Othon d?Eça Cals de Abreu pede demissão e é substituído por Milton Paulo Silva

O Conselho de Administração e o Conselho Diretor do Grupo Kepler Weber elegeram o atual diretor Administrativo, Financeiro e de Relações com Investidores, Milton Paulo Silva, para assumir a presidência da empresa em substituição a Othon d?Eça Cals de Abreu que apresentou um pedido de desligamento, no dia 03 de maio, por motivos de interesse pessoal.

O novo presidente é Diretor Administrativo, Financeiro e de Relações com Investidores do Grupo Kepler Weber desde agosto de 2005 e a agora passa a acumular os cargos de Diretor Presidente de Kepler Weber Industrial S/A e Diretor Presidente de Kepler Weber Inox Ltda.

Milton Paulo Silva iniciou sua carreira profissional na Forjas Taurus, passando pelas empresas americanas Springer Carrier, Bausch e amp; Lomb Brazil e pela francesa Thomson Multimídia. É formado em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Administração Financeira, Marketing, Gestão Empresarial e Mercado de Capitais. Tem mestrado em Gestão da Produção.

Fonte

fróes,berlato associadas

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A região do chamado Arco-do-Fogo de Roraima será o cenário para colocar em teste um sistema alternativo de cultivo agrícola que elimina a utilização do fogo no preparo de área para a agricultura familiar. Na sexta-feira, 5 de maio, será a primeira vez que agricultores, estudantes, técnicos e autoridades terão a oportunidade de assistir, em Roraima, o funcionamento da Tritucap, um equipamento que utiliza um trator adaptado, para cortar e triturar a capoeira, permitindo o plantio direto sobre o material triturado. Com a implantação dessa tecnologia, as queimadas na Amazônia poderiam ser reduzidas significativamente.

A demonstração da tecnologia será feita pela Embrapa Roraima (Boa Vista-RR), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. A apresentação, com palestras e demonstração da máquina em funcionamento, será das 10h às 12h, de sexta-feira, na vicinal 7 do Apiaú, Km 33. Outras demonstrações práticas e unidades de observação serão feitas neste mês em até 15 propriedades de agricultura familiar selecionadas na Vila do Apiaú e Samaúma (Projeto de Assentamento Vila Nova), ambas no município de Mucajaí (RR), na região do Arco-do-Fogo de Roraima. Cada área selecionada corresponde a meio hectare.

O método tradicional de preparo das áreas, usado pela maioria dos agricultores em toda a Amazônia, é a derruba e queima da vegetação para o plantio e isso resulta na perda de nutrientes, emissão nociva de gases na atmosfera e riscos de incêndios florestais. Diante desta situação, a Embrapa vem pesquisando e desenvolvendo alternativas sustentáveis como proposta para substituir o método de derruba e queima.

A demonstração do uso da máquina Tritucap para plantio direto na capoeira faz parte do Projeto Tipitamba, que visa a geração, adaptação e validação de tecnologias para a melhoria dos sistemas de produção da agricultura familiar com base no manejo de capoeiras na Amazônia, com ênfase em alternativas ao uso do fogo. O termo Tipitamba vem da língua dos índios Tiriyó, do norte do Estado do Pará, e quer dizer ex-roça ou capoeira.

O projeto foi inicialmente concebido com o nome SHIFT-Capoeira e executado no Pará pela Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA) e as universidades alemãs de Göettingen e Bonn, ao longo dos últimos 13 anos. Neste período foram gerados trabalhos com aporte significativo de recomendações técnicas sobre alternativas ao uso do fogo, com ênfase no plantio direto na capoeira. Em 2004, o projeto ganhou a dimensão regional contando com a atuação em rede da Embrapa Acre (Rio Branco-AC), Embrapa Amapá (Macapá-AP), Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA). Embrapa Roraima (Boa Vista-RR), Embrapa Rondônia (Porto Velho-RO) e Embrapa Meio Norte (Teresina-PI).

As vantagens já demonstradas pelo projeto Tipitamba é que ao substituir o fogo pela trituração da capoeira, se evita a perda de nutrientes acumulados na vegetação; reduz-se a incidência de poluição atmosférica; protege-se o solo contra os efeitos da lixiviação e erosão; reduz-se os gastos com adubação; permite maior flexibilidade para o período de preparo da área já que o produtor não precisa esperar a estiagem, além de melhorar as condições físicas, químicas e biológicas do solo.

Tipitamba em Roraima

Entre diagnósticos, pesquisas em campo experimental e unidades de observação em áreas de agricultores familiares, a Embrapa Roraima desenvolve seis atividades do Projeto Tipitamba, envolvendo 13 pesquisadores.

O pesquisador Haron Xaud, coordenador do projeto na Embrapa Roraima, informa que é possível aplicar a tecnologia em áreas de região de mata anteriormente desmatadas e queimadas para execução de cultivo agrícola, que estejam em pousio (descanso), regenerando gradualmente sua biomassa vegetal. Essas áreas são chamadas regionalmente de capoeira ou juquira.

Xaud explica que as áreas mais adequadas para o uso da tecnologia são as que possuem três a quatro anos de descanso, com boa quantidade de massa verde e árvores de até 20 cm de diâmetro (medido na altura do solo). Outro fator importante para a adequada trituração reside na quantidade de tocos e troncos presentes nas áreas. Quanto menos obstáculos, maior é o rendimento do triturador.

Ao invés de ser roçada e queimada como de costume, a vegetação é triturada mecanicamente. O material esmagado é usado como cobertura morta e fonte de nutrientes, para proteção e adubação do solo. O plantio das sementes é feito sob a palhada, sem necessidade de revolvimento do solo. A tecnologia preconiza, além da trituração, a correção e adubação do solo, o uso de cultivares adequadas e consórcio de culturas, visando utilização intensiva, porém sustentável das áreas alteradas.

Fonte

Embrapa Roraima
Síglia Regina Souza – Jornalista
Colaboração: Adriana Freitas – Estagiária de Jornalismo
E-mails: adriana@cpafrr.embrapa.br e siglia@cpafrr.embrapa.br

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O Núcleo de Ciências Agrárias (NCA) da UFMG recebe em Montes Claros, entre os dias 9 e 13 de maio, agricultores, estudantes de ciências agrárias e de cursos afins, de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, que participam do Encontro Regional de Agroecologia.

O evento é uma promoção da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab) e do Núcleo de Agricultura Sustentável do Cerrado (NASCer), que reúne estudantes da UFMG.

Segundo os organizadores, devido à característica interdisciplinar da agroecologia, eventos com este proporcionam, não só ao estudante de Agronomia, mas também ao de cursos afins, uma formação diferenciada, por meio de atividades extracurriculares que discutam os principais problemas que afetam a população.

Relação com agricultores

?O Encontro é também uma oportunidade para estreitar a relação entre estudantes e agricultores, em torno da discussão sobre a importância da agroecologia e de um modelo alternativo de agricultura que respeite os saberes do campesinato, que seja ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo?, diz Bruno Rodrigo Silva Diogo, aluno de Agronomia da UFMG e um dos organizadores do evento.

Ele ressalta que o debate, em grupos de discussão, painéis, minicursos e oficinas, procura ampliar a capacidade de análise crítica do estudante a respeito do processo produtivo no qual atuará como profissional. Além dos estudantes do NCA, também está prevista a presença, em Montes Claros, de alunos da UFMG dos cursos de Nutrição, Ciências Sociais, Biologia e Geografia.

NASCer

O Núcleo de Agricultura Sustentável do Cerrado (NASCer) surgiu por iniciativa de estudantes das primeiras turmas do curso de Agronomia da UFMG, em 2002, com intuito de debater a agricultura sustentável. Após realizar seminário de estudos em agrociência, com o tema A inserção do Núcleo de Ciências Agrárias no desenvolvimento sustentável do Cerrado, o grupo estabeleceu contatos com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA/NM) e passou a conhecer a realidade do Norte de Minas, sensibilizando-se com os problemas enfrentados pelas comunidades locais.

Atualmente, o NASCer realiza atividades de pesquisa e extensão com sindicatos de trabalhadores rurais e outros grupos sociais que atuam no Norte de Minas. Outra experiência de destaque do grupo se deu em parceria com a Rede Cerrado e com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na implantação do Ensaio Nacional do Milho Crioulo (safra 2003-2004), para avaliação de 20 variedades de milho.

Fonte

Universidade Federal de Minas Gerais
CEDECOM – Jornalismo
E-mail: noticias@cedecom.ufmg.br

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