Do ambiente das grandes empresas para o campo — quem poderia imaginar que auditoria de qualidade pudesse vir a ser ferramenta do trabalho agrícola? Para gerar tecnologias que tornem a atividade rural mais rentável e sustentável, o Instituto Agronômico (IAC) atua de olho na qualidade e oferece aos produtores meios para alcançá-la.
A fim de transferir conhecimentos nessa área, o IAC desenvolveu um método de Auditoria de Qualidade em Agricultura e irá difundi-lo em um curso, no próximo dia 29 de março de 2005, das 8 às 17 horas, em Jundiaí, no Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Engenharia e Automação do IAC. O curso é direcionado à difusão de princípios e técnicas para uso de Auditoria da Qualidade em Operações Agrícolas, como ferramenta complementar para análise de desempenho no gerenciamento agrícola.
O programa do curso aborda tópicos fundamentais para criar e executar auditorias focadas principalmente na qualidade de resultados das atividades e na operacionalização de sistemas de produção de grãos, hortaliças e frutas. O evento é direcionado a empresários rurais, administradores, engenheiros e outros profissionais ligados à área de ciências agrárias. A participação é gratuita.
No campo, a auditoria funciona como ferramenta de melhoria do sistema de produção. Por meio dessa técnica é possível entender a lavoura em seus aspectos ambiental, operacional e econômico. Em tempos de demonstração da força da natureza por meio de vendavais e tempestades, o melhor é dedicar-se ainda mais à preservação do meio. Nesse desafio, a auditoria é forte aliada pois destina-se à redução dos impactos ambientais causados pela atividade agrícola, como perda de solo, de água, da qualidade dos mananciais e de vida do homem.
De acordo com o pesquisador do IAC, Afonso Peche Filho, a auditoria destaca-se por preservar o capital natural — solo, água, ar. E aí, vale o ditado popular: “ é melhor prevenir que remediar”, já que depois de prejudicar esses recursos, o produtor tem que investir muito e trabalhar mais ainda para recuperá-los. Conclusão: a aplicação da auditoria contribui para reduzir custos e ampliar ganhos, sua ausência pode representar perdas no ambiente, no bolso e no tempo do agricultor.
No aspecto operacional da lavoura, a auditoria é destinada a promover a qualidade das operações agrícolas a fim de evitar erros. Com isso, atinge-se o foco econômico, pois reduz-se desperdícios e, conseqüentemente, custos. Segundo Peche, mesmo diante de uma lavoura aparentemente bem, a auditoria é eficiente para apontar se os meios de produção estão corretos, já que a técnica auxilia a construir sistemas mais eficientes.
O pesquisador destaca que a adoção desse método não custa nada ao produtor e não é privilégio de sistemas sofisticados de produção, pois a pequena propriedade também pode usar a auditoria. “O próprio agricultor pode desempenhar o papel de auditor na sua propriedade”, diz.
Órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o IAC está estudando essa técnica desde 1993. Ainda recente no Brasil, a auditoria no campo é pouco utilizada, apesar de nada custar ao produtor.
O curso
O curso envolve temas relacionados a definições e princípios que norteiam a filosofia da qualidade total aplicada em sistemas de produção, realçando o uso de diferentes tipos de auditoria como instrumento de gestão e focando sua aplicabilidade em avaliação de resultados das operações agrícolas.
O público terá acesso ao aprofundamento conceitual sobre as técnicas utilizadas no planejamento e condução da auditoria em sistemas de produção, propiciando aos participantes a noção de construção de um roteiro-síntese para aplicação em propriedades agrícolas.
Técnicas de planejamento da auditoria em operações mecanizadas, apresentação de proposta de norma para auditoria e diretrizes para confecção do relatório de trabalho serão outros assuntos do evento. O perfil profissional desejável para a atividade do auditor e os principais pontos de atuação também serão expostos ao público. No final do evento serão apresentados estudos de casos em diferentes operações agrícolas.
Serviço
Data: 29 de março de 2005.
Horário: 8h às 17h
Local: Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Engenharia e Automação, do IAC. Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Km 65 – Jundiaí – SP
Informações: (11) 4582-8467 ou 4582-8155, com Afonso Peche Filho ou Sônia Elisabete Pereira
E-mail: peche@iac.sp.gov.br
Carla Gomes
Assessora de Imprensa – IAC
E-mail: midiaiac@iac.sp.gov.br

Fonte: Instituto Agronômico – IAC

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A Associação Brasileira de Angus informa que no dia 23 de março (quarta-feira) será realizado um Dia de Campo Angus em Chiapeta, no Rio Grande do Sul. O evento terá como local a sede da Cabanha Santa Judith/Sementes Cometa, na rodovia RS-155, Km 40, localidade de Chiapeta, RS.
A realização de Dias de Campo reunindo criadores, técnicos e investidores em torno de programações que tratem de situações reais da produção pecuária, é uma das principais estratégias de trabalho da diretoria da Associação Brasileira de Angus.
 “Estamos incentivando e apoiando a realização desses eventos, como forma de integração entre os criadores associados, de difusão de novas tecnologias, a troca de informações e experiências e também para ampliar a divulgação da raça entre produtores das mais diversas regiões do Brasil”, justificou o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli.
Confira a programa das palestras:
Palestras 
10h – “Julgamento e avaliação de touros rústicos”
Dr Flávio Alves e Dr Luiz Walter Leal – Técnicos ABA.
14h -“Programa Carne Angus Certificada: histórico, funcionamento e perspectivas”
Dr. Fábio Medeiros – Programa Carne Angus Certificada da ABA.
15h – “Aliança Boitatá – Produção de novilhos precoces”
Agrônomo Eldomar Kommers.
15h:45 – “Utilização de variedades de trigo de duplo propósito”
Agrônomos Rubem Kudiess e Luciano Ottonelli.
Contatos sobre este evento, com o agrônomo José Luiz Kessler, pelos fones: (53) 222-5770 ou (51) 9259-7960 ou ainda na Sementes Cometa – (55) 3332-5300.
Mais informações também podem ser obtidas diretamente na sede da Angus, pelo telefone (51) 3328-9122 ou pelo e-mail: angus@angus.org.br.
Agência Ciranda
E-mail: agenciaciranda@agenciaciranda.com.br

Fonte: Notícias Angus

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Nesta terça-feira (22/03), às 9 horas, acontece a quinta reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura, em Brasília. A atividade será na sala do Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O diretor administrativo da Emater/RS e coordenador do Programa Estadual de Fruticultura (Profruta/RS), Afonso Hamm, é integrante da Câmara Setorial e participa da reunião, prevista para terminar às 17 horas.
Na pauta, estão previstas a apresentação de uma proposta para o aumento da competitividade da fruticultura brasileira no mercado externo e da criação de uma política pública para os produtos hortícolas frescos, além da discussão sobre o Programa de Defesa Fitossanitária de Frutas. Também serão relatadas as evoluções do Programa de Produção Integrada de Frutas (PIF) e as negociações para um certificado único com informações aos consumidores.
Leandro Brixius e Raquel Aguiar
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
E-mail: imprensa@emater.tche.br

Fonte: Emater/RS-Ascar

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O município de Figueirão têm sua economia centrada na pecuária de corte, por causa disso, as lideranças rurais e políticas não demoraram em buscar apoio da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e do SENAR-AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem rural, Administração Regional de Mato Groso do Sul) para fortalecer a atividade.
No último sábado, dia 19 de março, uma reunião que contou com mais de 60 produtores rurais, foi homologada a criação do Sindicato Rural que será filiado à Famasul, contando com a parceria do SENAR-AR/MS para levar capacitação aos trabalhadores e produtores rurais do município.
O evento contou com a presença de todos os vereadores do município; do prefeito Nildo Furtado; do presidente da Famasul, Leôncio de Souza Brito Filho; do Departamento de Educação do SENAR-AR/MS, Ronan Nantes; de produtores rurais como Silvio Amado, um dos fundadores da Famasul e presidentes de outros Sindicatos. Também esteve presente o diretor presidente do Sicred (Sistema de Crédito Cooperativo) Celso Ronaldo Figueira que, a pedido da Famasul, foi avaliar a possibilidade de implantar uma agência no município.
Com a criação do Sindicato Rural de Figueirão, a Famasul passa a contar com 66 Sindicatos filiados. O presidente da entidade Leôncio de Souza Brito Filho, que conduziu a sessão oficial de criação, destacou a importância da união dos produtores para a conquista de benefícios e do desenvolvimento do setor. “É através do Sindicato Rural que vamos receber as reivindicações dos produtores e levá-las até as autoridades do Estado, seja na questão de recursos para investimento na produção, logística de estradas e transporte ou defesa da classe”, declarou Brito destacando que uma das funções da Famasul é levantar recursos e renda para o produtor rural.
Na solenidade de criação do Sindicato também foi dada a posse à diretoria provisória que conduzirá o processo legal da entidade como: criação do estatuto, cadastro no Ministério do Trabalho e outros trâmites. O produtor Aparecido Fernandes foi eleito por unanimidade o primeiro presidente. Para Fernandes há muitos desafios para serem vencidos, nos quais ele espera contar com o apoio dos companheiros. De acordo com Fernandes, já existe cerca de 240 produtores cadastrados que serão visitados para se associarem ao Sindicato. “Com um grupo forte vamos organizar a classe, fazer uma sede e promover atendimentos para os diversos todos os produtores, sejam pequenos ou grandes”, disse. Entre as metas ele destaca o atendimento médico e odontológico aos associados e a capacitação dos produtores e trabalhadores rurais.
Para a questão de educação e capacitação profissional o SENAR-AR/MS já se colocou a disposição para firmar parcerias e desenvolver cursos no município. Segundo o coordenador do departamento de educação, Ronan Nantes, mesmo antes de o município ser criado, o SENAR-AR/MS já atuava na região, através dos Sindicatos Rurais de Camapuã e Costa Rica. Contando com mais de 58 cursos diferentes, a Instituição já atendeu cerca de 25 turmas em Figueirão. “SENAR-AR/MS não trabalha sozinho, precisa de parceiros que apontem as demandas e o Sindicato Rural é o mais adequado para isso porque convive dia a dia com os produtores e sabe das necessidades de sua base”, destacou.
Para o prefeito de Figueirão, Nildo Furtado, que tem menos de 100 dias de mandato, o Sindicato Rural chegou em boa hora, visto que o município esta trabalhando na organização das classes que estão inseridas na comunidade. “É a comunidade que vai trazer as demandas e ajudar tomar decisões em busca de uma melhor qualidade de vida de nossa população. Acredito que o Sindicato Rural vai ser um ótimo parceiro da cidade”, disse o prefeito.
Eudete Petelinkar – Time Comunicação
E-mail: imprensa@casarural-ms.com.br 

Fonte: Casa Rural MS

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O presidente da Emater/RS, Caio Rocha, assinou convênio com a Escola Estadual Celeste Gobatto, de Palmeira das Missões, permitindo estágio para alunos do Curso de Ensino Técnico em Agropecuária.
“Esse é mais um compromisso que assumimos na área da educação, o que nos permite ampliar ainda mais nosso trabalho de levar a extensão rural a todos os segmentos fortalecedores da agricultura familiar”, observa Caio Rocha. “Nosso grande objetivo é fazer com que o aluno busque a realidade de como está o mercado e descubra as novas alternativas de extensão”, completa o diretor da escola, Davi Lorini.
O convênio faz com que a Emater/RS-Ascar informe à escola a existência de vagas disponíveis para estágio, aprove ou não os estagiários encaminhados e organize, supervisione e coordene os programas internos de estágio. Já à Escola Estadual Celeste Gobatto cabe estabelecer a carga-horária, a duração e a jornada de estágio curricular, nunca inferior a um semestre letivo, e selecione os alunos de acordo com a vocação e a capacitação de cada um.
O estabelecimento de ensino foi criado em 1957, mas entrou em funcionamento em 1959. Localizado no 1º Distrito de Palmeira das Missões, conta atualmente com 217 alunos internos e 96 estagiários, além de 30 professores.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS-Ascar

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O Seminário Técnico do Trigo abre a programação da 37º Reunião da Comissão Sul-Brasileira de Pesquisa de Trigo, que acontece na Fundacep, em Cruz Alta, RS, agregando a cadeia produtiva no período de 22 a 24 de março. Além de discutir a indicação de novidades tecnológicas pela pesquisa, o encontro também deverá discutir caminhos para a crise na triticultura na Região Sul.
Conforme o coordenador do evento, o pesquisador da Fundacep, Vanderlei Tonon, a Reunião da Comissão Sul-Brasileira (RCSBPT) de Pesquisa de Trigo tem como objetivo reunir as entidades que trabalham com trigo e triticale no RS e SC, visando incorporar nas indicações técnicas – documento gerado na RCSBPT, que orienta a assistência técnica – as inovações tecnológicas para a safra de inverno 2005.
As reuniões de pesquisa sempre ficaram limitadas a um grupo restrito de participantes, com respaldo técnico-científico para aprovar os trabalhos apresentados em cada uma das nove comissões que compõem as reuniões. Para ampliar a participação dos demais segmentos da cadeia produtiva do trigo, não ligados diretamente à pesquisa, foram organizados os seminários técnicos junto à programação das reuniões.
Historicamente, as reuniões, através das indicações ou mesmo da integração da cadeia, tem conseguido vencer muitas barreiras na produção de trigo. Neste sentido, o evento tornou-se uma representação das opiniões de instituições, empresas, governo e produtores. “A expectativa do seminário é discutir caminhos que possam estabelecer uma remuneração mais justa para os diferentes segmentos da cadeia produtiva do trigo”, conclui Vanderlei Tonon.
Confira a seguir programação completa do evento:
SEMINÁRIO TÉCNICO DO TRIGO
Dia 22 de março
8h – Inscrições
9h – Abertura dos trabalhos
9h30 – Painel: REALIDADE DO TRIGO NO RS E SC
Moderador: José Ruedell – Fundacep
1.1 Aptidão e zoneamento para classificação comercial Gilberto Cunha – Embrapa Trigo
1.2 Custo e potencial produtivo Ataides Jacobsen – Emater RS
11h – Intervalo
11h15 – Palestra:
NOVAS PERSPECTIVAS PARA O MERCADO INTERNO
José Honório Gonçalves de Tófoli – Presidente da Associação de Moinhos de Trigo do Norte/Nordeste do Brasil.
Moderador: Darci Hartmann – Presidente da Fundacep.
12h30 – Intervalo para o almoço (no local)
13h45 – Painel:
LEIS E POLÍTICAS DE LOGÍSTICA INFLUENCIANDO A COMPETITIVIDADE Moderador: Rui Polidoro Pinto – Presidente da Fecoagro.
3.1 Situação atual Caio César Vianna – Presidente do Termasa/Tergrasa.
3.2 Ações de governo Ivan Wedekin – Secretário de Política do Ministério da Agricultura.
3.3 Ações legislativas Deputados Federais Paulo Pimenta e Luiz Carlos Heinze Representante da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo.
15h30 – Intervalo
16h – Painel:
AVALIAÇÃO DA SAFRA 2004 E PROJEÇÕES PARA 2005
Moderador: Nídio Antônio Barni – Fepagro Missões: Marcos Aurélio Pilecco (Coopatrigo)
Noroeste: Onairo Freitas Sanches (Coceagro)
Colonial de Ijuí: Jair da Silva Mello (Cotrijuí)
Planalto Médio: Gelson Lima (Cotrijal)
Planalto Superior: Eraldo Domingues (Camila)
Santa Catarina: Adão Pereira Nunes (Coopercampos)
18h – Encerramento do Seminário Técnico do Trigo – 2005
18h15 – Coquetel (no local)
Dia 23 de março
XXXVII REUNIÃO DA COMISSÃO SUL-BRASILEIRA DE PESQUISA DE TRIGO
8h – Inscrições
8h30 – Sessão de plenária inicial
9h30 – Trabalho nas comissões
10h45 – Intervalo para café
11h –Trabalho nas comissões
12h30 – Intervalo para almoço (no local)
14h – Trabalho nas comissões
15h45 – Intervalo para café
16h – Trabalho nas comissões
18h – Encerramento dos trabalhos do dia
20h30 – Jantar Festivo no Centro de Eventos Cooperativo da Fundacep
Dia 24 de março
9h – Sessão plenária final
12h – Encerramento
Local: Centro de Eventos Cooperativo da Fundacep – Cruz Alta, RS.
Endereço: RS 342 Km 149 – Cruz Alta, RS
Fone: (55) 3322 7900 
Joseani M. Antunes 
E-mail: joseani@cnpt.embrapa.br  

Fonte: Embrapa Trigo

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A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) alertou nesta segunda-feira, véspera do Dia Mundial da Água, que os governos precisam criar políticas adequadas para orientar os agricultores sobre como aproveitar melhor a água.
Segundo a FAO, é necessário, em média, mil litros de água para produzir um quilo de trigo. Os números colocam o setor agrícola no primeiro lugar do ranking das atividades que mais consomem água no mundo.
Por isso, a organização pede aos governantes que promovam mudanças nas áreas de infra-estrutura, modernização, reestruturação e aperfeiçoamento da capacidade técnica dos agricultores.
O Dia Mundial da Água também marca o início da Década Internacional para a Ação, que terá como lema “Água, fonte de vida”.
Fonte: O Estado de São Paulo

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Os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia anunciam nesta terça-feira (22), Dia Mundial da Água, o Sistema Nacional de Informações para a Gestão dos Recursos Hídricos e editais para o desenvolvimento de tecnologia na área. A solenidade será realizada às 9h no Parque Nacional de Brasília (Água Mineral). Na ocasião, também será anunciado um decreto que garante o acesso de todos à informação sobre a qualidade da água, além de outras ações que servirão na elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos.
As ações integram a programação da Semana da Água, que este ano tem como tema Água, fonte de vida. Durante a semana acontecerá no Conjunto Nacional (DF) a exposição Água, Sociedade e Conhecimento.
Fruto da parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Sistema Nacional de Informações para a Gestão dos Recursos Hídricos reunirá informações sobre qualidade e quantidade das águas em todo o Brasil, contribuindo para que governos e sociedade civil possam acompanhar o estado e fazer bom uso do recurso natural. Por meio do Fundo Setorial de Recursos Hídricos do MCT (CT-Hidro), serão lançados editais para pesquisa em nanotecnologia e desenvolvimento de produtos e de processos que possam ser aplicados na área de recursos hídricos, como novos equipamentos e instrumentos para monitoramento da água e previsão de clima e tempo, entre outros.
Para garantir aos consumidores o acesso à informação sobre a qualidade da água que consomem, os ministérios do Meio Ambiente, da Saúde, da Justiça e das Cidades, contando com a colaboração do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), lançam um decreto que permitirá maior controle social sobre a qualidade dos serviços prestados e à prevenção de danos à saúde da população. O texto garantirá que os consumidores recebam, anualmente, um relatório sobre a qualidade da água e, assim, possam contribuir para a preservação dos mananciais dentro de um modelo de utilização sustentável.
O dia 22 de março foi definido mundialmente com o Dia da Água, durante a Rio92 e, este ano, marcará o início do Decênio Internacional para a Ação Água, fonte de Vida, definido pelas Nações Unidas para o período de 2005 a 2015.
No Brasil
Em reunião extraordinária, realizada hoje (21) na sede da Codevasf, em Brasília, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) aprovou a proposta que cria a Década da Água no Brasil. A proposta, agora transformada em moção pelo Conselho, partiu de iniciativa da Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e Informação em Recursos Hídricos (CTEM). A expectativa é que o decreto que a institui seja assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva amanhã (22), Dia Mundial da Água.
A iniciativa tem como objetivo fomentar um processo de conscientização nacional em relação à água, sua conservação e importância para o desenvolvimento em bases sustentáveis, preocupação que ganha ainda maior dimensão no Brasil, detentor da maior reserva de água doce do planeta.
(Com informações do Ministério do Meio Ambiente)
Assessoria de Imprensa do MCT
Fonte: Agência CT

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A Embrapa Roraima, unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, está agendando as instituições de ensino interessadas em participar do programa Embrapa e Escola.

O Programa Embrapa e Escola foi criado para despertar em estudantes do ensino fundamental e médio o interesse pela Ciência e Tecnologia. As atividades iniciaram-se em outubro de 1997 com escolas públicas e particulares espalhadas por todo o Brasil.

No ano passado, 34 escolas de Boa Vista foram beneficiadas com palestras, envolvendo cerca de 1000 alunos. Este ano, a meta é chegar a 1500 estudantes de escolas públicas e particulares da capital e do interior.

O programa consiste na realização de palestras e visita aos Campos Experimentais das Unidades, com o objetivo de transpor a importância da pesquisa agropecuária, expondo os trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Estado e nos 40 centros da Empresa distribuídos por todo o país, além de despertar a valorização social dos pequenos, médios e grandes produtores rurais.

As escolas que interessadas em participar devem entrar em contato com a Unidade pelo telefone (95) 626-7125 junto à Área de Comunicação e Negócios.

Daniela Collares e Twilla Barbosa
daniela@cpafrr.embrapa.br

Fonte
Embrapa Roraima
http://www.cpafrr.embrapa.br

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Para suprir a demanda interna de milho, o Brasil terá de importar até 5 milhões de toneladas do grão este ano. Segundo o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, boa parte dessa oferta deve vir da Argentina, onde o cultivo é basicamente da variedade transgênica Bt.
O motivo para a importação é a quebra de safra provocada pela seca na região sul do país, disse o ministro no fim de semana. Estimada em mais de 45 milhões de toneladas, a produção brasileira de milho não deve superar 38 milhões de toneladas. O estoque de 5 milhões de toneladas da safra passada não basta para suprir a demanda.
Rodrigues lembrou que a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei da Biossegurança, que deve ocorrer até quinta-feira, “caracteriza a abertura para a importação de produtos transgênicos, evidentemente dentro de uma regulamentação a ser estabelecida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio)”. A medida não é inédita. Em 2003, avicultores pernambucanos conseguiram na Justiça permissão para comprar 17,9 mil toneladas de milho transgênico argentino sob a mesma alegação.
O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Aristides Vogt, que havia feito o pedido de importação do produto ao governo federal, considerou a medida positiva. Conforme Vogt, não há condições de avaliar se 5 milhões de toneladas serão suficientes porque a safrinha do milho ainda será colhida. O presidente da Asgav disse também que boa parte do mercado internacional não faz exigências quanto ao uso de transgênicos na alimentação das aves, como a África do Sul, Cuba e Bolívia. União Européia e China, no entanto, fazem restrições. No mercado interno, os avicultores devem rotular os produtos caso a quantidade de grãos transgênicos ultrapasse 1% da composição.
Sobre a liberação do cultivo do algodão transgênico Bollgard, da multinacional norte-americana Monsanto, Rodrigues disse apenas que seu ministério não teve participação na decisão da CTNBio.
– Foi uma decisão da ciência e, como a CTNBio é um organismo de caráter científico, não vou me manifestar. Considero que os cientistas não tomariam uma decisão que fosse trazer algum problema para o país – opinou o ministro.

Fonte: Zero Hora

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A 3ª edição da Confederação Mundial de Braford será realizada no primeiro semestre de 2006, na Austrália. Os preparativos para esse evento que reúne produtores e profissionais de vários países já começaram. Nos dias 4 a 7 de março, foi realizada uma reunião preparatória sobre o evento. O encontro foi realizado em Houston, no Texas.
A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) apresentou sugestões para o congresso. De acordo com a presidente da associação, Greice Martins, os assuntos apontados pela ABHB, que deverão integrar a programação do congresso, é sobre o desenvolvimento do Braford na América do Sul e seus parâmetros produtivos e reprodutivos. Outra proposta é debater sobre os sistemas de produção com gado Braford. Esse assunto será em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A apresentação deverá contar com a participação de alunos da universidade que quantificaram a partir de algumas empresas que atuam com Braford, seus níveis de produtividade, forma de produzir e outras características da raça.
Outra idéia que também poderá fazer parte dos temas a serem discutidos na confederação é sobre avaliação genética da raça Braford que está sendo desenvolvida pela Universidade de São Paulo, em parceria com ABHB. Com apresentação desse assunto em pauta, Greice observa que seria possível mostrar a tendência genética dos rebanhos de Braford no Brasil. Greice lembra que a confederação foi uma de suas propostas, quando liderava a Federação de Braford. Ela conta que a primeira confederação foi realizada em Porto Alegre – Rio Grande do Sul no ano de 2000. Já, a segunda edição teve como cenário principal a Argentina.
Márcia Godinho Marinho
E-mail: imprensamgm@bol.com.br

Fonte: Associação Brasileira de Hereford e Braford

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O substitutivo à Medida Provisória 232/04 – a MP dos Tributos – que será apresentado pelo relator, deputado Carlito Merss (PT-SC), deverá isentar os bens de capital do setor de software para exportação de IPI e de PIS/Cofins. O parecer também deve reduzir a alíquota de PIS/Cofins para as incorporadoras, como forma de incentivar a construção civil, setor considerado estratégico pelo Governo por ser um dos que mais geram emprego no País.
Os caminhoneiros autônomos também devem ter o limite de isenção para a recolha de Imposto de Renda na fonte aumentado de R$ 1.164 para R$ 2.910.
Todos esses pontos foram acertados ontem entre o deputado Carlito Merss; o ministro da Fazenda, Antonio Palocci; e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.
Nova MP
Segundo o relator da MP 232, as mudanças vão contemplar a produção e ao mesmo tempo combater os sonegadores. “Poderíamos considerar que há uma nova medida provisória. O Governo, sensível às manifestações da sociedade, faz modificações importantíssimas. Além dos 10% da tabela do Imposto de Renda, nós vamos estar permitindo que a produção continue sendo valorizada, mas tomando algumas medidas concretas para reduzir a elisão fiscal e a sonegação”, explica o parlamentar.
Carlito Merss confirmou que há uma forte tendência para se manter a alíquota de 32% da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para as empresas prestadoras de serviço que gastam pelo menos 20% com pagamento de pessoal. Pelo texto original da medida provisória, a base de cálculo para os prestadores que optam pelo lucro presumido subiria para 40%.
Recursos e agricultores
Também devem ser criadas câmaras específicas para atender pequenas causas no Conselho de Contribuintes. A MP determina que apenas causas com valores acima de R$ 50 mil poderiam ser objeto de recurso ao Conselho.
Carlito Merss disse ainda que existe a possibilidade de o novo valor estipulado para a cobrança de Imposto de Renda na fonte dos agricultores ficar acima dos R$ 11.640 que já vêm sendo cogitados. De acordo com o relator, isso isentaria cerca de 98% dos produtores rurais.
Ontem, depois de almoçar com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, afirmou que a MP dos Tributos “está quase extinta”.

Fonte: Revista Cultivar

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A pecuária leiteira vive um momento de euforia. Depois de amargar três anos com problemas para investir, o pecuarista vislumbra, desde meados de 2004, bons preços para o setor. Com isso, volta a aplicar recursos para aumentar a produção e a qualidade do produto. Agora, as vendas de equipamentos, como ordenhadeiras, por exemplo, estão em alta. Acredita-se que cerca de 60% do mercado ainda precisa ser renovado e, com isso, a comercialização cresça até 15% neste ano.
Para analistas de mercado, os preços do leite estão mais remuneradores porque o País atingiu, no ano passado, superávit comercial e também está ocorrendo um aquecimento do mercado interno.
“As vendas externas estão alavancando o setor”, diz o pesquisador Alexandre Lopes Gomes, do Centro de Pesquisa Avançada em Economia Aplicada (Cepea). No ano passado, o País comercializou 385 milhões de litros de leite, um aumento de 122%. Para este ano, a estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é de 600 milhões de litros – alta de 55,8%.
Gomes diz que o produtor está investindo não só em ordenhadeiras, mas também no rebanho, no manejo, na alimentação, o que vai proporcionar um produção. Estima-se que a produção de leite seja entre 3% e 4% maior neste ano.
Na Packo Plurinox , houve um aumento das vendas de 8% no primeiro trimestre deste ano, para 5% registrado em 2004. “Há uma maior consciência do produtor em investir na qualidade para buscar melhores preços”, avalia Fabiano dos Santos, coordenador do Departamento de Ordenhadeira da empresa.
No Grupo Fockink as vendas também estão aquecidas. Apesar de não relevar números, Luiz Carlos Moura Rodrigues, gerente comercial da empresa, diz que à medida que as exportações crescem, o pecuarista se profissionaliza e, com isso, investe mais no setor.
A WestfaliaSurge registrou no ano passado aumento de 15% em sua participação no mercado e espera crescimento igual para 2005. Fernando Sampaio, gerente de produtos da empresa acredita que os pecuaristas estão investimento porque há um aquecimento no preço do leite pago aos produtores, além do aumento das exportações, das tarifas antidumping e do programa de melhoria da qualidade.
“Este ano, por exemplo, os preços não caíram na safra”, diz Marcelo Martins, assessor técnico da CNA. No entanto, ele se preocupa com a euforia. “Em 2001 a produção na entressafra cresceu 20% e os preços desabaram”, argumenta. Segundo Martins, ao investir na melhoria da qualidade, o pecuarista cria condições para ampliar a produção.
Apesar de as empresas venderem quase todos os produtos sem financiamento, Martins diz que existe um linha de crédito, com limite de R$ 150 mil e juros de 8,75% ao ano. Mas a CNA solicita que o governo crie, no próximo Plano Safra, um financiamento especial para produtor com até 400 litros por dia e que tenha 80% da renda da pecuária. O limite de crédito seria de R$ 30 mil ou R$ 80 mil, par grupo, com prazo de 12 anos, sendo três de carência e bônus de adimplência de 50% e juros mais baixos, de 7,25% ao ano. Martins diz que a linha é necessária porque, a partir de julho deste ano, entra em vigor o Programa de Melhoria da Qualidade do Leite, que obrigará o resfriamento do produto e os financiamentos atuais têm juros mais altos e prazo de pagamento menores. “A qualidade é importante para a abertura de mercado para exportação”, afirma.
Neila Baldi

Fonte: Gazeta Mercantil

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Prevista a compra de 250 locomotivas e 13 mil vagões até 2010. O crescimento do transporte de carga de terceiros, em especial no setor agrícola, levou a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) a programar a compra de 13 mil vagões e 250 locomotivas até 2010.
Somente este ano, no transporte de grãos, a empresa tem encomendas de cerca de 550 vagões, que serão distribuídos pelas ferrovias Norte-Sul , Vitória-Minas (FVM) e Centro-Atlântica (FCA).
“Estamos apostando, principalmente, no crescimento da safra de soja. Com a queda no preço da commodity, os produtores deverão aumentar o volume para compensar as perdas”, comenta o diretor-executivo de logística da CVRD, Guilherme Laager. Ele trabalha com a estimativa de safra de 57 milhões de toneladas de soja para este ano.
A Vale já responde por 16% de todo o volume de soja exportado no Brasil, transportando no ano passado quase 6 milhões de toneladas. Para Laager , o traçado da Ferrovia Norte Sul (que corta o Maranhão, Tocantins e Pará), também foi um dos incentivadores para o cultivo nestes estados. “O escoamento passou a ser facilitado e dá mais competitividade à soja”, acrescenta o gerente-geral de logística, Mauro Dias.
Para escoar a soja daquela região, a Vale utiliza tanto o sistema Norte como o Sul. Na primeira alternativa, a carga vai por meio de rodovias até a ferrovia Norte-Sul e é embarcada depois para a exportação pelo terminal de Ponta da Madeira, na baía de São Marcos, na Ilha de São Luís (MA). Ali, estão entrando em operação três novos silos. No segundo caso, a produção é encaminhada por estradas até a FCA e embarcada pelo porto de Tubarão (ES) ao exterior.
“Estamos sempre nos planejando com pelo menos dois anos de antecedência. Acreditamos muito no desempenho do setor agrícola nacional. Por isso, estamos comprando vagões que servem apenas para o transporte de grãos e farelos”, diz Guilherme Laager.
Daniele Carvalho

Fonte: Gazeta Mercantil

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Discutir as formas capazes de minimizar o impacto temporário das variações climáticas sobre as populações residentes na região semi-árida. Este será o objetivo do I Seminário de Tecnologias Apropriadas para o Semi-Árido, que começa amanhã e termina no dia 22 de março, no auditório do Sest/Senat, no Centro de Fortaleza.
O encontro, promovido pela Fundação Konrad Adenauer, Fórum Cearense pela Vida no Semi-Árido e pela Secretaria de Agricultura e Pecuário do Ceará, é motivado pela necessidade de se produzir uma intervenção no Semi-árido brasileiro e na realidade socioeconômica e política dos Estados.
Oito exposições, seguidas de debates e apresentação de seis experiências práticas por agricultores do interior cearense fazem parte da programação.
Entre as ações do seminário destacam-se usos de inovações tecnológicas, capacitação, assistência técnica, processamento mínimo de produtos com vistas à agregação de valor que buscam, numa instância superior, a geração de renda e a criação de empregos na região.
Diante disso, os objetivos do encontro são: discutir modelos e experiências de tecnologias apropriadas para o desenvolvimento sustentável para o semi-árido no âmbito das universidades, das organizações governamentais e não-governamentais (ong´s); identificar e transferir inovações tecnológicas que resultem em maiores ganhos de produtividade, sustentabilidade e agregação de valor para os sistemas produtivos identificados.
Além disso, incentivar a cultura da cooperação e promover a qualificação de gestores, técnicos e produtores em organização da produção, associativismo, empreendedorismo rural e gestão da agricultura familiar.
A expectativa é de que haja a consolidação da participação das instituições envolvidas, na medida em que elas internalizem e se sintam co-partícipes dessa intervenção deliberada do Estado nos segmentos populacionais mais necessitados e sofridos do Ceará.
No encerramento do seminário haverá apresentação do Coral Infantil ABC do Bom Jardim. Ainda acontecerá o lançamento dos livros temáticos “Legislação de recursos hídricos do Estado do Ceará-coletânea e comentários”, do consultor jurídico Alexandre Aguiar Maia, e “Gestão legal dos recursos hídricos dos estados do Nordeste”, organizado por Yanko Március de Alencar Xavier e Nizomar Falcão Bezerra.
O Sest/Senat fica localizado na Rua Dona Leopoldina, 1050, no Centro de Fortaleza.

Fonte: Diário do Nordesre

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O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja), Ricardo Abdelnoor, conta que apenas dois projetos de transgenia ligados à soja têm incentivos: o cultivo de soja tolerante à seca (que recebe investimentos do Departamento de Agricultura do Japão) e desenvolvimento de grãos resistentes à herbicida (cuja pesquisa tem o convênio com a multinacional Basf).
O apoio financeiro propiciou melhorias genéticas, como a quebra das barreiras reprodutivas e troca de genes entre espécies distantes. Isso possibilitou o desenvolvimento de novos produtos com qualidades e características inovadoras. “Este fato evidencia a necessidade de mudanças e adaptações da legislação para tratar de assuntos relativos à biossegurança e à proteção de cultivares”, explica.
A necessidade de alteração nas normas relativas a produção de grãos ocorreu a partir de 1996. Naquele ano, a empresa realizou a primeira pesquisa brasileira sobre a tolerância da soja a herbicidas. “A Embrapa iniciou sua experiência com um organismo geneticamente modificado (OGM) quando recebeu uma amostra da empresa Monsanto. O grão era tolerante ao glyphosate, ingrediente ativo do herbicida Roundup”, relembra o pesquisador da Embrapa, Carlos Alberto Arias.
Os pesquisadores argumentam que a linha de pesquisa da empresa procura identificar genes resistentes a insetos, doenças, herbicidas e estresse ambiental. Além disto, desenvolve óleos, proteínas e fármacos, como insulina humana e hormônio de crescimento.
Lílian de Macedo
Repórter da Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil

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