Com um total de US$ 31,4 milhões em negócios fechados para os produtos brasileiros, o resultado da Biofach, maior feira mundial de produtos orgânicos, encerrada no domingo (27/2) em Nuremberg, na Alemanha, obteve resultado melhor que o esperado para o Brasil.
Durante a feira, a Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil) resolveu mudar o foco de suas investidas: em lugar de tentar atrair grandes redes varejistas com seções de orgânicos, conversou com pequenas cadeias especializadas nesse tipo de produto, diz Juan Quirós, presidente da agência. E pretende trazê-los ao Brasil em breve para que conheçam produtores de mercadorias que eles mostraram interesse.
Além disso, diz Quirós, o potencial de produção do Brasil interessou a empresários para se tornarem processadores de orgânicos no país, mas eles querem também cativar o mercado interno.
“Os empresários argumentam que eles não podem fazer os investimentos no Brasil só para ele ser base de exportação”, afirmou.
Por isso, segundo ele, nas duas feiras de orgânicos que serão realizadas neste ano no Brasil -em maio, em São Paulo, e em novembro, no Rio-, o público em geral poderá entrar, degustar e aprender um pouco mais sobre produtos e processos orgânicos, para criar cada vez mais familiaridade com esse tipo de produto.

Fonte: Folha de São Paulo

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A Associação Paulista de Criadores de Suínos realizará no dia 14 de março, no auditório da CATI, em Campinas, um debate sobre os prós e contras da suinocultura independente e integrada.
Participarão do evento o suinocultor integrado, Júlio Carneiro, do Centro-Oeste, o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, Wolmir de Souza, Luis Cláudio Cafagni, da Bolsa de Mercadorias e Futuro e Antônio Ianni, Vice-presidente da APCS.
O endereço da CATI é Av. Brasil, 2340, Campinas / SP.
Para mais informações envie mensagem eletrônica para apcs@apcs.com.br ou visite o site www.apcs.com.br.
Giovana de Paula

Fonte: Uniquímica

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O secretário de Energia da Noruega, Oluf Ulseth, e o grupo empresariam norueguês Nordpool inauguraram nesta segunda-feira (28/2) a primeira bolsa mundial para compra e venda de cotas de emissão de dióxido de carbono.
A bolsa, que vinha funcionando em caráter experimental desde 11 de fevereiro, pretende canalizar as operações com CO2 previstas no Protocolo de Kyoto, para redução das emissões de gases do efeito estufa.
“As empresas, que até agora negociam de forma bilateral, poderão recorrer à bolsa para suas compras e vendas de cotas de emissão”, explicou o porta-voz da Nordpool, Knut Lockert.Segundo o porta-voz, “os valores das emissões de CO2 estão cotados entre 7 e 9 euros e o volume de venda que se pode alcançar diariamente varia de 30 a 65 mil toneladas”.
O secretário Oluf Ulseth disse que “este tipo de mercado contribui de forma efetiva para reduzir as emissões dos gases” que provocam o aquecimento da Terra. “Somos os primeiros a estabelecer uma bolsa deste tipo. Em dez dias de negociação, venderam-se 371 mil toneladas de CO2”, declarou o presidente da Nordpool, Torger Lien.
O Protocolo de Kyoto entrou em vigor no dia 16 de fevereiro e permite a empresas privadas a compra e venda de emissões, em função dos cortes que as autoridades nacionais as tenham exigido.
As informações são da Agência Globo.

Fonte: Uniquímica

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A Agroceres vai convidar os produtores de milho para participar de um encontro técnico sobre a Cercospora, fungo comum no Cerrado que já apresenta focos de infestação em São Paulo. O evento será 2 de março, próxima quarta-feira, na unidade de pesquisa da Agroceres, em Santa Cruz das Palmeira.
Durante o dia, os engenheiros agrônomos da Agroceres irão levar os agricultores a propriedades rurais da região de Casa Branca e Vargem Grande para ver de perto como se dá o ataque do fungo da Cercospora nas folhas do milho e os danos que o fungo causa em toda a cultura, podendo quebrar até 70% da produção. Os convidados também serão alertados a identificar a doença logo no seu início, atentando às manchas acobreadas que se instalam entre as nervuras das folhas do milho.
Ao regressar à unidade da Agroceres, os produtores irão assistir à palestra do fitopatologista da Monsanto, Ivan Resende, que vai esclarecer sobre a importância de plantar sementes de alta qualidade. O controle usual da Cercospora é feito com a aplicação de grande quantidade de fungicidas, o que gera um custo maior na produção, pela alta dos insumos e queda no preço do produto final. Daí a importância de o produtor se preparar e cultivar híbridos tolerantes ao ataque do fungo.
A Agroceres espera receber cerca de 200 produtores da região de Batatais, São Carlos, Santa Cruz das Palmeiras, Pirassununga, Descalvado e Sul de Minas Gerais.
Mariangela Morenghi
E-mail: mariangela@cdicom.com.br

Fonte: CDI – Agência de Comunicação

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Em solenidade presidida pela reitora Lygia Pupatto, foi inaugurado hoje, às 11 horas, no Campus da Universidade Estatual de Londrina, o Laboratório de Fluorescência e Ressonância Paramagnética Eletrônica – LAFLURPE, instalado num prédio de 100 m2 junto ao Departamento de Química do Centro de Ciências Exatas. O prédio foi especialmente construído para esse fim, graças ao apoio financeiro da Petrobras e da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP).
O novo laboratório dispõe de um espectrômetro de ressonância paramagnética eletrônica, aparelho que tem ampla utilidade em campos tão diversos como a Química, Física, Agronomia, Geologia, Ciência dos Materiais, Bioquímica, Biologia e Medicina, e não apenas para atividades de pesquisa, mas em aplicações práticas por empresas, profissionais e instituições.
Segundo a professora Carmem Luísa Barbosa Guedes, coordenadora do laboratório, o equipamento, do qual existem poucos exemplares no Brasil e nenhum no Norte do Paraná, foi cedido em comodato à UEL pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo. “Se fosse para comprar, custaria 200 mil dólares”, observa.
De acordo com a professora, o aparelho estava na USP, onde era usado pelo professor Walter Sano, colaborador do grupo de pesquisa autodenominado Fotopetro (www.uel.br/meioambiente/fotopetro), formado na maioria por professores da UEL e que se dedica ao estudo da fotodegradação de petróleo. “Como o professor Sano se aposentou, indicou a UEL para receber o espectrômetro, o que foi aceito pelo IPT”, diz a professora Carmem.
O próprio professor Sano estaria presente à solenidade de hoje, se não tivesse sido obrigado a retornar a São Paulo, onde mora, ontem à noite, por motivo de força maior. Mas seu empenho para a transferência do espectrômetro eletrônico para a UEL foi destacado pelo vice-reitor Eduardo Di Mauro, que foi seu aluno no mestrado e no doutorado em Física que fez na USP.
Com o espectrômetro de ressonância paramagnética eletrônica, pode-se aplicar uma técnica chamada RPE, que se define como o processo de absorção ressonante de microondas por átomos, íons ou moléculas paramagnéticas com menos de um elétron desemparelhado e na presença de um campo magnético estático.
A professora Carmem Guedes informa que as principais aplicações do aparelho são as seguintes: na Química, para a análise de reações de polimerização, cinética de reação, catálise e pesquisas com petróleo; na Física, para análise de condutores e semicondutores, verificação de defeitos em cristais e outras; na Biologia e Medicina, para o estudo dos radicais livres em tecidos vivos e fluídos, agentes de contraste, antioxidantes, detecção de drogas, metabolismo e toxicidade, reações com enzimas, fotoquímica e geração radiolítica de radicais e reações carcinogênicas; na Ciência dos Materiais, para a análise de tintas e polímeros, de defeitos em diamantes, em fibra ótica e supercondutores, da ação de radicais livres em corrosão e na datação arqueológica.
Na UEL, estudantes de graduação de vários cursos ganharão com a existência do novo laboratório, em seus estágios e projetos de pesquisa, acrescenta a professora Carmem. Na pós-graduação, os cursos que mais se beneficiarão são o mestrado em Química dos Recursos Naturais e o mestrado e o doutorado em Física e em Agronomia.
UEL – Notícias

Fonte: Universidade Estadual de Londrina

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A Agristar, maior empresa brasileira de sementes para hortifruticultura, está lançando quatro variedades de melancias. O objetivo é ampliar o leque de opções dos produtores que investem em qualidade, apresentando mais opções aos apreciadores dessa fruta. São elas: Denver F1, Lammar F1, Viking F1 e Yuba F1.
 “Com peso médio de 12 kg, a melancia Denver F1, tem ótima aceitação no mercado, possui plantas vigorosas e oferece boa cobertura aos frutos, que apresentam formato ovalado. A variedade Lammar F1 é mais leve – o peso varia de 3 a 5 kg –, destaca-se pela coloração verde-escura e tem com característica principal a grande produtividade”, descreve o engenheiro agrônomo Fernando Marçon Guimarães, especialista da Agristar em cucurbitáceas, família à qual pertencem as melancias e gerente de vendas e marketing da linha Topseed Premium, divisão da Agristar voltada ao desenvolvimento de sementes de alto potencial genético e destinada aos produtores que investem em modernas tecnologias.
Outra melancia da nova linha Topseed Premium é a Viking F1. Com peso médio de 10 kg, apresenta frutos de coloração verde-escuro e tem como diferencial a boa qualidade de polpa. Fechando o pacote de lançamentos, a melancia Yuba F1 atende aos produtores que visam o mercado europeu. Com peso entre 3 e 5 kg, apresenta coloração no tom verde-claro com listras verde-escuras.
O lançamento das variedades de melancia pela Agristar decorre do bom momento da cultura da fruta. “Por ter origem no continente africano, de clima tropical semelhante ao nosso, a melancia apresenta excelentes condições de ser cultivada no Brasil e seu consumo cresce ano após ano, o que a torna uma das mais importantes olerícolas do País”, explica Fernando Guimarães.
Segundo o agrônomo da Agristar, a melancia desenvolve-se melhor sob condições de clima quente e umidade do ar baixa, com temperaturas variando de 18 a 25 º C e extremos de 10 a 32º C. “O solo mais propício para o cultivo de melancias são os areno-argilosos, profundos, estruturados, com boa drenagem e com Ph entre 5 e 6,5. É importante que, independente da textura do solo, este apresente boa drenagem, seja profundo e sem camada de compactação para permitir bom desenvolvimento radicular”, explica Guimarães. As épocas mais indicadas para o plantio da melancia são:
São Paulo
Fevereiro/Março/Julho/Agosto/Setembro
Vale São Francisco
Jan/Fev/Mar/Jul/Ag/Set
Goiás/Tocantins
Abril/Mai/Jun/Jul/Agosto
Rio Grande do Sul
Out/Nov/Dez/Jan
Sul da Bahia
Out/Nov/Dez/Jan/Fev
Minas Gerais
Maio/Jun/Jul/Agosto
Paraná
Fev/Mar/Jul/Agosto
Maranhão
Jul/Agos/Set/Out
Piauí
Maio/Jun/Jul/Ag/Set/Out/Nov
Santa Catarina
Out/Nov/Fev/Mar
Mato Grosso do Sul
Jul/Agosto/ Fev
Vinicius Volpi
E-mail: vinicius@textoassessoria.com.br

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações

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O Produto Interno Bruto (PIB) da atividade primária da agropecuária foi de R$ 160,65 bilhões em 2004, o que representa queda de 0,87% sobre o resultado de 2003, quando o setor atingiu PIB de R$ 162,06 bilhões. O resultado negativo foi causado por fatores como a quebra de safra, a redução dos preços pagos no mercado interno pelas principais commodities e a valorização do real frente ao dólar, explica o chefe do Departamento Econômico (Decon) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Getúlio Pernambuco.
Isoladamente, o PIB da pecuária cresceu 0,42%, saltando de R$ 64,94 bilhões, em 2003; para R$ 65,22 bilhões, em 2004. O PIB da agricultura caiu 1,73%, dos R$ 97,12 bilhões de 2003; para R$ 95,43 bilhões, no ano passado. Os dados são de pesquisa realizada pela CNA e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). “A trajetória de crescimento da renda do setor agropecuário foi interrompida”, diz Pernambuco.
A queda dos preços das commodities começou a ser verificada em meados do ano passado e não apresentou reversão, desde então. A supersafra de grãos dos Estados Unidos aumentou a oferta mundial, deprimindo ainda mais os preços médios. A queda do PIB da agropecuária em 2004 é sinônimo de dificuldades para o setor rural em 2005, especialmente quanto à comercialização da nova safra. Isso ocorre porque os produtores estão descapitalizados e, paralelamente, os preços médios das commodities não apresentaram recuperação. A saca de soja, que era negociada por R$ 44, no início do ano passado, atualmente tem preço médio de R$ 22. O valor não cobre os custos de produção, que é de R$ 30 por saca. O mesmo quadro atinge outros produtos. A saca de 15 quilos de algodão em pluma era vendida por R$ 22, no começo do ano passado, mas hoje não ultrapassa a marca de R$ 16,50. A saca de 50 quilos de arroz irrigado, negociada por R$ 39 no início de 2004, atualmente tem preço médio de R$ 24.
“Faltam recursos próprios aos produtores. Isso significa dizer que em 2005 haverá maior necessidade de crédito para atender o setor rural.”, afirma Pernambuco. Conforme explica o chefe do Decon, para reduzir os impactos da queda do PIB agropecuário será necessário haver instrumentos de sustentação de preços, via mecanismos de apoio à comercialização. O cenário é bastante delicado, lembra Pernambuco, pois há expectativa de que a nova safra atinja quase 134 milhões de toneladas de grãos, contra 119 milhões de toneladas, no ano passado. Aumento da produção, sem mecanismos de sustentação de preços tendem a derrubar ainda mais os preços médios pagos aos produtores. “Em médio prazo, esse desequilíbrio terá efeito negativo, provocando a redução da área plantada e aumentando preços finais no ano que vem.’, explica Pernambuco.
O conjunto do agronegócio, que envolve não apenas a produção primária, mas também os setores de insumos, indústria e distribuição, apresentou PIB de R$ 533,98 bilhões, frente R$ 520,68 bilhões, em 2003. O número mostra que houve transferência de renda do setor rural para as atividades subseqüentes do agronegócio. “Mas se for mantida essa perda de renda junto ao produtor, a médio prazo o efeito será a redução no número de empregos, no uso de fertilizantes, na compra de máquinas e implementos, afetando toda a cadeia produtiva do agronegócio”, diz Pernambuco.
O cálculo do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário também apresenta resultado negativo. O VBP dos 25 principais produtos rurais (que representa o faturamento do setor) caiu 0,1% no ano passado, atingindo R$ 182,011 bilhões; frente a R$ 182,163 bilhões, em 2003. A queda dos preços médios da maior parte das commodities foi o fator que provou a queda do VBP. A exceção foi o café, produto que teve recuperação de preço.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

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O segundo contrato de exploração comercial da biodiversidade brasileira foi aprovado na semana passada pelo CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), do Ministério do Meio Ambiente.
O contrato na prática regulariza a exploração que a empresa de cosméticos Natura faz do breu branco (Protium pallidum), uma árvore amazônica, para produzir uma linha de perfumes, com base em contatos feitos com uma comunidade da Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Iratapuru, no Amapá.
O contrato oficializa a repartição dos benefícios com a comunidade.
O primeiro processo do gênero havia sido aprovado em setembro. O conselho também aprovou contratos entre a USP e os índios oiampis, do Amapá, entre a Embrapa e duas tribos do Xingu e entre o IAC e comunidades do vale do Ribeira, em SP.
Com informações da Folha de São Paulo.

Fonte: Jornal da Ciência

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A presença brasileira na Biofach, em Nuremberg (Alemanha), ganhou destaque este ano. Mais de 100 estandes de empresas no Pavilhão 2 da maior feira de produtos orgânicos do mundo eram do Brasil – o país homenageado do evento.
A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), através de sua diretora executiva, Sylvia Wachsner, levou à Nuremberg duas de suas empresas incubadas, a Ecobras e a Organic Life que, na ocasião, divulgaram seus produtos para o mercado internacional.
Sylvia comentou que a feira foi bem visitada e gerou uma grande procura pelos orgânicos. A diretora destacou a presença da chef Flávia Quaresma, que preparou alguns pratos para os ministros do Brasil, da Alemanha e convidados presentes à ocasião. Flávia utilizou os produtos da Ecobras para preparar suas receitas. A empresa fabrica desde tofu (queijo de soja) à pastas naturais.
Estiveram presentes à abertura da feira os ministros brasileiros Roberto Rodrigues e Luis Furlan, além da ministra da Agricultura e Proteção ao Consumidor da Alemanha, Renate Künast. A cerimônia também contou com a participação da Drª. Vandana Shiva, diretora de pesquisa da Foundation for Science, Technology and Ecology de Nova Déli (India), ganhadora do Prêmio Nobel Alternativo.
A ministra alemã falou sobre a importância do mercado “bio” orgânico na Alemanha, destacando que este segmento continua a crescer de maneira notável na Europa. Segundo ela, os consumidores desejam que os produtores sejam bem pagos, que exista proteção ao meio ambiente e que se cumpram as leis trabalhistas. A Biofach 2005 terminou no último dia 27/02.
Luis Alexandre Louzada
E-mail: imprensa@sna.agr.br

Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura

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Definir um plano de desenvolvimento sustentável e otimizar o processo de produção agrícola na comunidade. Estes são os principais objetivos da parceria firmada entre Embrapa Rondônia, prefeitura do município de Porto Velho e Sindicato dos Trabalhadores Rurais para a localidade de Niterói, comunidade ribeirinha do rio Madeira. A comunidade integra a Associação dos Produtores e Criadores do Baixo Madeira (Asprocribama), que também engloba as comunidades de Maravilha, Remanso Grande e Cuniã.
A associação é constituída por 56 famílias de produtores que praticam a agricultura familiar. Cerca de 70% dos agricultores cultivam a mandioca para a produção de farinha, que é comercializada em feiras livres, como a do Cai n’água, mercados e exportada para Manaus.
As principais cultivares comercializadas são a “Pirarucu”, “14 Palmo” e a conhecida como “amarelona”. A produção mensal gira em torno de 4.530 kg. Os problemas detectados pelos pesquisadores da Embrapa Rondônia (Porto Velho-RO) são a carência de tecnologias, ausência de apoio na aquisição de maquinários e dificuldade no escoamento da produção. A banana é outra cultura de interesse da comunidade, mas a incidência de doenças tem inviabilizado a produção da cultura.
O pesquisador Rogério Sebastião Corrêa da Costa, da área de Ciência do Solo, considera a assessoria técnica da Embrapa Rondônia, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, fundamental para a disponibilização de tecnologias que possam propiciar respeito ao meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades.
Metas
O pesquisador José Orestes Merola de Carvalho, da área de Fitotecnia da Empresa, se propôs a desenvolver um trabalho de manejo e recuperação do solo. A realização de palestras e cursos, a implantação de unidades de observação avaliando novas cultivares de mandioca e o repasse de orientações técnicas necessárias serão as estratégias utilizadas. Em relação à cultura da banana, o engenheiro agrônomo Zenildo Ferreira Holanda Filho irá implantar unidade de observação com o objetivo de testar variedades resistentes às doenças, além de realizar treinamento e fornecer todas as orientações técnicas necessárias.
O representante da prefeitura de Porto Velho Leonardo Sarcio e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto Velho, Pedro Bordalo, irão auxiliar a comunidade na obtenção de financiamentos, regularização fundiária, INSS, comercialização, melhoria de qualidade e outros. Outras informações podem ser obtidas junto à assessoria de comunicação social da Embrapa Rondônia pelo telefone (69) 225-9387 ou pelo e-mail sac@cpafro.embrapa.br
Guilherme Ferreira Viana
E-mail: gfviana@cpafro.embrapa.br  

Fonte: Embrapa Rondônia

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Pesquisadores da Embrapa e do Departamento Estadual de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (DEAGRO) estarão reunidos amanhã (02/03), a partir das 14 horas, na sede da Embrapa Tabuleiros Costeiros, preparando a nota técnica que vai subsidiar o Ministério da Agricultura na elaboração do Zoneamento Agrícola de 2005 para o feijão de arranque no Estado.
O Zoneamento Agrícola é coordenado pelo Ministério da Agricultura e executado por pesquisadores de diversas instituições, entre elas a Embrapa. Ele determina quais regiões apresentam melhores condições climáticas para o desenvolvimento das culturas, os períodos mais favoráveis para o plantio com menor risco e as cultivares habilitadas.
O feijão de arranque é uma das principais culturas de Sergipe, pois é plantado em praticamente todo o estado, representando uma importante fonte de renda e alimento para milhares de agricultores familiares. Apesar disso ele ainda não teve o seu zoneamento definido – ao contrário de outras culturas como o feijão de corda o algodão e o milho – o que tem trazido preocupação para técnicos e produtores em função do seguro agrícola.
Atualmente o enquadramento no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) está restrito aos empreendimentos conduzidos nas áreas de abrangência do Zoneamento Agrícola.
Participam da reunião técnica de amanhã os pesquisadores Hélio Wilson, Ana Alexandrina Gama da Silva e Dulce Regina, da Embrapa Tabuleiros Costeiros; o pesquisador Luís Cláudio de Farias, da Embrapa Arroz e Feijão (Goiânia – GO), além de técnicos da Deagro e do Colegiado do Território 1 do Alto Sertão Sergipano. A reunião tem o apoio da Secretaria de Agricultura do Estado de Sergipe.
Eduardo Pinho 
E-mail: edpinho@cpatc.embrapa.br  

Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Levantamento realizado pela Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento , com base em dados fornecidos pelo Serviço de Sinalização Náutica do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil, evidencia que o nível atual do Rio Paraguai encontra-se 40 centímetros acima do nível normal para essa época do ano. No dia 28 de fevereiro, a centenária régua de Ladário (MS) atingiu a marca de 2,80 metros, quando a média histórica para essa data é de 2,40 metros.
“Nesse ano, o nível das águas do Rio Paraguai, no município de Ladário, apresentou uma rápida elevação, seguida de um período relativamente longo, em que ficou praticamente estacionado, e mais recentemente voltou a subir”, explica o pesquisador da Embrapa Pantanal, o hidrólogo Sérgio Galdino, que há 15 anos acompanha as cheias do Pantanal. No período de 25 de janeiro a 2 de fevereiro, o nível do rio passou de 2,07 para 2,58 metros, uma elevação de 51 centímetros em apenas nove dias – média de quase seis centímetros por dia. Já entre os dias 10 e 24 de fevereiro, o nível ficou estacionado em torno de 2,70 metros, voltando a registrar elevação média de dois centímetros diários, entre os dias 25 e 28 de fevereiro.
Para o pesquisador, a rápida elevação do nível das águas do Rio Paraguai, ocorrida no fim de janeiro, deve estar associada a um grande volume de chuvas localizadas na região de Corumbá e Ladário. Com a redução das precipitações locais, o volume da água proveniente do Estado do Mato Grosso não foi suficiente para manter o nível do rio em elevação. Nesse período de 15 dias, o nível do rio não baixou, provavelmente devido a troca de águas entre o rio e as baias adjacentes, típico do Rio Paraguai no Pantanal. A subida do nível do rio, a partir de 25 de fevereiro, deve estar associada ao maior aporte de águas decorrentes de chuvas que ocorreram no mês de dezembro do ano passado, nas cabeceiras dos rios pantaneiros localizados no Mato Grosso, tais como; o Rio Cuiabá, o Rio São Lourenço e o próprio Rio Paraguai.
O volume de água proveniente do Estado de Mato Grosso é o principal responsável pela cheia do Rio Paraguai no Pantanal Sul-Mato-Grossense. O lento deslocamento das águas no Pantanal, face ao seu relevo quase plano, faz com que a cheia do Rio Paraguai, se propague lentamente no sentido norte-sul. Daí a ocorrência de cheias nos meses de maio a julho, em Corumbá e Ladário, em pleno período de estiagem.
Previsão para a cheia de 2005
O método probabilístico de previsão do pico de cheia no Rio Paraguai, desenvolvido pela Embrapa Pantanal, a partir do nível do Rio Paraguai no dia 1º de março (2,82 metros), calcula que as chances da cheia desse ano atingir pico igual ou superior a 5 metros são de 86%. Já a probabilidade de ocorrer uma cheia igual ou superior a 5,5 metros são de apenas 20%, sinalizando assim, uma cheia normal com pico de 5 a 5,49 metros – média de 5,25 metros.
Análise recente do desempenho do método verificou para essa época do ano (1º de março), que existe uma margem de erro de 55 centímetros para mais ou para menos na previsão. Com isso, o hidrólogo Sérgio Galdino está projetando uma cheia semelhante a registrada nos últimos três anos, que deve ficar entre 4,70 e 5,80 metros. “Apesar dessa previsão praticamente descartar a possibilidade da ocorrência de uma cheia de grandes proporções nesse ano no Pantanal, quando o pico da cheia é igual ou superior a 6 metros é recomendável que a Defesa Civil e os pecuaristas pantaneiros, que possuem propriedades rurais próximas ao Rio Paraguai, fiquem atentos, uma vez que ainda restam 30 dias para o término do período chuvoso no Pantanal e nas cabeceiras dos rios pantaneiros”, ressaltou o pesquisador.
Galdino recomenda aos interessados, que acompanhem as previsões de cheia da Embrapa Pantanal e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM. As previsões da Embrapa Pantanal poderão ser acessadas no seu link de serviços, no seu site (http://www.cpap.embrapa.br), e da CPRM no endereço http://www.cprm.gov.br/rehi/pdf/prev.pdf.
Referenciais de cheias
O pico da cheia no Rio Paraguai, em Ladário (MS), constitui-se num dos principais referenciais de seca ou cheia no Pantanal. Para a Embrapa Pantanal, quando o nível máximo anual na régua centenária (1900 a 2005) da Marinha do Brasil fica abaixo de 4 metros, como ocorreu em 2001, com apenas 3,15 metros, o ano é considerado como sendo de seca no Pantanal. Por outro lado, se o pico da cheia for igual ou superior a 4 metros, o ano pode ser considerado como sendo de cheia no Pantanal.
Quando o pico da cheia fica compreendido entre 4 a 4,99 metros, como ocorreu no ano passado, com 4,26 metros, este ano é de cheia pequena. Se o nível máximo anual fica compreendido entre 5 e 5,99 metros, o ano é de cheia normal. Igual ou superior a 6 metros, o ano é de cheia grande ou “super-cheia”. A última vez que ocorreu “super-cheia” no Pantanal foi em 1995, quando a régua de Ladário registrou a sua terceira maior marca do século passado, que foi de 6,56 metros. A maior cheia que se tem registro no Pantanal, ocorreu em 1988, com a marca histórica de 6,64 metros.
Entretanto, a cheia que mais prejuízos causou para a pecuária bovina do Pantanal, foi a de 1974, quando milhares de cabeças de gado morreram. Apesar do pico (nível máximo) dessa cheia ter sido inferior a 6,0 m (5,46 m), o fato dela ter ocorrido após o mais longo período de seca do Pantanal, pegou os pecuaristas de surpresa. Durante o período de 1964 a 1973, que antecedeu a essa cheia, o nível máximo registrado na régua de Ladário, havia sido de apenas 2,74 metros.
Denise Justino da Silva
E-mail: denise@cpap.embrapa.br

Fonte: Embrapa Pantanal

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Acompanhar as pesquisas acadêmicas sobre segurança alimentar para incorporá-las às políticas de combate à fome do governo federal. Esse é o objetivo do seminário que começou nesta terça-feira (01/03), em Brasília (DF). Durante três dias, serão debatidos 31 dos 102 projetos de pesquisa selecionados em 2004 pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), CNPq e pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “Haverá uma interação entre os pesquisadores, veremos o que está sendo feito”, afirmou o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, José Baccarin.
Dos 700 projetos inscritos em 2004, 102 receberam recursos de R$ 9 milhões, o que representa, em média, R$ 90 mil por projeto.O secretário para a Inclusão Social do MCT, Rodrigo Rollemberg, diz que “o grande objetivo de todos esses trabalhos na área de segurança alimentar é melhorar a qualidade de vida da população mais pobre”. Os projetos selecionados já estão em andamento em várias regiões do Brasil.
O membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), Malaquias Batista, coordena um projeto sobre o semi-árido na universidade de Pernambuco, um dos 31 que serão debatidos no encontro. “O semi-árido é uma das áreas mais críticas do ponto de vista alimentar e nutricional, mas temos de mudar a nossa forma de pensar, ou seja, aprender a conviver com a seca e não mais lutar contra ela”. Batista considera que a pesquisa deve inspirar propostas novas, como a criação de animais e plantas adaptados à seca. “O ideal são medidas estruturantes, uma política de convivência com o semi-árido”.

Fonte: Agência Brasil

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O Projeto de Lei 4809/05, apresentado pelo deputado Edson Duarte (PV-BA), torna obrigatório o monitoramento dos efeitos de alimentos e produtos geneticamente modificados, mesmo quando já liberados para consumo. Deverão ser analisados os efeitos desses produtos sobre o meio ambiente, o organismo humano e os animais.
A proposta determina que os órgãos públicos de fiscalização da área da Saúde fiquem responsáveis por montar planos de monitoramento específicos para cada produto. Os resultados desse controle serão divulgados junto ao público, e os produtos nocivos serão imediatamente retirados do mercado e terão seu plantio proibido.
Segundo Edson Duarte, o objetivo da proposta é preencher lacuna existente na legislação sobre biossegurança. “A legislação em vigor não estabelece obrigatoriedade do monitoramento após a liberação do uso e do plantio desses alimentos e produtos”, alerta. “Mesmo com o uso já liberado, é preciso continuar acompanhando”.
O projeto será encaminhado ao exame das comissões técnicas.

Fonte: Agência Câmara

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A Uniquímica se lançou em um dos seus mais ambiciosos projetos. Ela acaba de inaugurar a Universidade Uniquímica de Negócios. A empresa pretende ampliar o conhecimento de seus funcionários, equipe técnica e em uma segunda etapa, clientes e fornecedores.
Segundo explica Edgar Ishikawa, Técnico Responsável da Uniquímica e Pró-Reitor da Universidade, ela nasce sob o espetro amplo de acima de tudo, dar ‘vasão’ ao conhecimento que anteriormente ficava restrito à empresa. “Percebemos um grande número de mestres e doutores em nosso quadro de funcionários e percebemos também que muito desse conhecimento ficava restrito à Uniquímica e decidimos compartilhá-lo, através de cursos e aulas. Daí surgiu a idéia da formação da Universidade Uniquímica”, explica Ishikawa.
Contexto das Universidades Corporativas
Para se manter competitivas, as empresas estão tendo de fazer mudanças com bastante freqüência. Atualmente, abriu-se caminho para uma nova e poderosa proposta: a organização orientada para o aprendizado.
A missão da universidade corporativa consiste em formar e desenvolver os talentos humanos na gestão dos negócios, promovendo a gestão do conhecimento organizacional por meio de um processo de aprendizagem ativa e contínua.
As profundas transformações por que passa o cenário empresarial têm evidenciado a importância de as organizações aprenderem como fazer a gestão do conhecimento, tornando-se este um fator crucial e diferenciador para o sucesso.
No Brasil, existe apenas a tendência, na medida em que as empresas começam também a perceber a necessidade de repensar seus tradicionais centros de T e D (Treinamento e Desenvolvimento), de modo que possam contribuir com eficácia e sucesso para a estratégia empresarial, agregando valor ao resultado do negócio.
Segundo aponta a pesquisadora, Deborah Ribeiro Silva, uma universidade corporativa deve estar envolvida em todas as fases da educação, desde identificar as necessidades atuais e futuras da empresa e elaborar os cursos até colocá-los em prática. A verdadeira universidade corporativa treina além de seu pessoal, clientes, fornecedores e a comunidade onde está instalada.
A educação continuada consiste em um processo de aperfeiçoamento e atualização de conhecimentos, visando melhorar a capacitação técnica e cultural do profissional. “O principal objetivo da educação corporativa é evitar que o profissional se desatualize técnica, cultural e profissionalmente, e perca sua capacidade de exercer a profissão com competência e eficiência, causando desprestígio à profissão, além do sentimento de incapacidade profissional. Educação corporativa é, portanto, o conjunto de práticas educacionais planejadas para promover oportunidades de desenvolvimento do funcionário, com a finalidade de ajudá-lo a atuar mais efetiva e eficazmente na sua vida institucional”, aponta Deborah.
A educação continuada faz parte de um sistema de educação por meio do qual os recursos humanos são aperfeiçoados para a vida.
De acordo com a também pesquisadora, Maria Tereza Gomes, pelo menos trinta grandes empresas se lançaram nos últimos dois anos ao projeto de montar sua própria universidade corporativa no Brasil, atraídas pela idéia de trazer para debaixo de suas asas a responsabilidade pelo desenvolvimento dos funcionários.
“As corporações já descobriram que o conhecimento tem prazo de validade cada vez menor”, destaca. “Universidade corporativa é o guarda-chuva estratégico para o desenvolvimento e educação de funcionários, clientes e fornecedores, com o objetivo de atender às estratégias empresariais de uma organização”, aponta Deborah Ribeiro Silva.
O número de organizações com universidade corporativa nos Estados Unidos cresceu de 400 em 1988 para mais de 1.500 hoje. As empresas estão criando um sistema de aprendizagem contínua em que toda a organização aprende e trabalha com novos processos e novas soluções. O desafio, então, é criar um ambiente de aprendizagem no qual todo funcionário e todo elemento do sistema comercial da empresa compreenda a importância da aprendizagem contínua vinculada a metas empresariais.
Giovana de Paula

Fonte: Uniquímica

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Uma equipe de cientistas vietnamitas investiga três casos de contágio com pessoas com a gripe do frango, um deles mortal, produzidos sem existir contato dos afetados com aves doentes, segundo anunciaram hoje, terça-feira, as autoridades sanitárias.
O diretor do Instituto Nacional de Epidemiologia, Nguyen Tran Hien, disse que os contagiados são dois irmãos, um homem e uma mulher, e um homem que morreu em 23 de fevereiro pela denominada “gripe do frango”.
O funcionário acrescentou que os três moram na nortista província de Thai Binh, 110 quilômetros ao sul do Vietnã, e que em nenhum momento estiveram em contato com frangos ou outros espécies avícolas que sofriam da doença.
O doutor Hans Troedsson, representante da Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou que é necessário investigar estes casos para evitar a tão temida pandemia, que poderia ser desatada com uma mutação do vírus que possibilite o contágio direto entre humanos.

Fonte: Terra Notícias

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O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) participou de entrevista online no site Agrol na tarde desta segunda, dia 28/2. O parlamentar esclareceu dúvidas de internautas e respondeu a perguntas da jornalista Lenara Londero sobre a nova Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.
De acordo com o senador, a criação da comissão após 14 anos de tramitação – Simon propôs a instalação de grupo em 1991 – se deve ao aumento da importância do agronegócio na balança comercial brasileira. O parlamentar disse acreditar que a nova comissão tornará o setor agrícola brasileiro mais ágil, já que tratará especificamente de assuntos relacionados ao agronegócio.
O senador afirmou ainda que a primeira ação da comissão deve ser uma visita ao Rio Grande do Sul para verificar a situação dos produtores que tiveram grandes perdas com a estiagem.
Com informações do Agrol.

Fonte: Visão Rural

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) reduziu suas estimativas para a área plantada com soja nos Estados Unidos para este ano. De acordo com levantamento da entidade, os americanos irão plantar 29,5 milhões de hectares em 2005, uma retração de 3% em comparação aos 30,4 milhões de hectares plantados no ano passado, área recorde cultivada nos Estados Unidos.
O Usda anunciou que a possibilidade de grandes aumentos nos custos de produção e das exigências de gerenciamento intensivo da lavoura como resultado da ferrugem asiática, deverão reduzir a área de plantio nas áreas produtores do sul, onde a possibilidade de ocorrência da doença é grande. A expectativa é que essa área de plantio volte para grãos forrageiros e algodão, informou o Usda.
Ferrugem da soja
A descoberta do potente fungo da ferrugem asiática da soja nos campos, no fim do ano passado, depois da safra, dará aos agricultores e ao governo a oportunidade de preparar-se para o seu ressurgimento neste ano antes que as perdas ocorram, disse Stan Daberkow, economista do Usda.
De acordo com o economista, no pior cenário, o fungo poderá causar a redução de 277,5 mil toneladas na produção de soja americana, diminuir as exportações em 152,4 mil toneladas e custar aos agricultores US$ 961 milhões em despesas com fungicidas. Esse cenário prevê que a ferrugem asiática se alastre para todas as regiões produtivas em dois a três anos.
Quando Daberkow e outros economistas começaram a fazer a simulação sobre o alastramento há um ano, eles não contavam que o fungo aparecesse tão rapidamente. Em novembro, a ferrugem asiática foi descoberta em um campo do estado da Louisiana e oito estados do sul confirmaram a ocorrência do fungo, logo em seguida. O período antes do plantio de 2005, disse Daberkow, está sendo usado pelos agricultores para planejar o uso de fungicidas – espera-se que o tratamento da lavoura custe cerca de US$ 25 por acre.
Na melhor das hipóteses, ou em um cenário de “baixa disseminação” analisado pelos economistas do Usda, o fungo da ferrugem asiática será contido em vários estados do sul do país. Mesmo nas melhores condições, a produção de soja declinará à medida que os agricultores migrarem para o milho e os que plantam soja verão os custos aumentarem.
Em uma perspectiva esperançosa, contudo, o cenário de “baixa disseminação” é a possibilidade de que os campos de soja possam melhorar a produtividade em 0,9% em algumas áreas, considerando-se que o maior uso de fungicidas deverá controlar outras doenças que normalmente ficariam sem tratamento.
Contudo, os campos de soja norte-americanos em áreas afetadas cairão 4,3% em um cenário de “médio alastramento” e 9,5% em um cenário de “grande alastramento”.

Fonte: Visão Rural

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Estudo tem por objetivo aprimorar o diagnóstico das vantagens e desafios do plantio direto a fim de fortalecer a expansão das práticas de conservação e melhoria da fertilidade do solo. A Fundação Agrisus promove o segundo levantamento relativo à adoção do plantio direto nas lavouras brasileiras.
A pesquisa é parte integrante do Rally da Safra 2005, expedição de agrônomos e jornalistas pelos principais centros agrícolas do País, que acontece até 9 de abril. A essência do plantio direto, manter o solo imperturbado recoberto de resíduos (palha), é a melhor prática existente para assegurar e/ou criar fertilidade em solos mal dotados pela natureza. É o alicerce de uma agricultura sustentável. “Assim vem sendo feito nos campos nativos do sul do Brasil e no cerrado das regiões quentes e chuvosas do restante do País”, diz o presidente da Agrisus, Fernando Penteado Cardoso.
O primeiro diagnóstico do plantio direto no Brasil, realizado no ano passado, assinalou que a dificuldade de reposição da palha, em regiões de curta estação de chuva, é o maior gargalo para a expansão do sistema. Foram entrevistados produtores, técnicos do governo, consultores, representantes de empresas de insumos e equipamentos, entidades e demais agentes do setor.
Já o relatório 2005 vai além ao identificar os resultados do avanço do plantio direto hoje responsável por aproximadamente 41% dos 46,6 milhões de hectares ocupados pela atividade agrícola, principalmente com as culturas de soja, milho, algodão e feijão. O objetivo é aprimorar o diagnóstico das vantagens e desafios do sistema a fim de fortalecer o desenvolvimento das práticas de conservação e melhoria da fertilidade do solo.
Desenvolvimento sustentado da pecuária
Em outro estudo, que tem seus resultados divulgados agora, a Agrisus avaliou o cenário ligado à recuperação da produtividade das pastagens brasileiras com base na melhoria e conservação do solo plantado com gramíneas. A análise envolveu respostas com relação ao solo e vegetação originais, tipo de capim, evolução da pastagem, prática da adubação e integração agricultura-pecuária.

Fonte: Panorama Brasil

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Os danos provocados pela falta de chuvas na safra de grãos gaúcha são praticamente irreversíveis. As culturas da soja, arroz, feijão e milho tiveram redução de, respectivamente, 35,23%, 3,42%, 37,04% e 45% no rendimento médio. A constatação faz parte de novo levantamento divulgado pela Emater sobre o impacto da estiagem nas culturas agrícolas do Rio Grande do Sul.
A maior parte das lavouras (91%) encontra-se em fase de floração e em enchimento de grãos, períodos em que os danos provocados pela deficiência hídrica são praticamente irreversíveis.
Os dados sobre soja apontam uma produção de 5,376 milhões de toneladas em uma área de 4,135 milhões de hectares. A redução em relação às estimativas iniciais é de 35,23%. O levantamento leva em conta informações coletadas entre os dias 15 e 23 de fevereiro em 237 municípios, o equivalente a 71% da área plantada.
Em relação ao arroz, a preocupação dos produtores é quanto à capacidade de irrigação dos reservatórios, rios e arroios. O levantamento indica um rendimento médio de 5.536 quilos por hectare, 3,42% menor do que o estimado no início da safra. A produção estadual de arroz deve ficar em 5,59 milhões de toneladas, em uma área de 1,009 milhão de hectares.
A colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está encerrada, com perdas elevadas sobre as estimativas iniciais de produção. A produtividade média ficou em 673 quilos por hectare, uma redução de 37,04% em relação ao esperado. A produção é de 66,5 mil toneladas em 98,8 mil hectares.
O milho também deverá ter os índices de prejuízos alterados, pois 46% das lavouras ainda estão em fase de floração e enchimento de grãos. A Emater constata uma redução de 45% em relação à estimativa inicial de rendimento, que era de 3.516 quilos por hectare. A área cultivada no estado é de 1,28 milhão de hectares.

Fonte: Panorama Brasil

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