O Projeto “Apoio ao Manejo Florestal Sustentável na Amazônia – ProManejo” promoveu em Manaus, a II Oficina de Avaliação da Implementação do Sistema Integrado de Rastreamento da Produção de Madeiras em Toras – SIRMAT. O evento foi realizado dentro Componente 3 do ProManejo – Controle e Monitoramento e teve a participação de técnicos da Coordenação Geral de Gestão de Recursos Florestais, Coordenação Geral de Fiscalização Ambiental, instrutores dos cursos de fiscalização em flora e representantes das Divisões de Fiscalização do IBAMA nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia.
O SIRMAT é um sistema de controle novo que vem sendo desenvolvido e testado pelo ProManejo com a finalidade de controlar de forma eficiente a origem da madeira em toras. O sistema baseia-se em tecnologias de comunicação móvel, rastreamento do transporte da madeira em toras via satélite e monitoramento a partir de banco de dados “on line”. Os testes com o novo sistema vem sendo realizados em parceria com quatro empresas madeireiras nos estados do Amazonas e Pará.
Segundo a técnica Cristina Galvão, da Coordenação Geral de Recursos Florestais, o SIRMAT possibilita a contabilidade do crédito de volume madeireiro autorizado pelo órgão ambiental seja feita de forma eletrônica como em uma conta bancária; o rastreamento da movimentação do transporte em tempo integral via satélite, além de alertar, de forma automática, os indícios de fraude quando do transporte ilegal de madeiras em toras (em área não autorizada) ocorrer. Isto é feito a partir do cruzamento de dados de volume autorizados versus transportados e bem como a partir do mapeamento das rotas dos veículos em locais não autorizados por meio de sinais emitidos pelos aplicativos do sistema.
Com informações do Ibama

Fonte: Fator GIS

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Os diretores do Comitê de Fruticultura da Metade Sul estarão prestigiando a 26ª Semana Crioula Internacional de Bagé, que está sendo realizada no Parque de Exposições da Associação Rural. A partir das 14h30min, no pavilhão central da entidade ruralista, os integrantes do Comitê estarão reunidos com o presidente Afonso Hamm.
Durante o encontro, serão tratados assuntos referentes as ações a serem empreendidas pelo Comitê no ano de 2005. Também entra em pauta a comercialização das frutas nesse ano. Hamm informa que os preparativos para a assembléia geral que acontece no dia 14 de abril em Porto Alegre serão ultimados na reunião em Bagé.
O presidente do Comitê informa que serão definidos assuntos relacionados a cada região que integra o Comitê. Hamm lembra que esse é um encontro para discutir temas que tem o propósito de promover o melhor desenvolvimento do setor frutícula na Metade Sul do Estado.
Márcia Godinho Marinho
E-mail: assessoriadeimprensa@ruralbage.com.br

Fonte: Rural de Bagé

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O setor de florestas plantadas brasileiro pretende elevar sua participação de 3% do mercado mundial para 6%. O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Carlos Augusto Lira Aguiar, acredita que isso seja possível dentro do prazo de 15 anos e lembra que a Finlândia, que tem uma área territorial bem inferior a do Brasil, já detém 11% do mercado. Aguiar participou ontem, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, das comemorações dos 100 anos de florestas plantadas no País.
Conforme dados da Abraf, o setor de florestas plantadas é responsável por um faturamento anual de cerca de US$ 17 bilhões. Em 2004, o segmento exportou US$ 5,8 bilhões, ficando atrás apenas da soja como produto agrícola mais exportado. Entre as atividades que utilizam a madeira das florestas plantadas estão as áreas de papel e celulose, siderurgia a carvão vegetal, painéis de madeira reconstituída, móveis, entre outros.
Aguiar destaca que hoje um dos problemas enfrentados no setor é o déficit florestal. “Para atender o mercado precisariam ser plantados ao ano de 600 mil a 700 mil hectares, e estão sendo plantados atualmente de 400 mil a 500 mil hectares”.
Outra questão que preocupa o dirigente da Abraf são as linhas de financiamento. “As árvores demoram cerca de dez anos para estarem prontas para serem cortadas, em um país com os juros que tem o Brasil isso é algo complicado de conciliar”, explica Aguiar. No evento de ontem, o Banco do Brasil lançou o Programa de Investimento BB Florestal. No âmbito do programa, que terá recursos de R$ 225 milhões, de 2005 a 2010, poderão ser utilizadas todas as linhas de crédito voltadas à atividade florestal como Pronaf Florestal, Propflora e outros.
Os recursos do BB Florestal também poderão ser utilizados na recuperação de áreas ambientais degradadas. Aguiar, que também é presidente da Aracruz Celulose, acredita que o setor de florestas plantadas pode ser uma grande alavanca para o desenvolvimento da Metade Sul do Rio Grande do Sul, por exemplo. Ele informa que a planta da empresa no município de Guaíba aumentará a sua produção das 400 mil toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto, para 430 mil toneladas ao ano até 2006.
Governador destaca importância do florestamento para a Metade Sul
O florestamento é um dos principais eixos do projeto de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, e uma das conseqüências é a mudança do perfil econômico da Metade Sul, disse o governador Germano Rigotto, ontem pela manhã, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, na abertura do seminário Reflorestamento e Desenvolvimento Sustentável – As Perspectivas da Cadeia dos Negócios com Madeira no Sul do Brasil. Rigotto destacou os projetos em implantação nos municípios da Metade Sul do Estado.
“Com relação a cidades como Capão do Leão, Pinheiro Machado, entre outras, há mudanças profundas, resultantes dos programas de florestamento. Investimentos da Votorantim e da Aracruz, aliados ao apoio da Caixa RS, do Banrisul, e do BRDE, que buscam recursos do BndesS, estão transformando a Metade Sul”, afirmou.
O governador disse que projetos de florestamento representam alternativas para geração de renda e se constituem em nova opção econômica para a região. “Existe até a possibilidade de implantar um novo pólo moveleiro, descentralizando o núcleo de indústrias existentes na Serra gaúcha, a partir da produção de madeira nos municípios”, acrescentou.
Germano Rigotto frisou também a importância das parcerias firmadas com os pequenos produtores e com as prefeituras, para viabilizar os projetos na Metade Sul. “As cidades da região vivem um novo momento. Em Piratini, por exemplo, temos 50 mil hectares plantados, grandes perspectivas para novos projetos e ações que mudaram o ânimo do município”, enumerou. Rigotto lamentou o desaparecimento da mata nativa, conseqüência da falta de florestamento para suprir as indústrias de papel e de móveis. “Estatísticas revelam que o setor de florestamento é responsável pela geração de 2 milhões de empregos, 8% das receitas de exportação e 3,5% do PIB gaúcho”, afirmou.
O governador disse que, ao mesmo tempo que incentiva projetos florestais como alternativa econômica, o governo do Estado apóia as vocações tradicionais da Metade Sul, como a pecuária, a orizicultura, a fruticultura e a vitivinicultura. “Além disso, a instalação dos estaleiros Aker-Promar em Rio Grande é outra alternativa para gerar emprego e renda numa região que tem potencial para responder aos desafios do futuro”, enfatizou.
Jefferson Klein

Fonte: Jornal do Comércio

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A exportação de gado em pé para abate começa a representar uma nova alternativa para o comércio exterior do agronegócio brasileiro. Recentemente, o país embarcou pelo porto de Rio Grande (RS) nove mil bovinos para o Líbano. Nos próximos dias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve receber uma missão das Filipinas que vai avaliar a possibilidade de importar animais vivos do Brasil.
A missão das Filipinas deve chegar ao Brasil na próxima semana, informa o diretor do Departamento de Assuntos Sanitários e Fitossanitários da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Luiz Ribeiro e Silva. A delegação visitará áreas de produção de bovinos e portos por onde eles possam ser embarcados. Atualmente, o país é um grande importador de gado em pé da Austrália. A visita sinaliza o interesse daquele mercado em diversificar seus fornecedores de animais vivos.
“Esse é um novo mercado que está se abrindo para a pecuária brasileira”, assinala Ribeiro e Silva. De acordo com ele, os países que têm formas especiais de abate, como os muçulmanos, por exemplo, constituem-se em mercados potenciais para o Brasil passar a exportar gado em pé.
Ainda neste semestre, um novo carregamento de boi vivo deve ser embarcado pelo porto de Rio Grande com destino ao Oriente Médio. Segundo a empresa exportadora, com sede em Pelotas (RS), os importadores não informaram qual o país de destino e a quantidade da nova carga. O mais provável é que o gado seja levado novamente para o Líbano. Já o número de cabeças vai depender da capacidade do navio que for utilizado para o transporte dos animais.
No ano passado, o Brasil exportou 15.501 bovinos em pé. Do total, 10.290 animais foram embarcados para o Líbano, que compram o gado vivo para abatê-lo de acordo com os preceitos do islamismo.
Além dos mercados árabes, os países da América do Sul também importam gado em pé para abate. Em 2004, conforme dados da Secretaria de Produção e Agroenergia do Mapa, o Brasil exportou 3.636 animais vivos para a Venezuela. O país foi o segundo maior destino de bovinos vivos para a abate vendidos pelo Brasil. Em terceiro, aparece o Paraguai, com importação de 1.233 animais.

Fonte: BeefPoint

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O Ministério da Integração Nacional deu sinal verde à proposta da Embrapa Gado de Leite de modernização da cadeia produtiva do leite no Estado de Goiás. O projeto prevê a liberação de R$ 1 milhão e 300 mil para o desenvolvimento de ações que vão interferir em diferentes etapas do processo produtivo.
De acordo com o Chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, o objetivo é melhorar o produto final goiano. “Apesar de Goiás apresentar um dos melhores índices de crescimento da atividade leiteira no País, a produção ainda está aquém do potencial do Estado”, justificou.
As ações que compõem o projeto serão coordenadas pelo Núcleo Centro-Oeste de Pesquisa e Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, sediado em Goiânia. Elas serão desenvolvidas nas áreas de genética, desenvolvimento de pastagens e treinamento de mão de obra. O cronograma das atividades está em fase de desenvolvimento.
Serão realizados trabalhos de melhoramento genético da raça Gir envolvendo propriedades do Estado e caracterização genética da raça Gir, com identificação de marcadores genéticos para doenças, produção, tolerância tropical e resistência a ecto e endo parasitas. Também serão fornecidas aos produtores opções de plantio de árvores e arbustos para melhoria da qualidade das pastagens. O programa em parceria com o Ministério da Integração Nacional prevê ainda a montagem de um mini laticínio para treinamento de técnicos.
Outros projetos
As ações de incremento à atividade leiteira em Goiás não param por aí. Outro projeto investimentos da ordem de R$ 40 mil para atividades que visam desenvolver a produção da região do entorno de São Luís dos Montes Belos. O próprio governo estadual, por intermédio do secretário de infra-estrutura , Leonardo Vilela, acenou com aporte de R$ 217 mil para o programa, que foi aprovado junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.
A Embrapa Gado de Leite também acertou parceria com o Incra para apoio à pecuária de leite aos assentados da reforma agrária na Região Centro-Oeste, através de cursos de capacitação. Paulo Martins ressalta que 92% da produção de leite de Goiás é exportada para outros estados do Brasil. “Com essa intervenção da Embrapa, não é só Goiás que vai ganhar com a melhoria da qualidade do produto e sim todo o País”, observou.
Centro Tecnológico do Leite
O secretário de desenvolvimento da Região Centro-Oeste do Ministério da Integração Nacional, Athos Magno Costa e Silva, informa que todas essas ações previstas para incrementar a pecuária leiteira na região podem levar, em um breve espaço de tempo, à criação do Centro Tecnológico do Leite de Goiás. “ A idéia é ter a efetivação contínua dessas ações no Estado e envolver cooperativas e sindicatos. O que pretendemos é criar um selo de qualidade conferido por esse centro tecnológico, a exemplo do que acontece no Estado do Mato Grosso do Sul, onde existe o Centro Tecnológico do Couro”, explica.
Costa e Silva analisa como fundamental a presença da Embrapa neste “pacote” de ações na região. “Essa articulação com uma respeitada instituição científica é extremamente promissora em termos de resultados”, avalia. Ele lembra que foi bastante fácil formatar o convênio em função da compreensão da situação da cadeia produtiva goiana por parte da Embrapa Gado de Leite. “Queremos que esse arranjo institucional seja um modelo no Centro-Oeste brasileiro”, observa. Ele reforça a iniciativa informando que outros centros da Embrapa como os de Arroz e Feijão e Recursos Genéticos fazem parte de uma ampla frente de intervenção nas diversas cadeias produtivas do Estado.
Rubens Neiva
E-mail: neiva@cnpgl.embrapa.br

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) suspendeu a cobrança dos boletos da taxa de vistoria do ADA (Ato Declaratório Ambiental) que foram encaminhados com incorreções para o produtor neste ano. A decisão foi tomada após protestos da classe ruralista que se sentiu prejudicada pelos erros na emissão dos boletos de cobrança, muitos com valores superiores ao realmente devido e sem opção de parcelamento.
“Os produtores foram cobrados por uma vistoria que não houve em um valor muito acima do determinado pela lei e, ainda houve demora do próprio Ibama em reconhecer o erro”, atesta o consultor da Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural), Jesiel Quintino.
De acordo com o consultor, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) alertou a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) sobre as incorreções. “Houve reunião entre representantes do Ibama e CNA no início de março, mas só agora a população foi comunicada da incorreção”, revela.
A coordenadora de Arrecadação do Ibama, Edlene Ferreira Lima, revelou à Famasul que houve erro na apuração realizada pelo Serpro (Serviço Nacional de Processamento de Dados) na taxa referente aos exercícios de 2001 e 2002, mas a situação seria corrigida e as datas de postagem do pagamento, marcadas para 04/02/05 e 04/03, adiadas.
Conforme o Ibama, serão emitidos novos boletos com identificação de cada imóvel e o exercício a qual se refere. Para os proprietários que já efetuaram o pagamento o Instituto vai emitir novamente o boleto e, se a taxa paga for maior deve haver ressarcimento.
Com a medida, o recolhimento da taxa de vistoria do ADA referente ao exercício de 2001 ficou para 31 de maio e, os referentes a 2002 para junho próximo.
A expectativa do Ibama é recolher R$ 22 milhões neste ano com o ADA. Essa taxa corresponde a 10% do valor de isenção do ITR (Imposto Territorial Rural) sendo justificada pelo Instituto como recurso para vistoria das áreas preservadas. “Nos boletos encaminhados este ano o Ibama cobrou valores acima dos 10% estipulados pela lei. Por isso houve protestos e a correção”, afirma Quintino.
Sandra Luz
Time Comunicação

Fonte: Casa Rural MS

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Os produtos brasileiros vão colorir a França neste verão. Dentro do projeto “Viva Brasil” criado pelo Pão de Açucar, centenas de produtos serão distribuídos em 4.900 lojas das redes de supermercados Cassino e Monoprix como parte das iniciativas do ano do Brasil na França.
A CaipiVeritas ganhou dois novos sabores para participar deste evento e agora, além do tradicional sabor limão será oferecida nos sabores maracujá e frutas vermelhas.
Este trio promete agradar na França e ampliar sua distribuição na Europa onde a caipirinha esta se tornando a bebida da moda nos bares freqüentados pela juventude.
A nova embalagem em lata de aço expandido com tampa de alumínio e rótulo sleev (termoencolhível) desenhada pela Packing Design é inovadora para o segmento e deve chamar bastante a atenção dos consumidores.

Fonte: Fispal

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As divergências sobre a questão da remuneração paga aos produtores pela arroba do boi gordo é o principal tema em debate na próxima reunião do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), entidade de âmbito nacional que engloba todos os elos da cadeia da pecuária bovina, agendada para 6 de abril, no Hotel Jaraguá, às 14:00, em São Paulo (SP).
Segundo Sebastião Costa Guedes, presidente em exercício da entidade, o objetivo do encontro é buscar a formação de um grupo representativo dos segmentos para discutir e propor soluções conjuntas para o problema atualmente enfrentado por pecuaristas e frigoríficos.O conflito entre os segmentos iniciou-se em fevereiro durante Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte, realizado em Goiânia (GO).
“Nós, representantes da cadeia produtiva da carne bovina, temos o dever de abrir um canal de diálogo consistente para a resolução destes tipos de problemas que a atividade enfrenta, neste momento”, afirma Sebastião Guedes. “É preciso buscar consenso entre os elos da cadeia”, completa.
Participam deste encontro dirigentes de entidades representativas dos criadores, das indústrias frigoríficas, das indústrias exportadoras, dos curtumes e do comércio varejista e atacadista de carne bovina.
Outras pautas da reunião serão a busca de alternativas que viabilizem a elevação do status da região sul do Estado do Pará para Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação e a situação final do plano de ação do Grupo Interamericano de Erradicação da Febre Aftosa (GIEFA). Além disso, o CNPC irá discutir formas de tornar mais incisiva a representatividade dos produtores rurais e demais elos da cadeia produtiva nos fóruns de discussão do Mercosul e do continente.
Serviço
Reunião do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC)
Quando: 06 de abril, quarta-feira, às 14:00
Onde: Hotel Jaraguá – R. Martins Fontes 71, São Paulo (SP)
Daniel Medeiros
E-mail: daniel@textoassessoria.com.br

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações

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O cultivo de plantas como a mamona, o girassol e o dendê, importantes para a produção de matéria-prima que serve para agregar valor ao diesel, poderá ser uma excelente fonte de renda aos pequenos produtores rurais brasileiros. Essa é a expectativa de especialistas em biodiesel, um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, como gorduras animais ou óleos vegetais. Eles se reuniram esta semana, em Brasília, no primeiro encontro da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel, que debateu diretrizes da utilização do biodiesel e da sua produção, além de lançar um portal (www.biodiesel.gov.br) específico sobre o assunto.
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Francelino Grando, afirmou que o Programa de Produção e Uso de Biodiesel, que está em desenvolvimento em 26 estados da Federação há dois anos, estimula o cultivo de sementes, a extração e o beneficiamento de óleos que serão usados para a produção do biodiesel. Segundo ele, esse incentivo é importante porque atinge diretamente os pequenos produtores, que terão possibilidade de aumentar sua renda e ganhar melhor qualidade de vida.
“Depois de legalizada a produção e comercialização de óleos e vegetais para o desenvolvimento de biodiesel, o governo quer incentivar com exonerações fiscais a aquisição e produção desse material”, afirmou.
Mamona no Piauí e Minas
O Sebrae já vem incentivando o cultivo de matéria-prima para a produção de biodiesel. No Piauí, por exemplo, o Programa do Agronegócio da Mamona apóia o cultivo da planta em 14 municípios do sudoeste do Estado. Ao todo, 1.810 produtores rurais receberam cada um em torno de R$ 1,6 mil do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), para o preparo da terra, plantio de mamona consorciada com feijão e sua colheita.
Segundo José Wellington Dias, coordenador do programa do Sebrae no Piauí, os produtores estão recebendo R$ 0,60 pelo o quilo da mamona. “A meta para os próximos três anos é atingir 7,8 mil agricultores em mais 28 municípios do Estado. Com isso, estaremos disseminando a produção por todo o Estado e criando condições de abastecer parte do mercado local”, disse.
Em Minas Gerais, o dono da empresa Pret-Ação Ltda, José Márcio Costa Rocha, afirmou que a legalização da produção do biodiesel é importante para estimular a pequena produção. Sua empresa recebeu apoio do Sebraetec para realizar, juntamente com a Universidade Federal de Viçosa (MG), um estudo de viabilidade técnica para o plantio também da mamona na zona da mata e no cerrado mineiros.
Três mil hectares já foram plantados e a expectativa é de que seis mil toneladas de mamona sejam colhidas nos próximos meses em Minas Gerais. Com isso, mil famílias de produtores rurais estão participando do projeto, com treinamento por parte de técnicos da Embrapa da Paraíba para orientar sobre o manejo correto da semente.
José Márcio revelou que a empresa realizou visitas à Alemanha e Holanda para prospectar mercados para a produção desse material. “Estaremos prontos para produzir óleo a partir de agosto e temos certeza de que podemos atingir o mercado internacional. Há espaço para isso e muita demanda”, afirma.
Ele conclui que, por safra, os produtores poderão ganhar em torno de R$ 6 mil e ainda terão como planejar a comercialização da cultura plantada em consórcio. “É um arranjo de distribuição de renda. Melhora a qualidade de vida do produtor, aumenta sua renda, os recursos ficam no município, aumenta a arrecadação, ou seja, a região cresce”, disse.
Serviço:
Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT: (61) 317-8050
Sebrae no Piauí: (89) 582-1289
Sebrae em Minas Gerais: (31) 3371- 8997
Pret-Ação Ltda: (31) 9951- 3491
Beatriz Borges

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Ao contrário das entidades que representam as cooperativas e os agricultores empresariais do Rio Grande do Sul, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), que congrega minifundiários do estado, não está disposta a seguir o acordo com a Monsanto para “o pagamento de indenização pelo uso não autorizado da tecnologia Roundup Ready”, como define a multinacional. Nesta safra, o produtor pagará 1% do valor da saca de soja transgênica e 2% em 2005/06.
“A Fetag não concorda com o pagamento dos royalties no momento da venda da produção. Achamos que tem de ser na hora da compra da semente. E qualquer valor que se cobre agora vai aumentar o prejuízo do agricultor, que estará pagando mais um valor em cima do prejuízo”, reclama o vice-presidente da Fetag, Sergio de Miranda, referindo-se aos problemas causados pela seca. A estiagem está levando o Rio Grande do Sul a perder cerca de 60% da safra de soja este ano. E os agricultores familiares têm uma participação importante na produção da oleaginosa. Segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 150 mil famílias de pequenos agricultores respondem por 45% da safra gaúcha de soja. “Em muitas lavouras as perdas são de até 80% e em outras áreas nem vale a pena colher”, constata.
Miranda diz que a Fetag não participou de qualquer negociação com a Monsanto sobre pagamento de royalties. Apesar da oposição, a Fetag ainda não sabe como pode proceder para que o produtor não pague o percentual devido à Monsanto, já que a parte da multina-cional é descontada no ato da comercialização.
Já a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro) considera o acordo favorável aos agricultores. “Foi muito bom porque conseguimos baixar o índice em um ano de dificuldades devido à seca”, diz o conselheiro da FecoAgro Darci Hartmann, representante da entidade nas negociações com a multinacional americana. A empresa pleit eava taxa de R$ 1,20 por saca.
Hartmann diz que, pagando royalties equivalentes a 1% do valor da saca (hoje cerca de R$ 0,35), o produtor estará desembolsando pouco mais da metade do que pagou na última safra (R$ 0,60 por saca). Em 2005/06 o percentual sobe para 2%, mas Hartmann diz que, pela cotação atual da oleaginosa, o valor hoje equivaleria a pouco mais do que o pago na última safra. “Não queremos que cessem os investimentos em tecnologia”, diz Hartmann, explicando porque, apesar da grande quebra na lavoura, as cooperativas entendem ser justo pagar pela utilização da tecnologia.
Hartmann diz que as duas partes voltam a negociar após a próxima safra para debater o pagamento nos anos seguintes. Até lá haverá sementes transgênicas legalizadas e a idéia é pagar no momento da compra do insumo, e não na hora da venda da soja.

Fonte: Gazeta Mercantil

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) multou a empresa Avestruz Master e divulgou novo alerta sobre as Cédulas de Produto Rural (CPRs) vendidas a investidores com promessas de rentabilidade de até 60% ao ano. Segundo a CVM, a venda das CPRs com garantia de recompra pelo Abatedouro Struthio Gold, ligado ao grupo da Avestruz Master, transforma a operação em um certificado de investimento coletivo (CIC), cuja venda só é permitida por empresas abertas e depois de registro da distribuição na entidade. A multa é de R$ 5 mil por dia limitada a 60 dias.
A CVM acompanha há oito meses as operações das companhias que oferecem investimentos em avestruz, explica Luz Mariano Carvalho, superintendente de Fiscalização. Em 1º de dezembro, já havia divulgado a deliberação 473, que alertava o mercado e determinava que as empresas parassem de vender os CPRs com garantia de rentabilidade. Como as operações continuaram, a CVM fez uma inspeção na matriz da Avestruz Master, em Goiânia, e em quatro das oito filiais – Uberlândia, Cuiabá, Recife e Salvador, onde se concentram as vendas. “Eles atuam mais no Norte, Nordeste e Centro Oeste”, afirma Carvalho.
Outro fator que fez a CVM agir foi a rentabilidade elevada e o forte crescimento das aplicações. “O aumento desses investimentos está em progressão geométrica e a rentabilidade oferecida é despropositada”, alerta o superintendente. “Qualquer rentabilidade acima do juro básico Selic deve ser vista com cuidado, pois certamente terá um risco maior de perdas.”
Ele lembra que empresas abertas oferecem mais segurança ao investidor, com balanços auditados por empresas independentes. E, mesmo nelas, a CVM não se responsabiliza pela aplicação. Castro deixa claro ainda que o órgão não tem nada contra a criação de avestruz, mas está preocupada com a venda de um papel “ao arrepio da lei”. “É obrigação da CVM alertar o mercado”, diz. Além da multa, a CVM abriu um inquérito conta a Avestruz Master que, se apontar indício de crime – exercício ilegal de atividade, intermediação financeira irregular -, será enviado ao Ministério Público para denúncia.
Carvalho lembra que até agora a empresa não deixou de cumprir os contratos. Mas como o crescimento das vendas de CPRs é acelerado e a rentabilidade elevada, há o receio de que se repita o que ocorreu com a Fazendas Reunidas Boi Gordo, que não honrou os contratos de investimento em gado.
Em nota conjunta divulgada ontem à tarde, a Avestruz Master e o Abatedouro Struthio Gold disseram que houve um equívoco da CVM, “pois não existe nenhum elemento de prova de que para cada negociação de venda de aves por meio de CPR exista um contrato de compra” pelo abatedouro. Segundo a empresa, o cliente é livre para vender a ave para quem quiser. As empresas informam que o abatedouro não teria “nenhuma relação de obrigação perante a Deliberação 473 da CVM”. A nota informa também que a Avestruz Master e o Abatedouro Struthio Gold, são “pessoas jurídicas distintas e de atuações autônomas”. E que a Avestruz Master continua “realizando seus negócios de natureza estritamente comercial”.
Angelo Pavini
De São Paulo

Fonte: Valor Econômico

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A cidade de Campo Grande (MS), importante pólo pecuário do Brasil, receberá, durante a Expogrande 2005, animais da raça sul-africana Bonsmara, que estarão em exposição para apresentação ao público. A raça, que foi produzida a partir de uma série de pesquisas em busca da produtividade, é criada por importantes fazendas naquele estado, que organizam o segundo leilão da raça nesta feira.
O 2º Leilão MS e Convidados terá a presença de 30 criadores de todo o país. Marcado para o dia 7 de abril, às 19h, ofertará 5 matrizes, 40 machos PO e 300 bezerros de cruzamento industrial. “É uma oferta completa: para quem quer investir na raça e também para os produtores de carne, que necessitam de tourinhos melhoradores para seu rebanho”, explica Maria Lucia de Abreu Pereira, diretora de marketing da Associação Brasileira de Criadores de Bonsmara (ABCB).
A Associação terá um estande especial para o atendimento a criadores com 40 animais expostos. Os visitantes da Expogrande terão a oportunidade de conhecerem as características da raça que foi desenvolvida na África do Sul. “O Bonsmara foi criado especialmente para se adaptar às duras condições da savana africana e, ao mesmo tempo, produzir carne de qualidade”, explica Maria Lucia. “No Brasil, ela se mostrou totalmente adaptada e já vem obtendo importantes resultados”, diz diretora de marketing da ABCB.
Produtividade
Originária da África do Sul, a raça Bonsmara foi idealizada e desenvolvida por Jan Bonsma, professor que recebeu do governo local, no final da década de 1930, a incumbência de criar uma raça que combinasse adaptabilidade e produtividade. Em 1963, após 26 anos de seleção baseada em pesquisas, a Bonsmara foi considerada uma raça pura. Ela está presente no Brasil desde 1997, quando foi utilizada em projetos de formação de raças compostas. Em 1999, com a importação de 3.200 embriões, a raça fixou-se definitivamente e, em 2000, foi fundada a ABCB.
“Temos como missão continuar o trabalho sério de controle e seleção do Bonsmara”, diz Maria Lucia. A ABCB é hoje responsável pela regularização de todos os animais do Programa de Raça Bonsmara e pela coleta de dados para a avaliação genética realizada no Instituto de Melhoramento Animal da África do Sul. Hoje, ela conta com mais de 40 associados em todo o país.
Serviço
2º Leilão MS e Convidados
Quando: 07 de abril, a partir das 19h
Local: Tatersal de Elite “Fábio Zahran” (Durante a Expogrande 2005)
Transmissão: Canal do Boi
Leiloeira: Leiloboi
Mais informações
Leiloboi
Telefone: (67) 342-4113
Vilma Balint
E-mail: assessoria@publique.com 

Fonte: Publique Press

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A pesquisadora Dalva Maria da Mota, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aprovou junto ao CNPq um projeto que vai estudar as “Populações tradicionais e formas coletivas de conservação dos campos naturais de mangabeira em Sergipe”.
De acordo com a pesquisadora, o objetivo é analisar as formas coletivas de gestão de áreas nativas de mangabeira, por meio do estudo de uma comunidade tradicional do litoral sul-sergipano que tem garantido, aos longo dos anos, a conservação da biodiversidade e dos saberes a ela associados, apesar da pressão exercida recentemente pela crescente especulação imobiliária e pelo desastre ambiental da quase extinção dos caranguejos.
O projeto será executado junto à uma população de catadores de mangaba e de produtos do manguezal, no complexo estuarino dos Rios Real e Piauí, no Município de Indiaroba (SE). Além de Dalva Mota, a equipe do projeto é formada pelos pesquisadores Josué Francisco da Silva Júnior e João Bosco Vasconcellos Gomes, da Embrapa Tabuleiros Costeiros; e Heribert Schmitz e Laura Jane, da Universidade Federal de Sergipe. O estudo será executado de 2005 a 2006.
Eduardo Pinho
E-mail: edpinho@cpatc.embrapa.br

Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Com esta chamada de capa, a edição de março do jornal Angus@newS mostra, em sua reportagem principal, um foco inusitado: o caminho inverso da carne Angus, com o ponto de vista dos donos de alguns dos mais seletivos restaurantes e churrascarias do Brasil. E fica flagrante: a carne Angus realmente faz o sucesso desses estabelecimentos. A reportagem ainda apresenta uma panorâmica sobre o Programa Carne Angus Certificada.
A publicação da Associação Brasileira de Angus também está circulando de cara nova, a partir de um trabalho de design que resulta numa nova logomarca e num projeto gráfico revitalizado, mais moderno e focado na facilidade de visualização e leitura do jornal.
Mas esta primeira edição de 2005 do também novo Angus@newS não pára por aí. Lança dois inéditos espaços, que a partir de agora serão colunas fixas do jornal. Um deles é dedicado aos últimos informes sobre o trabalho do Conselho Técnico da Angus. O outro é cedido à Associação Argentina de Angus, numa parceria onde a Associação Brasileira de Angus também terá seu espaço em publicação da Argentina.
Londrina e África
De consumo rápido, salta aos olhos matéria de página sobre o primeiro grande evento do ano para a raça Angus: a Exposição de Londrina. E para quem não foi ao Fórum Mundial da raça Angus, na África do Sul, o jornal sintetiza o que de mais importante aconteceu neste evento.
Tem ainda a página internacional sobre o Angus no mundo e os perfis do criador tradicional (dr. João Jardim), do novo criador (Francisco Simas), do mais antigo técnico da Angus (Pedro Adair dos Santos) e do mais novo técnico (Rednilson Goes).
E em suas 24 páginas e cores, despontam artigos, notícias e os importantes anúncios de cabanhas e eventos destacados da raça Angus no Brasil.
O Angus@newS tem tudo isso e muito mais. Não perca! E já estamos preparando a próxima edição, que deverá circular no final de maio. Você pode participar, enviando notícias ou sugestões para reportagens. Remeta para ciranda@agenciaciranda.com.br – assunto: jornal Angus@newS
Leia na Internet 
Se você ainda não recebeu sua edição do Angus@newS de março, não há com que se preocupar. O jornal também está à disposição, em edição integral, no site da Angus – www.angus.org.br.
No menu principal do site, posicione o mouse sobre o item “Sala de Imprensa”, depois “jornal Angus@newS” e clique em 2005. Aí é só escolher “Angus@newS – Março”. Você poderá ver e ler toda a edição.
Edição
Equipe de Jornalismo da Agência Ciranda
E-mail: ciranda@agenciaciranda.com.br

Fonte: Notícias Angus

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Na terça-feira passada (22/03) foi iniciado o 5o Simpósio de Bovinocultura Leiteira, na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – USP, em Piracicaba, SP. O simpósio tinha como objetivo elucidar os problemas técnicos e econômicos da produção leiteira, além de levantar sugestões para futuros estudos.
A palestra inicial foi de Rodrigo Alvim, presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Seu tema era “Mercado nacional e internacional do leite”, sendo a palestra dividida em duas partes: cenário atual e potencial de crescimento.
Cenário Atual
Os dados mostrados na apresentação citam que nos últimos 10 a 15 anos, o crescimento anual da produção leiteira foi de 4 a 5%, não havendo nenhuma queda na produção nestes anos. Alvim lembrou também que a sazonalidade de produção vem caindo: em 1991, havia uma diferença de 50% da produção entre a safra e a entre-safra e, em 2003, caiu para 9%.
Quanto à geografia do leite, ele menciona que, apesar das regiões Norte e Nordeste terem uma pequena parcela da produção brasileira, houve um crescimento de 110% entre o ano de 1993 e 2003. O Sudeste vem perdendo participação da produção nacional, enquanto a região Centro-Oeste vem subindo. “A região Centro-Oeste cresceu, principalmente, devido ao boom da produção de Goiás. Este estado será um grande diferencial quando crescermos no mercado internacional”, acredita Rodrigo Alvim.
“Como diz Roberto Rodrigues: 2004 foi o ano da virada. Tínhamos um déficit de US$ 504 milhões em lácteos em 1998, revertido para um superávit de US$ 11,4 milhões. Fizemos em 10 anos o que não conseguimos em 45 anos de preços tabelados”, argumenta ele. Segundo seus dados, os principais importadores, em ordem, foram Iraque, Argélia, Angola, EUA, Venezuela, Chile e Trinidad e Tobago, juntos perfazendo 69% dos valores exportados. Segundo ele, o Iraque possui uma peculariedade: o grande volume de compra de leite em pó realizado pela ONU.
Potencial de crescimento
Mercado Interno
O presidente da comissão de pecuária de leite da CNA diz que um dos maiores desafios internos é a falta de incentivo do produtor, por não ter capital para reinvestimento na produção. Para que isso ocorra, é necessário, além da visão empresarial do produtor, ter um preço do leite que pague o custo custo de produção mais o custo de oportunidade (valor que pago no mercado de capitais). “Nossos dados demonstram que a Nova Zelândia, Austrália e a Índia superam estes custos. No Brasil só se paga o custo de produção, e, portanto, os produtores são desincentivados. Alguns países como os EUA e o Japão não pagam estes custos, porém há um grande subsídio que sustenta este sistema”, explica Alvim.
Outros pontos limitantes foram levantados por ele, como a produtividade nacional das vacas (apenas 1.200L/vaca/ano), o consumo interno (apenas 130,5L/pessoa/ano) e a necessidade do fortalecimento do associativismo. “A produtividade da Nova Zelândia é de 3.700L/vaca/ano, que é um número factível para que se tenha no Brasil. Quanto ao consumo interno, há uma expectativa de um crescimento para 134L/pessoa até o ano que vem”, argumenta ele.
Todo este cenário depende do governo federal. Ele é quem realiza os programas de incentivos e distribuição de leite pelo país. Ele também regulariza leis, como a Instrução Normativa 51 e o RIISPOA (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal). Alvim cita como um exemplo positivo do governo que foi o programa que distribuiu leite no estado de Paraíba em 2004, aumentando 262% a produção local. Porém, diz que há muitos problemas e contradições; o mesmo governo obriga a mensagem nas embalagens de leite informando que o produto deve ser evitado por crianças menores de um ano.
Mercado Externo
Segundo dados informados no simpósio, o mundo produz 507,4 bilhões de L/ano, o Brasil é o 6o maior produtor, com aproximadamente 23 bilhões. Desse total mundial são exportados apenas 30 bilhões de L/ano, e as doações são responsáveis por um terço disto. “A comercialização internacional de lácteos ainda é muito pequena, somente 20 bilhões de L de leite são vendidos” comenta Alvim. A Nova Zelândia somada a União Européia participam de mais de 65% das exportações mundiais.
Os desafios do mercado externo citados por Alvim são os subsídios (no total US$ 44 bilhões/ano), as negociações multilaterais (exemplo: o Mercosul e a União Européia) e as promoções de exportações, que dependem principalmente do governo. “O Brasil é um exemplo, para os outros países, pois ela foi responsável pela inserção dos subsídios como um dos temas para a rodada de Doha, realizado pelo ex-ministro Pratini de Moraes. Conseguimos também provar o dumping nas exportações de lácteos por parte da Nova Zelândia, Uruguai, Argentina e Estados Unidos” exemplifica ele.
Com relação às negociações internacionais, ele acredita que caso haja um acordo com o mercado mexicano, poderemos exportar o dobro do ano passado. “Já estamos preocupando o mundo inteiro com o nosso potencial”, conclui Rodrigo Alvim.

Fonte: MilkPoint

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A Central de Comercialização do Boi, que já está em fase de implantação em Mato Grosso, pode ser a solução para o produtor negociar sua produção. Para o pecuarista Antônio Carlos Leão da Silva, a central pode ser uma saída para melhorar o preço do gado. “Este é o momento de nos unirmos e nos organizarmos para buscar o espaço que estamos perdendo no mercado”, declarou.
Silva lembrou que o pecuarista precisa mudar a sistemática de venda do boi e a Central de Comercialização pode ser uma boa idéia para começar esta mudança. “Mas para isso, é preciso união e organização”, enfatizou.
A expectativa é de que a bolsa regule o preço da arroba do boi. Os pecuaristas acreditam que com a união da classe eles poderão pleitear menores preços também na hora de comprar insumos e vacinas. “Teremos maior poder de barganha e ficaremos fortalecidos”, observou Silva.
Com informações do Diário de Cuiabá

Fonte: BeefPoint

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O setor rural comemora o recuo do governo em relação à MP 232/94. A Medida Provisória aumentaria de 1% para 1,5% o imposto para vendas de produtos e comércio de insumos agrícolas, bem como estaria imposto tal alíquota a ser recolhida pelos caminhoneiros na fonte.
O vereador Marcelo Machado Borges – Borjão(PMDB) – falando em nome da Associação Brasileira de Criadores de Girolando, da qual é vice-presidente – disse ontem que com a retirada da MP o agronegócio respira mais aliviado. Para ele a medida só vinha onerar o produtor, inclusive com a elevação dos custos de transportes. “No mercado, quem acaba pagando por reajuste tributário sempre é a população e isso não se pode admitir em um país em que a carga para pessoas físicas e jurídicas é uma das maiores do mundo”, disse.
A Girolando fez coro com outras entidades rurais como Associação Brasileira de Criadores de Zebu(ABCZ), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), sindicatos rurais como o de Uberaba, além de políticos como o senador Aelton Freitas (PL) que é ligado ao setor, dentre outros na oposição à MP. Borjão alerta que somente com a união de forças em torno do setor rural é possível obter conquistas como essa. Para o vereador num momento em que o mercado de leite consegue tomar fôlego, a oneração tributária viria prejudicar sobremaneira o produtor.
Agora, alerta Borjão, é necessário que as entidades como a Girolando fiquem atentas para as matérias que eventualmente venham a substituir a MP232 para que não haja outra tentativa de aumento de impostos para o setor rural.
Para o senador Aelton Freitas a MP 232 foi uma medida destoante dentro da atual realidade nacional e, para o bem do país, não poderia ter outro fim que não fosse o recuo do governo. A correção do Imposto de Renda Pessoa Física, prevista na redação da MP, viria acompanhada de um aumento de carga tributária extremamente danoso ao setor produtivo, comprometendo qualquer previsão de crescimento e geração de empregos. Por tudo que fazem pela economia nacional, gerando empregos e superávit na balança comercial, os produtores rurais, em especial, não poderiam ser penalizados. Como representante do setor, avalio que a rejeição da MP foi uma vitória importante, fruto de um trabalho conjunto de empresários, entidades classistas e parlamentares.
“Uma nova proposta poderá ser melhor negociada com a equipe econômica do governo desde o seu nascedouro, pois a mobilização dos diversos setores da sociedade foi clara contra um aumento indevido de tributos. É preciso encontrar uma solução política consensual, pois com o teor da MP 232 nada será aprovado”, concluiu.
Câmara
Na tarde desta quarta-feira, enquanto o governo brigava na Câmara Federal para que rejeitasse a MP 232 por inteiro, deputados de oposição queriam o seu fatiamento para que pudesse ser votado apenas o reajuste de 10% da tabela do Imposto de Renda.
O líder do Governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), informou que o Executivo encaminhará à Câmara, nos próximos 15 dias, um projeto de lei para tratar da correção da tabela e da compensação fiscal para o que a União deixar de arrecadar. O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti afirmou que esse projeto tramitará na Casa com “urgência urgentíssima”. O texto original da MP encaminhado pelo Executivo recebeu 590 emendas.
No caso de rejeição total da MP os novos valores do Imposto de Renda da Pessoa Física, que estavam em vigor desde 1º de janeiro deste ano, voltarão aos patamares anteriores.
Com informações da Agência Câmara
Maria Cândida Sampaio
E-mail: jornalista_candida@hotmail.com

Fonte: Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ)

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Mesmo com a severa estiagem enfrentada pelos produtores de tomate de Hulha Negra, na região Campanha, a safra do primeiro ano de produção de tomate indústria dentro de um projeto em parceria firmado entre a Emater/RS-Ascar, Fepagro (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária), Pampeano Alimentos S.A. e prefeitura municipal, é considerada boa pelas quatro instituições e pelos 20 agricultores integrantes do projeto. Segundo levantamento final da Emater/RS-Ascar, que será apresentado nesta sexta-feira (1o/04), durante a realização de um dia de campo sobre o plantio de tomate indústria, em Hulha Negra, a safra 2004/2005 vai atingir 332,5 toneladas, suprindo a demanda de um terço da necessidade da indústria do município.
O evento começa às 9 horas, no Centro de Pesquisas da Fepagro Campanha, na BR293, quilômetro 165, com a presença do diretor administrativo da Emater/RS, Afonso Hamm, do diretor-presidente da Fepagro, Carlos Cardinal, do prefeito municipal Marco Antônio Ballejo Canto, e do presidente da Pampeano Alimentos, James Dominic Cleary. Logo após a abertura, haverá visita às unidades demonstrativas de produção e a realização das quatro palestras técnicas previstas na programação. A visita a campo será na propriedade de José Francisco Furich, localidade de Salvador Jardim. O encerramento será às 16h30min, com degustação de sucos, geléias e receitas culinárias à base de tomate.
O clima seco, a alta insolação e os resultados animadores de até 100 toneladas por hectare obtidas nas unidades demonstrativas instaladas na Fepagro e orientadas pela Emater/RS-Ascar foram as maiores justificativas para a implantação do projeto de produção de tomate indústria em Hulha Negra. Para Afonso Hamm, a efetivação demonstra o acerto da parceria entre as instituições, que somam esforços no sentido de buscar mais uma alternativa econômica e produtiva para a região. “Os produtores já estão obtendo os resultados desse investimento”, diz. O diretor da Emater/RS também aponta como destaque do projeto, o envolvimento de assentados da reforma agrária, que estão investindo na produção de tomates dentro deste projeto.
Produção
“A produtividade é, em média, sete vezes maior do que o obtido pelas lavouras cultivadas anteriormente ao projeto, pulando de menos de 5 toneladas para 35 toneladas por hectare”, diz o técnico da Emater/RS-Ascar de Bagé, Tailor Garcia. O aumento é resultado da aplicação de tecnologias adequadas e de valorização das condições ideais de solo e clima existentes na região. Até a safra do ano passado, a baixa adoção de tecnologias e os recursos limitados dos produtores foram os principais motivos para o baixo rendimento médio das lavouras.
A estimativa inicial de se obter entre 60 a 70 toneladas por hectare foi parcialmente prejudicada pela estiagem. “Mesmo irrigadas, as lavouras de tomate sofreram com a deficiência hídrica nos açudes, registrada principalmente na época de desenvolvimento da planta”, diz o técnico. Entretanto, segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, o rendimento é considerado bom e dá uma sustentação otimista para a próxima safra.
“Estou preparando o açude para o próximo plantio para não ser pego de surpresa”, afirma o produtor Vitorino da Silva, que entregou 12,5 toneladas para a indústria nas últimas semanas. A área cultivada por Silva, de 0,25 hectare, deverá render até o final da safra, cerca de 15 toneladas. “Obtive, em média, três quilos de tomate por planta”, conta o produtor. Silva recebeu seis mil mudas produzidas no viveiro de 400 metros quadrados, instalado na unidade da Fepagro Campanha, para a produção de mudas de tomate em bandeja. Foram produzidas e entregues 200 mil mudas de tomate para os integrantes do Programa.
Os produtores também contam com a garantia da aquisição de toda a produção pela Pampeano Alimentos S.A., de Hulha Negra. Essa indústria exportadora é responsável por 15% do mercado brasileiro de carne bovina em conserva, destinada a mercados da União Européia e Estados Unidos. O tomate é utilizado na confecção de receitas de carne com molho enlatadas. Na elaboração dos molhos, a indústria local utiliza anualmente cerca de mil toneladas de tomate. A Pampeano está adquirindo e remunerando a produção recebida em R$ 0,35 pelo quilo. O produtor Vitorino da Silva espera lucrar cerca de R$ 3,5 mil pelos 15 mil quilos de tomate entregues à indústria. “Para nós, que trabalhamos com mão de obra familiar, é melhor do que lidar com o milho, porque o tomate rende mais na lavoura e a indústria quer receber mais produto”, afirma Silva.
Em Hulha Negra, os 9,5 hectares de tomate indústria estão sendo cultivados desde novembro de 2004, por 20 produtores do município. Deste total, 7,5 hectares são financiados pela Pampeano Alimentos e dois hectares são áreas plantadas com recursos dos próprios produtores.
A região da Serra gaúcha é a maior produtora de tomate para consumo in natura do Estado, com 57,85% da produção gaúcha (56.437 toneladas), seguida pela região Sul com 12,16% do total produzido, segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar. O projeto desenvolvido em Hulha Negra é o de maior área de produção de tomate tipo indústria do Estado. “Na região Campanha, existe uma aptidão natural para o plantio de olerícolas, como melão, tomate e cebola, além da produção de sementes”, explica Tailor.
Helena Boucinha
E-mail: imprensa@emater.tche.br

Fonte: Emater/RS – Ascar

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A sexta edição do Leilão de Produção Fazenda Perfeita União e Amigos foi um sucesso e obteve R$ 531,6 mil em vendas. Foram, no total, 66 lotes de animais da raça Guzerá, entre fêmeas, touros – com animais de elite e rústicos –, uma prenhez e 32 lotes com 3.200 doses de sêmen do Gobbo IT, um dos grandes destaques da Fazenda Perfeita União, número 1 em MGT (Mérito Genético Total) do Sumário USP/ANCP 2003 e 2004.
Ocorrido em 19 de março, no Recinto Mello Moraes, em Bauru, o evento reuniu mais de 600 participantes entre criadores e interessados na genética Guzerá. “Este leilão contou com ofertas de alto nível, com animais selecionados que apresentam bom desempenho e funcionalidade”, afirma Aldo Tonetto, titular da propriedade. Os lotes mais caros foram da fêmea Mestra IT, adquirida por R$ 42 mil por Juliano Fonseca Motter, e do macho Mito TE IT, arrematado por R$ 14,7 mil por Francisco Maia. Ambos são filhos de Gobbo IT, um dos maiores reprodutores da raça.
Gobbo IT ainda foi destaque neste leilão, com 32 lotes de 3.200 doses de seu sêmen arrematadas, no total, a R$ 51,5. Adquiridas por 26 compradores, as doses garantirão aos atuais proprietários a genética premiada de Gobbo IT, Melhor Raçador na Expozebu 2003 e número 1 do ranking nacional 2003/2004. “A progênie de um animal como este certamente vai gerar outros campeões e muito desempenho nos plantéis onde forem utilizados”, diz Tonetto. Gobbo IT já comercializou mais de 52 mil doses entre outubro de 2001 e janeiro de 2005.
As 20 fêmeas elite do leilão foram arrematadas por preço médio de R$ 11,5 mil reais, e os touros elite (4 lotes) tiveram média de R$ 9,4 mil reais. As fêmeas rústicas (17 lotes) foram comercializadas com média de R$ 3,8 mil reais e os touros rústicos tiveram média de R$ 3,7 mil. A única prenhez sexada do evento foi arrematada a R$ 9,8 mil. Os animais e as doses de sêmen foram adquiridas por mais de 40 compradores de estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rondônia, Pará, Rio Grande do Sul e Paraná. “Isso garante que o melhor da genética Guzerá estará no País inteiro”, afirma Tonetto.
Todos os animais foram submetidos ao Programa de Avaliação Genética Guzerá realizado pela USP – ANCP (Universidade de São Paulo e Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores). Os touros apresentaram avaliação de composição corporal realizada pela equipe do dr. Jorge Carlos Dias, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (IZ47). “Desta forma, tentamos oferecer aos nossos clientes o que temos de melhor com segurança comprovada”, conclui Tonetto.
Mais informações:
Fazenda Perfeita União
Telefones: (14) 3572 1614 e (14) 9773 7733
Verdó Leilões
Telefone: (14) 3214 1661
Vilma Balint
E-mail: vilma@publique.com  

Fonte: Publique PRESS

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Representantes das associações brasileiras dos Defensivos Genéricos (Aenda), de Agribusiness (Abag) e dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) culparam o Governo, o oligopólio da indústria de defensivos agrícolas e o aumento do preço do aço pela elevação do custo da produção rural. Eles foram ouvidos, nesta terça-feira, em audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural para esclarecer as razões da elevação dos preços dos insumos, defensivos, máquinas, equipamentos e serviços utilizados pelo setor rural.
O vice-presidente da Anfavea, Mário Fioretti, lembrou que o preço do aço subiu 297% entre 1999 e 2004. Segundo ele, o Governo deveria manter sob controle o preço do aço, produto que responde por 50% a 60% do preço das máquinas agrícolas. Fioretti afirmou também que os tratores passaram a pagar 5% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2000, o que encarece o produto. No ano passado, o Governo reviu a lista dos bens sujeitos ao pagamento de IPI, reduzindo a alíquota de muitos deles para 2%. “Inexplicavelmente, os tratores ficaram de fora”, disse.
O diretor-executivo da Aenda, Tulio Teixeira de Oliveira, afirmou que os defensivos agrícolas respondem por grande parte do custo da produção rural. Segundo ele, os altos preços do setor devem-se ao fato de o Governo se recusar a pôr em prática o regime de equivalência, já previsto em lei, que permitiria a expansão do mercado de defensivos genéricos. Ele ressaltou que apenas dez empresas controlam 90% do mercado de defensivos no Brasil, graças à “incompetência e total inépcia” do Governo. Os genéricos ocupam apenas 40% do mercado. Segundo ele, os herbicidas são o elemento mais encarecedor da produção da soja.
Falta infra-estrutura
O diretor da Abag, Luis Antonio Pinazza, afirmou que a produção agrícola está estrangulada pela falta de infra-estrutura, como estradas e armazéns. Como exemplo, disse que o agribusiness cresceu 11 milhões de hectares nos últimos quatro anos e, por essa razão, a defasagem da capacidade de armazenamento de grãos é de quase 40 milhões de toneladas. “Não vejo o agribusiness em uma discussão estratégica do Governo”, declarou.
Também foi ouvido pela Comissão o diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), Fernando Carlos Becker. Ele disse que o frete, em geral, é mais caro do que o do próprio calcário. Becker citou que, no Rio Grande do Sul, o produto custa R$ 32 por tonelada na usina, mas chega ao produtor por R$ 60 ou R$ 80, dependendo da localidade.
Além do frete, explicou, existe o custo da moagem, composto por explosivos, óleo diesel e mão-de-obra. “Se o Brasil corrigir efetivamente o PH de seu solo, a produção agrícola subiria em 30%”, declarou.
Para o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), porém, os convidados não foram convincentes em seus argumentos. Ele anunciou que convidará o dono do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, para explicar a razão do aumento do preço do aço.
Convite a Palocci
O presidente da Comissão, deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), afirmou que os dados apresentados serão minuciosamente estudados para se traduzirem em propostas concretas. “Essas informações não vão cair no vazio. Vamos nos debruçar no que foi apresentado e levar as propostas adiante”, disse. Ele anunciou que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, será convidado a prestar esclarecimentos à Comissão sobre os rumos da política econômica, considerada prejudicial ao agronegócio.
Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Pierre Triboli
E-mail: agencia@camara.gov  

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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