Única região do continente americano que ainda convive com a febre aftosa, a América do Sul pretende erradicar clinicamente a doença até 2010. Para tanto, o Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), vinculado à Organização Panamericana de Saúde (OPS) e ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, intensificará as ações de prevenção e combate da doença nas áreas críticas a partir de 2006. A implantação do programa exigirá investimentos de US$ 48 milhões – US$ 9,5 milhões por ano -, segundo o coordenador do Giefa e presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes.
As áreas críticas são a fronteira do Brasil com o Paraguai e do Brasil com a Bolívia, a região do Chaco (espalhada pela Argentina, Paraguai e Bolívia), o Equador e a Venezuela. O Norte e o Nordeste brasileiros, considerados como de risco desconhecido para aftosa, também foram incluídos na zona de cobertura do programa da Giefa. De acordo com Guedes, os países que devem fazer parte das ações de prevenção e combate da aftosa têm um rebanho estimado em 320 milhões de cabeças, das quais 200 milhões estão em território brasileiro.
“Temos que erradicar de vez a aftosa na América do Sul”, diz o coordenador do Giefa, lembrando que a região desenvolve campanhas de combate da doença. Hoje, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela convivem com o mal. Argentina, Chile, Uruguai, Guiana, Guiana Francesa e Suriname não registraram nenhum caso da doença nos últimos anos. O Chile é considerado com área livre de aftosa sem vacinação, destaca Guedes. Já a Argentina e o Uruguai – a exemplo de partes do Brasil – têm status de livres da doença com imunização.
O programa de prevenção e combate da doença na América do Sul será desenvolvido por meio de parceria entre os setores públicos e privado. O Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), vinculado à OPS, também participará do trabalho, que envolverá campanhas de vacinação, comunicação e extensão rural e vigilância sanitária. Para implementar o projeto, está sendo criada a Associação do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Agiefa).

Fonte: Agrinova

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O secretário de Meio Ambiente do Paraná, Luiz Eduardo Cheida, recebeu hoje (17/11) uma homenagem da Câmara Americana de Comércio do Paraná dedicada ao Programa Mata Ciliar (www.pr.gov.br/meioambiente/).

O programa foi uma das cinco iniciativas de responsabilidade ambiental que serão homenageadas no Paraná. Em apenas dois anos o programa atingiu a meta do plantio de 32 milhões de árvores às margens de rios e mananciais de abastecimento em todo o Estado. Até o final de 2006 espera-se chegar a 90 milhões de novas árvores.

No próximo dia 24, o programa completa seu segundo ano. De acordo com Cheida, o primeiro ano do programa foi mais voltado à adequação da produção. “No início eram apenas vinte viveiros, compramos mais de quinhentos e distribuímos para as prefeituras”, explica.

“A homenagem é o reconhecimento ao trabalho desenvolvido no Paraná”, disse Cheida a AmbienteBrasil. “Um trabalho coletivo desenvolvido também por universidades, órgãos ambientais, ONGs e cooperativas”.

Ele explica que a meta foi estipulada levando em conta a possibilidade de cumprimento. “Noventa milhões não são suficientes, mas é uma meta possível de ser cumprida”. Encerrado o compromisso, o programa não deve ser abandonado. “Tem que continuar para sempre”, defende o secretário.

FONTE

AmbienteBrasil

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O neozelandês Alan McDiarmid, ganhador do prêmio Nobel de química em 2000, elogiou o papel do Brasil no desenvolvimento de combustíveis alternativos. Em palestra na 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, na quinta-feira (17/11/05), em Brasília, o cientista falou sobre a importância do tema.
“O futuro do mundo depende das energias renováveis. Produzindo energia limpa, sobra água para as plantações e, com água nas plantações, podemos diminuir as desigualdades e a violência”, afirmou, segundo a Agência CT, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
McDiarmid destacou a posição de vanguarda da tecnologia brasileira, mas fez um alerta. Segundo ele, se o Brasil não procurar parcerias para desenvolver o seu potencial, será alcançado por países como os Estados Unidos e algumas nações européias.
“O Brasil representa um grande caso de sucesso na produção e na utilização dos combustíveis renováveis. O país tem um enorme potencial e ainda está dois ou três anos à frente dos outros países, mas o desafio é continuar à frente do resto do mundo”, disse o professor do Sidney Sussex College, que ganhou o Nobel pela descoberta e estudo de polímeros condutivos.
Para McDiarmid, o Brasil deve investir no projeto do biodiesel e chegar a mercados como Malásia e China. Segundo ele, esta é uma das formas de driblar a produção norte-americana, conseguir unir mercados emergentes e iniciar um processo de valorização da imagem nacional.
“Podemos projetar o biodiesel como uma commodity, sendo o Brasil o líder desse comércio. Esse seria um grande serviço, pois os biocombustíveis são rentáveis para a agricultura e ajudam a reduzir o efeito estufa”, destacou.

Fonte: Agência Fapesp

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Números apresentados por Roberto Rodrigues, ministro da Agricultura, na 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília, mostram a importância de uma instituição como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Para o ministro, o retorno oferecido pelo órgão federal de pesquisa num ano é de R$ 13 para cada R$ 1 investido. “Isso gera um lucro social de R$ 11,9 bilhões anualmente”, afirmou o também engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP).

O expressivo resultado é fruto da aplicação de um grupo de mais de 30 tecnologias desenvolvidas no país. “Essas iniciativas geram 206,8 mil empregos”, disse. Segundo Rodrigues, apesar dos bons resultados obtidos não apenas pela Embrapa, mas por todo o setor do agronegócio nacional, muitos problemas ainda estão longe de serem resolvidos.

“Um deles se refere aos recursos financeiros escassos. A própria Embrapa recebe apenas 0,6% do PIB agrícola. E a defesa sanitária – o Brasil teve recentemente vários focos de febre aftosa – recebe apenas 10% do total dado à Embrapa”, conta.

Além de dinheiro, o ministro cita a infra-estrutura, a logística e a sempre complexa questão dos mercados externos como outros gargalos que devem ser desobstruídos. “Temos ainda o problema dos marcos legais e da modernização da máquina pública”, lembrou.

Para Rodrigues, investir em tecnologia no campo serve para “armar o Brasil para a competição internacional do mercado agrícola”. Hoje, o país tem 62 milhões de hectares ocupados pela agricultura. Em 15 anos, pelos cálculos do ministério, será possível aumentar mais 30 milhões. Mas, antes que os ambientalistas protestem – muito do avanço da lavoura ocorreu sobre o Cerrado e, mais recentemente, sobre a Amazônia –, vem a explicação: “Essas áreas são ocupadas atualmente por pastagens. Com o avanço da tecnologia nesse setor, será possível alocá-las para a agricultura, sem prejuízo da produção de carnes do Brasil”, afirma.

Entre as ações de planejamento para o setor agrícola, Rodrigues admitiu que está pensando em mecanismos que criem uma espécie de fundo privado para apoiar as pesquisas e o desenvolvimento tecnológico no campo. “É justo que os agricultores também paguem algo por isso.”

Quanto à comunidade científica, o ministro, que também é professor da Universidade Estadual Paulista, no campus de Jaboticabal, deu o seu recado. “Precisamos formar pessoas para enxergar os problemas que ainda não estão postos. É preciso rasgar a cortina do futuro e obter respostas para perguntas que ainda nem foram feitas”, disse.

FONTE

Agência Fapesp
Eduardo Geraque

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A Lei 10.831, de dezembro de 2003, que dispõe sobre agricultura orgânica, inclui dois itens inéditos. A certificação deste tipo de produto vai depender de diversos critérios participativos que inclui declaração do produtor, avaliações de técnicos, da rede de produtores, consumidores e análise de órgãos de regulamentação. O outro diferencial é a inclusão de justiça social como um dos critérios essenciais para a certificação.
“Estes dois pontos não estão previstos na legislação de nenhum outro país”, comemora a pesquisadora, Maria Fernanda Fonseca, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), que participa da BioFach América Latina, segunda maior feira de produtos orgânicos certificados, que termina nesta sexta-feira (18/11/05), no Rio de Janeiro.
A importância desse marco legal é que isso vai permitir estabelecer padrões, normas e critérios mínimos que possibilitem o desenvolvimento do mercado interno e o apoio nas negociações brasileiras com outros países.
“Não se poderia simplesmente importar a legislação de outro país porque estamos falando do Brasil, que tem uma agricultura com a maior diversidade do mundo. Estamos buscando a unidade técnica e legal, respeitando a diversidade”, explica a pesquisadora.
Para chegar à proposta aprovada pelo Congresso Nacional, foi criado, em 2001, o Grupo de Agricultura Orgânica, com apoio do CNPq e do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A pesquisadora Maria Fernanda conta que a discussão envolveu especialistas das três esferas de governo, federal, estadual e municipal, universidades, associações de produtores, de consumidores e Organizações não-governamentais. Para apressar o processo, eles usaram como base um projeto apresentando, em 1996, que estava parado na Câmara dos Deputados.
“Esta proposta era um ‘Frankstein’ porque reunia propostas incompatíveis e ultrapassadas”, brinca Maria Fernanda. Mas, com a ampliação da discussão, o grupo conseguiu num tempo recorde elaborar um substitutivo do projeto, agora já transformado em lei. A regulamentação dos dispositivos ainda depende de uma consulta pública que deve começar em dezembro. Esta consulta é uma exigência da Organização Mundial do Comércio para compatibilizar as normas do Brasil com os critérios internacionais.
O resultado de todo este trabalho não é só uma avaliação jurídica, destaca a pesquisadora. Envolve também planejamento relacionado às pesquisas, crédito e assistência técnica. Ela diz que está segura que isso vai possibilitar o desenvolvimento do mercado interno porque a Lei procurou ser menos excludente e, dessa forma, pode estimular a agricultura familiar e o consumo local.
“Será possível ter o controle em todas as fases: das questões técnicas e sociais da produção à prateleira da loja”, diz ela.
A criação de uma Câmara Setorial de Agricultura Orgânica pelo Ministério da Agricultura, em março deste ano, e que envolve todas as instituições já está traçando o futuro. Todas as iniciativas de planejamento das ações de crédito, pesquisa e capacitação serão integradas de forma a evitar a pulverização de recursos e a duplicidade de propostas dos vários órgãos de governo.
O lançamento da Plataforma Nacional de Agroecologia, site previsto para junho de 2006, é outra conseqüência prática desta discussão conjunta e da troca de informação entre vários agentes, comenta Maria Fernanda. “Todas as informações relacionadas ao assunto estarão ao alcance de todos”.
O próximo desafio é envolver o comércio varejista, o único que ficou fora dessa discussão. Para a pesquisadora, o sistema de comercialização ainda é voraz. Os preços são absurdos e inibem o crescimento do consumo e o sobrepreço não é repassado para quem produz. O produto orgânico tem que deixar de ser um nicho de mercado e ser encarado como segurança alimentar e desenvolvimento local”, avalia.
Regina Mamede

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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O pesquisador da Embrapa Florestas, Marcos Deon Vilela de Rezende, vai receber no próximo dia 21/11/05, segunda-feira, o 19º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia – área Ciências Agrárias, concedido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Esse importante prêmio tem por objetivo reconhecer os esforços dos pesquisadores que prestam relevantes contribuições nos campos da ciência e tecnologia no estado do Paraná e que vêm se destacando no desenvolvimento e realização de obras científicas e tecnológicas de reconhecido valor para o progresso do País.
A escolha do pesquisador Marcos Deon, por unanimidade da comissão julgadora, para receber o prêmio, neste ano, é o reconhecimento à sua dedicação ao aprimoramento das metodologias de seleção e de melhoramento genético em prol do aumento da produtividade e produção agrícola, pecuária e florestal. Atuando na área de genética quantitativa aplicada ao melhoramento de plantas e animais, o pesquisador tem participação em vários programas de melhoramento genético conduzidos no Brasil e no exterior.
Dos trabalhos desenvolvidos pelo pesquisador, destacamos o software Selegen-Reml/Blup, uma tecnologia essencialmente prática desenvolvida a partir da geração de procedimentos estatísticos ótimos e mais eficientes de seleção genética, que tem como principal objetivo a identificação de plantas geneticamente superiores. Com ampla aplicabilidade, esse software causa um impacto positivo em termos de aumento da eficiência do processo, no melhoramento, produtividade e produção de vários cultivos de grande importância.
A cerimônia de entrega do 19º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia vai acontecer no dia 21 de novembro de 2005, às 14 horas, na sede da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na avenida Lothário Meissner, 102/632, Jardim Botânico, Curitiba-PR.
Maria P. Cardoso
Embrapa Florestas
E-mail: mariah@cnpf.embrapa  

Fonte: Embrapa Florestas

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Durante a semana do dia 21 a 27 de novembro de 2005, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Mato Grosso do Sul (SENAR-AR/MS) oferece 19 cursos profissionalizantes para os trabalhadores rurais.
Nesta semana, os municípios que terão acesso aos cursos de Formação Profissional Rural são: Angélica, Amambai, Aquidauana, Batayporã, Bataguassu, Camapuã, Campo Grande, Caarapó, Chapadão do Sul, Costa Rica, Dourados, Douradina, Ivinhema, Maracaju, Nova Andradina, Pedro Gomes, Porto Murtinho, Rio Verde de Mato Grosso, Rio Brilhante, Ribas do Rio Pardo e São Gabriel do Oeste.
Nos dias 22 a 26 de novembro de 2005 em Caarapó, a capacitação oferecida pelo SENAR-AR/MS é a Produção Caseira de Derivados da Mandioca, para 15 participantes, com 40 horas de duração. O tema trata dos cuidados na manipulação de alimentos e das técnicas para produção de pães, salgadinhos, biscoitos, polvilho doce e azedo, farinha de mesa, bolinho da folha da mandioca, pudim, entre outros produtos.
Também de 22 a 26 de novembro em Douradina, o curso que será realizado é o de Confecção de Utensílios de Cabeça e Apero para Eqüinos, com o objetivo de conhecer as técnicas e desenvolver habilidades manuais na confecção de utensílios para eqüinos. Os participantes aprendem a fazer bucal, cabeçada, gamarra, cabos e rédea, ioro, contralático, barrigueira, peitoral, peguá e chicotes, utilizando materiais sintéticos.
Já do dia 24 a 26 de novembro em Costa Rica será oferecido o curso de Implantação e Manejo Básico de Hortas, o aluno a conhece o sistema de produção de hortaliças e as informações sobre implantação e manejo de hortas, as definições corretas, calagem, adubação, colheitas, tratos culturais e técnicas adequadas no cultivo das hortaliças. Os alunos participam de aulas teóricas e práticas.
Para mais informações sobre esses eventos entre em contato com o Sindicato Rural de Caarapó (67) 3453-1362, de Douradina (67) 3412-1137, de Costa Rica (67) 3247-1172, ou acesse o portal do SENAR-AR/MS (www.senarms.org.br).
Tatiane N. Pereira
Senar-AR/MS
E-mail: imprensa@senarms.org.br

Fonte: SENAR-AR/MS

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Com o objetivo de capacitar profissionais que atuam ou que pretendam atuar em conservação, preservação e recuperação de florestas em ambientes fluviais, a Embrapa Florestas, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Universidade Federal do Paraná, realiza, no período de 21 a 25 de novembro de 2005, o curso “A Floresta em Ambientes Fluviais”.
O curso, com carga horária de 40 horas, vai ser dividido em duas etapas. No primeiro momento, os participantes terão aulas teóricas sobre florestas e sua interdependência com ambientes fluviais para ações de conservação e recuperação do meio ambiente, discutindo temas essenciais para o entendimento da funcionalidade ecológica das florestas, atrelada às características geopedológicas. Também serão apresentados alguns estudos de casos sobre recuperação de florestas fluviais.
A capacitação prática acontecerá nos dois últimos dias do curso, quando serão realizadas práticas sobre cabeceiras de drenagem na fazenda experimental da Embrapa Florestas e, no último dia, os participantes viajarão até a região de São Mateus do Sul, onde eles terão a oportunidade de aplicar os conceitos aprendidos sobre recuperação de florestas fluviais durante o curso.
Segundo o pesquisador Gustavo Curcio, coordenador do curso, a idéia de promover esse treinamento surgiu devido à grande necessidade de aprofundar e divulgar o conhecimento sobre os ambientes fluviais para que ações de conservação, preservação e recuperação dos recursos naturais sejam mais efetivas no sentido de combater a crescente escassez desses recursos, especialmente da água.
O curso “A Floresta em Ambientes Fluviais” acontecerá no período de 21 a 25 de novembro de 2005, das 8 às 18 horas, na Escola de Florestas da Universidade Federal do Paraná – UFPR, na rua Lothário Meissner, 640 – Jardim Botânico, Curitiba-PR.
Maria P. Cardoso
Embrapa Florestas
E-mail: mariah@cnpf.embrapa  

Fonte: Embrapa Florestas

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No dia 21 de novembro de 2005 será realizado na sede campestre do Sesc, em Juiz de Fora – MG, um curso que visa capacitar técnicos da Emater- MG para a transferência de tecnologias a respeito da integração lavoura/pecuária. O curso se estende até o dia 23/11, com palestras de pesquisadores de várias unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), técnicos da Emater e professores da Universidade Federal de Viçosa.
O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Alyssom Paulinelii, fará a abertura do evento. Ele vai falar sobre o potencial da integração lavoura/pecuária para o desenvolvimento sustentável em áreas de morro. O evento antecipa um dos temas que será destaque durante o Congresso Internacional do Leite, a ser realizado dos dias 28 a 30 de novembro de 2005, em Goiânia – GO.
Integrar a lavoura com a pecuária com objetivo de incrementar a produção de carne, leite e grãos faz parte de um projeto da Embrapa, financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A integração tem sido tema de dezenas de cursos ministrados em dez estados brasileiros. O objetivo é disseminar informações com vistas a reduzir o custo de produção e otimizar o uso racional dos recursos naturais.
Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas – MG), coordenador do projeto, Ramon Costa Alvarenga, ao longo do projeto serão treinados cerca de 400 técnicos de instituições públicas e privadas. “Vamos torná-los multiplicadores da tecnologia, sensibilizando produtores a cerca dos seus benefícios”. Além dos cursos, propriedades-modelo serão transformadas em unidades demonstrativas, que poderão ser visitadas por demais produtores.
O pesquisador da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora – MG), Fausto de Souza, também envolvido no projeto, diz que com a integração ganham a lavoura e a pecuária. “O cultivo da lavoura favorece na recuperação de pastagens degradadas e as áreas de pastagens contribuem para o bom desenvolvimento das lavouras”.
O que se pretende é diversificar o uso do solo. A monocultura tanto de pasto como de grãos é bastante prejudicial, favorecendo o aparecimento e a intensificação de doenças e pragas. Do ponto de vista do solo, um único sistema radicular de plantas contribui para diminuir sua vida útil. Além disto, o cultivo de uma única espécie provoca um desbalanceamento do solo já que na monocultura sempre são explorados os mesmos nutrientes.
Programa
21 de novembro
A Integração Lavoura-Pecuária como potencial de Desenvolvimento Sustentável para áreas amorreadas
Alysson Paulinelli (ABAG)
Apresentação do projeto PROTILP
Ramon Costa Alvarenga (Embrapa Milho e Sorgo) 
Integração Lavoura-Pecuária: Sustentabilidade da Agropecuária e Produção de grãos na ILP 
Ramon Costa Alvarenga (Embrapa Milho e Sorgo) 
Produção e Utilização de Forragem na ILP
Miguel M. Gontijo Neto (Embrapa Milho e Sorgo)
Avaliação Socio-econômica na ILP: Comparação de sistemas de ILP com sistemas tradicionais – custo/benefício 
João Carlos Garcia (Embrapa Milho e Sorgo)
22 de novembro
Condições necessárias para a implementação da ILP e sua contribuição para a conservação dos recursos naturais e sustentabilidade da produção
Ernani Luiz Agnes (DTF/UFV)
Programa do DFT/UFV para ILP em áreas amorreadas
Francisco Cláudio Lopes de Freitas (DTF/UFV)
Manejo de plantas daninhas e tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas na Integração Lavoura-pecuária
Francisco Cláudio Lopes de Freitas (DTF/UFV)
Gestão das águas nos sistemas conservacionistas: SPD e Integração Lavoura-Pecuária
Aluisio Granato de Andrade (Embrapa Solos)
Manejo de solo, rotações e biomas em Sistema de Plantio Direto (SPD)
Pedro Luiz de Freitas (Embrapa Solos) 
A ILP na prática – Visão e Experiência do Setor Produtivo
Vicente de Paula Machado (Sítio Valão – Mar de Espanha, MG) e Wilson Ashidani (Fazenda Ashidani – Piedade do Rio Grande, MG).
Visita ao Campo Experimental de Cel. Pacheco.
Rubens Neiva 
Embrapa Gado de Leite
E-mail: neiva@cnpgl.embrapa.br

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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O Senado Federal aprovou, no dia 9/11/05, o projeto de lei complementar que permite à União criar escolas técnicas e agrotécnicas federais e unidades descentralizadas. A proposta aprovada foi enviada ao Congresso em julho deste ano.
De acordo com o projeto, as unidades de ensino só poderão ser criadas quando não for possível fazer parcerias com Estados ou municípios, ONGs e o setor produtivo.
Segundo informações do Ministério da Educação (MEC), a aprovação do projeto de lei viabiliza o início do plano de expansão da rede federal apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em junho, pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) e diretores da rede federal.
A meta do Ministério é de que, com a nova lei, se crie um plano de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica nos Estados onde não existem escola técnica ou agrotécnica federal.
Ainda segundo o Ministério, o plano prevê a construção de três escolas técnicas federais (ETFs), quatro escolas agrotécnicas federais (EAFs) e 25 unidades descentralizadas vinculadas aos centros federais de educação tecnológica (Cefets).
Atualmente, os Estados do Acre, Amapá e Mato Grosso do Sul não possuem escola técnica. Já o Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rondônia não têm escola agrotécnica.
Com o plano de expansão da rede federal, o Ministério prevê que as unidades de ensino devem atender a cerca de mil municípios. A nova lei seguirá para sanção presidencial.
Informações adicionais sobre o plano de expansão do governo podem ser obtidas no site da Setec http://portal.mec.gov.br/setec/. .

Fonte: Gestão C e T – ABIPTI

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As dez fazendas do Grupo Avestruz Master, localizadas na região do município de Bela Vista (a 45 km de Goiânia), podem ter seus trabalhos suspensos, por prazo indeterminado, a partir de hoje [18/11/05]. Cerca de 800 trabalhadores se reúnem nesta manhã para decidir qual atitude tomar frente ao atraso do pagamento dos salários, que deveria ter sido efetuado no último dia 5/11/05. Apenas a incubadora e a maternidade, que pertence à Master I, continuarão em seu ritmo normal.

Os trabalhadores se mobilizaram ontem [17/11/05] pela manhã na entrada da Master I como forma de chamar a atenção do Ministério Público para que auxilie na liberação de recursos para quitar os salários, para a compra de ração e demais necessidades das fazendas, como alimentação de funcionários e combustível para o transporte.

O auxiliar administrativo e representante dos trabalhadores da Master I, César Antônio do Nascimento, afirma que o problema do atraso dos salários se arrasta desde o fechamento dos escritórios da Avestruz Master, ocorrido no último dia 4/11/05. Temendo o pior, os funcionários decidiram por conta própria tomar medidas emergenciais como escalas de trabalhos alternadas, redução da ração e racionamento da gasolina.

Há dois anos como trabalhador da fazenda, Nascimento, assim como os demais funcionários, nunca teve o salário atrasado. “Fecharam as portas e não nos deram uma explicação racional. Até o momento se fala em pagar investidores, fazer uma série de investigação e adquirir alimentos para os animais, menos o nosso pagamento”, ressalta.

Com as recentes medidas adotadas, os funcionários acabaram ficando em segundo plano e optaram pelo protesto. Se pagarem somente os investidores e arrumarem ração para as aves, comenta, elas não vão sozinhas até o galpão para se alimentar, já que isso é uma atividade executada pelos trabalhadores. Durante a mobilização de ontem, servidores gritavam que precisavam pagar seus aluguéis, que também estão atrasados, a água que está cortada, o gás de cozinha que acabou e fazer as compras do mês, que já estão no fim.

Nascimento calcula que mais de mil pessoas dependem do pagamento destes salários. “Se o MP e a PF não liberarem uma percentagem para estas despesas essenciais e pagamento dos trabalhadores, vamos cruzar os braços, nem que tenhamos que passar um mês assim”, ameaça. A alimentação dos funcionários hoje é composta apenas de arroz e feijão e precisa ser racionada entre os servidores para que atenda a todos. A paralisação pode trazer como conseqüência a morte das aves. De acordo com Nascimento, é uma questão de quatro, cinco dias, pois necessitam de atendimento e alimentação. A movimentação, esclarece, não é contra a empresa, pois os servidores têm a consciência que o pagamento não depende dos representantes da AM. “Depende apenas do bom senso do juiz que está à frente da situação. Ele tem que colocar a mão na consciência e pensar, pois se não houver o desbloqueio, não iremos trabalhar.”

Com a morte das aves, raciocina, clientes, empresa e principalmente os investidores vão ficar no prejuízo. “Nós já estamos perdendo. Se não existir este bom senso, o de nos pagar, como é que vão acertar com os investidores, com as aves mortas? Elas só não morreram (de fome) ainda porque amamos o que fazemos e os animais não têm nada a ver com isso”, desafia Nascimento.

Carolina Oliveira
Da editoria de Economia

Fonte: Diário da Manhã

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A Sociedade Rural Brasileira (SRB) – www.srb.org.br – promove na próxima terça-feira (22/11/05) às 8h em sua sede palestra sobre “Os títulos do agronegócio e o produtor rural – Um encontro lucrativo”.

Coordenada pela seguradora Jardine Lloyd Thompsom do Brasil (JLT), associada SRB, a exposição será ministrada pelo advogado Guilherme Vergueiro, gerente de agronegócios de relações externas da JLT do Brasil em parceria com o diretor da Berkley Brasil Seguros, José Marcelino Risden, especialista em apólices financeiras.

Em pauta, o potencial dos novos papéis do agronegócio para atrair recursos do mercado financeiro e de capitais para produção rural. Segundo declarou recentemente o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, existem aproximadamente R$ 600 bilhões aplicados em fundos de investimento, dinheiro que poderia ser utilizado para o financiamento da agropecuária.

A expectativa é que com o avanço das operações com os novos títulos haja redução no custo do capital e aumento de liquidez na comercialização agrícola.

Sopa de letras

Formam a “nova rodovia financeira do agronegócio” títulos destinados ao refinanciamento de recebíveis originados nas relações comerciais entre produtores rurais e empresas que operam no setor, como o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), a Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Para reforçar ainda mais a capacidade de acesso do agronegócio aos recursos existentes no mercado doméstico e internacional de capitais, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentou a Nota Comercial do Agronegócio (NCA) ou Agrinote, o clássico commercial paper, redesenhado para o agronegócio.

Adicionalmente, o governo está implantando medidas para desenvolver o mercado de seguro rural. Outros dois novos papéis, o Certificado de Depósito Agropecuário (CDA) e o Warrant Agropecuário (WA), devem conferir maior liquidez à comercialização.

Com os novos títulos, fundos de investimentos ou pessoas físicas poderão “apostar” no risco de preço de produtos agrícolas e nas oportunidades geradas pelo agronegócio. Esses títulos têm a vantagem da não incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do ICMS na negociação do CDA- WA.

O evento dá sequência ao ciclo de apresentações SRB sobre os temas de máxima importância para a produção rural do País.

Serviço

Palestra: e quot;Os títulos do agronegócio e o produtor rural – Um encontro lucrativo e quot;
Data: 22 de novembro
Horário: 8h
Local: Sociedade Rural Brasileira (SRB)
Endereço: Rua Formosa, 367 – 19º andar – São Paulo – SP

Ronaldo Luiz
Núcleo de Comunicação SRB
E-mail: ronaldo@srb.org.br

Fonte: Sociedade Rural Brasileira – SRB

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A Justiça mineira concedeu nova liminar à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) que confirma o valor de R$ 17,52 na cobrança de emolumentos cartoriais por registro de cédulas de crédito rural. A decisão alcança todos os Cartórios de Registro de Imóveis do Estado, ou seja, beneficia todos os produtores rurais mineiros.

Este é o segundo mandado de segurança impetrado pela FAEMG. No primeiro, a Justiça também decidiu a favor da Federação. Com a decisão, prevalece a legislação federal, que estabelece limite máximo para cobrança dos emolumentos cartoriais.

Já publicada no Diário Oficial do Estado, a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), embora como liminar, tem efeito imediato e deve ser cumprida por todos os Cartórios de Registro de Imóveis do Estado. Se confirmada esta decisão em julgamento final, ficará definitivamente reconhecido o direito dos produtores rurais de terem a cobrança de emolumentos para registro de cédulas de crédito rural e das respectivas hipotecas na conformidade com o Decreto-Lei 167/67 – norma que criou a obrigação do registro cartorário.

A Assessoria Jurídica da FAEMG orienta que, em caso de descumprimento da cobrança no limite legal máximo estabelecido pela lei federal e aplicável a todos os tipos de cédulas de crédito rural, o Sindicato dos Produtores Rurais deve fazer uma representação formal sobre o assunto ao Promotor de Justiça de sua Comarca e/ou ao Juiz Diretor do Foro da Comarca.

Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas junto à Assessoria Jurídica da Federação, pelo telefone (31) 3074-3020 ou pelo e-mail juridico@faemg.org.br.

Assessoria de Comunicação
FAEMG
E-mail: imprensa@faemg.org.br

Fonte: FAEMG

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A Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) fará a divulgação do Sumário de Classificação dos animais participantes da 1ª Prova de Ganho de Peso de Bovino de Corte da Ufla.

Além disso, fará a entrega dos certificados dos animais que participaram da prova, a ser realizada nas dependências da Fazenda Palmital – Faepe, em Ijaci (MG), estando incluída na programação, além de todos os esclarecimentos sobre a Prova de Ganho de Peso, uma palestra sobre animais Rednorte.

No evento, os proprietários participantes da Prova de Ganho de Peso da Ufla colocarão à venda os 30 melhores touros jovens Rednorte selecionados e/ou melhores classificados, com financiamento pelo Banco do Brasil.

De acordo com o coordenador da Prova de Ganho de Peso da Ufla, prof. Tarcisio de Moraes Gonçalves, da área de Melhoramento Genético Animal do Departamento de Zootecnia da Ufla, a qualidade dos touros ofertados é garantida pelo rigor das avaliações da Prova de Ganho de Peso da Ufla.

Só serão comercializados os animais com os melhores índices em cada requisito (ganho de peso, fertilidade, adaptabilidade, musculatura, conformação de carcaça e precocidade sexual). e quot;É a nossa garantia de qualidade, uma vez que o mercado necessita de reprodutores com genética comprovada e que proporcionam resultados positivos e mais rápidos para os pecuaristas e quot;.

Serviço

1ª Prova de Ganho de Peso de Bovino de Corte da Ufla
Dia: 19 de novembro
Horário: a partir das 8 horas da manhã
Local: Fazenda Palmital – Faepe, em Ijaci (MG)

Mais Informações

Prof. Tarcisio de Moraes Gonçalves
Tel: (35) 3829-1238
E-mail: tarcisio@ufla.br

Jornal da UFLA
E-mail: jornal@ufla.br

Fonte: Universidade Federal de Lavras

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De um ano para cá ocorreram significativas mudanças no mercado de terras brasileiro. E está claro que o momento de euforia verificado em 2003 e 2004 já passou. A realidade agora é outra: em apenas 12 meses os preços chegaram a cair até 51% em algumas regiões do Centro-Oeste ou até 29% no Sul do país. No entanto, em média, os preços não chegaram a cair tanto.

Na realidade, as regiões que mais se desvalorizaram são áreas agrícolas, tradicionalmente utilizadas para o plantio de grãos. Como muitas dessas propriedades tem o preço formado em “sacas de soja”, a queda da cotação da commodity tende a comprometer o preço da terra.

A própria descapitalização dos produtores – claramente identificada pela redução do pacote tecnológico e da área plantada nesta safra – também acaba por pressionar os preços para baixo. A redução da área plantada faz com que diminua a procura por terras. Então, os preços perdem sustentabilidade e recuam para novos patamares. Esse é um dos motivos pelo qual os preços não caíram só em função da queda do preço da commodity. A relação de “sacas de soja” por hectare também foi alterada.

Hoje, devido à descapitalização do produtor, os investidores conseguem comprar pagando menos “sacas de soja” por hectare, o que reduziu consideravelmente o preço final. E ainda contam com outras vantagens: maior número de parcelas, prazo alongado ou até descontos especiais em negócios à vista.

Outro fator baixista foi a execução de contratos (e garantias) firmados para a safra 2004/05 não cumpridos e/ou não renegociados. Muitos produtores chegaram também a ser executados por fornecedores ou bancos a fim de saldar dívidas de custeio. É o que indica o mais recente Relatório de Análise do Mercado de Terras, publicação bimestral do Instituto FNP que conta com o apoio de mais de 300 colaboradores em todo o país.

José Vicente Ferraz
Pablo Paulino Lopes e
Cristiano Cabianca Ramos
Engenheiros agrônomos, analistas do Instituto FNP

Sobre o Instituto FNP

O Instituto FNP é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que visa contribuir com o fomento do agronegócio por meio do fornecimento de dados, levantamentos estatísticos, análises e tendências de mercado.

Dentre suas publicações de maior visibilidade estão o AGRIANUAL e o ANUALPEC, anuários direcionados aos setores agrícola e pecuário, respectivamente.

A instituição foi constituída por iniciativa da FNP Consultoria e amp; AgroInformativos, empresa de consultoria que há 15 anos atende ao agronegócio brasileiro, gestora do maior banco de dados do setor.

Fonte: Instituto FNP

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O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, e o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, assinam na próxima segunda-feira, dia 21/11/05, em Porciúncula, convênio para a expansão do pólo de fruticultura das regiões Norte e Noroeste fluminenses, que prevê o início da produção de pêssego e a expansão do cultivo do abacaxi.

O governo federal vai destinar para os dois projetos, num prazo de 360 dias, R$ 1,168 milhão a serem aplicados na construção de viveiros para o plantio de mudas certificadas, em assistência técnica a produtores e na compra de máquinas e equipamentos.

O pólo de fruticultura das regiões Norte e Noroeste do estado, lançado e desenvolvido pelo Sistema Firjan, desde 1997, será diversificado com a produção de pêssego, inexistente na agricultura fluminense. A partir da identificação da conjugação adequada de solo e clima em Porciúncula e Varre-Sai, o projeto será executado com os produtores rurais, donos de pequenas propriedades exploradas pelas próprias famílias, em sua maioria.

O cultivo dominante em ambos os municípios é o do café, característica que possibilita a diversificação em outras culturas, além de a mão-de-obra ser adaptável à fruticultura. Serão construídos viveiros de mudas certificadas, em terreno cedido pela Prefeitura de Porciúncula, para serem distribuídas aos produtores interessados na produção de pêssego para processamento nas agroindústrias da região e para o mercado e quot;in natura e quot;.

Inicialmente o viveiro, em Porciúncula, produzirá 22 mil mudas de pêssego, aumentando para 45 mil mudas a partir do terceiro ano. A área de plantio a ser explorada é de 110 mil hectares, envolvendo cerca de 60 produtores rurais, que receberão consultoria tecnológica para aproveitar as mudas de maneira eficaz. A estimativa é de uma produção de 1,4 toneladas de pêssego que deverão ser adquiridas por agroindústria localizada no Espírito Santo.

Já a cultura do abacaxi em Campos dos Goytacazes, São Francisco do Itabapoana e São João da Barra receberá o reforço do aumento da produção de mudas certificadas e da fruta e quot;in natura e quot; também. O viveiro do Ministério da Agricultura, em Cambuci, será ampliado e os produtores terão orientação para organizar a produção e obter percentual maior de frutos de melhor classificação e uma previsão de colheita confiável.

A quantidade inicial de mudas de abacaxi é de 400 mil para serem multiplicadas posteriormente. A meta do projeto é atender em torno de 90 produtores rurais, numa área plantada de 360 hectares. A colheita está estimada em 14 mil toneladas a serem comercializadas no mercado de frutas e quot;in natura e quot; e com as agroindústrias existentes na região. O projeto visa, ainda, à realização do planejamento e administração da produção por uma associação de produtores com orientação de profissionais qualificados, o que permitirá um planejamento de comercialização e conseqüentes ganhos de escala e renda.

Assessoria de Comunicação da Firjan
E-mail: assecom@firjan.org.br

Fonte: Firjan

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Estão abertas as inscrições para o curso Sistema de Produção de Milho que será realizado de 29 de novembro a 1º de dezembro de 2005 na Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE) em parceira com a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O curso é direcionado a técnicos, extensionistas e estudantes envolvidos com a cultura do milho.

Nos três dias de curso serão abordados o sistema de produção, as recomendações de cultivares para o Nordeste e o controle integrado de pragas pelos pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo Israel Alexandre Pereira Filho e José Magid Waquil. Os pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros Edson Patto Pacheco e Ana Alexandrina Gama da Silva abordarão a questão da mecanização agrícola e o zoneamento agrícola do milho em Sergipe.

O evento será no auditório da Embrapa Tabuleiros Costeiros (avenida Beira Mar, 3.250, Praia 13 de Julho, Aracaju). O valor da inscrição é R$ 50,00 (profissionais) e R$ 25,00 (estudantes). Informações e inscrições pelo telefone (79) 4009-1344.

Gislene Alencar
Embrapa Tabuleiros Costeiros
E-mail: gislenealencar@cpatc.embrapa.br

Fonte
Embrapa Tabuleiros Costeiros
http://www.cpatc.embrapa.br

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