O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, afirmou no dia 15 de fevereiro de 2011, que o oeste do Paraná precisa de ligações viárias eficientes tanto com o Porto de Paranaguá quanto com as regiões produtivas do Mato Grosso do Sul e Paraguai. Richa Filho esteve em Brasília (DF) e acompanhando representantes de cooperativas em reunião na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Ontem (16/02), ele participou da reunião dos governadores do Paraná e Mato Grosso do Sul com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

“A extensão da Ferroeste até Guaíra e, posteriormente, até Dourados (MS) consolidará o desenvolvimento econômico e a logística da indústria moageira e também permitirá o fortalecimento dos terminais exportadores de grãos e farelos no Estado”, afirmou José Richa Filho. Segundo o secretário, o desenvolvimento da infraestrutura viária do Paraná deve ser multimodal, e a ferrovia usada para diminuir os custos e aumentar a competitividade do setor produtivo. “A ferrovia é a melhor opção para o transporte de grandes volumes a grandes distâncias”, ressaltou Richa Filho.

A extensão da Ferroeste também foi destacada como decisiva para o fortalecimento da economia do Mato Grosso do Sul pelo governador do Estado, André Puccinelli. Falando na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), no dia 15 de fevereiro, ele destacou que pretende dar atenção especial aos modais de transporte e a projetos estratégicos de grande porte “para atração de novos empreendimentos”.

A FERROVIA

O presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, que também esteve em Brasília, entende que o esforço dos dois governos junto ao Ministério dos Transportes é para que as obras do ramal entre Cascavel e Guaíra sejam contempladas no PAC-2 [Programa de Aceleração do Crescimento], assim como de Guaíra a Dourados (MS).

Para o presidente da Ferroeste, o projeto é importante para os dois estados. “São os grandes celeiros do Brasil, com produção em toda a área de influência da ferrovia, incluindo Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai, que chega a 16 milhões de toneladas por ano”.

MODERNIZAÇÃO

Richa Filho lembra que o terminal da estrada de ferro, em Cascavel, fica estrategicamente localizado à beira da BR-277 para receber os produtos das regiões oeste e sudoeste do Paraná, de estados e países vizinhos. “Além do calcário e dos fertilizantes, fundamentais para a produção agrícola, pode vir a se tornar um centro distribuidor de mercadorias transportadas por contêineres”, afirmou. O secretário considera que o desenvolvimento da ferrovia deve estar em sintonia com os modais rodoviário e marítimo.

Para Richa Filho, o Paraná começa a viver novo momento no setor ferroviário, que pode trazer impactos econômicos e sociais favoráveis. O secretário deu como exemplos a implantação da ferrovia Paranaguá-Curitiba, no século 19, a ligação ferroviária São Paulo-Rio Grande, que cortou o Paraná de Itararé a União da Vitória, passando por Ponta Grossa, já no início do século 20, seguida por outras ligações, como a que UNE Curitiba a Guarapuava, na década de 1950, a conclusão da Central do Paraná, na década de 1970, e a inauguração da Ferroeste, no final do século passado. “O século 21 pode trazer a redenção para o setor ferroviário no Estado”, afirmou José Richa Filho.

FONTE

Agência de Notícias do Paraná

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