Da Redação

A fazenda Mosquera e amp; Grandal recebeu a imprensa no dia 24 de julho para apresentar seu sistema de produção do Vitelo Gallego, uma proposta para produzir carne com valor agregado, que tem demanda nos mercados interno e externo.

Eduardo Grandal justificou a proposta do Vitelo Gallego como solução viável para o Brasil. O sistema está sendo implantado, em parceria com os governos de Santa Catarina e Pernambuco. Também inicia parceria com a prefeitura de Juiz de Fora (MG), num programa voltado para produtores de leite (Girolando), para os bezerros machos, ampliando os lucros das propriedades.

Considerando a carne de vitelo um produto voltado para nichos mais sofisticados, como restaurantes de primeira linha (atualmente está no cardápio da rede de hotéis Melliá) e para exportação (mercado europeu), Eduardo Grandal propõe um modelo para agregar valor. Contudo, chama a atenção para uma preocupação que deve ser destacada por todos os que se dedicam a desenvolver programas voltados para o desenvolvimento de produtos; “Faltam ao Brasil garantias sanitárias e rastreabilidade. O produto Vitelo Gallego é reconhecido em todo o mundo e podemos ganhar nichos especiais, com garantias e rastreabilidade. O nosso sistema de produção faz a lição de casa, aplicando a rastreabilidade ponta-a-ponta e aplicando as boas práticas, também ponta-a-ponta”.

Confirmando o que diz, Grandal pesou três animais entre os destinados ao abate técnico no dia 26 de julho, e os jornalistas presentes receberão uma senha para “rastreá-los” nas seqüências seguintes. Haverá uma demonstração da rastreabilidade aplicada durante a Conferência Internacional sobre Rastreabilidade de Alimentos, que será realizada de 21 a 24 de setembro próximo, em São Paulo.

O sistema de rastreabilidade escolhido é tecnologia INKOA (Espanha) representada no Brasil pela Agrobiz. Trata-se de tecnologia de Internet, viabilizando gestão on line e adequação caso a caso, cobrindo toda a cadeia produtiva, até o consumidor final, que pode verificar a origem e o histórico do produto que vai consumir. O Sistema Inteligente INKOA permite implantar a rastreabilidade em qualquer tipo de alimento, animal ou vegetal.

Produzindo Qualidade

Grandal esclarece que o sistema de produção do Vitelo Gallego, com base no cruzamento industrial, não faz restrição a nenhuma raça. No minucioso sistema de controle e avaliação que aplica em todas as etapas, avalia cada tipo de cruzamento. Os abates técnicos têm sido realizados dos 6 aos 12 meses e, conforme cada caso, é estabelecida a idade ideal e mais rentável para o vitelo.

Na Fazenda Mosquera e amp; Grandal foi definida a idade para o abate aos 9 meses. Ali são feitos cruzamentos via inseminação artificial da Rubia Gallega com vária raças e os resultados são satisfatórios: o custo por unidade animal é de R$ 500,00 e o preço da venda é de R$ 830,00. Também são abatidas as fêmeas que não sejam selecionadas para matrizes, porque as fêmeas produzem gordura mais cedo que os machos.

Nos diversos abates técnicos (aos 10,11,12 e 13 meses), não foi constatada diferenças na cor da carne e, para cruzamentos com raças diferentes a conformação final do animal é semelhante, com rendimento médio de carcaça entre 59 e 61%.

Concluindo, Eduardo Grandal diz: “O que importa é que, para produzir o Vitelo Gallego temos um programa que funciona na prática, sem complicações. Um produto nos melhores padrões para atender mercados exigentes. Um produto que agrega valor”.

(fonte: Agrobiz)


Visão Pecuária – 29/07/2004
http://www.visaopecuaria.com.br/

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Assis Moreira De Genebra

O grupo de “produtos sensíveis” que a União Européia, Japão e outros países querem excluir de liberalização cobre 20% das linhas tarifárias e 55% da produção agrícola dos países industrializados, estima o Banco Mundial em estudo recém-publicado. Isso reduz substancialmente o impacto da negociação agrícola na OMC para abrir mercados às exportações do Brasil, Argentina e outros produtores competitivos. Essa é principal divergência na OMC para se alcançar um acordo até sexta-feira.
O G-20 aceitou, em suas propostas iniciais, que houvesse flexibilidade para os industrializados protegerem alguns produtos, desde que pagassem um preço. Mas o mediador agrícola, Tim Groser, deu uma ampla definição de produtos sensíveis, como “quase todos” aqueles cobertos atualmente por cotas tarifárias (limites de importação). Ao mesmo tempo, estabelece uma redução na tarifa extra-cota, deixando o acesso basicamente por esse meio.
O problema é que os produtos submetidos a cotas são muitos e também os de maior interesse exportador de países como o Brasil. Dados da OMC mostram a existência de mais de 1.400 cotas. No G-10, a Noruega tem 232 cotas. A União Européia tem 84, mas dois novos membros têm ainda mais: a Polônia, 90, e a Hungria 70. Nos países em desenvolvimento, o número de cotas é muito baixo. A China tem 10, o Brasil duas e a Índia nenhuma.
Os cálculos da Austrália, líder do Grupo de Cairns, são de, globalmente, 25% das linhas tarifárias poderiam ser consideradas “produtos sensíveis”. O G-10 estima que entre seus membros os sensíveis variam de 15% a 45% da produção agrícola e os franceses dizem que na UE, esses produtos são 12% do comércio.
Nesse cenário, o G-20 propôs emenda para limitar os “sensíveis” e expandir as cotas como pagamento. Para os EUA, quanto mais um país tiver produto a ser protegido, deve se comprometer com um percentual maior de corte tarifário. A insatisfação é generalizada e sem mudança no texto de Groser dificilmente haverá acordo.

Jornal Valor Econômico – 28/7/2004
http://www.valor.com.br

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Da Redação

União Européia está disposta a cortar subsídios agrários, mas impõe condição a parceiros no comércio internacional. Reunião da OMC em Genebra quer estabelecer cronograma para reativar rodada de Doha.

Às vésperas da reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC), que se inicia nesta terça-feira (27/07) em Genebra, a União Européia estabeleceu em consenso a posição a ser defendida nas negociações pelo comissário do Comércio, Pascal Lamy, que representa em nome da Comissão Européia o bloco de 25.
Após um encontro dos ministros do Exterior em Bruxelas, na segunda-feira, Lamy confirmou que a União Européia está disposta a abolir completamente os subsídios que paga aos agricultores, desde que outros parceiros no comércio internacional apresentem propostas semelhantes. “Se aceitamos zero subsídio às exportações, isto é um grande passo para a frente. O zero é um número tremendamente preciso. Daí resulta a necessidade de que outros parceiros realizem esforços correspondentes.”
França satisfeita
A conferência ministerial extraordinária fora agendada principalmente em função de pressão da França. Paris temia que a Comissão Européia fizesse concessões apressadas e unilaterais na questão dos subsídios. É que o esboço de um acordo que deve ser aprovado até o final do mês prevê a abolição de todas as formas de subsídios às exportações de produtos agrícolas num “prazo confiável”.
O governo francês insistia em que se ressaltasse que essa reivindicação deve ser cumprida por todos os parceiros econômicos, em especial os Estados Unidos. Ficou claro agora que esta condição será expressa pela Comissão Européia nas negociações. Não é de se admirar, portanto, que o ministro francês do Exterior, Michel Barnier, tenha se declarado satisfeito com o resultado da reunião em Bruxelas. Com dois milhões de pessoas trabalhando na agricultura, a França é o país que mais aproveita do sistema de subvenções agrárias da União Européia.
A fim de garantir que não haja decisões precipitadas em Genebra, combinou-se ainda que, antes do fim de semana, os ministros dos 25 países-membros voltarão a se reunir, a fim de reajustar sua posição nas negociações com os demais parceiros na OMC.
Meta: estabelecer um cronograma – O encontro de dois dias em Genebra vai ocupar-se menos com questões de conteúdo. O objetivo principal é estabelecer um cronograma para a reativação da chamada rodada de Doha, paralisada desde o fracasso das negociações em Cancún, em setembro do ano passado. Os subsídios num total de 300 bilhões de dólares que os países industrializados concedem anualmente a seus agricultores já foi naquela ocasião um do principais motivos do fracasso da reunião na cidade mexicana.


Deutsche Welle – 27/07/2004
http://www.dw-world.de/brazil/0,3367,7155_A_1277121_1_A,00.html

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Juliana Cézar Nunes e Stefan Freitas Barth

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, acredita na aprovação da lei de Biossegurança no Senado ainda em agosto, antes do início da nova safra de soja. “Estou otimista quanto a isso”, afirmou Rodrigues, na saída de um encontro realizado no Ministério da Agricultura para a instalação da Câmara Temática de Financiamento e Seguro para o Agronegócio.
A lei de Biossegurança, já aprovada na Câmara, regulamenta a pesquisa e a comercialização de organismos geneticamente modificados. Ela cria o Conselho Nacional de Biossegurança, órgão vinculado à Presidência da República, que terá como missão autorizar, em última instância, as atividades que envolvem o uso comercial dos transgênicos e seus derivados. Caberá à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) emitir pareceres técnicos sobre o assunto.
Considerado polêmico, o projeto que cria a lei de Biossegurança ainda não possui relator no Senado. O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), no entanto, acredita que a matéria será colocada na lista de prioridades para votação. “Conversei com vários senadores antes do recesso e eles disseram que estão conscientes de que a lei é de interesse do País. A base eleitoral dos parlamentares faz uma pressão grande em relação a isso”, revela Marquezelli, que acompanhou de perto a votação da lei na Câmara.

Medida Provisória – No ano passado, o Governo Federal publicou uma medida provisória que autorizou a plantação de sementes transgênicas até dezembro de 2003. O coordenador executivo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Sevifredo Paz, teme que uma nova MP seja publicada. “Há uma pauta enorme no Congresso. Não será possível votar a tempo do início da próxima safra, em setembro”, afirma Sevifredo.
Para ele, caso a lei não seja votada, a medida provisória também não deve ser publicada. “Com isso, ficaria proibido o plantio da soja transgênica”, prevê Paz. “Aliás, esse plantio já deve ser impedido pela própria lei. A semente que os produtores mais usam hoje não passou pelos testes previstos pela lei”.
O coordenador executivo do Idec também reclama da falta de fiscalização dos produtos transgênicos já comercializados. Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria conferir se os rótulos de produtos com substâncias transgênicas contêm essa informação para o consumidor.
De acordo com a assessoria da Anvisa, esse trabalho está a cargo dos departamentos de Vigilância Sanitária locais. A Anvisa reconhece que não possui laboratórios equipados para avaliar a quantidade de elementos transgênicos em cada produto.

Folha do Amapá – 28/07/2004
http://folhadoamapa.com.br/diario_comments?id=P5268_0_4_0

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Gustavo Porto

Ribeirão Preto, SP – O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou hoje que está pedindo ao presidente Lula a criação de uma Secretaria de Relações Internacionais e o envio de dez adidos agrícolas para as embaixadas brasileiras nos principais países com os quais o Brasil mantém relações comerciais. Segundo ele, o tema sempre criou muito tensão com o Itamaraty, “mas graças a articulação e a visão do presidente este assunto está sendo resolvido”.
Rodrigues disse que a missão destes adidos seria a revisão dos 121 acordos sanitários que o Brasil tem com diversos países. O ministro citou como exemplo o embargo da Rússia a carne brasileira ocorrida após a descoberta de um foco de febre aftosa no Pará. “Pelo acordo assinado com o Brasil, a Rússia não pode comprar carne vinda de um Estado vizinho a outro que tenha problema sanitário”, disse.


O Estado de São Paulo – 27/07/2004
http://www.estadao.com.br

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Empresa Desenvolvedora
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Responsável pela Informação
Bernardo a Souza
diretoria@certificadora.com.br










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