A homeopatia tem se mostrado eficiente no controle das doenças do gado leiteiro. Eo leite produzido é de ótima qualidade, sem resíduos de medicamentos. Em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, os produtores rurais estão muito satisfeitos com o tratamento homeopático do rebanho. Fonte: Emater/RS-Ascar

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De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os mercados de alimentos estão mais estáveis e os preços da maioria dos commodities agrícolas estão mais baixos do que em anos anteriores.

A informação está na última edição do relatório bienal da agência e do novo índice mensal de preços de alimentos. Os dois documentos foram lançados no dia 9 de outubro de 2014.

Grãos

Segundo o relatório da FAO, colheitas e estoques abundantes são fatores fundamentais que ajudam a derrubar os preços internacionais de cereais.

A estimativa é que a produção mundial destes grãos chegue a 2,5 bilhões de toneladas em 2014, um aumento de 65 milhões de toneladas da previsão inicial da FAO, feita em maio. O estoque mundial deve atingir o seu nível mais alto em 15 anos até o final do período de colheita em 2015.

A expectativa é que a produção mundial de trigo em 2014 chegue a um novo recorde. Em relação ao arroz, o documento afirma que a produção pode cair um pouco este ano, mas que os estoques permanecem "enormes" e são suficientes para cobrir um terço do consumo previsto durante o período 2015-16.

O relatório menciona ainda a produção de mandioca, açúcar, carne, leite e peixe, entre outros alimentos.

Preços

A FAO também lançou no dia 9 de outubro o Índice de Preços de Alimentos que registrou a sexta queda consecutiva. Este é o período contínuo de declínio mais longo desde o final dos anos 1990.

Segundo a agência, os preços do açúcar e dos laticínios caíram de forma mais acentuada, seguidos de cereais e óleoginosas. O preço da carne continua alto, mas pode estar se estabilizando.

Regiões

A agência produz também um relatório trimestral sobre as projeções de colheitas e situação alimentar com foco em acontecimentos que afetem a segurança alimentar em países em desenvolvimento.

O documento afirma que o surto de ebola na Libéria, Serra Leoa e Guiné prejudicou mercados, atividades agrícolas e meios de subsistência, afetando "gravemente" a segurança alimentar de um grande número de pessoas.

A última edição do relatório, publicada no dia 9 de outubro, destaca também preocupação com a situação em locais como República Centro-Africana, Somália, Sudão, Síria, Iraque e América Central.

Fonte: Rádio ONU
Laura Gelbert – Jornalista

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O solo que antes não produzia quase nada garante, hoje, além da comida dentro de casa, a principal fonte de renda da família do agricultor Aparecido Ferreira da Silva, de 39 anos. De origem humilde, Cidinho, como é conhecido, que trabalhou por anos em carvoarias na região Nordeste de Goiás, planta alface, rúcula, couve e salsinha na pequena propriedade em Mambaí, a 505 quilômetros de Goiânia. Além da variedade de hortaliças, também cultiva mamão, mandioca e pimentão para vender aos supermercados da cidade.

"As coisas melhoraram muito nos últimos meses. Não tenho do que reclamar", diz ele, com largo sorriso no rosto. A guinada positiva começou há dez meses. Ele é um dos pequenos produtores que participam do projeto Agroflorestas do Cerrado, iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que ensina aos participantes como fazer uso da inteligência da floresta. Eduardo Barroso de Souza, analista ambiental do ICMBio, explica que o projeto defende uma nova técnica de agricultura. "Nossa ideia central é transformar solos escassos em solos abundantes, por meio da biodiversidade".

Barroso detalha que a nova forma de plantio vai na contramão do que tem sido feito nos últimos 30 anos no Brasil. Ao invés de desmatar ou fazer queimadas na preparação do solo, os agricultores plantam espécies variadas para alimentar a terra. Numa área de mil metros quadrados são cultivadas aproximadamente 25 espécies de plantas. Com esse novo jeito de cuidar do solo, a iniciativa pretende se tornar alternativa econômica para os agricultores e também garantir a sociobiodiversidade no Nordeste goiano.

Vanda Moura de Matos, de 34 anos, estava há quatro anos sem plantar na pequena área do sítio da família, localizada no Assentamento Cintia Peter. Agora, participando do projeto, ela, que cuida sozinha da produção, já começou a colher banana, cebola, laranja, batata doce, abacaxi, amendoim e feijão-andu. Tudo vai para a mesa da família – mora com a mãe, três filhas e um neto. "Antes, eu usava muito agrotóxico e fazia queimadas. Agora não tem nada disso", afirma. Ela espera o início do período chuvoso para plantar mudas de novas espécies.

Parceiro

O projeto Agroflorestas do Cerrado conta com a parceria de órgãos privados e públicos da esfera federal, estadual e municipal. Desde julho, a Regional Nordeste do Sebrae Goiás também apoia a iniciativa, por meio do programa Negócio Certo Rural (NCR). Vanda participa do curso ministrado em Mambaí e, conforme a produção evolua, terá condições de explorar melhor seu potencial na hora de negociar com os comerciantes da região.

O programa desenvolve, principalmente, a gestão e o empreendedorismo do produtor, com ações de diagnóstico, plano de negócio, diversificação, noções de mercado e capacitação. Quem também tem participado do NCR em Mambaí é a microempresária Yasmine de Paula Berquó, de 27 anos. Ela e o marido saíram de Goiânia há um ano para iniciar um projeto antigo do casal. Juntos fundaram o Sítio Boca do Mato, que oferece pastas, temperos, vinagres aromáticos e licores fabricados com frutos do Cerrado.

Atualmente, o casal produz oito tipos de licores, pastas de pequi, com ou sem pimenta, entre outros sabores. Os produtos são vendidos, sob encomenda, pelo Facebook (Sítio Boca do Mato). "Nosso público-alvo são os turistas, na sua maioria de Brasília (DF) e Goiânia. São produtos práticos, de uso diário e imediato", detalha Yasmine. Empolgada com o próprio negócio, ela já planeja os próximos passos: começar a fabricação de geleias e atender encomendas para cerimônias de casamento.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias em Goiás
Itaney Gonçalves – Jornalista
Telefone: (62) 3250-2268

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Depois de 19 quedas seguidas, a projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, desta vez, foi levemente ajustada para cima. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,24% para 0,28%. Para 2015, permanece a estimativa de crescimento de 1%.

Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos.

A estimativa para a retração da produção industrial passou de 2,14% para 2,16%, em 2014. No próximo ano, deve haver recuperação do setor, com crescimento de 1,3%, ante a previsão da semana passada de 1,4%.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,40, este ano, e em R$ 2,50, em 2015.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa do mercado financeiro passou de 6,32% para 6,45%, este ano. Para 2015, segue em 6,3%.

A projeção para a inflação ainda está longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic — usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação — deve fechar 2014 sem alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 11,88% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), segue em 5,38%, este ano, e em 5,59%, em 2015. Para IGP-M, a estimativa foi ajustada de 3,49% para 3,17%, este ano, e permanece em 5,5%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 3,63% para 3,19 em 2014, e subiu de 5,5% para 5,52%, em 2015.

Fonte: Agência Brasil
Kelly Oliveira – Repórter
Denise Griesinger – Edição

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou no dia 10 de outubro de 2014 no Diário Oficial da União (DOU) as normas para o registro genealógico de animais domésticos de interesse zootécnico e econômico para o país. Entre eles, caprinos, ovinos, bovinos e equinos. Segundo o ministério, em função de avanços genéticos e tecnológicos, as normas precisavam ser reformuladas. Clique aqui para acessar as normas.

A atualização era discutida desde 2010 e entre as principais mudanças está a descentralização de ações. De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, tarefas que antes eram executadas apenas em Brasília, como fiscalização e concessão de registro, agora podem ser realizadas nas superintendências federais de Pecuária nos estados. As normas trazem ainda regras referentes à temporalidade e à forma de arquivamento dos documentos de registro dos animais.

O registro genealógico tem por objetivo contribuir para o melhoramento genético do animal, por meio de cruzamentos controlados. De acordo com o Ministério da Agricultura, isso aumenta a eficiência produtiva, trazendo resultados positivos para o agronegócio nacional.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Branco – Repórter
Denise Griesinger – Edição

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Os pequenos podem recorrer a opções como a intensificação agroecológica e a inovação, sem necessariamente lançar mão da agricultura inteligente, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que desperta dúvidas entre especialistas mundiais reunidos nesta cidade italiana.

Para Allison Power, pesquisadora do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, esse conceito é um guarda-chuva que pode proteger assuntos em demasia. "Há dois enfoques para aumentar a produção, a intensificação da agricultura convencional e a agreoecologia. Mas nos últimos 20 anos a produção de alimentos duplicou, embora problemas como a pobreza não sejam resolvidos apenas com isso", opinou à IPS.

"Então, é preciso a adaptação de pequenos produtores com inovações baseadas na agroecologia", apontou Power, participante do XI Fórum Internacional para Meios sobre a Proteção da Natureza, na cidade italiana de Nápoles, entre os dias 8 e 11 de outubro de 2014. Os produtores familiares fornecem quase 80% dos alimentos no mundo. Embora o planeta produza mais comida do que em qualquer outro momento da história, a ONU estima que mais de 800 milhões de pessoas passem fome.

No dia 23 de setembro, a ONU lançou em Nova York a Aliança Global para a Agricultura Climática Inteligente, por ocasião da Cúpula do Clima. Ela é composta por governos, organizações não governamentais e grandes corporações. A iniciativa inclui conservação, rotação de cultivos, agrossilvicultura, melhores previsões do tempo e manejo integrado da agricultura com a pecuária. Seu objetivo é aumentar de modo ecológico a produção alimentar, para assim reduzir as emissões contaminantes.

O tema integra a agenda do XI Fórum, cujo lema é Gente que Constrói o Futuro. Alimentando o Mundo. Alimentação, Agricultura e Ambiente. Também são abordados assuntos como a luta contra a fome, o papel das corporações transnacionais e a adaptação da agricultura à mudança climática. Do encontro organizado por Greenaccord, uma rede italiana de especialistas dedicada à capacitação em assuntos ambientais, participam cerca de 200 pessoas entre jornalistas, acadêmicos, ativistas e estudantes, procedentes de 47 países.

A agricultura inteligente também desperta receio de acadêmicos e grupos da sociedade civil porque pode dar lugar ao fomento de cultivos geneticamente modificados, vistos como uma ameaça à produção sustentável. Para Stefano Padulosi, do Programa de Nutrição e Mercadologia de Diversidade da não governamental Biodiversidade Internacional, os climas variantes e a perda de riqueza natural exigem um coquetel de ações.

"É preciso fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares e produtivos e a adaptação à mudança climática. São necessárias intervenções urgentes nas fazendas locais e no fortalecimento dos bancos de sementes comunitários", apontou Padulosi, participante do encontro. "Pode-se construir capital local, enfrentar problemas e solucioná-los a partir das comunidades e fortalecer as redes de atores legais", ressaltou à IPS.

Sua organização executa programas de pesquisa agrícola e alimentar para preservar o capital natural, melhorar o conteúdo nutricional de cultivos e a produtividade em nações em desenvolvimento. A mudança climática pode afetar a agricultura, ao diminuir a disponibilidade de água, elevar a temperatura do planeta, inundar áreas cultiváveis ou propiciar o surgimento de pragas, pontuou Padulosi.

Até 2050, a demanda por alimentos aumentará 65%, enquanto a população mundial chegara a nove bilhões de pessoas. O Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) alerta que o rendimento agrícola poderia baixar entre 0,2% e 2% por década, mesmo com um aumento da demanda de 14% na década.

Para Gary Gardner, pesquisador do norte-americano do Worlwatch Institute, as medidas a serem adotadas devem considerar os camponeses, e não fazer isso "careceria de sentido". "Maiores esforços serão necessários para conservar os recursos e torná-los mais eficientes em seu uso. Mas grandes êxitos em eficiência estão disponíveis para os produtores, processadores, empresas e consumidores", disse à IPS. O especialista prepara um capítulo sobre as ameaças ocultas à sustentabilidade para o informe de 2015 do Worldwatch Institute sobre o estado mundial.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indica que 11% do solo do planeta está altamente degradado e 25% o está de forma moderada. Essa agência das Nações Unidas calcula que as emissões globais originadas pela agricultura, a silvicultura e outros usos do solo ultrapassaram os dez bilhões de toneladas de dióxido de carbono. No entanto, o depósito desse gás nos sumidouros agrícolas, florestais e de outras utilizações da terra superou os dois bilhões de toneladas. A FAO antecipa que as emanações contaminantes poderão aumentar 30% até 2050.

A agricultura fornece serviços ecossistêmicos, como alimento, fibra, bioenergia e habitat natural, e ao mesmo tempo se beneficia deles, outra razão para promover as práticas sustentáveis. "Tem o potencial de aumentar a produção e a sustentabilidade. Pode-se otimizar práticas como melhoramento genético dos cultivos, manejo integrado de pragas e nutrientes, desenvolvimento da agricultura de precisão e gestão do solo e da água", enfatizou Power.

Por sua vez, Gardner propõe preservar o tamanho e a qualidade da terra agrícola e mais rapidez na promoção da conservação de práticas agrícolas, além de desestimular o uso descuidado das terras marginais.

Fonte: Envolverde / IPS

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Se fosse necessário demonstrar que estamos diante da total ausência de uma governança global, a Cúpula do Clima, convocada excepcionalmente pelo inerte secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e realizada no dia 23 de setembro de 2014 em Nova York, seria um exemplo muito bom.

Parece claro que finalmente se alojou nos líderes políticos a evidência de que há um problema conjunto muito urgente em nosso planeta, a mudança climática.

Porém, a falta de respostas concretas, além do uso e abuso de lugares comuns gerais sobre o tema é impressionante.

Sem deixar de reconhecer o problema, muitos líderes encontraram a maneira de se esquivar de sua responsabilidade indicando limitações em seus países.

Essa foi a fórmula à qual recorreu o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para deixar claro que o Congresso de seu país não estaria disposto a ratificar um tratado internacional sobre o clima.

Essa posição, neste caso, ocorre porque o Congresso não aceita a vinculação dos Estados Unidos ao tratado devido ao seu objetivo excepcional, que não lhes permite ser tema de escrutínio ou controle por parte dos que não são seus próprios cidadãos.

Os Estados Unidos se converteram em um país disfuncional, onde os poderes Judicial, Legislativo e Executivo não conseguem cooperar, inclusive em temas cruciais.

Anant Geete, ministro indiano de Indústria Pesada e Empresas Públicas, afirma que o crescimento de seu país tem prioridade absoluta e por isso a Índia seguirá o caminho da industrialização e da energia baseada no carbono, enquanto outras energias renováveis serão incorporadas progressivamente, embora isso faça com que esse país se converta no maior contaminador mundial.

A União Europeia não pode assumir nenhum tipo de compromisso, já que uma nova Comissão deverá assumir no próximo mês e a pessoa designada para o posto de Comissário para a Ação Climática e Energia é o conservador espanhol Miguel Arias Cañete, que era um dos principais acionistas em duas empresas petroleiras espanholas, até vender suas ações para firmar sua candidatura.

Nenhum problema, já que membros de sua família não seguiram seu exemplo e se mantêm como acionistas e inclusive ocupam postos nos conselhos administrativos das empresas.

De acordo com esta mesma sensibilidade política, a nova e mais conservadora Comissão Europeia entregou a carteira de Serviços Financeiros ao bem conhecido lobista da City de Londres, Lord Jonathan Hill.

Tal procedimento de compromissos políticos é como designar o conde Drácula para administrar um banco de sangue, uma nomeação que dificilmente atrairá os doadores.

O triste é que não faltaram documentos de base para a Cúpula do Clima.

Além de um informe preparado pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC), que reúne 3.200 cientistas de todo o mundo, existia, por exemplo, um documento do governo da Espanha, baseado em um detalhado estudo das áreas costeiras desse país, que conclui que em 2050 o nível do Mar Mediterrâneo subirá um mínimo de 30 centímetros (se forem tomadas as medidas de controle climático agora) até um máximo de 60 centímetros (se não forem tomadas).

Isso significa que a costa retrocederá entre 20 e 40 metros, com um evidente efeito no turismo, nos portos e assentamentos costeiros. Há cem anos utilizava-se apenas 12% da costa, chegando a 20% em 1950, a 35% em 1988 e a 75% em 2006. Na Espanha, 15 milhões de pessoas vivem na área que será afetada pela mudança climática.

Obviamente, França, Grécia, Itália, Tunísia e o restante dos países mediterrâneos compartilharão o mesmo destino.

Outro estudo mais global, do grupo de pesquisa Climate Central, dos Estados Unidos, estima que aproximadamente um em cada 40 habitantes no mundo, cerca de 177 milhões de pessoas, vive em áreas suscetíveis a inundações nos próximos cem anos.

Mesmo se fossem tomadas medidas imediatas para o controle climático 1,9% da população dos países costeiros seria afetada. No pior dos casos, seria 3,1%.

Para dar um exemplo mais concreto, 4% da população chinesa (50 milhões de pessoas) poderia ser afetada. Oito dos dez grandes países com maior risco ficam na Ásia.

A voz de Abdulla Yameen, presidente de Maldivas, passou despercebida quando recordou aos líderes da Cúpula que os pequenos países insulares, que seriam os primeiros a sofrer com qualquer elevação do nível do mar, constituíram uma federação para defender seu direito a existir.

Toda uma nova geração nasceu desde que teve início o debate sobre a mudança climática, mas não há sinais de que a situação esteja melhorando.

Na década 2002-2012, as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram, em média, 2,7%. Em 2013, as emissões eram as mais altas dos últimos 30 anos. Ainda assim o setor da energia está montando uma grande campanha para negar que haja alguma mudança climática.

Os que negam a mudança climática dizem que o que ocorre é parte de um ciclo histórico normal, e não o resultado da atividade humana.

Todos os dados demonstrando o contrário estão sendo ignorados e o resultado dessa campanha é que muitas pessoas acreditam que o debate sobre a questão continua aberto.

Talvez, o que ocorreu há alguns dias entre Google e o Conselho Norte-Americano de Intercâmbio Legislativo (Alec) seja sintomático desse "ciclo histórico normal".

Em 22 de setembro, o presidente do Google, Eric Schmidt, anunciou que essa empresa de alta tecnologia se retirava da Alec, acrescentando que "todo o mundo entende que está acontecendo uma mudança climática e as pessoas que a negam estão realmente causando um dano aos nossos filhos e nossos netos e contribuindo para fazer do mundo um lugar muito pior".

A Alec é uma organização conservadora que defende a revogação das leis sobre energias renováveis estatais e outras políticas pró-renováveis.

Esse Conselho elabora propostas de regulamentação que apresenta aos políticos, pedindo que façam apenas o esforço de convertê-las em lei.

O porta-voz da Alec respondeu: "É lamentável saber que Google pôs fim à sua filiação no Conselho como consequência da pressão pública de indivíduos e organizações de esquerda que intencionalmente confundem as perspectivas da política de livre mercado com a negação da mudança climática".

Em palavras simples, se uma pessoa está preocupada com a mudança climática passa a ser qualificada de esquerdista que está contra o mercado.

Os executivos de muitas grandes empresas estão à frente dos líderes políticos. Eles podem tomar decisões sem travas de restrição política e descobriram que trabalhar a favor do controle climático pode ser útil não apenas em termos de relações públicas, mas também economicamente.

Por exemplo, 40 grandes empresas, entre elas LOreal e Nestlé, divulgaram uma declaração, no dia 23 de setembro de 2014, se comprometendo a ajudar a reduzir o desmatamento tropical pela metade até 2020 e detê-lo completamente até 2030. Algumas dessas companhias trabalham com óleo de palma, uma produção rentável à custa das florestas tropicais, especialmente na Indonésia.

Entretanto, somente algumas corporações assumiram alguns compromissos concretos na Cúpula de Nova York.

Por exemplo, o máximo dirigente da Apple, Timothy Cook, disse que sua empresa se comprometeu a centrar-se nas emissões de seus principais fornecedores, que representam cerca de 70% dos gases-estufa provenientes da produção e do uso de produtos da companhia.

Cook rechaçou a ideia de que a sociedade deve escolher entre o crescimento econômico e a proteção do ambiente, dando como exemplo uma enorme fazenda solar que a Apple construiu na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para ajudar a operar um centro de dados.

As pessoas nos disseram que isso não poderia acontecer, que não era possível, mas o fizemos. É muito bom para o ambiente e, por certo, também é bom para a economia", afirmou.

Entretanto, muitas vozes não permaneceram caladas no planeta. Salvaguardar o ambiente foi por muito tempo uma bandeira de luta para uma grande parte da sociedade civil em todo o mundo e uma das principais causas de preocupação entre as gerações mais jovens.

Mas por que foram tão claramente invisíveis para os que tomam as decisões no planeta?

A próxima data importante para a agenda do clima é a 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, que acontecerá em Paris em 2015, e onde devem ser dados passos decisivos, após a COP 20 que acontecerá em Lima em dezembro.

Nossos dirigentes políticos desperdiçarão novamente a oportunidade de fazer algo concreto? Continuarão a esperar e ver como o tempo se esgota para o planeta e para a humanidade?

AUTORIA

Roberto Savio
Fundador e presidente emérito da agência IPS
Editor do boletim Other News

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), lançou um novo software para ajudar a supervisionar o estado das florestas no mundo. O programa chamado Open Foris foi lançado em Salt Lake City, nos Estados Unidos, e deve ser testado em mais de 10 países na África, na América Latina e na Ásia.

Segundo a FAO, quase 80% dos países em desenvolvimento têm dificuldade de obter informações básicas sobre o estado das matas.

A falta de dados dificulta a formulação de políticas eficientes de combate ao desmatamento e à degradação dessas áreas. O diretor-geral assistente da FAO, Eduardo Rojas-Briales, disse que o programa foi desenhado para ajudar os países a produzirem um inventário da floresta.

Desde a avaliação, o design e a coleta de dados, até análises e relatórios. A FAO espera ainda que o software facilite a troca de dados de uma forma inovadora.

Gráficos

O programa inclui informações sobre redução de emissões de gases que causam o efeito estufa, dados brutos sobre medidas de árvores e imagem de satélite, páginas interativas com estatística, gráficos, mapas e relatórios.

Para Rojas-Briales, o aumento da transparência de dados sobre as matas também deve ajudar legisladores a tomar decisões sobre política ambiental.

Ele lembrou que Equador e Tanzânia já completaram o primeiro inventário nacional com a ajuda desse novo recurso.

Especialistas da Argentina e da Papua Nova Guiné, entre outros, iniciaram o treinamento do programa. Já no Vietnã, guardas florestais estão reunindo informações sobre número, tamanhos e qualidade das árvores assim como os recursos das florestas com a ajuda da população local para incluir no software da FAO.

A agência disse que pretende aperfeiçoar a ferramenta para que os profissionais da área ambiental possam acessar as informações diretamente de seus telefones celulares e tablets, economizando assim formulários em papel.

Fonte: Rádio ONU
Mônica Villela Grayley – Jornalista

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A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) lançou edital para o preenchimento de 44 vagas para professores de diversas áreas do conhecimento. As inscrições para o concurso público devem ser feitas entre os dias 15 e 26 de outubro de 2014. O edital completo está disponível no site www.copeve.ufms.br.

As 44 vagas serão distribuídas em vários campus da Instituição: Aquidauana (5), Campo Grande (25), Chapadão do Sul (1), Corumbá (1), Coxim (2), Nova Andradina (3), Três Lagoas (9) e Ponta Porã (1).

As provas serão realizadas em Campo Grande (MS), no período de 21 a 23 de novembro de 2014, em locais e horários a serem definidos. A bibliografia que será adotada na avaliação de cada uma da vagas já está disponível no site da Copeve.

Fonte: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

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A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está com cinco editais abertos para contratação de professores efetivos em diversas áreas. Três editais são para o cargo de professor de magistério superior e dois para professor de Ensino Básico e Tecnológico.

As inscrições para os campi Central e Currais Novos estão abertas até o dia 24 de outubro de 2014. As taxas de inscrição custam R$ 80 para a classe de auxiliar e R$ 140 para adjunto. São 12 vagas para a área de LIBRAS.

Para a Faculdade de Ciências do Trairi (FACISA) e para o Instituto Metrópole Digital (IMD) são 23 vagas e as inscrições vão até o dia 15 de outubro. O valor da varia de R$ 60 a R$ 220, de acordo com a carga horária.

Nos editais para professores de ensino básico, técnico e tecnológico, é ofertada uma vaga para o Instituto Metrópole Digital e uma para a Escola de Enfermagem.

Os editais estão disponíveis no endereço www.sigrh.ufrn.br.

Outras informações pelo site da PROGESP, no www.progesp.ufrn.br/concurso.php?id=86743420.

Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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