Na década de 90, o termo informática foi gradativamente substituído pela expressão “tecnologia da informação e comunicação” (TIC) que designa o conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para a geração e uso da informação, abrangendo comunicação por redes de computadores, centrais telefônicas inteligentes, fibras óticas e satélites.

Durante toda a sua existência, a Embrapa teve o foco de suas pesquisas voltado para a produção de biomassa para alimentos e fibras. A nova realidade, protagonizada pela elevada demanda por energia renovável levou a empresa a incluir e priorizar em seu planejamento estratégico, pesquisas por geração de insumos energéticos a partir de biomassa, ou seja, a partir de fontes renováveis. Novos conhecimentos estão surgindo a partir destas pesquisas e processos e novas ferramentas estão sendo desenhados e utilizados visando dar suporte adequado à gestão destas informações.

A tecnologia da informação na Embrapa é resultado de um processo lançado no começo da década de 1970, por ocasião da criação da empresa. Naquela época a empresa dava os primeiros passos em relação a estruturar a sua rede de comunicação e informação.

O primeiro Plano Diretor de Tecnologia da Informação da Embrapa (PDTI 2010-2011) foi aprovado em 2010 e a estratégia para elaboração foi alinhar todas as ações de TI para atendimentos às diversas demandas da empresa em pesquisa, em administração, em comunicação e em negócios.

Na literatura de gestão da informação existe um consenso entre especialistas das mais diversas áreas de que as organizações bem-sucedidas no século XXI serão aquelas centradas no conhecimento, no fluxo intenso de informações e em pessoas capacitadas participando de decisões.

Já a gestão do conhecimento (do inglês KM – Knowledge Management) é uma disciplina que tem suscitado cada vez mais atenção nas últimas décadas, tendo originado inúmeros trabalhos de investigação e investimentos cada vez mais significativos por parte das organizações que reconhecem a sua crescente importância. Vários autores afirmam que boas iniciativas e práticas de gestão do conhecimento contribuem para a sustentabilidade das vantagens competitivas das organizações que as empreendem.

A gestão do conhecimento faz uso das descobertas e ferramentas de várias disciplinas, entre as quais, a gestão estratégica, a teoria das organizações, os sistemas de informação, a gestão da tecnologia e da inovação, o marketing, a economia, a psicologia e a sociologia.

A Embrapa Agroenergia encara a tecnologia da informação como instrumento para a gestão da informação e do conhecimento. A primeira etapa de atividades do Laboratório Temático de Gestão do Conhecimento (LGC), em parceria com a área de TI, será o mapeamento de processos de gestão para as quatro plataformas com as quais a Embrapa Agroenergia trabalha: Etanol, Biodiesel, Florestas Energéticas, Aproveitamento de Coprodutos e Resíduos. A partir daí, bases de dados serão desenhadas visando coletar, organizar, compartilhar e disponibilizar, com nível adequado de controle de acesso, as informações produzidas pela Unidade.

O bom aproveitamento das facilidades trazidas pela tecnologia da informação depende substancialmente de um processo periódico e estruturado de planejamento da gestão da informação. Neste contexto, o Laboratório Temático de Gestão do Conhecimento atuará gerindo a informação e dando tratamento adequado ao conhecimento produzido, de modo a transformá-lo em tecnologias, produtos e serviços que venham a ser utilizados por diversos setores da sociedade, consolidando o processo de inovação.

AUTORIA

Rachel Leal da Silva
Analista de Sistemas
Especialista em Melhoria de Processo de Software
Embrapa Agroenergia (Brasília/DF)
E-mail: rachel.leal@embrapa.br

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