O candidato brasileiro ao cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano, disse ontem (16/02/11) que a atuação da Embrapa no exterior foi muito importante no apoio que vem recebendo dos países africanos. O ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome concorrerá com mais cinco candidatos (dois europeus, dois do Oriente Médio e um indonésio).

Graziano se reuniu com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, e com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a quem agradeceu o apoio na campanha. “Os ministros da Agricultura dos países são chaves nesse processo e o Rossi me apoiou desde o início”, afirmou.

Porto disse que a alta dos preços dos alimentos e manifestações impulsionadas por esse problema em vários países reforçam o discurso brasileiro. “O discurso francês é de formar estoques reguladores, e quem tem são os países ricos. Nós ensinamos a pescar, como faz a Embrapa, ajudando a produzir na África”, disse.

Para o secretário, as chances do Brasil ter um representante no principal cargo da FAO é grande, pois Graziano é o único candidato da América Latina e do Caribe com o apoio da África, onde o país vem atuando com a Embrapa, e que não tem candidato. O atual diretor-geral da FAO é do Continente Africano, o senegalês Jacques Diouf, que dirige a instituição desde 1994.

Graziano foi encarregado de implantar o Fome Zero, que se tornou referência internacional de transferência de renda, segurança alimentar e redução da pobreza. Atualmente é o diretor regional da FAO para a América Latina e o Caribe. As eleições para o cargo de diretor-geral acontecerão na próxima conferência da organização, entre os dias 25 de junho a 2 de julho, em Roma, onde fica a sede da organização.

FONTE

Agência Brasil
Danilo Macedo – Repórter
Aécio Amado – Edição

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