Da Redação
Trabalhando para fechar as brechas existentes na lei de proteção contra a doença da “vaca louca”, a FDA (Food and Drugs Administration), proibiu a utilização do cérebro e de outras partes do gado que possam conter o agente infeccioso da doença na fabricação de cosméticos e suplementos alimentares.
Tal ação coloca as restrições da agência em linha com as impostas pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos, que obrigam que estas partes do gado fiquem longe da carne para consumo, desde que um caso da doença foi descoberto em um animal no estado de Washington.
O banimento afeta produtos feitos a partir de animais com mais de 30 meses, idade na qual o governo confirma que a doença pode ser desenvolvida pelo animal. A restrição proíbe a utilização do cérebro e de partes da coluna cervical, que são as regiões do animal onde à proteína causadora da doença da “vaca louca” pode ser encontrada com maior freqüência.
A doença é também conhecida como Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE – Bovine Spongiform Encephalopathy). Pessoas que consomem carne que contenha esta proteína, conhecida como príons, passam a correr o risco de contrair uma doença rara nos seres humanos, porém fatal, conhecida como doença de Creutzfeldt-Jakob.
“As ações atuais irão continuar. Um dos nossos maiores compromissos com a saúde pública é a proteção contra a BSE”, anunciou o secretário da Health and Human Services, Tommy Thompson.
A Health and Human Services continua estudando medidas ainda mais severas, incluindo uma exigência de dados mais rigorosos à serem fornecidos pelos fabricantes, equipamento de processamento desenvolvido para prevenir contaminação e um sistema nacional de identificação dos animais, conforme anunciou o correspondente da CBS News, Barry Bagnato.
O objetivo final é bloquear a transmissão dos príons através da alimentação.
As restrições propostas iriam remover definitivamente qualquer material de risco da cadeia alimentar de todos os animais, inclusive dos animais domésticos, para neutralizar qualquer possibilidade de que alguma ração que possa conter os príons, cheguem à cadeia alimentar do gado, mesmo que tal ração não tenha sido desenvolvida com propósito inicial de alimentar bovinos.
O governo ainda está considerando proibir, para fins alimentares, a utilização da carne de animais abatidos em fazendas ou que chegam nos abatedouros sem condições de andar. O objetivo é impedir que tais animais, que podem estar infectados com o BSE, entrem na cadeia alimentar de pessoas ou de outros animais.
As restrições alimentares estão em pauta, com recomendações feitas por uma comissão internacional de revisão criada pelo Ministério da Agricultura em fevereiro. O governo disponibilizou um período para avaliação pública das regras propostas.
Fonte: CBSnews.com

Compartilhe esta postagem nas redes sociais