Se você quer entender o trabalho de um centro de pesquisa, esqueça a imagem do Professor Pardal. A cena de um cientista tendo uma grande ideia e correndo para o laboratório está longe de retratar a dinâmica do início de um projeto. É necessária uma "pesquisa antes da pesquisa". Explicando melhor, cientistas e uma equipe de apoio buscam informações para descobrir em que temas e tecnologias vale a pena investir, muito antes de começar os experimentos.

Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), um dos principais centros de desenvolvimento tecnológico do País, esse trabalho é responsabilidade principalmente pelos profissionais de transferência de tecnologia. À primeira vista, pode parecer estranho a equipe dessa área atuar quando a pesquisa ainda nem começou. Mas é fundamental. "Se não fazemos esse trabalho prévio, junto com os pesquisadores, corremos o risco de gerar produtos que não interessam à sociedade ou que já são protegidos por patentes, por exemplo", ressalta a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, Marcia Onoyama.

Que produtos faltam para atender às necessidades de bem-estar da população e ao mercado? Quais novas tecnologias podem tornar os processos produtivos mais rápidos, baratos ou sustentáveis? Que estratégias de desenvolvimento tecnológico têm mais chances de gerar resultados? Quais pessoas e instituições poderiam ser parceiras nas pesquisas? A tecnologia a ser desenvolvida constitui mesmo inovação ou outras organizações já detêm propriedade intelectual sobre ela?

Essas são as principais perguntas que precisam ser respondidas antes de se tirar o primeiro becker do armário. Para tanto, uma das estratégias utilizadas é a busca de informações em bases de dados, especialmente internacionais. O problema é extrair desses bancos as respostas que se procura.

Na Embrapa Agroenergia, a equipe está sendo capacitada a utilizar ferramentas que facilitem e tornem mais ágil esse trabalho. Neste mês, empregados desta e de outras unidades da Empresa passaram três dias em curso para aprender a trabalhar melhor com uma dessas ferramentas — o software Vantage Point.

Na opinião do instrutor do curso, o professor da Universidade Politécnica de Valência (Espanha) Fernando Palop Marro, "para uma instituição de pesquisa, a gestão do conhecimento é elemento estratégico para tomada de decisão". Ele explica que a ferramenta objeto do curso que ministra combina informática, estatística e linguística para extrair das bases de dados o que o usuário precisa.

A busca de informações sobre proteção de tecnologia é uma das atividades facilitadas pelo uso de ferramentas de processamento de dados. A analista da Embrapa Agroenergia Melissa Braga diz que elas "facilitam a compreensão e navegação em bases de dados extensas, o que permite responder perguntas do tipo quem, o quê, quando e onde".

Além da Embrapa Agroenergia, equipes da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, da Embrapa Informação Tecnológica, da Secretaria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (SGI) e da Secretária de Negócios (SNE) participaram do curso.

Fonte: Embrapa Agroenergia
Vivian Chies – Jornalista
Telefone: (61)3448-2264

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Ante o aumento da demanda da população por alimentos, o conhecimento sobre o vasto e ainda pouco explorado universo dos microrganismos que habitam o solo e as plantas pode ajudar a incrementar a produção agrícola de forma sustentável. É o que afirma Fernando Dini Andreote, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) e ganhador da edição deste ano do Prêmio Fundação Bunge na categoria Juventude.

Andreote esteve na Fapesp no dia 23 de setembro de 2014 para participar do Seminário Produtividade Agrícola Sustentável, realizado em parceria com a Fundação Bunge com o objetivo de envolver pesquisadores do setor em discussões sobre o tema. Para ele, o microbioma do solo e das plantas pode guardar importantes respostas para os desafios do setor agrícola.

"No solo e nas plantas há a maior fonte de biodiversidade genética e metabólica do planeta: cerca de 1 bilhão de células vivas para cada grama de solo; são 30 mil espécies diferentes. A capacidade metabólica desses organismos precisa ser investigada para entendermos cada vez mais sobre como utilizá-la em benefício da produção sustentável", disse ele à Agência Fapesp.

Andreote esteve à frente da pesquisa Diversidade microbiana em solos com cultivo de cana-de-açúcar no estado de São Paulo: um enfoque biogeográfico, apoiada pela Fapesp, que identificou grupos de microrganismos e os correlacionou a fatores como o tipo de manejo da cultura, a natureza do solo e aspectos climáticos, como umidade e temperatura.

O trabalho constatou que há importantes diferenciações entre grupos de microrganismos em áreas distintas, ainda que com cultivos semelhantes. "São diferenciações importantes, mais expressivas em fungos do que em bactérias, e nosso trabalho é entender se esses grupos, ainda que diferentes, têm as mesmas funcionalidades", disse.

A indução do crescimento de determinados microrganismos possibilitada pelo conhecimento sobre a microbiologia do solo pode facilitar a nutrição e o crescimento das plantas com recursos naturais da área, uma solução sustentável.

Andreote destacou no seminário que é preciso considerar também a ação integrada desses organismos. "[É necessário] buscar conhecer funções do conjunto deles, não só de forma isolada, enxergar o grupo microbiano como um tecido que interage com o hospedeiro e encontrar funções que, quando se olha para cada componente, não são identificadas."

Nesse sentido, Andreote estuda também consórcios microbianos envolvidos na degradação do material presente nos resíduos biológicos agrícolas, especificamente restos da cultura de cana-de-açúcar e de milho.

Na pesquisa Microbial consortia for biowaste management: life cycle analysis of novel strategies of bioconversion (Microwaste), realizada por Andreote em parceria com pesquisadores da Netherlands Organisation for Scientific Research (NWO), a proposta é identificar os efeitos da incorporação dos resíduos agrícolas nos processos biogeoquímicos do solo.

"Buscamos entender como funciona a incorporação de resíduos de cana e milho no solo não pela ação de um organismo em específico, mas pela atividade conjunta da microbiota. A ideia é identificar grupos que têm atividades em conjunto e, por essa atuação complementar, aceleram o processo de incorporação", explicou.

Biodiversidade

De acordo com Andreote, a diversidade de microrganismos envolvidos nos processos metabólicos das plantas está relacionada à biodiversidade do ambiente em que a vegetação está inserida, o que evidencia ainda mais a importância que se deve ter com a sua preservação.

"A planta seleciona os microrganismos que vão se associar a ela. Se a biodiversidade do ambiente é alta, a seleção é mais eficiente. Se essa diversidade é reduzida, aumentam as chances de colonização por organismos oportunistas, os patógenos, o que explica a maior ocorrência de doenças em raízes em áreas de monocultura, pois a biodiversidade é restrita", disse.

Por isso, acredita o pesquisador, é preciso encontrar alternativas à tendência corrente de homogeneização dos sistemas. "Se você troca uma área de vegetação nativa pelo cultivo de cana-de-açúcar, está homogeneizando o ambiente, ainda que não seja essa a sua intenção, e o levando a uma restrição, por meio de seleção natural, da biodiversidade que coloniza aquele ambiente", explicou, citando a rotação da cultura e o plantio direto como alternativas para manter a biodiversidade microbiana ativa no solo.

Para Hiroshi Noda, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) contemplado pelo Prêmio Fundação Bunge na categoria Vida e Obra, algumas lições podem vir dos procedimentos agroecológicos adotados pelos agricultores tradicionais no manejo das plantas.

"O desafio é aumentar os níveis de sustentabilidade agrícola face ao processo gradual de deterioração ambiental e desacelerar e estancar o processo de perda da agrobiodiversidade", disse no seminário.

Em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Inpa utiliza estratégias de melhoramento genético e conservação in situ — que preserva a variabilidade genética das plantas cultivadas nas propriedades agrícolas em que são manejadas — de espécies hortícolas como abóbora, cubiu, ariá, feijão-macuco e feijão-de-asa na região amazônica.

Todas as ações de pesquisas levam em conta as práticas tradicionais locais, como o rodízio de áreas em produção e em pousio — a interrupção da cultura para um período de descanso. Na capoeira, área destinada a esse descanso, são introduzidas espécies selvagens em associação com o arranjo espacial das plantas.

"Essas estratégias tradicionais têm garantido a autossuficiência alimentar, a sustentabilidade no processo produtivo e a manutenção dos valores culturais dessas populações humanas", disse Noda.

O cientista destacou ainda características das formas de produção tradicionais que favorecem a conservação in situ. "Nas áreas comunitárias onde ocorre o processo de conservação ou onde as espécies conservadas são compartilhadas pelas comunidades, com manejo e colheita comunitárias, há elevado nível de variabilidade genética mantida nos cultivos."

Os propágulos — sementes e mudas — compartilhados são incorporados e mantidos pelos agricultores. "Esse compartilhamento dos recursos da agrobiodiversidade, por meio de uma rede sociocultural, reforça os mecanismos de manutenção da variabilidade genética e garante a segurança alimentar nas comunidades", explicou.

Diálogos

Para Noda, a interação entre pesquisadores e agricultores vem estabelecendo novos diálogos entre a ciência e o saber tradicional. "O conhecimento derivado dessa relação tem produzido importantes subsídios para o entendimento da dinâmica evolutiva na domesticação das espécies cultivadas."

O presidente da Fundação Bunge, Jacques Marcovitch, que coordenou as apresentações do seminário, destacou a importância da ampliação do diálogo a toda a comunidade científica do setor.

"Essas discussões apresentam, de um lado, a necessidade de aumento da eficiência e da produção e, de outro, a urgência da conservação e da proteção do meio ambiente, uma problemática de interesse global e que demanda o engajamento de todos", disse.

Para Marcovitch, a premiação de Andreote e Noda está conectada à realidade da produção agrícola nacional e dos seus desafios. "Não conseguiremos alcançar nossos objetivos de produção sustentável para uma população crescente sem uma política agrícola consistente, sem conhecimento e sensibilidade para os eventos climáticos extremos e sem medidas que assegurem uma produtividade capaz de ampliar o plantio e a colheita, sempre associada a iniciativas de mitigação e adaptação recomendadas pela ciência e pelos nossos laureados", disse.

O presidente da Fapesp, Celso Lafer, que acompanhou as palestras, disse que o seminário evidencia a preocupação das entidades em fazer com que o Prêmio Fundação Bunge não se restrinja às homenagens.

"Nosso objetivo é também oferecer oportunidades de discussão substanciais sobre os temas, e os pesquisadores premiados contribuem de forma significativa para o envolvimento da comunidade científica na busca de soluções sustentáveis para nossa agricultura", disse.

Mais informações sobre os laureados pela 59ª edição do Prêmio Fundação Bunge em www.fundacaobunge.org.br/projetos/premio-fundacao-bunge.

Fonte: Agência Fapesp
Diego Freire – Jornalista

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O Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou em agosto último deficit primário de R$ 10,4 bilhões, o pior resultado desde 1997, segundo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional ontem (30/09/14).

O déficit, de acordo com o conceito de contas públicas, corresponde ao impacto das despesas do mês. Estas superaram as receitas, o que tornou impossível para a equipe econômica realizar economia para abater juros da dívida pública no período.

No mesmo mês de 2013, o deficit foi bem menor: R$ 2,2 bilhões. No acumulado do ano, até o período, o resultado é inferior em R$ 33,7 bilhões ao resultado apurado no mesmo período do ano passado.

A meta fiscal do Governo Central estabelecida pela equipe econômica para o segundo quadrimestre é R$ 39 bilhões, mas o realizado, informou o Tesouro Nacional, ficou longe: R$ 3,1 bilhões, ou 7,8% da expectativa.

A receita total ficou negativa em R$ 1,3 bilhão devido, entre outras razões, a fatores sazonais na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e à cota-parte, esta parcialmente compensada pela arrecadação, em agosto, de R$ 7,1 bilhões que entraram nos cofres do governo com o parcelamento de impostos atrasados (Refis) .

O governo transferiu a estados e municípios R$ 2,1 bilhões relativas a obrigações constitucionais e mais R$ 2,2 bilhões em transferências referentes à exploração de petróleo e gás natural. Houve ainda despesa total de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão com pagamento de benefícios previdenciários.

Fonte: Agência Brasil
Daniel Lima – Repórter
José Romildo – Edição

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), publicou no dia 26 de setembro de 2014 a 5ª edição do periódico "Projeções do Agronegócio — Brasil 2013/2014 a 2023/2024 — Projeções de Longo Prazo". O objetivo é indicar possíveis direções do desenvolvimento e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências dos principais produtos agropecuários.

Realizado por especialistas do MAPA e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o relatório contém as projeções de 26 produtos: milho, soja, trigo, laranja, suco de laranja, carne de frango, carne bovina, carne suína, cana-de-açúcar, açúcar, algodão, farelo de soja, óleo de soja, leite in natura, feijão, arroz, batata inglesa, mandioca, fumo, café, cacau, uva, maçã, banana, papel e celulose. Destes, os produtos que mais têm potencial de crescimento da produção nos próximos anos são: algodão pluma, carne de frango, celulose, leite, açúcar, soja grão, carne suína e trigo.

Resultados

Segundo as projeções, a produção de grãos deverá passar de 193,6 milhões de toneladas em 2013/2014 para 252,4 milhões de toneladas em 2024, o que representa um acréscimo de 58,8 milhões de toneladas à produção atual do Brasil. "Isso exigirá um esforço de crescimento que deve consistir em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento", disse o coordenador de Planejamento Estratégico do MAPA, José Gasques.

Para as carnes bovina, suína e de aves, o estudo estima que a produção deverá aumentar, em 2023/2024, em 7,9 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 30,3% em relação à produção de carnes de 2013/2014. De acordo com a AGE, entre as três carnes, a produção de carne de frango deverá ter o maior crescimento, (35,7%). Em segundo lugar estará a carne suína, com um crescimento de 31,7% na produção e, por último a carne bovina, com estimativa de crescimento de 22,8% em 2023/2024.

Com relação à área total plantada com lavouras, a estimativa realizada até 2023/2024 é de que ela passe de 70,2 milhões de hectares em 2014 para 82,0 milhões em 2024, representando um acréscimo de 11,8 milhões de hectares. Esta expansão está concentrada em soja, mais 10,3 milhões de hectares, e na cana-de-açúcar mais 2,3 milhões. Algumas lavouras devem perder área, mas essa redução deve ser compensada pelos ganhos de produtividade. O acréscimo da produção agrícola no Brasil devem continuar acontecendo com base nos ganhos de produtividade das lavouras e da pecuária.

Os resultados das projeções regionais mostram que Mato Grosso deve continuar liderando a expansão da produção de milho e soja no País, com aumentos previstos de 62,2% e 40,9%, respectivamente. No caso do milho, esse aumento deve ocorrer pela expansão da produção de segunda safra.

O chefe em exercício da Assessoria de Gestão Estratégica, Renato de Oliveira Brito, atenta para o importante papel que o Ministério desempenha para a sociedade ao lançar periodicamente as projeções, uma vez que a identificação das tendências e o compartilhamento das informações nelas contidas permite maior organização, estruturação e oportunidade para o setor e para o País.

Para acessar a publicação completa, clique aqui.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Rayane Fernandes – Jornalista
Telefone: (61)3218-2203

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Empresas que atuam dentro de um modelo de negócios financeira, ambiental e socialmente sustentável e que promovam a inclusão de pessoas de baixa renda ou em situação vulnerável, seja como fornecedores, distribuidores, varejistas ou clientes, poderão mostrar suas experiências em uma plataforma virtual lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Sebrae e outras instituições.

Chamado de Iniciativa Incluir, o projeto vai reunir e divulgar ideias inovadoras. Para identificar esses casos, a primeira ação é um concurso, que receberá inscrições gratuitas pela internet – www.iniciativaincluir.org.br – até o dia 12 de outubro de 2014.

Um comitê selecionará as empresas, instituições ou escolas de negócios, por meio dos formulários que deverão ser preenchidos, para receberem consultoria técnica. Em seguida, as experiências serão publicadas em um relatório, que terá divulgação no Brasil e na rede de escritórios do PNUD, presente em mais de 170 países e territórios para que esses modelos de negócios sejam replicados em outros lugares.

Serão levados em conta vários critérios, como a viabilidade econômica do negócio, a distribuição geográfica, o número de pessoas atingidas pelas ações inclusivas e o tamanho das empresas participantes.

Os selecionados também poderão acessar a plataforma Incluir, que promoverá troca de conhecimentos, networking e oportunidades de parceria.

Além do Sebrae, participam da parceria a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fundação Dom Cabral, Rede Brasileira do Pacto Global, Princípios para a Educação Executiva Responsável (PRME), Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

As inscrições devem ser feitas exclusivamente online por meio do site www.iniciativaincluir.org.br.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Luciana Barbo – Jornalista
Telefone: (61) 3243-7851

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A Câmara dos Deputados lançou no dia 29 de setembro de 2014 uma enquete sobre a proposta que autoriza o comerciante a cobrar preços distintos para o pagamento realizado com dinheiro e com cartão de crédito. A pergunta da enquete é: "Você concorda com a proposta que permite ao comerciante estabelecer preço diferenciado para vendas com pagamento por cartão de crédito?" Clique aqui e dê sua opinião.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1506/14, do Senado Federal, suspende a Resolução 34/89, do extinto Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, que proíbe ao comerciante estabelecer diferença de preço de venda quando o pagamento ocorrer por meio de cartão de crédito.

De acordo com o autor da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), o projeto vai permitir que o comércio dê desconto nas compras à vista, pagas em dinheiro, cheque ou boleto bancário. "A resolução afronta o direito do comerciante de oferecer o preço sem o custo das operadoras de cartão e o direito do cidadão de pagar menos", argumenta.

O senador explica que a proibição foi adotada há 15 anos, a pedido de comerciantes, que reclamavam da demora em receber o dinheiro de administradoras de cartão, numa época de hiperinflação. A unificação dos preços, porém, gerou um aumento no valor de venda, segundo Requião.

A Câmara analisa outra proposta com o mesmo teor (PDC 1476/14), apresentada pelo deputado Guilherme Campos (PSD-SP). Ela foi apensada ao projeto do Senado Federal.

Tramitação

As propostas serão analisadas pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, serão votadas no Plenário.

Leia a íntegra das propostas: PDC-1476/2014 e PDC-1506/2014.

Fonte: Agência Câmara
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Daniella Cronemberger

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A ação do homem provocou, em 40 anos, a destruição de mais da metade dos animais selvagens do planeta. Esse cálculo terrível domina o relatório "Planeta Vivo" 2014, publicado ontem (30/09/14) pela ONG Fundo Mundial para a Natureza – WWF. Clique aqui para acessar a página do Relatório (em português).

O relatório, realizado a cada dois anos, faz um balanço das consequências da exploração humana para a Terra. O índice "Planeta Vivo", que mede a evolução da vida selvagem em todo o mundo, constatou que entre 1970 e 2010 houve uma redução de 52% do número de animais. Uma redução muito mais expressiva do que os 28% apontados no relatório anterior, de 2012.

A utilização de uma metodologia mais precisa explica, em parte, essa queda drástica. O relatório 2014 avaliou a evolução de 10.038 espécies de mamíferos, pássaros, répteis e peixes enquanto que o índice de 2012 foi baseado em apenas 2.699 populações de animais.

A principal responsável pela destruição é a ação do homem, denuncia a WWF. "As diferentes espécies vivas são ao mesmo tempo a matriz dos ecossistemas, que garantem as condições para a vida na terra, e o termômetro das consequências da ação do homem no planeta", escreve o diretor-geral da ONG, Marco Lambertini.

Regiões mais atingidas

A América Latina é a região que apresenta a maior redução de animais selvagens, -83%. Em segundo lugar vem a região Ásia/Pacífico. Em todo o mundo, as espécies de água doce foram as mais destruídas (-76%). As populações de animais terrestres e marinhos diminuíram 39%.

A perda e a degradação dos habitats naturais pela agricultura, urbanização, desmatamento, irrigação e inundação para a construção de barragens, estão entre as principais causas do fenômeno. Na África, por exemplo, o território histórico ocupado pelos elefantes representa hoje apenas 7% do espaço inicial.

Caça e pesca predatórias, assim como as mudanças climáticas, completam a lista dos culpados pela redução da vida selvagem na terra.

Planeta em perigo

O declínio contínuo da vida selvagem não dá nenhum sinal de desaceleração e mostra, mais do que nunca, a necessidade de encontrar soluções duradouras para salvar o planeta, aponta o 10° relatório "Planeta Vivo". A humanidade consome mais recursos naturais do que o planeta é capaz de produzir.

"Hoje, precisamos da capacidade geradora de uma Terra e meia para suprir nossas necessidades", lembra o documento da WWF. A superfície disponível para assegurar as necessidades de alimentos, água e ar se reduz a cada ano com a explosão demográfica mundial, alerta a ONG que pede ações combinando desenvolvimento e proteção do meio ambiente para inverter essa tendência.

Fonte: Rádio França Internacional

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução para permitir o enquadramento da renda bruta esperada (RBE) para fins de indenização, em caso de perdas de lavouras em empreendimentos da agricultura familiar (Pronaf). A medida beneficia a todos os produtores enquadrados no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária – Proagro Mais, segundo nota, divulgada, ontem (30/09/14), pelo Banco Central (BC). A medida vigorará para as operações contratadas a partir de 1º de janeiro de 2015, e se destina a incentivar a produção de frutas e hortaliças.

De acordo com o BC, a medida aprimora o enquadramento de financiamentos para lavouras permanentes (especialmente frutas e café) e para a olericultura (legumes e verduras). Nessas culturas, vários itens de custo que contribuem para a formação da RB Enão são financiados e, por conseguinte, não integram os cálculos para fins de cobertura no modelo atual.

Por exemplo, diz o BC, os custos de formação de lavouras permanentes não integram o financiamento de custeio objeto do enquadramento no programa. No caso da olericultura, que utiliza intensamente a mão de obra familiar, o custo também não integra o financiamento de custeio e os cálculos da cobertura.

Atualmente, é permitido o enquadramento de recursos próprios até R$ 7 mil, limitado ao valor do financiamento, independentemente da lavoura financiada.

Na nova resolução, o valor passível de enquadramento passa a ser de até 80% da RB Eno empreendimento. Nesse limite, estão enquadrados o valor financiado e os recursos próprios. Os recursos próprios estão limitados a R$ 20 mil na nova resolução, observados os seguintes parâmetros: olericultura, até três vezes o valor financiado; lavouras permanentes, até duas vezes o valor financiado e nas demais culturas, até o valor financiado.

"Para chegar a esses parâmetros, utilizou-se os dados das operações de crédito rural registrados nos sistemas do BC, que permitiram calcular a relação necessária para conferir tratamento equânime a todos os empreendimentos da agricultura familiar", acrescentou o BC.

Fonte: Agência Brasil
Beto Coura – Edição

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Os ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e da Agricultura, Neri Geller, viajaram ontem (30/09/14) para Washington, nos Estados Unidos (EUA), e hoje (1º/10) eles se reunirão com o representante norte-americano de Comércio, Michael Froman. De acordo com a assessoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) o motivo da viagem é a negociação, já em fase avançada, de um acordo para encerrar a disputa comercial ganha pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios pagos pelo governo norte-americano a seus produtores de algodão.

O governo brasileiro não forneceu detalhes da negociação, e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que custeou o processo movido contra os EUA na OMC, informou que sua diretoria está em missão na Ásia e aguarda informações dos representantes do governo brasileiro para se pronunciar sobre o possível acordo.

Em 2009, após sete anos da primeira consulta do Brasil à OMC e constatado que os subsídios norte-americanos foram danosos aos agricultores brasileiros, o organismo internacional deu ao país o direito de retaliar comercialmente os EUA em até US$ 829 milhões. Como a retaliação poderia trazer consequências negativas, e os algodoeiros, que levaram a causa adiante, não seriam diretamente beneficiados, foi aceito um acordo no qual os EUA pagariam, anualmente US$ 147,3 milhões ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), criado para gerir os recursos.

Em outubro de 2013, no entanto, o pagamento foi suspenso, por ter sido aprovada pelo Congresso norte-americano uma nova lei agrícola (Farm Bill). A nova legislação, no entanto, manteve o pagamento de subsídios, desrespeitando as regras comerciais internacionais. Por isso, analistas que acompanham o caso estimam que o acordo deve prever o pagamento de um montante em dinheiro para que o Brasil não acione novamente a OMC até 2018, quando será aprovada a próxima Farm Bill. Para a Abrapa, a vantagem seria não levar quase uma década para que um novo contencioso tenha desfecho, como aconteceu da primeira vez.

Caso seja fechado um acordo, será o primeiro ato concreto de reaproximação dos governos brasileiro e norte-americano desde o escândalo de espionagem denunciado no ano passado, que levou a presidente Dilma Rousseff a cancelar uma visita de Estado que faria a Washington. Na semana passada, o chanceler Figueiredo se reuniria com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, mas o encontro também foi cancelado.

Fonte: Agência Brasil
Danilo Macedo – Repórter
Stênio Ribeiro – Edição

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O Banco Central (BC) e a Escola de Administração Fazendária (Esaf) abriram as inscrições para a segunda turma do curso online Gestão de Finanças Pessoais. Os interessados podem se inscrever até o dia 12 de outubro de 2014. De acordo com BC, mais de 3 mil pessoas inscreveram-se na primeira turma do curso, que teve início no dia 23 de setembro e vai até 23 de outubro.

O curso da segunda turma (20 horas de duração) será realizado de 14 de outubro a 16 de novembro. O aluno frequenta o curso online de acordo com sua conveniência (não há obrigatoriedade de dedicação mínima diária).

Segundo o BC, o curso é aberto à sociedade, gratuito, construído de forma lúdica e com conceitos básicos sobre temas do cotidiano das pessoas. Os módulos/temas são: nossa relação com o dinheiro; orçamento pessoal ou familiar; crédito e endividamento; consumo planejado e consciente; poupança e investimento; prevenção e proteção; consumindo serviços financeiros.

Para esclarecer dúvidas dos inscritos, foi criado um fórum de compartilhamento no próprio ambiente do curso. Além do conhecimento adquirido, os alunos que concluírem os módulos também receberão certificado de participação.

Para fazer a inscrição, o interessado deve acessar o sistema de inscrições da Esaf, cujo passo a passo pode ser consultado aqui. A Esaf confirmará a inscrição por e-mail um dia antes do início do curso. Dúvidas sobre a formação da nova turma podem ser enviadas ao e-mail educacaofinanceira.ead@fazenda.gov.br.

Fonte: Agência Brasil
Denise Griesinger – Edição

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A Universidade Federal do Ceará (UFC) inscreve, até 29 de outubro de 2014, para concurso público para professor efetivo em Fortaleza, Quixadá, Russas e Sobral visando ao preenchimento de 26 vagas no total.

Em Fortaleza, há três vagas para professor adjunto-A, com regime de trabalho de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva. Duas são para o Centro de Ciências, no Departamento de Química Orgânica e Inorgânica, nos setores de estudos: "Química Geral e Inorgânica" (1) e "Química Orgânica" (1); e a outra no Centro de Humanidades, para o Departamento de Literatura, setor de estudos "Teoria da Literatura". Também há uma vaga para professor assistente-A do Departamento de Patologia e Medicina Legal, da Faculdade de Medicina, com regime de trabalho de 20 horas semanais, setor de estudo "Patologia Humana e Autópsia".

As vagas para o Campus de Quixadá são para professor assistente-A, com 40 horas semanais e dedicação exclusiva, para os setores de estudo: "Arquitetura de Computadores e Sistemas Operacionais" (1), "Programação para Sistemas Embarcados" (1) e "Engenharia de Software" (1).

Já para o Campus de Russas, as 16 vagas são para as áreas de Computação, Engenharia de Produção Mecânica, Matemática, Física e Engenharia Civil, todas com 40 horas semanais de trabalho e dedicação exclusiva. Na área da Computação, os setores de estudos são: "Arquitetura e Sistemas Operacionais" (1), "Lógica, Teoria da Computação e Linguagens Formais e Autômatos" (1), "Engenharia de Software" (1) e "Algoritmos e Otimização Combinatória" (2). Na área de Engenharia de Produção Mecânica, a vaga é para o setor de estudos "Ética e Empreendedorismo" (1) e, na área de Matemática, para os setores de estudo: "Álgebra Linear e Cálculo" (3), "Probabilidade e Estatística" (2) e "Cálculo e Processos Estocásticos" (1). Na área de Física, são três vagas para o setor de estudo "Física Geral", e na Engenharia Civil, uma vaga para o setor "Expressão Gráfica, Topografia e Geoprocessamento".

E, para o Campus da UFC em Sobral, estão abertas duas vagas para professor auxiliar: uma para o curso de Música — no setor de estudo "Prática Instrumental: Cordas Friccionadas Graves (Violoncelo e/ou Contrabaixo)" — e outra para o curso de Engenharia da Computação — setor de estudo "Sistemas Embarcados". Há ainda outra vaga para professor assistente-A do curso de Odontologia, setor de estudo "Biociências, Histologia, Embriologia, Fisiologia e Clínica Integrada". Todas exigem regime de trabalho de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva.

As inscrições podem ser realizadas de forma presencial ou por procuração, na secretaria do departamento interessado, em endereço e horário constantes nos editais. A inscrição também poderá ocorrer mediante Sedex.

As remunerações são as seguintes: para adjunto-A, R$ 8.344,64; para assistente-A, R$ 2.394,74 (carga horária de 20 horas) ou R$ 5.736,27 (40 horas e dedicação exclusiva); para auxiliar, R$ 3.804,29.

Todas as informações sobre os processos seletivos estão disponíveis nos editais abaixo:

Edital nº 219 — Sobral – http://is.gd/f8ikdu

Edital nº 220 — Russas – http://is.gd/QooegZ

Edital nº 221 — Quixadá – http://is.gd/6HYYox

Edital nº 222 — Fortaleza – http://is.gd/5WoajS

Fonte: Universidade Federal do Ceará

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