O Projeto “Apoio ao Manejo Florestal Sustentável na Amazônia – ProManejo” promoveu em Manaus, a II Oficina de Avaliação da Implementação do Sistema Integrado de Rastreamento da Produção de Madeiras em Toras – SIRMAT. O evento foi realizado dentro Componente 3 do ProManejo – Controle e Monitoramento e teve a participação de técnicos da Coordenação Geral de Gestão de Recursos Florestais, Coordenação Geral de Fiscalização Ambiental, instrutores dos cursos de fiscalização em flora e representantes das Divisões de Fiscalização do IBAMA nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia.
O SIRMAT é um sistema de controle novo que vem sendo desenvolvido e testado pelo ProManejo com a finalidade de controlar de forma eficiente a origem da madeira em toras. O sistema baseia-se em tecnologias de comunicação móvel, rastreamento do transporte da madeira em toras via satélite e monitoramento a partir de banco de dados “on line”. Os testes com o novo sistema vem sendo realizados em parceria com quatro empresas madeireiras nos estados do Amazonas e Pará.
Segundo a técnica Cristina Galvão, da Coordenação Geral de Recursos Florestais, o SIRMAT possibilita a contabilidade do crédito de volume madeireiro autorizado pelo órgão ambiental seja feita de forma eletrônica como em uma conta bancária; o rastreamento da movimentação do transporte em tempo integral via satélite, além de alertar, de forma automática, os indícios de fraude quando do transporte ilegal de madeiras em toras (em área não autorizada) ocorrer. Isto é feito a partir do cruzamento de dados de volume autorizados versus transportados e bem como a partir do mapeamento das rotas dos veículos em locais não autorizados por meio de sinais emitidos pelos aplicativos do sistema.
Com informações do Ibama

Fonte: Fator GIS

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Os diretores do Comitê de Fruticultura da Metade Sul estarão prestigiando a 26ª Semana Crioula Internacional de Bagé, que está sendo realizada no Parque de Exposições da Associação Rural. A partir das 14h30min, no pavilhão central da entidade ruralista, os integrantes do Comitê estarão reunidos com o presidente Afonso Hamm.
Durante o encontro, serão tratados assuntos referentes as ações a serem empreendidas pelo Comitê no ano de 2005. Também entra em pauta a comercialização das frutas nesse ano. Hamm informa que os preparativos para a assembléia geral que acontece no dia 14 de abril em Porto Alegre serão ultimados na reunião em Bagé.
O presidente do Comitê informa que serão definidos assuntos relacionados a cada região que integra o Comitê. Hamm lembra que esse é um encontro para discutir temas que tem o propósito de promover o melhor desenvolvimento do setor frutícula na Metade Sul do Estado.
Márcia Godinho Marinho
E-mail: assessoriadeimprensa@ruralbage.com.br

Fonte: Rural de Bagé

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O setor de florestas plantadas brasileiro pretende elevar sua participação de 3% do mercado mundial para 6%. O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Carlos Augusto Lira Aguiar, acredita que isso seja possível dentro do prazo de 15 anos e lembra que a Finlândia, que tem uma área territorial bem inferior a do Brasil, já detém 11% do mercado. Aguiar participou ontem, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, das comemorações dos 100 anos de florestas plantadas no País.
Conforme dados da Abraf, o setor de florestas plantadas é responsável por um faturamento anual de cerca de US$ 17 bilhões. Em 2004, o segmento exportou US$ 5,8 bilhões, ficando atrás apenas da soja como produto agrícola mais exportado. Entre as atividades que utilizam a madeira das florestas plantadas estão as áreas de papel e celulose, siderurgia a carvão vegetal, painéis de madeira reconstituída, móveis, entre outros.
Aguiar destaca que hoje um dos problemas enfrentados no setor é o déficit florestal. “Para atender o mercado precisariam ser plantados ao ano de 600 mil a 700 mil hectares, e estão sendo plantados atualmente de 400 mil a 500 mil hectares”.
Outra questão que preocupa o dirigente da Abraf são as linhas de financiamento. “As árvores demoram cerca de dez anos para estarem prontas para serem cortadas, em um país com os juros que tem o Brasil isso é algo complicado de conciliar”, explica Aguiar. No evento de ontem, o Banco do Brasil lançou o Programa de Investimento BB Florestal. No âmbito do programa, que terá recursos de R$ 225 milhões, de 2005 a 2010, poderão ser utilizadas todas as linhas de crédito voltadas à atividade florestal como Pronaf Florestal, Propflora e outros.
Os recursos do BB Florestal também poderão ser utilizados na recuperação de áreas ambientais degradadas. Aguiar, que também é presidente da Aracruz Celulose, acredita que o setor de florestas plantadas pode ser uma grande alavanca para o desenvolvimento da Metade Sul do Rio Grande do Sul, por exemplo. Ele informa que a planta da empresa no município de Guaíba aumentará a sua produção das 400 mil toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto, para 430 mil toneladas ao ano até 2006.
Governador destaca importância do florestamento para a Metade Sul
O florestamento é um dos principais eixos do projeto de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, e uma das conseqüências é a mudança do perfil econômico da Metade Sul, disse o governador Germano Rigotto, ontem pela manhã, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, na abertura do seminário Reflorestamento e Desenvolvimento Sustentável – As Perspectivas da Cadeia dos Negócios com Madeira no Sul do Brasil. Rigotto destacou os projetos em implantação nos municípios da Metade Sul do Estado.
“Com relação a cidades como Capão do Leão, Pinheiro Machado, entre outras, há mudanças profundas, resultantes dos programas de florestamento. Investimentos da Votorantim e da Aracruz, aliados ao apoio da Caixa RS, do Banrisul, e do BRDE, que buscam recursos do BndesS, estão transformando a Metade Sul”, afirmou.
O governador disse que projetos de florestamento representam alternativas para geração de renda e se constituem em nova opção econômica para a região. “Existe até a possibilidade de implantar um novo pólo moveleiro, descentralizando o núcleo de indústrias existentes na Serra gaúcha, a partir da produção de madeira nos municípios”, acrescentou.
Germano Rigotto frisou também a importância das parcerias firmadas com os pequenos produtores e com as prefeituras, para viabilizar os projetos na Metade Sul. “As cidades da região vivem um novo momento. Em Piratini, por exemplo, temos 50 mil hectares plantados, grandes perspectivas para novos projetos e ações que mudaram o ânimo do município”, enumerou. Rigotto lamentou o desaparecimento da mata nativa, conseqüência da falta de florestamento para suprir as indústrias de papel e de móveis. “Estatísticas revelam que o setor de florestamento é responsável pela geração de 2 milhões de empregos, 8% das receitas de exportação e 3,5% do PIB gaúcho”, afirmou.
O governador disse que, ao mesmo tempo que incentiva projetos florestais como alternativa econômica, o governo do Estado apóia as vocações tradicionais da Metade Sul, como a pecuária, a orizicultura, a fruticultura e a vitivinicultura. “Além disso, a instalação dos estaleiros Aker-Promar em Rio Grande é outra alternativa para gerar emprego e renda numa região que tem potencial para responder aos desafios do futuro”, enfatizou.
Jefferson Klein

Fonte: Jornal do Comércio

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A exportação de gado em pé para abate começa a representar uma nova alternativa para o comércio exterior do agronegócio brasileiro. Recentemente, o país embarcou pelo porto de Rio Grande (RS) nove mil bovinos para o Líbano. Nos próximos dias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve receber uma missão das Filipinas que vai avaliar a possibilidade de importar animais vivos do Brasil.
A missão das Filipinas deve chegar ao Brasil na próxima semana, informa o diretor do Departamento de Assuntos Sanitários e Fitossanitários da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Luiz Ribeiro e Silva. A delegação visitará áreas de produção de bovinos e portos por onde eles possam ser embarcados. Atualmente, o país é um grande importador de gado em pé da Austrália. A visita sinaliza o interesse daquele mercado em diversificar seus fornecedores de animais vivos.
“Esse é um novo mercado que está se abrindo para a pecuária brasileira”, assinala Ribeiro e Silva. De acordo com ele, os países que têm formas especiais de abate, como os muçulmanos, por exemplo, constituem-se em mercados potenciais para o Brasil passar a exportar gado em pé.
Ainda neste semestre, um novo carregamento de boi vivo deve ser embarcado pelo porto de Rio Grande com destino ao Oriente Médio. Segundo a empresa exportadora, com sede em Pelotas (RS), os importadores não informaram qual o país de destino e a quantidade da nova carga. O mais provável é que o gado seja levado novamente para o Líbano. Já o número de cabeças vai depender da capacidade do navio que for utilizado para o transporte dos animais.
No ano passado, o Brasil exportou 15.501 bovinos em pé. Do total, 10.290 animais foram embarcados para o Líbano, que compram o gado vivo para abatê-lo de acordo com os preceitos do islamismo.
Além dos mercados árabes, os países da América do Sul também importam gado em pé para abate. Em 2004, conforme dados da Secretaria de Produção e Agroenergia do Mapa, o Brasil exportou 3.636 animais vivos para a Venezuela. O país foi o segundo maior destino de bovinos vivos para a abate vendidos pelo Brasil. Em terceiro, aparece o Paraguai, com importação de 1.233 animais.

Fonte: BeefPoint

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