O primeiro laboratório do Estado de Mato Grosso a emitir laudo oficial de diagnóstico fitossanitário nos produtos de origem vegetal foi inaugurado hoje (15.10) no núcleo de laboratórios da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), para atender produtores rurais e exportadores de soja, milho, coco, abacaxi e outros. A análise é para conferir as doenças como fungos, nematóides e protozoários e também as características do produto caso seja transgênico, habilitando os exportadores a embarcarem seus produtos.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Clóves Vettorato, ressalta que o governo do Estado tem responsabilidade de facilitar a vida dos exportadores e adverte que é mais uma iniciativa para garantir o embarque de aproximadamente 17 milhões de toneladas de soja que é produzido anualmente no Estado de Mato Grosso. Vettorato, lembra da vantagem em fazer a análise na Empaer que em menos de 6 horas, o produtor estará com o laudo pronto, enquanto anteriormente era obrigado a enviar para o município de Rio Verde, no Estado de Goiás, e levava em média de 3 a 4 dias.

Para atender as exigências do Ministério da Agricultura foi investido R$ 100 mil na adequação das instalações e capacitação dos funcionários. Aréssio Paquer, presidente da Empaer, fala que o governo do Estado está recuperando a empresa resolvendo o problema interno para os produtores seja na área de exportação, análise de solos, controle biológico da cigarrinha das pastagens e da broca da bananeira. ?É mais uma ação e para o próximo ano, vamos inaugurar uma ala no laboratório que fará a micropropagação e manipulação genética de plantas, especificamente da cultura do abacaxi e banana?, enfatiza.

O laboratório de fitopatologia já realizou a primeira análise para o empresário Luiz Crivilatti, representante de uma empresa exportadora de soja do município de Cáceres e, em menos de 6 horas, enviou o laudo. Segundo Crivilatti, a empresa embarca por ano 200 mil toneladas de soja e realiza 420 amostras. A Empaer vai permitir agilidade nos embarques e redução de custos. ?Nós sentimos confiança no que pedimos ao governo do Estado e pela primeira vez teve uma sintonia com a classe produtora e exportadora?, argumenta.

As amostras são coletadas junto com o técnico do Ministério da Agricultura e enviada para o laboratório que cobrará uma taxa de R$ 20,00 por amostra. Participaram da solenidade de inauguração do laboratório, os diretores da Empaer, Rosalina Pinheiro da Silva, Jaime Bom Despacho da Costa e Antonimar Marinho dos Santos.

Fonte

EMPAER
http://www.empaer.mt.gov.br/
Rosana Persona – Jornalista
E-mail: rosanapersona@hotmail.com

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A segunda fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa em Pernambuco foi um sucesso, pois atingiu o marco histórico de 93% dos rebanhos de bovinos e de bubalinos, ou seja, 1,8 milhão de cabeças, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo secretário de Produção Rural e Reforma Agrária, Ricardo Rodrigues. O Governo do Estado investiu nessa campanha R$ 1,1 milhão, que terminou em 31 de outubro.

O resultado foi obtido após levantamento das dez gerências regionais da Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco – Adagro (Recife, Belo Jardim, Caruaru, Garanhuns, Ouricuri, Palmares, Petrolina, Salgueiro, Serra Talhada e Surubim). e quot;O resultado foi bastante satisfatório, graças ao conhecimento do rebanho efetivo (conclusão do cadastro das propriedades), à coleta dos dados no Interior e à conseqüente fiscalização, além da participação efetiva dos criadores pernambucanos e quot;, frisou o secretário.

Ele avalia que a conclusão positiva da ação se deu, sobretudo, ao fortalecimento do serviço de Defesa Agropecuária de Pernambuco, decorrente da aplicação de recursos. e quot;Além do número de animais vacinados, há de se destacar o recorde no número de vacinas comercializadas – 2,8 milhões, o que corresponde a um incremento de 43% em relação à primeira etapa e quot;.

O animal que não foi vacinado agora, só poderá fazê-lo na primeira etapa da campanha do próximo ano. Com isso, perde o direito de receber a Guia de Trânsito Animal (GTA), ficando impedido de participar de torneios, feiras e exposições agropecuárias e de sair dos limites estaduais.

Na segunda fase deste ano da vacinação contra a febre aftosa, que durou 30 dias, os criadores puderam adquirir as doses de vacina nas farmácias veterinárias credenciadas pela Secretaria de Produção Rural ao preço médio de R$ 1,00. Depois de imunizar seus rebanhos, os criadores tiveram que procurar a Adagro e seus escritórios no Interior, munidos da nota fiscal de compra das vacinas, para cadastrar os animais.

Há mais de cinco anos Pernambuco não apresenta nenhum registro da doença, e a meta do Governo é tornar o Estado reconhecido pelo Ministério da Agricultura, até o final do ano, como de risco médio com vacinação.

Fonte

Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária – Pernambuco
http://www.producaorural.pe.gov.br/
Joana D´Arc – Jornalista
E-mail: imprensa@sprra.pe.gov.br

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Proteger os produtos da agricultura familiar da livre concorrência externa. Este é um dos principais pontos defendidos pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, durante a 6ª Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), que iniciou na terça-feira (13/12), em Hong Kong. Classificados na OMC como e quot;produtos especiais e quot;, o que significa um tratamento diferenciado na redução de tarifas, a lista brasileira contém oito itens – arroz, feijão, hortaliças (alho e cebola), leite, mandioca, milho, tomate e trigo.

Elaborada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) vinculado à Presidência da República e composto por representantes da sociedade civil e do governo brasileiro, a lista de produtos foi definida a partir de um critério que combinou a importância dos alimentos na dieta básica do cidadão brasileiro à produção característica do agricultores familiares. e quot;Estes produtos expressam as duas coisas simultaneamente e quot;, explica Renato Maluf, conselheiro do Consea e professor do curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). e quot;É vital haver algum tipo de proteção para esses alimentos e quot;, sustenta.

O professor acredita ser fundamental que os acordos econômicos considerem a questão da soberania alimentar. Segundo Maluf, a intenção do Consea é justamente introduzir nas negociações comerciais internacionais estas preocupações de segurança e soberania alimentar. Ele ressalta que alguns produtos da cesta básica, mesmo sendo importantes, ficaram de fora da lista por não serem oriundos da agricultura familiar ou por serem produtos que têm no Brasil um forte exportador. e quot;Neste caso, os critérios não foram aplicados e quot;, frisa.

Embora considere vital haver proteção aos produtos da lista, para Maluf isto não significa que as políticas públicas de apoio à agricultura familiar devam se definir exclusivamente por critério de produto. e quot;Elas têm de estar orientadas por um segmento social e quot;, declara, ressaltando que por esta razão os instrumentos de apoio à produção familiar não podem ficar comprometidos nas negociações internacionais.

Já o assessor internacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Rafael Cedro, salienta que os oito produtos da lista elaborada pelo Consea somaram, em 2004, mais de 1 milhão de contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de um total de 1,6 milhão, e um investimento superior a R$ 3 bilhões. Considerando apenas o leite, Cedro diz que atualmente o Brasil tem cerca de quatro milhões de agricultores familiares envolvidos na sua produção, uma população superior a do Uruguai.

Fonte

Ministério do Desenvolvimento Agrário
http://www.mda.gov.br
Ascom – MDA
E-mail: comunicacaosocial@mda.gov.br

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Pesquisa do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial (Pensa) mapeou e quantificou toda a Cadeia Produtiva do Leite no Brasil. O Programa propõe algumas medidas para o crescimento do sistema agroindustrial do produto, que em 2004 movimentou US$ 64,78 bilhões. Uma melhor coordenação da cadeia produtiva, com uma estratégia de marketing para o setor e, principalmente, o equacionamento tributário que leve a unificação e redução de impostos são os principais pontos assinalados.

O aumento da produção leiteira acentuou-se a partir de 1999, quando houve um crescimento de 23% no Brasil, como aponta o levantamento do Pensa, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de São Paulo e de Ribeirão Preto. Em 2004, a produção dos últimos quatro anos ficou em torno de 23,5 bilhões de litros, com um valor bruto de R$12,45 bilhões. Foi também neste ano que o Brasil passou de importador a exportador de leite, obtendo com isso uma balança comercial positiva para o produto.

Em São Paulo, entretanto, a produção tem diminuído devido principalmente à perda de espaço para a cultura de cana-de-açúcar e à baixa produtividade – 9º lugar entre os estados produtores. A baixa produtividade nacional é outra constatação da pesquisa. O rebanho brasileiro produz três vezes menos que o da Nova Zelândia, que também realiza criação a pasto e passa, durante uma época do ano, por dificuldades causadas por alagamentos. Os pesquisadores responsáveis pela pesquisa, o professor Marcos Fava Neves (FEARP) e Matheus Alberto Consoli (Pensa), alertam para a necessidade de melhorar as condições de genética e alimentação do rebanho paulista e brasileiro.

A lucratividade do leite é mais alta que a da soja, que a do milho e 3,9 vezes maior que a da cana-de-açúcar, porém sua produção exige um alto investimento, cerca de 2,5 vezes o da cana. Apesar disso, o estudo mostrou que o preço do leite está em seu mais baixo patamar histórico, mas tem mostrado sinais de recuperação. Algumas das pressões sobre o preço vêm da alta dos preços dos insumos, como os combustíveis, por exemplo. Para enfrentar essas dificuldades, o produtor brasileiro encontrou nas cooperativas uma saída.

Cooperativas

O Brasil é o sexto país em participação de cooperativas na captação do leite, que correspondem a 40% do total produzido. Segundo o censo da Organização das Cooperativas Brasileiras, existem 353 cooperativas de leite no Brasil, 47% delas na região Sudeste, 27,5% no Sul, 15,3% no Nordeste e 9,9% no Centro-Oeste.

No agronegócio, a cooperação e as ações coletivas são fundamentais. Neves defende essas práticas como forma de garantir o futuro do agronegócio, e quot;os setores podem se organizar melhor, analisar suas potencialidades, tentar resolver seus pontos fracos e trabalhar em conjunto em ações que visam beneficiar todos os seus integrantes e quot;. Ele também reafirma a importância destes estudos, que trazem também resultados práticos e lembra de outras pesquisas desse tipo que foram usadas na tomada de decisões na política econômica do país.

Fonte

Agência USP de Notícias
http://www.usp.br/agen/
E-mail: agenusp@usp.br

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