A primeira bolsa Japonesa para a negociação de créditos de carbono deve ser lançada até o meio de 2006, formando um plataforma para o governo e companhias japonesas negociarem os créditos, auxiliando o país a cumprir as suas metas dentro do Protocolo de Kyoto.

O Asia Carbon International B.V., um dos principais players na área de projetos ?verdes?, está planejando montar a bolsa de carbono juntamente com parceiros Japoneses, segundo o diretor administrativo da companhia, Kesava Shotan.

A proposta da bolsa, estabelecida em Tokyo, será a negociação de créditos de carbono dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto, um acordo internacional que tem como objetivo mitigar o aquecimento global.

A meta do Japão dentro do Protocolo é reduzir as suas emissões de gases do efeito estufa em 6% entre 2008 e 2012, com base no nível de 1990.

Mas, atualmente, o Japão está encontrando dificuldades para atingir esta meta. Em 2004, o país aumentou as suas emissões em mais de 7%, comparando com o nível de 1990. Com este aumento, o país passa a ter que reduzir as suas emissões em 13%, com base no nível de 1990. Segundo a opinião de analistas, o Japão deve se focar no mercado de carbono para atingir as suas metas.

Após a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto (fevereiro de 2005), a competição entre os países desenvolvidos pelas ?permissões? se intensificou, resultando em um crescimento dos mercados de créditos de carbono. Este fato pode ser comprovado pela grande quantidade de mercados de carbono na Europa. Estas bolsas também surgiram nos Estados Unidos, onde alguns estados assumiram metas próprias, apesar da negação do Governo Federal em assinar o Protocolo.

As companhias Japonesas, as quais já empregam as tecnologias ?verdes? na sua produção, estão no seu limite para tentar reduzir as emissões de gases do efeito estufa, sendo necessário buscar ?permissões? fora do seu território.

Um representante da gigante eletrônica Japonesa Hitachi Ltda., disse recentemente que após dois choques do petróleo, o Japão não tem mais como melhorar os seus processos de conservação de energia, sobrando pouco a ser feito em termos de política doméstica.

A bolsa de carbono do Japão tem como objetivo reunir potenciais compradores com potenciais vendedores de créditos de carbono, os quais se localizam principalmente nos países em desenvolvimento.

Fonte

CarbonoBrasil
Fernanda B. Muller
E-mail: carbonobrasil@carbonobrasil.com

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Elemento é determinante para aumentar a fertilidade dos solos e diminuir os custos de produção

Um dos principais fatores que limitam a produção agropecuária em solos de Cerrado é a deficiência de fósforo, elemento absorvido pelas raízes das plantas e determinante para o aumento da eficiência produtiva das culturas. Gerar novas tecnologias que possam transformar solos pobres em terras produtivas, aumentando a oferta de alimentos em áreas de Cerrado, é o objetivo do 3º Simpósio Internacional sobre a Dinâmica do Fósforo em Solos e Plantas (3rd International Symposium Phosphorus Dynamics in Soil-Plant Continuum).

O evento, organizado pela Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), acontece em Uberlândia-MG entre os dias 14 e 19 de maio. Segundo o pesquisador e presidente do comitê organizador do simpósio, Robert Eugene Schaffert, somente 20% do fósforo quando disponibilizado é absorvido pelas plantas. ?A deficiência do elemento é um problema de difícil solução e que atinge mais de 99% dos solos de Cerrado em todo o mundo?, explica. ?Queremos melhorar a eficiência da planta no processo de absorção do fósforo, reunindo tecnologias capazes de reduzir os custos da produção agropecuária?, complementa.

O tema foi abordado pela primeira vez em 2000 na China e em 2003 o segundo simpósio foi realizado na Austrália. Em sua terceira edição, pesquisadores pretendem reunir subsídios para adequar a produção de alimentos às necessidades de seus povos em regiões de solos pobres, ácidos, diz Schaffert. Segundo pesquisadores, os solos de Cerrado ? que abrangem uma área de aproximadamente 850 milhões de hectares ? possuem também uma das idades mais avançadas, característica responsável pelo atual estágio de degradação e algumas semelhanças.

Entre elas, segundo Schaffert, fertilidade baixa, pH e oferta de fósforo baixos e altas concentrações de alumínio tóxico. ?Estas características têm sido um dos principais fatores que limitam o desenvolvimento e a produção de alimentos em muitos países pertencentes ao ecossistema?, explica. Os solos com deficiência de fósforo ocupam 58% da área apropriada para a agricultura no mundo. Lá vivem 73% de toda a população mundial. Além da baixa fertilidade provocada pela idade avançada, os solos de Cerrado sofrem com a degradação provocada pelo homem. ?Reunir pesquisadores de diversas áreas e compartilhar resultados de pesquisa é uma das principais estratégias para tentarmos reverter esse quadro?, analisa Robert.

Formato

O simpósio será realizado em quatro dias, com apresentações, discussões e excursões técnicas. O evento reunirá pesquisadores brasileiros e de diversos países do mundo, entre americanos, suíços, australianos, franceses, alemães, japoneses, suecos e chineses. Genética, biologia molecular, nutrição de solos, impactos ambientais, ecossistemas nativos e tendências do agronegócio são alguns dos tópicos que serão abordados. O evento tem como colaboradores o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), universidades e diversas unidades da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Acesse a página do simpósio: http://www.cnpms.embrapa.br/simposio/

Serviço

3º Simpósio Internacional sobre a Dinâmica do Fósforo em Solos e Plantas
3rd International Symposium Phosphorus Dynamics in Soil-Plant Continuum

Inscrições: http://www.cnpms.embrapa.br/simposio/registration.php
Organização: Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Local e data: Uberlândia, Minas Gerais, Brasil, de 14 a 19 de maio de 2006
Contatos: Robert Eugene Shaffert (Embrapa Milho e Sorgo)
Presidente do Comitê Organizador
E-mail: isphos3@cnpms.embrapa.br

Instituições Colaboradoras

Instituto Agronômico de Campinas (IAC)
Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS)
Embrapa Cerrados (Planaltina-DF)
Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ)
Universidade Federal de Lavras (Ufla)
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Comitê Steering Internacional
Universidade do Estado de São Paulo (USP)
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq)

Fonte

Embrapa Milho e Sorgo
Guilherme Ferreira Viana – Jornalista
E-mail: gfviana@cnpms.embrapa.br

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O tema inimigos naturais exóticos potenciais para o controle biológico de pragas com risco de entrada no país será apresentado a 40 alunos selecionados pela USP, pelo pesquisador Luiz Alexandre Nogueira de Sá, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na mesa-redonda e quot;Benefícios e incertezas da introdução de insetos para controle biológico e quot;, durante o encerramento do IV Curso de Verão em Entomologia do Programa de Pós-Graduação, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP-USP), em Ribeirão Preto, SP, em 28 de janeiro de 2006.

Nogueira de Sá é o pesquisador responsável pelo Laboratório de Quarentena ?Costa Lima?, da Embrapa, credenciado desde 1991 pela Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Atividades do Laboratório ?Costa Lima?

O uso de inimigos naturais para o controle biológico de diversas pragas da agricultura é uma alternativa bastante eficiente e segura, considerando-se que o controle químico das pragas freqüentemente é oneroso, mais poluidor ao ambiente e de difícil acesso aos pequenos agricultores, explica Nogueira de Sá. Além disso, o controle biológico possui ação duradoura, é econômico e não polui o homem e o meio ambiente.

O número de introduções aumentou consideravelmente no período de 1991 a 2005, num total de 240 introduções de organismos benéficos, incluindo artrópodes (parasitóides e predadores), ácaros predadores, nematóides entomopatogênicos, microrganismos (bactérias, fungos e virus), e inseto estéril para fins de testes em laboratório (formiga).

O Laboratório também colaborou na exportação para instituições de pesquisa internacionais, através de projetos cooperativos bilaterais de controle biológico de pragas, com cerca de 30 espécies diferentes de agentes de biocontrole, incluindo artrópodes (parasitóides), ácaros predadores e microrganismos (fungos).

Benefícios obtidos

Um dos benefícios mais importantes é que a instalação do quarentenário aumentou o nível de segurança das introduções, pois impede a entrada no país de organismos indesejáveis que possam estar acompanhando os organismos úteis a serem introduzidos. Dentre eles estão diversos hiperparasitóides, ácaros, patógenos e outros insetos, que podem vir a se tornar pragas e destruir algumas culturas brasileiras, explica o pesquisador, uma vez não possuem ainda um inimigo natural nativo, pois são organismos exóticos (estrangeiros). ?Devido ao rigor com que são conduzidos os procedimentos de introdução, fica praticamente muito reduzido o risco da liberação no meio ambiente de um agente que possa causar danos à agricultura brasileira?, esclarece Nogueira de Sá.

Cerca de 150 pragas já foram controladas com inimigos naturais em todo o mundo. No Brasil esses processos de introdução e exportação de organismos benéficos estão aumentando, vindo atender a uma demanda nacional e internacional cada vez maior.

Fonte

Embrapa Meio Ambiente
Cristina Tordin – Jornalista
E-mail: cris@cnpma.embrapa.br

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A Rede Sergipe de Geotecnologias (Resgeo) e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe (Cefet-SE) promovem o curso de especialização em Geotecnologia, em Aracaju. O objetivo é qualificar profissionais em sistemas de informação geográfica (SIG), sensoriamento remoto, processamento digital de imagens, cartografia digital, posicionamento por satélites, conversão de dados, modelagem de dados geográficos e modelagem Digital de superfícies.

Estão sendo oferecidas 30 vagas, sendo 15 direcionadas a integrantes da Resgeo, que tem representantes de mais de 13 instituições e empresas ligadas à geotecnologia com atuação em Sergipe. A Resgeo é coordenada pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo o coordenador da Resgeo, Marco Aurélio Silva, a idéia de oferecer o curso, em nível de especialização, surgiu da carência de profissionais habilitados nesta área. ?Esta deficiência foi sentida pelas instituições públicas e privadas que trabalham com geoprocessamento. O curso é voltado para engenheiros, cartógrafos, arquitetos, geógrafos, geólogos, tecnólogos e demais profissionais que desejam atuar em áreas de aplicação das tecnologias?, informou Marco Aurélio.

O curso terá carga horária de 375 horas com aulas ministradas às sextas-feiras, das 8h às 22h30, e aos sábados das 7h às 19h. O custo é de R$ 4 mil à vista ou 12 parcelas de R$ 350. A inscrição, de R$ 50,00, pode ser feita no período de 6 a 13 de fevereiro no Cefet-Se/Funcefetse, avenida Gentil Tavares 1166, bairro Getúlio Vargas, Aracaju.

Outras informações sobre processo de seleção e matrícula podem ser obtidas pelo telefone (79) 3213-0908 ou pelo site http://www.cefetse.edu.br/.

Fonte

Embrapa Tabuleiros Costeiros
Gislene Alencar – Jornalista
E-mail: gislenealencar@cpatc.embrapa.br

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