A proposta de retaliar países que, por causa do surto de febre aftosa em Mato Grosso do Sul, suspenderam a compra de produtos do Brasil sem argumento técnico consistente deverá ser analisada hoje, em Brasília, em reunião entre o setor produtivo e o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Nos bastidores, o governo não descarta a possibilidade de retaliar essas economias para proibir a entrada no Brasil de mercadorias produzidas nos países que embargam a carne brasileira sem sustentação técnica – Chile, Israel e Indonésia, segundo os exportadores.

Fonte: Folha de São Paulo

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Na quinta-feira (3/11/05), pesquisadores da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba apresentarão, às 8h, no auditório da Embrapa Algodão, em Campina Grande, o projeto-piloto do Portal de Informações e Rede Digital de Informações para Arranjos Produtivos Locais (APL) do Nordeste (Balcom). O portal está em fase experimental e poderá ser usado pelos participantes do APL para divulgar produtos e serviços, viabilizar a comunicação entre os integrantes do arranjo e facilitar os negócios entre os atores produtivos e institucionais.
A primeira fase do projeto resultou na criação dos portais para os APL da mamona, em Irecê (BA), e do algodão colorido, em Patos (PB) e contou com R$ 200 mil de investimento da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), instituição vinculada ao Ministério da Integração Nacional. O sistema Balcom foi desenvolvido por professores e alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de administração e de informática da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A previsão é de que o www.balcom.com.br esteja com conteúdo definitivo até fevereiro de 2006.
“A tecnologia é de última geração, o sistema é dinâmico e interativo, o que permitirá a melhoria dos instrumentos de gestão, do fluxo de informação e da comunicação entre os atores do APL”, afirma o coordenador-geral do Programa de Estudos e Ações para o Semi-Árido, da UFCG, Vicente de Paulo Albuquerque. Até o final de novembro, 5 mil pessoas dos APL da mamona e do algodão colorido receberão treinamento e poderão usar o sistema para criar sítios eletrônicos e catálogos na internet, produzir e incluir notícias e trocar informações com parceiros, fornecedores e compradores.
“Depois de implementar o projeto-piloto da mamona e do algodão colorido, a expectativa é conseguir parceiros para levar o Balcom para outros APL do Nordeste”, completa Vicente de Paulo. A apresentação do Balcom reunirá representantes da Adene, do Grupo de Estudos em Gestão, Inovação e Tecnologia da UFCG, da Embrapa Algodão, dos Governos da Bahia e da Paraíba, do Sebrae da Paraíba e da Bahia, do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e das prefeituras de Campina Grande, de Patos e de Irecê.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Integração Nacional
E-mail: imprensa@integracao.gov.br

Fonte: Ministério da Integração Nacional

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Pela terceira vez consecutiva a Embrapa Amazônia Oriental (Belém – PA), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), conquista o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 2005 – Etapa Norte.
Na categoria Instituição de Pesquisa, a Unidade obteve o primeiro lugar. E a segunda colocação na categoria Produto, com a tecnologia dos Clones de Cupuaçuzeiros tolerantes à vassoura-de-bruxa.
Os vencedores foram conhecidos esta semana, durante a solenidade realizada no salão nobre do Centro Cultural Palácio do Rio Negro, em Manaus. Estiveram presentes ao evento o Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Oriel Lemos e o pesquisador Rafael Alves.
No total, 53 inscritos concorreram em 6 categorias na região Norte: Pequena Empresa, Média/Grande Empresa, Produto, Processo, Instituto de Pesquisa e Inovação Social. Os ganhadores receberam troféus e os primeiros colocados participarão da etapa nacional.
O julgamento da etapa nacional do Prêmio será realizado dia 23 de novembro. A premiação está prevista para 7 de dezembro, no Palácio da Alvorada, em Brasília, com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Na categoria Instituto de Pesquisa, a Unidade ganhou a primeira colocação regional, com os produtos gerados pelo Núcleo Temático de Biologia Aplicada. A escolha foi baseada no trabalho de pesquisa com melhoramento genético, que já resultou em diversos clones de cupuaçuzeiro, cultivares de açaí, arroz, feijão-caupi, entre outras.
Estes produtos são mais resistentes a doenças e pragas, apresentam maior produção no campo, maior produtividade por planta e mais sustentabilidade para o meio ambiente.
No segundo semestre deste ano, por exemplo, da Unidade de Belém lançou duas cultivares de feijão-caupi (o feijão da colônia) para o nordeste paraense: a BRS Milênio e MRS Urubuquara. Há 20 anos os produtores dessa região, um dos pólos produtores de grãos no Estado, não tinham acesso a cultivares de caupi.
Já os clones de cuapuçuzeiro tolerantes à vassoura-de-bruxa garantiram o segundo lugar na categoria Produto. Codajás, Manacapuru, Coari e Belém são os quatro clones que a empresa lançou em 2002, que apresentam maior produtividade e mais segurança para o produtor.
Histórico
No ano de 1998, o prêmio foi lançado na Região Sul. Em 2000, se estendeu para todas as regiões do País, com 279 inscrições. Em 2001, 198 participantes; em 2002, foram 355; em 2003, 335 concorrentes e, em 2004, 508 inscrições em todo Brasil.
O Prêmio Finep acontece nas cinco regiões do País e busca estimular os esforços inovadores das empresas no campo tecnológico, principalmente dos projetos que gerem resultados de impacto à sociedade brasileira.
Confira a lista completa de vencedores da Região Norte:
Pequena Empresa
1º lugar: Ornatos (PA)
2º lugar: Pharmakos (AM)
Instituição de C e T 
1º lugar: Núcleo Temático de Biologia Aplicada da Embrapa Amazônia Oriental (PA)
2º lugar: Fucapi (AM)
3º lugar: Fundação Paulo Feitoza (AM)
Inovação Social 
1º lugar: Alunorte (PA)
2º lugar: INPA (AM)
3º lugar: ACDA (PA)
Processo 
1º lugar: CVRD (PA)
2º lugar: Ceteli (AM)
3º lugar: INPA (PA)
Produto
1º lugar: Fundação Paulo Feitoza (AM)
2º lugar: Embrapa Amazônia Oriental (PA)
3º lugar: Pronatus (AM)
Menção Honrosa
Produto Isoltech (TO)
Ana Laura Lima 
Embrapa Amazônia Oriental
E-mail: analaura@cpatu.embrapa.br

Fonte: Embrapa Amazônia Oriental

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Ituverava, no noroeste do estado de São Paulo, é o primeiro foco de ferrugem confirmado na região sudeste do Brasil. A área de 25 hectares foi plantada no final de agosto, cultivada sob pivô central e está em estágio R 5.2. O foco foi identificado pelo engenheiro agrônomo Fernando Pimenta, da empresa Agrotech, e confirmado pelo laboratório de fitopatologia da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), integrante do Consórcio Antiferrugem.
Segundo Pimenta, a região está dando início aos plantios de verão e há lavouras recém-germinadas distantes cerca de 1000 metros do foco de ferrugem. Na propriedade onde foi encontrado o foco, o controle químico foi realizado preventivamente e mesmo assim foram observadas lesões nas folhas de baixo das plantas.
“Essas áreas de pivô são as “pontes verdes” para o fungo, uma vez que o mesmo necessita de hospedeiro para sobreviver e se multiplicar. Por mais eficiente que seja o controle ele não consegue erradicar a doença da lavoura porque a eficiência nunca é de 100%. Os produtores na região devem fazer o monitoramento porque, apesar do fungo estar presente, isso não garante que ele vá aparecer nas lavouras que estão sendo implantadas.”, explica Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja (Londrina- PR) Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
As informações do agrônomo indicam que a doença ainda não está em um nível alarmante. Os focos são encontrados mais facilmente na parte baixa da planta, ainda em baixa severidade, apresentado de 2 a 3 pústulas por planta de soja. “A parte baixa da planta tende a ficar sem proteção de fungicida, em função da dificuldade do fungicida penetrar na planta quando a cultura esta fechada”, explica a pesquisadora da Embrapa.
A presença do fungo na região reforça a importância do monitoramento já nas áreas recém-semeadas. “As condições climáticas vão determinar a evolução da doença. Temperaturas que favorecem o crescimento e desenvolvimento de plantas de soja também favorecem o desenvolvimento da ferrugem. Temperaturas inferiores a 15oC ou superiores a 30oC, associadas com condições secas, retardam o desenvolvimento da ferrugem”, lembra Godoy.
A pesquisadora, que também acompanha uma propriedade em Miguelópolis – SP informa que no município também há suspeitas de focos de ferrugem. Tradicionalmente, a região Noroeste de São Paulo, planta soja precoce e no último ano, em função da seca, houve baixa pressão da doença na região.
Carina Gomes
Embrapa Soja
E-mail: carina@cnpso.embrapa.br

Fonte: Embrapa Soja

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Cientistas afirmam que descobriram uma forma mais rápida para fabricar a vacina contra a gripe aviária, caso ocorra uma epidemia entre humanos.
Equipes da Universidade Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e da Universidade de Tóquio, no Japão, afirmam que, atualmente, pode-se levar mais de seis meses para desenvolver e fabricar a vacina.
Mas, em artigo na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), eles argumentam que este tempo pode ser reduzido à metade usando uma técnica genética aprimorada. E
specialistas temem que o vírus H5N1, que é letal para humanos, sofra uma mutação e então seja transmitido mais facilmente entre a população humana, podendo matar mais de 50 milhões de pessoas.
Uma semana
Os pesquisadores afirmam que, transformando o processo de fabricação para que ele fique mais eficiente, os cientistas conseguiriam evitar a volta à estaca zero, e isto poderia economizar cerca de uma semana em todo o trabalho.
Cientistas já usaram a técnica de “genética invertida” para fabricar vacinas, reformulando o DNA dos vírus.
O vírus alterado é colocado dentro de células, como células dos rins de macacos ou células de ovos, para gerar a vacina que não deixa um humano doente, mas prepara o sistema imunológico para reconhecer e atacar a doença.
Os pesquisadores americanos e japoneses conseguiram este resultado com um processo mais rápido e confiável.
Eles reduziram o número de moléculas, os plasmídeos, necessários para levar os genes virais para as células de rins de macacos, onde a vacina será fabricada.
Normalmente são necessárias dezenas de plasmídeos para transportar o DNA.
Combinando certos códigos de DNA a equipe conseguir reduzir este número para apenas três.
“Reduzindo o número de plasmídeos necessários, aumentamos a eficiência da produção do vírus”, disse um dos líderes da pesquisa, o cientista Yoshihiro Kawaoka.
Isto significa que a variedade correta de sementes pode ficar pronta para que as empresas farmacêuticas iniciem a produção em massa para fabricação de vacinas.

Fonte: BBC Brasil

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O Brasil concede “relativamente pouco” subsídio aos seus agricultores, aponta um estudo inédito sobre a política agrícola brasileira feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O apoio ao produtor brasileiro somou 3% do valor bruto das receitas agrícolas entre 2002 e 2004, de acordo com o relatório, abaixo de países como a Austrália (4%) e muito aquém da média dos 30 países da OCDE (30%).
O maior nível de subsídios é dado para a importação de farinha, milho, arroz e algodão, girando entre 6% e 17%.
Ainda segundo o levantamento, os subsídios aos agricultores respondem por cerca de 75% do apoio total ao setor, sendo o restante concedido para serviços gerais como pesquisa, treinamento e desenvolvimento da infra-estrutura rural.
“O baixo nível de apoio ao produtor reflete a transformação radical da economia brasileira que ocorreu nos últimos 15 anos”, diz a OCDE.
“O abandono das políticas de substituição de importação permitiu que a agricultura crescesse rapidamente (…) O crescimento agrícola tem sido atribuído à melhora da produtividade e aos preços menores de produtos importados, com o aumento da área agrícola sendo um fator mais recente.”
Exportação
O relatório da OCDE destaca que a produção agrícola brasileira se destina mais o mercado interno – atualmente 25% da produção agrícola vai para fora do país.
Mas o texto reconhece o recente “boom” das exportações agrícolas brasileiras e diz que ele está associado à mudança na “composição e direção do comércio”.
Ao invés de “produtos tradicionais”, como café e suco de laranja, o país passou a vender mais soja, açúcar e carne, especialmente de galinha e de porco.
Quanto ao destino das exportações, o relatório diz que os países da OCDE “ainda são muito importantes, com mais de 40% das exportações agrícolas indo para a União Européia”.
O crescimento mais rápido das exportações, contudo, tem sido para países fora da OCDE, principalmente, para China e Rússia, observa o levantamento.
Recomendações
A OCDE afirma que o Brasil já “liberalizou substancialmente suas políticas agrícolas” e que a “principal fonte de benefícios futuros são as reformas em outros países”.
O relatório diz que as exportações brasileiras são prejudicadas por tarifas altas em mercados-chave, pela escalada de tarifas, pelo tratamento injusto nos esquemas de preferência, pelos sistemas de quotas e por medidas não-tarifárias – essa última em especial para produtos animais.
Caso fossem removidas as medidas de protecionismo nos países da OCDE, como se debate na Rodada Doha, da OMC, o Brasil poderia ter ganhos maiores.
“Estima-se que um corte de 50% nas tarifas e nos subsídios à exportação globalmente junto com uma redução de 50% no apoio doméstico à agricultura nos países da OCDE poderiam fornecer um ganho ao Brasil de US$ 1,7 bilhão”, diz o estudo.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, o Ministério da Agricultura diz que “os dados da OCDE consubstanciam a posição agressiva defendida pelo agronegócio brasileiro nas negociações internacionais, especialmente no âmbito da OMC” e que “a posição de destaque do Brasil no mercado internacional do agronegócio surpreende o mundo e incomoda os competidores”.
Já em relação ao mercado doméstico, a OCDE recomenda que haja melhorias na infra-estrutura, no sistema de crédito e simplificação tarifária.
“Ao mesmo tempo, há uma forte necessidade por políticas sociais efetivas. Embora a pobreza rural tenha caído significativamente no Brasil, a situação dos mais pobres entre os pobres da zona rural se deteriorou e a pobreza se concentrou ainda mais nas regiões do norte e do nordeste”, descreve o texto.

Fonte: BBC Brasil

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O Federal Reserve (o Banco Central americano) anunciou nesta terça-feira [1/11/05] um novo aumento de juros nos Estados Unidos, elevando a taxa básica de 3,75% para 4% ao ano. Com o aumento a taxa ficou no valor mais alto dos últimos quatro anos.
Este foi o 12º aumento consecutivo da taxa de juros americana e, segundo analistas, a preocupação com a inflação que levou a mais um aumento não deve ser completamente dissipada – o que pode significar novas ampliações no futuro. O Fed começou a subir os juros em junho de 2004.
Tendência
No comunicado, o Fed disse que vai levar sua política monetária com ritmo “calculado”, o que para analistas sugere a intenção de aumentar ainda mais a taxa básica de juros.
O comunicado afirma que apesar do impacto dos recentes furacões, como o Wilma, o Katrina e o Rita, a economia americana continua crescendo, e que por causa do alto custo de energia, é preciso evitar um aumento excessivo de inflação.
Drew Matus, economista do mercado financeiro da corretora Lehman Brothers, disse que a expectativa é de que a taxa aumente ainda mais uma vez antes do fim do ano.
“Esperamos que a taxa de juros do Fed chegue a 4,75%, com aumentos em dezembro, janeiro e março, e com risco de que cheguem até a 5%.”
O Produto Interno Bruto americano e os gastos dos consumidores cresceram nos três meses até 30 de setembro, apesar dos furacões.
O PIB cresceu a uma taxa anual de 3,8% durante o trimestre, e os gastos dos consumidores cresceram 3,9%.
O atual presidente do Banco Central americano, Alan Greenspan, está deixando o cargo em janeiro e será substituído por Ben Bernanke, o atual chefe do Conselho de Assessores Econômicos do presidente George W. Bush.

Fonte: BBC Brasil

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O IBRAF com o intuito de capacitar empresários que exportam ou que desejam exportar, firmou parceria com a ABRACOMEX, para promover o curso de Logística Internacional para Exportação.
O curso irá acontecer na sede do IBRAF em São Paulo, no dia 28/11/2005 com carga horária de 8h. O objetivo deste curso é proporcionar aos participantes os conhecimentos para a aplicação da logística como um diferencial na exportação e fornecer orientações para a tomada de decisão quanto aos modais de transporte a ser utilizados, a análise e preparação da carga a ser transportada e a decisão dos riscos logísticos.
Este é apenas o primeiro curso de uma série que irá incluir Marketing Internacional, Financiamento para Exportação, entre outros. 
Mais informações com Luciana ou Camila no telefone (11) 3223-8766 ou e-mail: luciana@ibraf.org.br.
Luciana Pacheco
Assessoria de Comunicação do IBRAF
E-mail: luciana@ibraf.org.br  

Fonte: IBRAF – Instituto Brasileiro de Frutas

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O reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela equipe de AmbienteBrasil tem sido, felizmente, uma constante. Mas a satisfação é ainda maior quando ele parte de uma entidade com o peso e a credibilidade do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.
No dia 26 passado {outubro de 2005], o portal foi indicado pelo Ethos como o “Site da Semana”. No texto, AmbienteBrasil é classificado como “referência ambiental na internet”. E diz o Instituto: O maior patrimônio do ambientebrasil é a credibilidade das informações, o respeito às pessoas, a qualidade e a rapidez nas respostas aos usuários, ética editorial e comercial, agilidade, confiabilidade e utilidade.
AmbienteBrasil agradece a honra e a compartilha com seus mais de 120 mil leitores – universo dos assinantes do jornal diário -, sem os quais o trabalho de toda a equipe não ganharia tamanhos respeito e repercussão.
Leia a íntegra no site do Instituto Ethos:
Portal Ambiente Brasil aborda meio ambiente de forma integrada

Fonte: Ambiente Barsil

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Ainda não foi dessa vez que o Paraná ficou sabendo se existem ou não focos de febre aftosa no Estado. A expectativa já dura quase duas semanas, e até agora não houve qualquer explicação pertinente que justificasse tamanha demora.
Ontem [1/11/05], durante o lançamento da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa, em uma propriedade rural em São José dos Pinhais, o vice-governador e secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, criticou a postura do Ministério da Agricultura, que demorou quatro dias para informar sobre o resultado preliminar dos exames.
“A gente lamenta essa demora em nos comunicar e esperamos que os próximos laudos que o Lanagro (Laboratório Nacional da Agricultura, em Belém do Pará) vai emitir, que o Ministério da Agricultura possa nos informar com mais presteza, mais rapidez”, criticou o secretário. “Não só a nós como ao próprio ministro (Roberto Rodrigues, da Agricultura), que disse que não havia qualquer resultado.”
Os resultados preliminares, no entanto, não colocam fim à dúvida. Segundo Pessuti, o resultado do exame indica reação “falso-positiva”, ou seja, não da a certeza se há a doença ou não. “Pode ser tanto que haja a doença, como pode ser uma reação à vacina. Daí a necessidade de fazer o isolamento do vírus e outros tipos de provas, de análises”, explicou.
Os exames que apontaram tal resultado foram o Elisa 3 abc e reagentes EITB. O material colhido foi o sorólogico. Outro tipo de exame, o Probang, que examina a secreção raspada do esôfago, ainda não teve o resultado divulgado. Além disso, um entre os 19 animais sob suspeita foi sacrificado em Maringá e seus órgãos enviados ao Lanagro. O material (pulmão, baço, esôfago) chegou a Belém na segunda-feira [31/10/05], afirmou Pessuti.
Com relação aos resultados conclusivos sobre a aftosa, o secretário afirmou que deve sair apenas semana que vem. “Não acredito que o resultado saia amanhã (2/11/05). Os resultados que virão na seqüência dependerão da análise laboratorial e das provas que serão feitas naquele material do animal necropsiado. Com certeza não teremos resultado antes de sexta ou sábado, então fica difícil que tenhamos resultado definitivo, conclusivo, antes do final de semana”, afirmou.
Sobre os prejuízos, especialmente do setor leiteiro, Pessuti lembrou que o Ministério da Agricultura anunciou ontem instrução normativa em que elimina exigência de que o leite que sai do Paraná seja pasteurizado, “desde que o produto seja oriundo de área fora de risco sanitário, procedente de um estabelecimento com Serviço de Inspeção Federal (SIF) e destinado para um estabelecimento com SIF”. “Acredito que este problema da região do ABC do leite (região dos Campos Gerais) estará equacionado a partir de hoje”, arrematou.
Seab orienta produtores a vacinarem o quanto antes
A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Paraná, lançada oficialmente ontem, em São José dos Pinhais, deve atingir 10,5 milhões de animais, entre bovinos e bubalinos. A vacinação é obrigatória, e a multa por animal não vacinado é de R$ 72,86. A campanha segue até o dia 20 de novembro e a recomendação do governo estadual é que os produtores vacinem seu gado o quanto antes.
É o que deve fazer o criador José Schulis, 76 anos, dono da propriedade onde foi lançada ontem [1/11/05] a campanha de vacinação no Paraná. Ontem mesmo, vários animais de sua propriedade já estavam recebendo a dose. O objetivo, segundo ele, é vacinar todo o rebanho (de 150 bovinos, da raça charolês) até sexta-feira. “O quanto antes, melhor. Se o tempo colaborar, acho que dá para terminar até quinta”, disse.
Criador de gado de corte, Schulis afirmou que ainda não está sentindo os prejuízos diretos da suspeita de febre aftosa no Paraná. Ele contou que não tem animais prontos para abate. Mas tenta vender um lote de 20 novilhas a R$ 500,00 cada, só que não acha comprador. A suspeita de aftosa não o assusta, diz. “Vacino meu gado sempre. Acho que é um problema que vai passar logo.”
Não vacina
Sem confirmar os focos de febre aftosa no Paraná, o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, fez ontem um alerta: os donos das quatro propriedades interditadas (em Amaporã, Grandes Rios, Maringá e Loanda) com suspeita de aftosa, e de todas as propriedades vizinhas a elas não devem vacinar seus animais. “Se comprovada a febre aftosa, nós teremos que fazer a limpeza sanitária dessas propriedades, e para fazer a limpeza sanitária tem que fazer a sorologia. E se fizermos a sorologia em cima desses animais vacinados, com certeza teremos resultado falso-positivo”, afirmou o secretário, explicando que nesse caso a reação da vacina pode ser confundida com a doença. “Nessas propriedades, estamos pedindo que aguardem as instruções da Secretaria de Agricultura”, disse. (LS)
Loanda estuda decretar estado de calamidade
A Prefeitura de Loanda, uma das quatro cidades do Paraná interditadas por causa da suspeita de febre aftosa, deverá decretar estado de calamidade pública assim que a assessoria jurídica der o sinal verde. A informação foi dada ontem pelo prefeito Álvaro de Freitas Neto (PPS). Ele afirmou que o decreto está sendo exigido pelos produtores de leite, os maiores prejudicados até agora porque não podem comercializar o produto.
A intervenção foi imposta dia 21 de outubro de 2005 e atinge também os municípios de Maringá, Amaporã e Grandes Rios, nos quais a Secretaria de Agricultura disse ter localizado 19 animais suspeitos de ter febre aftosa. Amaporã e Grandes Rios também analisam a possibilidade de decretar estado de calamidade pública. Maringá, que não depende da agropecuária, descartou a adoção desta medida. Freitas Neto disse não saber informar a quantidade de leite que está sendo jogada fora. A oficialização do estado de calamidade, explicou Freitas Neto, dará condições jurídicas para a indenização dos produtores de leite com recursos dos governos federal e estadual. Na eventualidade de ser confirmada a febre aftosa, os proprietários do gado infectado – que terá de ser abatido, assim como todos os animais da propriedade – serão indenizados.
O estado de calamidade permitirá também que a Prefeitura possa ser ressarcida das despesas com a manutenção das 21 barreiras sanitárias. Sessenta pessoas estão trabalhando nessas barreiras e a prefeitura é responsável pelo transporte e alimentação delas.
Férias coletivas e demissões preocupam Força Sindical
A direção da Força Sindical, em conversa ontem com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, manifestou preocupação com as férias coletivas e as demissões ocasionadas após o surto de febre aftosa no estado do Mato Grosso do Sul. Os sindicalistas querem negociar com os governadores, o governo federal e o legislativo uma saída para a crise. Entre as alternativas estão o barateamento da carne bovina no país, para estimular o consumo, resguardando assim os empregos no setor, ameaçados pelos bloqueios à carne brasileira no exterior.
Liderada por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a Força pediu ao ministro que coordenasse uma série de reuniões com os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do Planejamento, Paulo Bernardo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com os presidentes da Câmara e do Senado, além de trabalhadores e empresários para tentar resolver a questão.
“A nossa preocupação é que essas férias coletivas vão se transformar em desemprego. Já tinha frigorífico demitindo em São Paulo e conseguimos segurar por 30 dias, mas tenho notícia de demissão no Mato Grosso do Sul. Se há um problema com a exportação, vamos tentar aumentar o consumo de carne aqui, barateando e discutindo talvez a redução de imposto para o setor. Além disso, estudar a possibilidade dos governadores liberarem o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para garantir os empregos”, afirmou.
Segundo Paulinho, o setor da carne emprega aproximadamente um milhão de trabalhadores direta e indiretamente. Ele acrescentou que “a maioria dos frigoríficos deu férias coletivas” e há embargo da carne não só no exterior, mas em estados como São Paulo e Paraná, que não recebem mais o produto do Mato Grosso do Sul. “Em Santa Catarina, não passa nem caminhão de bois dentro do estado. Portanto, é preciso ter compreensão também dos governadores.”
Mais 32 municípios na área de risco
O Ministério da Agricultura (Mapa) aumentou a área de risco sanitário do Paraná para 36 municípios por causa da suspeita de focos de aftosa no Estado. A secretaria estadual de Agricultura já havia declarado área de risco sanitário os municípios de Maringá, Loanda, Grandes Rios e Amaporã, onde foram encontrados animais com sintomas da doença no final do mês passado.
Agora, além desses quatro municípios, mais 32 cidades próximas foram definidas como área de risco. Com isso, fica proibida a saída de animais suscetíveis à aftosa, bem como o transporte de produtos e subprodutos à base de carne e de leite para outros estados. Além disso, a produção dos 32 municípios vizinhos e dos municípios dos possíveis focos só pode ser vendidas dentro do próprio Estado, e desde que seja submetida a tratamentos que matem o vírus da aftosa. Para isso, os frigoríficos têm que seguir as normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
A instrução normativa que institui a área de risco sanitário do Paraná foi publicada ontem [1/11/05] no Diário Oficial da União. A medida reforça ainda que a área interditada no Mato Grosso do Sul, no início de outubro, por causa dos focos de Eldorado, Japorã e Mundo Novo, também é considerada de risco sanitário. Os municípios de Mato Grosso do Sul que não fizerem parte da área de risco do estado, que inclui ainda Itaquiraí e Iguatemi, podem vender sua produção à base de carne e de leite para qualquer estado, com exceção de Santa Catarina. Animais vivos desses municípios também podem circular para outras áreas. O objetivo da ampliação da área de risco, segundo a instrução, é evitar a disseminação do vírus da doença para outras áreas do país.
Os 32 municípios paranaenses incluídos na área de risco sanitário são: Ângulo, Ariranha do Ivaí, Astorga, Cidade Gaúcha, Cruzmaltina, Doutor Camargo, Faxinal, Floresta, Guairaça, Guaporema, Iguaraçu, Ivaiporã, Ivatuba, Jardim Alegre, Lidianópolis, Mandaguaçu, Marialva, Marilena, Mirador, Nova Londrina, Ortigueira, Paiçandu, Paranavaí, Planaltina do Paraná, Porto Rico, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí, Santa Mônica, São Pedro do Paraná e Sarandí.
Itamaraty cria força-tarefa 
O Itamaraty criou uma “força-tarefa” para dar informações aos países que adotaram embargos à carne brasileira em razão do surgimento de focos de febre aftosa. A prioridade são os nove países que pararam de importar carne de todo o território nacional, apesar de os focos estarem concentrados em um estado – Mato Grosso do Sul. O objetivo prioritário do Nafa é convencer África do Sul, Chile, Colômbia, Cuba, Indonésia, Israel, Namíbia, Peru e Uruguai a limitarem seus embargos à carne de Mato Grosso do Sul, – e não estenderem a medida à carne produzida nos demais estados como fizeram.
Paraguai defende ações conjuntas 
O embaixador do Paraguai no Brasil, Luiz Gonzales, defendeu ontem melhorias nos acordos sanitários entre os dois países como forma de combater e erradicar a febre aftosa na região de fronteira. Ele observou que o Paraguai já concorda em vacinar seu rebanho no mesmo período que o Brasil (maio e novembro), medida que já é adotada há pelo menos três anos. O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (PFL-GO), sugeriu a identificação das fazendas e dos animais num raio de 50 km a partir da fronteira entre os dois países. “Esse trabalho pode dar a nós e aos importadores de carne, tanto do Brasil, quanto do Paraguai, a garantia de que não teremos mais aftosa”.
Fiscais entram em greve segunda 
Os fiscais federais agropecuários anunciaram que vão entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (7/11/05). A paralisação, decidida em assembléia da semana passada, é por tempo indeterminado. A categoria é responsável pela fiscalização de zoonoses como a gripe aviária e a febre aftosa dentro do território nacional. Além disso, encarrega-se do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que certifica os produtos agropecuários que entram e saem do Brasil. Uma paralisação prolongada da categoria tem, por isso, poder para prejudicar o desempenho das exportações brasileiras. Apenas aqueles que estão trabalhando em áreas fundamentais, como a da febre aftosa e da gripe aviária, não vão parar.
Lyrian Saiki

Fonte: Paraná Online

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