Os sindicatos das indústrias de carne suína, bovina, aves e leite, preocupados com a ameaça de greve dos fiscais federais agropecuários, reforçam o pedido para que o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, reconheça as reivindicações dos fiscais e sugerem que o Ministério abra um prazo para negociar com a categoria.
A greve dos fiscais federais agropecuários está prevista para iniciar na segunda-feira (07/11/05) e as indústrias apostam ainda no bom senso do governo pois com a greve os prejuízos econômicos e de saúde pública serão imensos. Os sindicatos, que estão unidos aos fiscais federais, alertam para o fato de que a capacidade de estocagem é de apenas um dia.
“Após 24 horas, sem poder operar por falta de inspeção, não vamos receber os animais, vamos parar as fábricas, descumpriremos contratos de exportação e a população ficará à mercê de um produto sem inspeção federal, sujeita a doenças como tuberculose, hidatidose e cisticerose”, alerta Rogério Kerb, porta-voz da cadeia de carne e secretário executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos que estima, com a greve, um prejuízo diário de R$ 11 milhões apenas com a carne suína.
Reunidos para tomar medidas e avaliar as conseqüências da greve anunciada, na sede da Asgav, em Porto Alegre, os sindicatos chegaram a conclusão que não têm outra saída, senão tentar sensibilizar o Ministério da Agricultura para atender as reivindições dos fiscais federais agropecuários. A pauta reivindica cinco itens, entre eles, a realização de concursos públicos para novos fiscais; isonomia entre ativos, aposentados e pensionistas; fim do contingenciamento dos recursos orçamentários programados pelo governo; aumento salarial retirada da proposta de regulamentação da lei 9.712.
Angela Caporal
E-mail: angela@froesberlato.com.br

Fonte: Fróes, Berlato Associadas

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O Núcleo de Economia Agrícola (NEA) do Instituto de Economia (IE) recebe, até 11 de novembro, inscrições para o Workshop Internacional “Estratégias de combate à pobreza rural no Brasil: situação atual e perspectivas”.
O evento será realizado no Auditório do IE, de 21 a 23 de novembro de 2005. A abertura acontece às 18 horas e nos demais dias, às 9.
As inscrições podem ser feitas por meio do endereço eletrônico http://www.eco.unicamp.br/nea/nea.html.
Outras informações pelo telefone (19) 3788-5716.

Mudanças Globais
A II Conferência Regional “Mudanças Globais: América do Sul” será realizada entre os dias 6 e 10 de novembro de 2005 na Unicamp.
Trata-se de um importante evento que reunirá especialistas de diversos países para debater as conseqüências das mudanças globais na América do Sul.
Mais informações http://www.acquaviva.com.br/mudglobais.
Fonte: Unicamp Hoje

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A cientista russa Doutora em Biologia, Irina Ermakova, tornou público os resultados da pesquisa liderada por ela no Instituto de Atividades Nervosas e Neurofisiologia da Academia de Ciências Russa (RAS). Essa é a primeira pesquisa que determina claramente a dependência entre ingerir soja geneticamente modificada e a reação às criaturas vivas.
Durante o experimento, Ermakova adicionou flocos de soja geneticamente modificadas aos alimentos de ratos fêmeas duas semanas antes da gestação, durante a gestação e enfermagem. No grupo de controle havia ratos fêmeas que não tinham se alimentado com comidas geneticamente modificadas. O experimento foi formado com três grupos de três ratos fêmeas: o primeiro era o grupo controle, o segundo era o grupo com adição de soja transgênica, e o terceiro grupo com a adição de soja tradicional. Os cientistas contaram o número de ratos fêmeas que deram à luz a ratos com vida e os nascidos mortos.
De acordo com os resultados da pesquisa, o alto nível de anormalidade e morte posterior ao parto foi detectado a partir das fêmeas que foram alimentadas com adição de soja transgênica à comida. E 36% dos ratos nascidos vivos, estavam abaixo do peso, ou seja, com menos de 20 gramas, o que mostra uma evidente baixa condição.
“As estruturas de morfologia e bioquímica dos ratos são muito similares as dos seres humanos, e isso faz com que esses resultados nos preocupem muito”, disse Irina Ermakowa ao escritório de imprensa NAGS. De acordo com o vice-presidente da NAGS, Aleksey Kulikov, a informação recebida pela Dra. Ermakova confirma a necessidade de testes em grande escala de produtos transgênicos influenciando outras criaturas.
Milho transgênico
Em maio deste ano, o jornal “The Independent”, de Londres, publicou artigo do jornalista Geoffrey Lean, com o título “Milho Transgênico causa alteração em rato”. O texto denunciou que ratos alimentados com uma dieta rica em milho geneticamente modificado desenvolveram anormalidades em seus órgãos internos e alterações em seu sangue, segundo um estudo.
Cientistas consideram as descobertas como confirmação de um estudo britânico de sete anos atrás, que apontava que ratos alimentados com batatas transgênicas sofriam danos à saúde. Aquela pesquisa, severamente criticada pela comunidade científica britânica foi interrompida e Arpad Pusztai, o cientista que liderou o estudo, foi forçado a se aposentar. Pusztai também reportou uma “enorme lista de diferenças significativas” entre ratos alimentados com milho convencional e modificado.

Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paraná

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O Estado do Paraná agora tem uma lei estadual que obriga a rotulagem dos alimentos geneticamente modificados (OGM), destinados ao consumo humano ou animal, ou que possuam algum ingrediente transgênico na sua composição.
A lei de nº 14.861/2005 foi sancionada pelo governador Roberto Requião no dia 26 de outubro de 2005 e publicada em Diário Oficial no dia 27 e tem origem em Projeto de Lei (194/05) de autoria da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT). O Governo do Estado tem 90 dias para regulamentar a rotulagem, definindo competências para os organismos estaduais na fiscalização dos novos procedimentos. As empresas do ramo e supermercados têm também esse prazo para se adaptarem às novas regras.
A rotulagem é objeto de um decreto do Governo Federal, mas a autora do projeto acredita que o fato de se ter uma lei própria no Estado do Paraná ajuda a agilizar o seu funcionamento, bem como definir atribuições e responsabilidades que aproximam o conteúdo da legislação de sua aplicação prática.
Alimentos destinados ao consumo humano e animal que sejam modificados geneticamente ou que contenham ingredientes transgênicos na sua composição deverão obrigatoriamente apresentar, no seu rótulo, a identificação de transgenia, ou seja, um símbolo formado por um triângulo amarelo com a letra “T” no seu interior, além da indicação do nome do produto ou do ingrediente transgênico. Fica, também, proibida a venda de produtos sobre os quais recaia a denúncia fundamentada de que possui OGM e que não trazem no rótulo a devida identificação.
As penas para aqueles que desobedecerem à lei estadual da rotulagem vão da advertência, do pagamento de multa (entre 100 a 2.000 UFIRs) e da apreensão do produto, até a suspensão da atividade e o cancelamento da autorização para funcionamento do empreendimento responsável em âmbito estadual.
Ato público
Nesta sexta-feira (04/11/05), às 9h30, no auditório da Cresol Baser, em Francisco Beltrão, a deputada Luciana Rafagnin fará a apresentação da lei da rotulagem a entidades integrantes da Jornada de Agroecologia e organizações ligadas à agricultura familiar, que ajudaram a construir o projeto de lei e vêm cobrando um enfrentamento da sociedade ao modelo de desenvolvimento pautado na tecnologia dos produtos transgênicos. A Cresol Baser fica na Rua Nossa Senhora da Glória, nº 52, no bairro da Cango, em Francisco Beltrão.

Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paraná

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O Brasil ficou em 54.º lugar no Índice de Comércio e Desenvolvimento, ranking de 110 países lançado ontem pela Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).
O novo índice avalia a abertura de um país para o comércio internacional e sua influência no desenvolvimento.
A Dinamarca ficou em primeiro lugar, seguida de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Suécia e Noruega.
Entre os países em desenvolvimento, Cingapura foi o melhor colocado (15.º lugar).
“O índice é uma tentativa da Unctad de retratar e monitorar a complexa interação entre comércio e desenvolvimento”, disse o secretário-geral da entidade, Supachai Panitchpakdi, em nota à imprensa.
Países como Uruguai (33.º lugar), Chile (40.º) África do Sul (41.º) Argentina (43.º), México (49.º), China (51.º) e Rússia (52.º) tiveram melhores colocações que o Brasil.
Mas o País está à frente de nações como a Colômbia (57.º), Peru (68.º), Venezuela (70.º), Indonésia (78º) e Índia (90.º). O último colocado da lista foi Níger.
Para analisar a relação entre comércio e desenvolvimento nos países, o índice leva em consideração principalmente a abertura do país ao comércio e acesso ao mercado externo.
Mas o ranking avalia também fatores como capital humano (educação e saúde), infra-estrutura, sistema financeiro, qualidade das instituições, conservação do meio ambiente e até desigualdade entre os sexos.
Segundo a Unctad, o ranking deve ser usado para monitorar o desempenho comercial e o desenvolvimento dos países e diagnosticar problemas que estão prejudicando a performance.
Patrícia Campos Mello escreve para O Estado de SP

Fonte: O Estado de São Paulo

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A partir de domingo, dia 6, até a próxima sexta-feira, dia 11 de novembro de 2005, a Embrapa Gado de Corte estará envolvida em cinco eventos. O Primeiro tem início no domingo, a partir das 19 horas no auditório da Federação da Agricultura do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul).
Trata-se da abertura da reunião da região Centro-Oeste da Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), cuja presidência do Comitê Local é do chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Rafael Alves. Além da quarta reunião da RIPA, serão realizados quatro cursos: Protilp de 8 a 10/11, Andrologia de 7 a 11/11, Boas Práticas Agropecuárias para Bovinos de Corte de 7 a 11/11 e Curso de Defesa Fitossanitária, Tecnologia de Aplicação e Receituário Agronômico nos dias 10 e 11/11.
RIPA – Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio
Representantes do setor produtivo, governo, universidades e de instituições de pesquisa estarão reunidos de 6 a 9 de novembro de 2005 para discutir e definir plataformas para a inovação do agronegócio na região Centro-Oeste.
A abertura do evento será no domingo, dia 6/11/05, na Famasul, em Campo Grande (MS), e os trabalhos iniciam na segunda-feira, dia 7, a partir das 8 horas no Hotel Jandaia, no Centro de Campo Grande. Esta é a quarta reunião da Ripa e a penúltima de uma série de cinco reuniões previstas no programa de atuação da RIPA, em cada uma das macro-região do país: Sul, Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste, onde acontecerá o próximo evento.
De acordo com os organizadores, esta reunião representa uma oportunidade para a troca de informações e experiências com vistas a formar um sistema de inteligência estratégica para o agronegócio na região Centro-Oeste.
O Comitê Local do Workshop Regional Centro-Oeste é presidido pelo chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Rafael Alves, e conta com a participação de outros dez membros de diferentes instituições. A coordenação executiva dos trabalhos é feita pelo pesquisador Paulo Estevão Cruvinel, da Embrapa Instrumentação Agropecuária.
Para o chefe-geral da Embrapa, Rafael Alves, entre os vários resultados esperados com a implantação da RIPA, o mapeamento de conhecimento e competências instaladas nas diferentes instituições é um dos mais importantes, pois propicia o uso racional de recursos humanos e material e o aumento da eficiência do processo da inovação tecnológica.
A metodologia estabelecida prevê a participação de usuários e desenvolvedores de tecnologia de forma a se conhecer as reais demandas do setor produtivo por inovação. Durante as sessões, são elencados assuntos críticos para o agronegócio, como questões relacionadas às necessidades de pesquisa, estudos ambientais, conservação de energia, economia rural, entre outras.
Com o resultado desses trabalhos, espera-se iniciar um processo não só de mapeamento das necessidades como de prospecção em ciência, tecnologia e inovação com foco específico na região Centro-Oeste, assim como está acontecendo nas outras macro-regiões do país. Esses indicadores irão constituir uma agenda para o Agronegócio do Brasil, através do Livro Branco Regional do Agronegócio, e servirão como subsídio para a definição de políticas públicas de financiamento de pesquisa por meio do Fundo Setorial do Agronegócio (CT-Agro), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Informações mais detalhadas vide: www.ripa.com.br.
Fonte: Ripa/USP
PROTILP – Programa de Transferência de Tecnologia para Integração Lavoura-Pecuária
O projeto é uma proposta da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas, Minas Gerais, que envolve outras nove Unidades da empresa, incluindo a Embrapa Gado de Corte. O Protilp visa a recuperar áreas degradadas transferindo tecnologias da integração lavoura-pecuária, como forma de aumentar a produção de grãos, carne e leite. 
O primeiro curso de capacitação em MS, acontece no período de 8 a 10 de novembro de 2005 na sede da Federação da Agricultura do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul).
Outras informações no site www.cnpgc.embrapa.br.
Curso de Andrologia em Bovinos
No período de 7 a 11 de novembro de 2005, a Embrapa Gado de Corte realiza o Curso de Andrologia em Bovinos que tem por objetivo treinar profissionais na avaliação técnica de reprodutores. As aulas teóricas e práticas acontecem na sede da empresa, à BR 262, Km 4, Campo Grande-MS.
As aulas serão ministradas por especialistas que abordarão as causas que afetam o sistema reprodutivo dos animais, que podem ser de diversas ordens, como por exemplo, anatômica. Os temas a serem abordados são: avaliação do comportamento, relação touro/vaca, capacidade de monta, doenças da reprodução, coleta de sêmen para exames, análise qualitativa dos espermatozóides, interpretação de exame andrológico, diagnóstico da subfertilidade, entre outros.
O curso é dirigido para médicos-veterinários formados ou acadêmicos no último semestre. As inscrições são limitadas e poderão ser feitas no dia e local do evento desde que haja disponibilidade de vagas.
Para informações sobre vagas ligar no telefone: (67) 3324-7163. Outras informações no endereço: http://www.cnpgc.embrapa.br/bancodenoticias/26092005_andrologia.htm.
Boas Práticas Agropecuárias – Pecuária de Corte
O Boas Práticas é um programa que objetiva proporcionar produtos de melhor qualidade e seguros, com ganhos para o produtor e o consumidor. Está baseado em cursos de atualização para multiplicadores do conhecimento. Neste ano já foram realizados cinco cursos, o sexto e último do ano acontece de 7 a 11/11/05 nas instalações da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).
Com esta edição, cerca de 150 profissionais da assistência técnica rural atuarão como multiplicadores do aprendizado e cada multiplicador deverá repassar as informações a outros 15 técnicos.
Os interessados em participar dos cursos, proprietários rurais e profissionais devem procurar informações na Embrapa pelo telefone (67) 3368-2185, com Ana Cristina, ou no SENAR-AR/MS, telefone (67) 3326-6999, com Rosemari.
Mais informações no site: www.cnpgc.embrapa.br.
Embrapa participa de curso sobre defesa fitossanitária
O 55º Curso de Defesa Fitossanitária, Tecnologia de Aplicação e Receituário Agronômico, uma realização da Universidade Para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP) – Campus Campo Grande, MS, acontece nos dias 10 e 11 de novembro de 2005, no Campus I, auditório do Bloco VII. O curso é dirigido para profissionais e estudantes do último ano da área de ciências agrárias.
A finalidade do evento é atualizar conhecimentos técnicos nos assuntos inerentes à defesa fitossanitária, à tecnologia de aplicação e ao receituário agronômico. O curso está sob a responsabilidade do pesquisador da Embrapa Gado de Corte e professor da UNIDERP Celso Dornelas Fernandes.
Informações sobre o curso e inscrições poderão ser conhecidas no site www.uniderp.br/deftara.
A programação do curso está disponível no site da Embrapa Gado de Corte www.cnpgc.embrapa.br.
Eliana Cezar Silveira
Embrapa Gado de Corte
E-mail: eliana@cnpgc.embrapa.br  

Fonte: Embrapa Gado de Corte

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Diz a lenda que ao apertar com força a folha de manjericão na mão de uma pessoa desejada ela não mais se afastará….Crenças à parte, o fato é que o óleo extraído de manjericão como resultado de uma pesquisa IAC acaba de ganhar o Canadá. Essa relação comercial — sim — espera-se ser duradoura. É que o primeiro lote de linalol — óleo essencial extraído de manjericão — seguiu para o Canadá, no dia 21 de outubro de 2005.
Trata-se da primeira disponibilização do produto resultante de uma pesquisa concluída no Instituto Agronômico (IAC) em 2002. No estudo, o pesquisador do IAC, Nilson Borlina Maia, descobriu ser possível extrair do manjericão o linalol — uma substância muito usada na fabricação de perfumes.
A chamada “planta do rei”, que até então era usada principalmente na culinária, ganhou nova aplicação com a descoberta feita no IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A pesquisa trouxe novas oportunidades para os agricultores e chances de preservação para o ambiente, já que esse óleo usado na composição de perfumes vem sendo extraído do pau-rosa — árvore Amazônica em extinção em razão de uma exploração que começou no século XVII, quando a madeira era usada para carpintaria naval e mobiliária.
De acordo com o pesquisador, a primeira remessa exportada foi em torno de 40 quilos de óleo. “O Canadá pediu todo o material que havia”, diz o pesquisador. Iniciada em agosto, a negociação com a indústria de aromas envolveu vários aspectos, como avaliação de perfumista e análise química do óleo. A variedade de manjericão que vem se adaptando melhor tem entre 30 a 40% de linalol.
De acordo com Maia, foi testado material que apresentou até 70% da substância, mas a ocorrência de doenças inviabilizou esse cultivo. “Houve todos os percalços naturais da agronomia, como variedades de manjericão que não se adaptaram”, diz o pesquisador. Apesar desses obstáculos fitossanitários e de outros burocráticos que envolvem o desenvolvimento e a aplicação de tecnologia, o pesquisador se diz surpreso com o curto tempo entre o início do projeto, em 1999, e a exportação do produto final, em 2005. “Considero esse um sistema de pesquisa que evoluiu muito rápido. Do pensamento do projeto até a exportação não chegou a seis anos. Isso é pouco tempo para a aplicação de tecnologia agrícola.”
Tecnologia IAC
O objetivo da pesquisa IAC finalizada há três anos e então apresentada em Congresso no Canadá, país que agora recebe o primeiro lote do linalol, foi obter um óleo com as mesmas características dos principais componentes de perfumes. De lá para cá, o pesquisador trabalhou para a aplicação prática da pesquisa: reuniu produtores interessados no novo segmento e mobilizou pessoas e instituições para viabilizar a extração do óleo com vistas para a industrialização e comercialização.
A dedicação do pesquisador resultou no apoio da Fapesp por meio do Pipe (Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas), que propiciou a instalação da empresa chamada Linax, que agora extrai o óleo. A mesma empresa fornece as mudas de manjericão aos produtores rurais, que, sob orientação do pesquisador do IAC, conduzem a lavoura e vendem o produto. A prefeitura de Votuporanga, onde está sendo desenvolvido o projeto, também teve importante participação na concretização do projeto, fornecendo área, apoio de infraestrutura e máquinas.
Tanto as plantações como os campos de produção estão instalados na região, que reúne condições adequadas para o desenvolvimento de plantas aromáticas. “A região é muito boa em termos de clima e solo para o manjericão, que requer clima bastante quente e limitação de água no inverno, que pode ser facilmente contornada com irrigação, possibilitando a produção o ano todo”, afirma Maia. O tempo do plantio até a colheita tem sido de 60 a 70 dias, surpreendendo inclusive o pesquisador, que esperava um período de três a quatro meses. “Podemos chegar a até seis corte por ano, mas de quatro a cinco cortes é certeza.”
Em busca desse mercado aberto pela tecnologia IAC, quatro produtores estão envolvidos na produção, que ocupa atualmente 12 hectares. A expectativa é que o projeto se estabilize em 200 hectares, segundo o pesquisador. “Cada hectare e meio vai empregar uma pessoa. A expectativa é positiva pois a região é composta de muitas pequenas propriedades e a opção com manjericão representa a chance de se obter remuneração interessante”, avalia Maia. Até o ano passado [2004], havia limitação na produção de mudas de manjericão, empecilho que está sendo resolvido neste ano. Outros dez agricultores já se inscreveram para ingressar na atividade, mas a adesão desses interessados vai depender do movimento do mercado que se inicia com a venda do óleo.
O pesquisador avalia que de agora em diante haverá um trabalho constante pelo desenvolvimento de melhores variedades, com maior rendimento de óleo e mais resistente a doenças. A incorporação de outras espécies ao segmento de óleos essenciais é outra possibilidade. “A Linax está providenciando mudas de outras espécies com a idéia de tornar Votuporanga um pólo aromático”, diz Maia ao avaliar que a tecnologia IAC plantou na região a semente para novos agronegócios.
IAC apresenta aparelho para extrair óleo três vezes mais rápido
Depois de descobrir a possibilidade de extrair o linalol de manjericão, o IAC volta a contribuir com o setor, agora com o desenvolvimento de um aparelho para extrair óleo essencial que é três vezes mais rápido que outros equipamentos convencionais.
Segundo o pesquisador do IAC, Nilson Borlina Maia, responsável pelo desenvolvimento do novo equipamento de pequeno porte para bancada, outro diferencial está na possibilidade de extrair óleo de materiais líquidos ou pastosos, como resíduos da indústria de citros. Já os aparelhos convencionais admitem a extração apenas de materiais sólidos, como folhas e raízes. O equipamento será apresentado durante o III Simpósio Brasileiro de Óleos Essenciais, de 8 a 10 de novembro de 2005, no IAC, em Campinas.
Destinado ao uso em laboratórios de indústrias e na pesquisa, o destilador de óleo essencial apresenta boa exatidão, precisão e praticidade na carga e descarga, segundo o pesquisador. Para funcionar, o aparelho utiliza energia elétrica, mas se for necessário usá-lo no campo, é possível utilizar um queimador de gás. “Em todas as fases do projeto procuramos soluções para as dificuldades encontradas nos aparelhos de vidro”, diz Maia.
O aparelho todo é produzido em aço inoxidável 304, com juntas e conexões de aço inoxidável 316 em todas as partes em contato com o óleo essencial. A exceção está no visor, feito de vidro resistente a fortes impactos. “Essas características são importantes porque o uso de aparelhos inadequados pode contaminar o óleo.”
Carla Gomes
Assessora de Imprensa – IAC
E-mail: midiaiac@iac.sp.gov.br

Fonte: Instituto Agronômico – IAC

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Os exportadores de carne bovina prevêem que este mês [11/05] será o “olho do furacão” para o setor por causa da febre aftosa.
A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) estima que as perdas neste mês, em comparação com outubro, sejam de US$ 100 milhões, caindo de US$ 215 milhões para US$ 115 milhões – ou 46,51%.
“O olho do furacão deve se estabelecer neste mês”, afirmou ontem o diretor-executivo da Abiec, Antonio Camardelli, após reunião com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
O recuo das exportações de carne em outubro em relação ao mês anterior foi de US$ 68 milhões, ou 24%. Os números incluem carne “in natura” e industrializada. A estimativa da Abiec para vendas ao exterior neste ano caiu de US$ 3 bilhões para US$ 2,8 bilhões.
O ministério divulgou que o prejuízo causado pela febre aftosa nas exportações deve chegar a US$ 1,7 bilhão no período de seis meses que deve durar o embargo às carnes brasileiras. Desse montante, US$ 1,1 bilhão seria de carne bovina, e o restante, de suína. Para Rodrigues, a reunião serviu para definir as ações a serem tomadas para derrubar os embargos com mais rapidez.
Ele falou também da necessidade de mandar informações aos países compradores da carne brasileira. “Muitas restrições não têm lógica técnica. Todas as ações têm de levar em conta a credibilidade e a transparência.”
Pior mês
Na avaliação da Abiec, este deve ser o pior mês para as exportações, já que o primeiro foco em Mato Grosso do Sul foi anunciado em 10 de outubro e há a aposta que as reversões dos embargos anunciados por 49 países comecem neste mês, mas ganhem fôlego em dezembro. Foi justamente o trabalho para reverter as restrições a produtos brasileiros o assunto da reunião de ontem em Brasília, que teve também a participação do presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), Pedro de Camargo Neto.
As medidas acertadas na reunião foram a divulgação contínua de informações técnicas e convite a países compradores para visitar o Brasil e verificar a implantação das medidas.
A União Européia, que reúne 25 países e restringiu carnes de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, é uma das prioridades. “A Europa é um tópico especial, pois é a única alternativa que temos para exportar carnes nobres”, afirmou Camardelli.
Também ficaram acertadas visitas a países que estariam utilizando barreiras sanitárias como artifício comercial. “O Chile tomou medidas drásticas, provocando o banimento completo do Brasil”, citou Camardelli como exemplo.
Terceiro maior comprador de carne bovina em 2004 (US$ 198 milhões), o Chile decidiu proibir a importação do Brasil, não importando o local de origem. A missão, composta por membros do governo e da iniciativa privada, pretende solicitar justificativas técnicas que sigam as regras da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal).
A possível confirmação de novos focos no Paraná não deve ser um grande problema, segundo Camardelli, que considera a situação sob controle. Disse que o episódio aconteceu por causa do trânsito de animais da área contaminada e que a rastreabilidade, a identificação e o isolamento dos animais foram rápidos.
O setor privado e o governo já haviam se reunido e decidido ações para tentar reverter os embargos, mas interromperam a programação por causa das suspeitas de foco em quatro cidades do Paraná. Camardelli disse que a demora para a confirmação ou não dos focos no Paraná é justificável, pois é necessário ter certeza dos resultados, o que não teria sido possível até o momento.
De acordo com ele, o Lanagro (Laboratório Nacional Agropecuário) de Belém deve divulgar os resultados em sete ou oito dias.
Rodrigues já havia dito que os resultados sairiam no início da semana passada. A Secretaria de Agricultura do Paraná divulgou, na última sexta-feira, ter a informação de que os testes ficariam prontos até o final desta semana.
FERNANDO ITOKAZU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Fonte: Folha de São Paulo

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A importância da Segurança Alimentar para a cadeia produtiva da carne e do leite tem reflexo na economia e beneficia a todos, não só o produtor. O seminário sobre a Seguranaça Alimentar da Carne e Leite de Bovinos é uma forma de buscar alternativas para incentivar o desenvolvimento da pecuária de carne e de leite e gerar também empregos.
O Estado de Mato Grosso do Sul é o primeiro produtor de carne no Brasil e o segundo no mundo. No Estado, somente 8% da produção de carne é consumida, enquanto que 92% são exportados.
O seminário acontece nas cidades de Santa Rita do Pardo (7/11/05), Nova Alvorada do Sul (8/11/05), Água Clara (9/11/05) e Terenos (10/11/05).
Para informações, entre em contato com o SENAR-AR/MS pelo telefone (67) 3326-6999 ou visite o portal www.senarms.org.br.
Juliana Turatti
Sato Comunicação
E-mail: satocomunicacao@terra.com.br  

Fonte: SENAR-AR/MS

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Mesmo com as ocorrências de febre aftosa, o produtor sul-mato-grossense deve continuar pensando no mercado externo. A afirmação é do educador do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Mato Grosso do Sul (SENAR-AR/MS), Antônio Batista Sancevero. Ele salienta que cada vez mais o mercado externo exigirá certificações que comprovem o uso das boas práticas de produção de carne.
Exemplo disso são os investimentos em capacitação que instituições do setor do agronegócio vêm fazendo. Na próxima semana, dias 11 e 12 de novembro de 2005, o SENAR-AR/MS, em parceria com o Sindicato Rural de Maracaju, forma trabalhadores rurais na segunda edição do curso de Qualificação dos Trabalhadores da Bovinocultura de Corte.
O curso qualifica trabalhadores rurais a fazer e analisar diagnósticos, e com base no conteúdo desenvolvido no curso sugerir as melhorias das práticas de manejo de gestão da propriedade, de nutrição do gado, quanto a questões sobre sanidade e reprodução, sem se esquecer do benefício social e também econômico para a propriedade.
A qualificação tem a duração de 400 horas e já fez com que três de seus participantes conseguissem ocupação no campo. “Eles nem completaram o curso de qualificação e já garantiram trabalho”, diz, Sancevero. Para os produtores rurais, a capacitação garante maior rentabilidade e produtividade, conforme completa o educador.
Nos dois dias (11 e 12/11/05), os participantes dos cursos vão demonstrar o resultado do estágio que fizeram nas propriedades. Os trabalhadores rurais, após o diagnóstico dessas áreas, farão a análise e irão sugerir algumas mudanças fundamentadas no conteúdo do curso para uma banca composta de educadores do SENAR-AR/MS e produtores indicados pelo Sindicato Rural de Maracaju, que é a forma de avaliação final do curso.
Esse é o segundo curso de qualificação em Bovinocultura de Corte em Mato Grosso do Sul. O primeiro aconteceu em Brasilândia. O SENAR-AR/MS está promovendo outras qualificações do mesmo gênero para outras culturas, como a de soja e suínos.
Para informações, entre em contato com o SENAR-AR/MS pelo telefone (67) 3326-6999 ou visite o portal www.senarms.org.br.
Fabiane Sato
Sato Comunicação
E-mail: satocomunicacao@terra.com.br

Fonte: SENAR-AR/MS

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Trinta grupos empresariais nacionais e internacionais estarão reunidos em São Paulo (Hotel Transamérica), de hoje [3/11/05] até sábado [5/11/05], para a segunda reunião da iniciativa Empresas e as Metas de 2010 – Desafios da Biodiversidade. Estarão presentes a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o secretário de Biodiversidade e Florestas, João Capobianco, e David Cooper, do Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica.
Os resultados do encontro serão encaminhados à 8ª Conferência das Partes (COP8) da Convenção sobre Biodiversidade Biológica (CDB), que acontecerá de 20 a 31 de março de 2006, em Curitiba (PR). O evento na capital paranaense reunirá, pela primeira vez no Brasil, os maiores especialistas do mundo na área de biodiversidade, com a participação de representantes de cerca de 200 países.
Durante o evento, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, será discutido como os empresários podem ajudar a reduzir as perdas de biodiversidade até 2010, de acordo com as Metas do Milênio das Nações Unidas e da CDB. A primeira reunião dos empresários aconteceu em janeiro, na Inglaterra, e reuniu Vale do Rio Doce, Petrobras, Votorantim, Natura e Mil Madeireira (Precious Woods Amazon).
A CDB foi aprovada em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), e entrou em vigor em 1993. A Convenção tem três objetivos principais: a conservação da biodiversidade; seu uso sustentável; e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios resultantes do acesso aos recursos genéticos.
Aldem Bourscheit
ASCOM – MMA
E-mail: aldem.cezarino@mma.gov.br

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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A suinocultura brasileira é uma das mais tecnificadas do mundo e isso vem gerando excelentes resultados para a atividade nos últimos tempos. É o caso das exportações, por exemplo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), os embarques de carne suína somaram, no primeiro semestre de 2005, receita cambial de US$ 553 milhões, 80% a mais que o mesmo período do ano passado.
A cadeia produtiva da suinocultura, em vista dessa expansão, é uma das mais exigentes do País e para atendê-la é preciso ter diferenciais importantes. É o que faz a Tortuga, maior empresa de nutrição animal do País. A empresa disponibiliza ao suinocultor o Suigold R com minerais orgânicos, suplemento de minerais e vitaminas destinado ao balanceamento de rações para suínos reprodutores, gestantes, machos e animais para reposições.
“O Suigold R com Minerais Orgânicos é um núcleo completo para balancear rações para suínos em reprodução de grande potencial para produzir leitões e leite. O produto é diferenciado exatamente por apresentar microelementos minerais sob a forma orgânica (transquelatos), que asseguram melhor aproveitamento dos minerais pelo animal, gerando um ganho produtivo que se transforma em rentabilidade ao criador”, explica, o Coordenador Nacional de Aves e Suínos da empresa, Daniel Andaluz.
De acordo com Andaluz, todos os ingredientes utilizados na composição do produto foram testados por análises laboratoriais dos centros de pesquisa da Tortuga, garantindo a qualidade na alimentação animal. “Fabricar alimentos com controle de segurança durante o processo produtivo evita contaminações que possam causar riscos à saúde do animal e, por extensão, do consumidor final. Esses são os objetivos constantes da Tortuga, certificada pelas Boas Práticas de Fabricação (BPF), conjunto de princípios que estabelecem a correta manipulação dos ingredientes da dieta, desde as matérias-primas até o produto final”, conclui Andaluz.
Mais informações: www.canaltortuga.com.br.
Juliana Gaspardo
E-mail: juliana@textoassessoria.com.br

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações

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Para algumas pessoas um bom dia não começa sem aquelas gotinhas de perfume. Ao usar a fragrância preferida, o que muitos não sabem é que as principais empresas de aromas e perfumes com abrangência mundial têm atividades no Brasil.
De olho na cadeia produtiva de óleos essenciais, que apesar da relevância não é bem articulado no País, o Instituto Agronômico (IAC) irá realizar o III Simpósio Brasileiro de Óleos Essenciais, em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, Unicamp, Unesp e Universidade São Francisco. O evento irá acontecer de 8 a 10 de novembro de 2005, no IAC, em Campinas.
O objetivo é dar continuidade às discussões iniciadas durante a segunda edição do evento, realizada em 2003, também no IAC. A idéia é estimular ações que contribuam para a reorganização e consolidação da cadeia produtiva dos óleos essenciais, com envolvimento de políticas públicas para o desenvolvimento do setor agroindustrial. Apesar do crescimento do mercado de cosméticos, perfumaria, medicamentos e domissanitário, o setor de óleos essenciais no Brasil ainda é desarticulado. Falta interação no sentido de fortalecer os elos da cadeia — produção de matéria-prima, extração de óleo, industrialização do produto final e comercialização.
O resultado da desarticulação é que — apesar de o Brasil ser o maior produtor de óleo essencial de laranja, sub-produto da indústria cítrica — o País importa a maior parte dos óleos essenciais, justamente em razão do menor preço, qualidade e disponibilidade do produto. “Além desses fatores temos também que considerar a falta de política agroindustrial para o setor e a expansão do uso de produtos sintéticos nas formulações,” diz a pesquisadora do IAC e integrante da comissão organizadora do Simpósio, Márcia Ortiz.
No Brasil, o principal estado produtor de óleos essenciais é São Paulo, em razão da forte atividade citrícola. Segundo Márcia Ortiz, além dos produtores de citros, há algumas indústrias de porte médio e pequenos produtores de plantas aromáticas e óleos essenciais no Estado, que produzem, principalmente, óleo essencial de citronela, gengibre e eucalipto. Outro reflexo da desorganização do segmento é a existência de poucos dados sobre a atividade. De janeiro a setembro deste ano, a exportação de óleos essenciais foi de 56.145.151 kg, somando US$ 71.635.648. No mesmo período, a importação foi de 1.865.846 kg, totalizando US$ 26.851.077. Já a exportação de óleos essenciais de laranja para a safra 2004/2005 foi de 32.713 toneladas.
De acordo com pesquisadora, o Brasil continua exportando óleos essenciais de pau-rosa, eucalipto,citronela, limão, laranja e outros. Atualmente, observa-se maior procura por parte das indústrias, em especial as de perfumaria, por novos óleos essenciais. “É uma boa oportunidade para o Brasil, que detém a maior diversidade genética vegetal do planeta”, avalia a pesquisadora do IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
Na área das pesquisas vem ocorrendo um maior esforço para agregar valor aos óleos essenciais de plantas tradicionalmente cultivadas. Vê-se também atividades como a avaliação da atividade farmacológica para uso farmacêutico, a realização de inventários de óleos essenciais de plantas nativas da flora nacional, com vistas a oferecer novos produtos ao mercado consumidor dos diversos segmentos — cosmético, alimentício, perfumaria e farmacêutico. A movimentação do setor destina-se também à implantação de agroindústrias, envolvendo a domesticação, o cultivo, a extração e a comercialização de óleos essenciais.
Nesse contexto, o III Simpósio Brasileiro de Óleos Essenciais vem ampliar o intercâmbio técnico-científico entre pesquisadores, estudantes e demais profissionais do setor público-privado. Com palestrantes do Brasil, da Suíça e da Itália, o evento irá abordar aspectos nas áreas de química, atividade biológica, cultivo, controle de qualidade, utilização e mercado de óleos essenciais. Os temas serão desenvolvidos por meio de conferências, mesas-redondas e apresentação de painéis. Todas as informações estão no site do Simpósio – www.iac.sp.gov.br/sboe.
Aromas e fragrâncias, pesquisa e desenvolvimento, produção agroindustrial, políticas públicas para o agronegócio, perfumaria e cosmética, melhoramento genético e técnicas de extração e análise de óleos, inovação e propriedade intelectual — todo o universo que envolve os óleos essenciais será debatido durante os três dias do evento.
Mais presente do que se imagina
Os óleos essenciais estão muito presentes no dia-a-dia do brasileiro e é bem provável que a população nem tenha idéia da freqüente companhia. Desde o despertar, está lá o contato com óleos essenciais ou substâncias derivadas — pode ser no café da manhã, com chás de camomila,erva-doce, erva-cidreira. Na higiene pessoal, há presença forte das essências, seja no creme dental, com mentol, ou nos sabonetes, perfumes e cosméticos. Nas refeições, os condimentos utilizados estão no prato de cada dia: manjericão, orégano, cominho,gengibre, cúrcuma e tantos outros. De acordo com a pesquisadora Márcia Ortiz, um dos segmentos que utilizam com freqüência em suas formulações os óleos essenciais cítricos é a indústria de bebidas, como a de licores e refrigerantes.
Se alguém não está bem de saúde, novamente pode ter a companhia dos óleos, presentes em medicamentos como pomadas para contusões, com substâncias provenientes de óleos essenciais como a cânfora, ou pastilhas para garganta, que têm eucaliptol na composição. Ocupando vários espaços na vida das pessoas, além dos usos tradicionais, a aplicação de óleos vem crescendo no setor de aromaterapia e na fabricação de produtos para aromatizar ambientes como velas, saches e outros.
Saiba quais são as principais plantas fontes de óleos essenciais e as indústrias que as utilizam
Preparação de perfumaria:
Pau-rosa (Aniba roseodora) 
Capim limão (Cymbopogon citratus)
Limão (Citrus limon)
Palmarosa (Cymbopogon martini)
Vetiver ( Vetiveria zizanoides)
Bergamota (Citrus auratium ssp bergamia). 
Aromatizantes para a indústria alimentícia:
Limão (Citrus limon, citrus aurantifolia l. swingle)
Laranja, bergamota (Citrus auratium)
Mandarina (Citrus reticulata blanco – var. “mandarin”). 
Indústria farmacêutica:
Eucalipto (Eucalyptus globulus)
Menta (Mentha arvensis, Mentha piperita)
Camomila (Chamomilla recutita).
Produtos de Domissanitários:
Eucalipto (Eucalyptus citriodora)
Pinus (Pinus sp)
Citronela (Cymbopogon nardus)
Palmarosa (Cymbopogon martini ). 
Indústria cosmética:
Dentre vários, destaca-se a Camomila (Chamomilla recutita).
Repelente de insetos:
Citronela (Cymbopogon nardus).
Serviço
III Simpósio Brasileiro de Óleos Essenciais
Local: Anfiteatro “Otávio Tisseli Filho” 
Instituto Agronômico – IAC
Av. Barão de Itapura, nº 1481 – Guanabara – Campinas – SP.
Data: 08 a 10 de novembro de 2005
Informações: (19) 3231-5422, ramal 159
Internet: www.iac.sp.gov.br/sboe
Carla Gomes
Assessora de Imprensa – IAC
E-mail: midiaiac@iac.sp.gov.br

Fonte: Instituto Agronômico – IAC

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