O I Leilão Nelore Faccan, promovido por Heitor Cunha e filhos, será realizado dia 9 dezembro, a partir das 19h, no Recinto do Sindicato Rural de Taubaté (Rod. Osvaldo Cruz, Km 2,5), cidade localizada na região central do Vale do Paraíba. Serão ofertados, ao todo, 10 lotes entre machos e fêmeas cara limpa, 5 lotes de novilhas LA prenhes, 22 lotes de fêmeas PO prenhes e paridas elite e elite a campo, além de 8 lotes de touros PO e LA.

Heitor Cunha, nelorista há mais de 15 anos, transferiu a data do leilão, que estava programado para acontecer dia 18 de novembro, devido à resolução nº 37, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária / MAPA. Decretada em 26 de outubro, ela proibia por razões de ordem sanitária, a realização de eventos que concentrassem animais suscetíveis à febre aftosa. E, conforme a previsão do promotor, a suspensão desta resolução ocorreu em 17 de novembro, antes da data deste remate, permitindo a realização de todos os eventos agropecuários normalmente.

?Já esperávamos a regularização dos eventos, tanto que reagendamos nosso leilão para o dia 9 de dezembro, data em que o período de vacinação obrigatória no Estado de SP já teria acabado e, além disso, pelo fato da nossa região ser praticamente livre de riscos de infestação?, declara Heitor Cunha, promotor do remate.

Com relação aos resultados e expectativas, ele complementa. ?Estamos ansiosos, pois temos trabalhado muito para este leilão dar certo. Não pensamos em nenhum momento em cancelá-lo, principalmente por ser nosso primeiro leilão. Estamos em andamento com os preparativos, com muito empenho, há mais de 6 meses. Como diz o ditado: depois da tempestade vem a bonança. Portanto, estamos com boas expectativas para este leilão?, declara o promotor entusiasmado.

O Leilão oferecerá condições especiais para compradores de gado PO ou LA, que ganharão, como cortesia, 300 Km de frete a cada três lotes adquiridos. Com relação às condições e formas de pagamento, serão 14 parcelas (2+2+10) e para quem adquirir gado cara limpa, a condição de pagamento será em 3 parcelas (ato, 30 e 60 dias).

O remate é oficializado pela Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e conta com a assessoria pecuária da Progênie Genética e Consultoria, com o leiloeiro Fábio Caninéo Cunha e as leiloeiras Foccus Leilões em parceria com a Leilopec. Heitor Cunha, promotor do pregão, adianta aos compradores que será conveniente efetuar reserva antecipada de mesas com as leiloeiras. Tels.: (12) 3632-3900 ou (11) 5533-3288.

Seleção Nelore Faccan

Desde 1989, Heitor Cunha, proprietário da Fazenda Canta Galo em São Bento do Sapucaí e o Sítio Nossa Senhora de Lourdes em Redenção da Serra, ambas na região do Vale do Paraíba/SP, cria Nelore Cara Limpa há 15 anos e animais PO há 10 anos.

?Os primeiros animais Nelore adquiridos foram da linhagem Lemgruber, Nelore GEN e J. Galera e no Nelore Mocho, da Agropastoril Geraldo Bordon e CIAMB?, recorda o promotor. Atualmente o plantel Faccan conta com 200 animais PO, 200 animais LA e 400 animais cara limpa, tendo um percentual de 50% em seu plantel de gado comercial.

Com relação aos animais de elite, a propriedade possui estrutura contendo baias para abrigar aproximadamente 10 animais e piquetes para semi-confinamento para uma média de 200 animais. Com a ajuda diária de aproximadamente sete funcionários, os animais se alimentam de pasto e sal mineral em 99,9% do plantel.

Seguindo uma tradição, pois os familiares já eram pecuaristas, a seleção Nelore Faccan destaca, além da busca da perfeição, caracterização racial e docilidade, a produção. ?Nossa meta diária é a perfeição, procurando sempre o equilíbrio entre critérios valorizados em pistas sem deixar de lado a produtividade, por isso trabalhamos com acasalamentos dirigidos buscando bons resultados com custos balanceados, para que a atividade seja mais positiva possível?, define Heitor Ortiz Cunha.

Para saber mais sobre a seleção e o leilão Nelore Faccan entre em contato com a assessoria de imprensa pelo telefone (15) 3211-6446.

Serviço

1º Leilão Nelore Faccan
Data: 09 de dezembro ? a partir das 19h00
Local: Sindicato Rural de Taubaté/SP
Endereço: Rodovia Osvaldo Cruz, Km 2,5
Leiloeiras: Foccus Leilões e Leilopec
Mais informações: (12) 3621-4477

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O futuro da mão-de-obra rural no Brasil esbarra num grande obstáculo: a falta de escolaridade. Ao mesmo tempo em que a tecnologia avança no campo, com máquinas e sistemas de plantio e de condução das criações e lavouras cada vez mais sofisticados, a mão-de-obra, dizem especialistas, parece não evoluir com tanta velocidade.

Programas de qualificação da mão-de-obra rural existem, mas eles têm vindo, muitas vezes, acompanhados de cursos alfabetizantes, para que o trabalhador possa absorver os ensinamentos da qualificação.

Prova de que a qualificação é cada vez mais necessária é a mudança de perfil da mão-de-obra contratada no campo a partir de 2002, quando houve uma retomada das contratações, que vinham em linha descendente desde 1996.

Segundo estudo do economista Sérgio Avellar e do agrônomo Pierre Vilela, ambos da Federação de Agricultura de Minas Gerais, o estoque de pessoas ocupadas na agropecuária voltou a crescer, puxado pela diversificação da pauta de exportações e pelo aumento dos preços internacionais das principais commodities agrícolas.

e quot;As novas vagas criadas durante este período diferem profundamente, porém, das vagas geradas no passado e quot;, dizem os pesquisadores. e quot;Agora o nível de exigência tecnológica é maior, requerendo um trabalhador mais qualificado e, conseqüentemente, com nível salarial mais elevado. e quot;

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), sistema privado de qualificação profissional, já alfabetizou cerca de 300 mil trabalhadores rurais. e quot;São 240 horas de curso à noite, só para alfabetização e quot;, diz o secretário-executivo do Senar, Geraldo Gontijo. e quot;Quando este ciclo se encerra, entramos com os cursos de qualificação de grupos que trabalham com a mesma atividade, com carga horária em torno de 40 horas. e quot;

Globalização

Alfabetização e qualificação andam juntas, diz Gontijo. e quot;Como ensinar um sujeito a operar uma máquina super-sofisticada, se ele é analfabeto? e quot;, questiona, ao acrescentar que, no mundo globalizado, a competitividade também está relacionada à qualidade profissional.

Para a pesquisadora do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Maria Carlota Meloni Vicente, a perspectiva futura para o trabalho rural é realmente a de um crescimento da mão-de-obra qualificada, principalmente para operar máquinas. Diante das dificuldades estruturais de educação básica no campo, porém, Maria Carlota comenta que alguns setores em franco crescimento tomam para si a tarefa de qualificar os trabalhadores. e quot;Em São Paulo, por exemplo, as usinas de cana qualificam elas mesmas seus operadores de máquinas. e quot;

Isso porque a expansão dos plantios para o oeste do Estado, onde as operações serão 100% mecanizadas, também está exigindo, e quot;e rápido e quot;, diz Carlota, um trabalhador tecnificado.

Por causa do avanço da mecanização, a massa de trabalhadores rurais no Estado de São Paulo, atualmente em um milhão e 70 mil pessoas, entre proprietários, parceiros e assalariados, deve se manter estável, acredita Carlota. e quot;O número de vagas não deve aumentar e quot;, diz. e quot;Mas a qualificação será essencial. e quot;

Avanço

O presidente da Comissão Nacional de Relações do Trabalho da Confederação de Agricultura ePecuária do Brasil (CNA), Rodolfo Tavares, diz que, em relação à mão-de-obra rural, o que se está observando, basicamente, é um avanço das normas de saúde e segurança no trabalho, contido, entre outras regulamentações, na Norma Regulamentadora 31 (Clique aqui para acessar o arquivo PDF da NR31), que descreve e cria uma regulamentação para utilização do trabalho no meio rural.

Esta norma vem de encontro à própria modernização do setor agrícola. e quot;Com o sucesso do agronegócio e o destaque do setor junto à sociedade brasileira, é natural que se busque uma forma civilizatória de relações de trabalho também no campo. e quot;

O avanço desta norma, segundo Tavares, é que ela enfoca uma série de circusntâncias da prestação de serviço do meio rural que anteriormente não eram precisas ou previstas na legislação em vigor.

Em 256 artigos, ela trata dos mais variados temas, desde habitação, alojamento, aplicação de defensivos, máquinas, ferramentas, ergonomia, e trata também dos serviços de apoio a essas normas, como serviços especializados de saúde e segurança de trabalho rural. e quot;A NR31 tornou, enfim, bem claro qual é o tipo de relação de trabalho rural desejado pela sociedade. e quot;

Essas normas, para Tavares, apontam para o futuro, para atender às necessidades de uma agricultura cada vez mais mecanizada e uma mão-de-obra cada vez mais qualificada. e quot;Isso gerará mais encargos, pois a mão-de-obra barata vai sendo cada vez mais escassa. e quot;

Tavares acrescenta, porém, que o desafio é a velocidade com que essa substituição da mão-de-obra barata pelo trabalhador rural qualificado ocorrerrá. e quot;O trabalhador que não tem qualificação perde seu posto no campo e estará fadado à marginalização na cidade, ampliando as estatísticas de subemprego, sub-habitação no meio urbano e quot;, diz Tavares.

Fonte

Tânia Rabello
Senar MS
E-mail: imprensa@senams.org.br
Internet: http://www.senarms.org.br/

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Os novos empregos gerados pelo campo em Mato Grosso do Sul apresentaram retração de 85% em 2005, conforme revelam os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Demitidos). São 1.436 novas vagas geradas de janeiro a outubro deste ano (diferença entre os 32.248 admitidos e 30.812 demitidos) contra 9.438 vagas no ano passado. As demissões deste ano representam aumento de 14,5% em relação às do mesmo período do ano passado.

Os dados são uma comprovação de como é crítica a situação no setor agropecuário. No primeiro semestre o baque foi sentido fortemente com a quebra da produção de soja e outros produtos, motivada pela estiagem atípica do verão e que teve continuidade no outono e inverno e também em função dos baixos preços, com queda de até 50% em relação aos níveis atingidos em 2004. O problema é que os agricultores já vinham de uma safra marcada pela estiagem.

Depois, em outubro, a confirmação de febre aftosa em Eldorado e Japorã veio para complicar ainda mais a situação do campo. Foi o mês em que o setor apresentou a maior redução na geração de empregos, o saldo entre admitidos e demitidos foi negativo em 1.308 vagas. Neste mesmo período em 2004 eram 290 vagas a mais.

O resultado do fechamento de mercados internacionais e mesmo de São Paulo para a carne e boi em pé de Mato Grosso do Sul refletiu em outros setores. Em outubro a indústria da transformação também registrou queda de geração de empregos, com saldo negativo em 457 vagas. Até então o setor vinha sendo um dos principais responsáveis pelos resultados positivos na geração de empregos em Mato Grosso do Sul. Ontem [17/11/05] São Paulo publicou resolução permitindo a entrada de boi em pé para abate e carne com osso de Mato Grosso do Sul, medida que o setor espera que estanque o processo de perdas. Setembro foi o segundo mês consecutivo de saldo negativo na geração de empregos no Estado.

Fonte

Fernanda Mathias
Senar – Mato Grosso do Sul
E-mail: senar@senarms.org.br
Internet: http://www.senarms.org.br/

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Preocupados com a inserção do jovem universitário no mercado de trabalho, o Universia Brasil e o Instituto Via de Acesso firmam parceria a fim de disponibilizar informações sobre capacitação profissional e oportunidades de estágio e de primeiro emprego aos estudantes.

A parceria visa reforçar o apoio prestado aos universitários que estão à procura de um espaço num mercado tão competitivo. O Universia irá disponibilizar vagas de estágios de mais de 600 empresas cadastradas para os associados do Via de Acesso, além dos conteúdos de mesas-redondas sobre o aproveitamento dos estudantes pelo mercado, organizadas pelo instituto.

O Instituto Via de Acesso ministrará palestras sobre o mercado de trabalho aos alunos das universidades parceiras do portal Universia, além de realizar os cursos e workshops de seu programa de Capacitação.

A primeira ação para concretizar a parceria foi realizada por meio de uma palestra ministrada aos alunos da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas-SP). O tema abordado foi Atitude – Combustível para entrar e se manter no mercado de trabalho.

Mais informações: http://www.universia.com.br/

Fonte:

Agência USP de Notícias
E-mail: agenusp@usp.br
Internet: http://www.usp.br/agen/

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