e beber -, em número excessivo e sem o devido boletim exigido para o abate” foram as principais irregularidades detectadas pelo Sepna em 2003.

Jornal Público – PT
http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1199623

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