O Bureau de Inteligência Competitiva do Café, do Centro de Inteligência em Mercados (CIM), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), instituição integrante do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, divulga o Relatório Internacional de Tendências do Café, v. 3 nº 9, do mês de outubro de 2014. O Bureau tem como missão principal criar inteligência competitiva e contribuir para que o Brasil se consolide como protagonista do agronegócio café em nível mundial.

O principal foco de atuação do Bureau é gerar e promover a distribuição de informações estratégicas do agronegócio café, inclusive de indicadores econômicos e sociais que permeiam o setor, a fim de permitir a elaboração de políticas, tomada de decisões e a construção de cenários para os Cafés do Brasil no contexto mundial.

O Relatório Internacional de Tendências do Café, do Bureau, divulgado mensalmente, está sendo elaborado com apoio do Consórcio Pesquisa Café, por meio do projeto "Criação e Difusão de Inteligência Competitiva para a Cafeicultura Brasileira", executado em parceria entre a Ufla, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e a Universidade de Brasília (UnB). Esse projeto é financiado pelo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento — Mapa, e tem como objetivo principal monitorar, analisar e difundir informações e indicadores relevantes para a competitividade da cafeicultura brasileira, bem como propor soluções estratégicas para os desafios enfrentados pelo setor. Para saber como é feito o Relatório, leia aqui a entrevista do prof. Luiz Gonzaga de Castro Junior, da UFLA.

Destaques de análises

Na edição deste mês, o Relatório ressalta que, do ponto de vista da produção, ainda há incertezas quanto ao volume colhido em 2014 e também que há possibilidade de quebra na safra de 2015 em decorrência de danos causados pela seca nas lavouras brasileiras. Com isso, o preço do café continuará sua tendência de alta podendo ocasionar déficit no abastecimento mundial.

Segundo o Relatório do Bureau, nos "Insights", a respeito da seca nas lavouras cafeeiras, há duas possibilidades: considerar como muito improvável outra seca como essa e, por isso, não adotar nenhuma medida mitigadora para o futuro ou considerar que é preciso fazer algo diante da possibilidade de novas situações climáticas de alto risco. A escolha pela segunda opção demandará mais investimento em pesquisa em benefício da cafeicultura nacional. Nesse sentido, as ações do Consórcio Pesquisa Café poderão ser decisivas e de impacto econômico, ambiental e social atuando para incrementar tecnologias de irrigação e manejo da lavoura e ainda variedades resistentes ao calor e à seca.

Sobre as indústrias, o Relatório pondera que elas têm investido em constantes inovações para atender às necessidades dos consumidores. Entre elas, destaca-se o segmento de doses únicas, que oferece a praticidade e qualidade de uma cafeteria sem que o consumidor tenha que sair de casa. No entanto, esse segmento requer investimentos e mudanças na indústria, exigindo que o Brasil avance nesse processo para não se tornar totalmente dependente das importações. Sustentabilidade social e ambiental também são valores cada vez mais presente no meio. O investimento em práticas sustentáveis é uma das grandes tendências atualmente e grandes torrefadoras tentam focar seus negócios em uma produção ecologicamente correta e de menos impacto ambiental.

O Relatório mostra ainda que a demanda pelo café continua em ascensão, mesmo com os problemas na oferta dos cafés do Brasil, país maior produtor e exportador mundial. Reflexo disso é a constante expansão das grandes redes de cafeterias e aparição de novas cafeterias locais por todo o mundo. Com isso, o perfil de público-consumidor foi alterado, passando a incluir não apenas jovens, mas também diversas classes sociais e faixas etárias. Assim, o cenário se encontra favorável ao mercado de cafeterias. Além disso, a busca por novos blends e a curiosidade de experimentar novos produtos torna-se mais comum. Outros temas relevantes da cafeicultura também são analisados nesse Relatório.

Relatório Internacional de Tendências do Café – Pode ser acessado gratuitamente nos sites do Bureau e do Consórcio Pesquisa Café (www.consorciopesquisacafe.com.br) ou enviado por e-mail. Nesse último caso, o interessado deve solicitar cadastro enviando uma mensagem para lgcastro@dae.ufla.br.

Bureau de Inteligência Competitiva do Café – É financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas GeraisFapemig com interveniência da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Sectes. São apoiadores a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais – Seapa, o Pólo de Excelência do Café e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café.

Dados da cafeicultura – Para informações sobre dados estatísticos de produção, consumo, exportação e estoque; pesquisas sobre tendências de consumo, análise de mercado, entre outros, acesse o site do Consórcio Pesquisa Café:http://www.consorciopesquisacafe.com.br/

Fonte: Embrapa Café

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As propriedades familiares são parte importante na luta para garantir a segurança alimentar mundial e o desenvolvimento rural sustentável. Para isso, porém, é preciso investir em inovação a fim de melhorar a produção e as práticas de gestão com o objetivo de mudar a realidade de muitos desses agricultores. Esses dois aspectos foram os pontos analisados no relatório O Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação, 2014: Inovação na Agricultura Familiar, produzido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e publicado ontem (16/10/14), no Dia Mundial da Alimentação.

"A agricultura familiar é, de longe, a forma dominante de agricultura no mundo. Estima-se que ocupe cerca de 70% a 80% das terras agrícolas e produza mais do que 80% dos alimentos no mundo em termos de valor", ressalta o estudo.

Mas, apesar da importância dessas estruturas, diversos agricultores familiares vivem em situação de pobreza e de insegurança alimentar, segundo a FAO. Para modificar esse cenário, a entidade recomenda o investimento na inovação, por meio de novas ideias, tecnologias e processos.

Para que essa inovação seja eficiente, a FAO alerta que é preciso levar em consideração as diferenças existentes entre as propriedades e a realidade das famílias em cada um dos países. O documento também destaca que os esforços públicos devem garantir investimentos em pesquisa, principalmente de temas voltados à variedade de cultivo, além de serviços de orientação e capacitação de agricultores, com estruturas de mercado que sejam cada vez mais inclusivas.

"Os agricultores familiares devem ter o conhecimento e os incentivos econômicos e políticos necessários para prestar serviços ambientais básicos, como a proteção de bacias hidrográficas, conservação e manutenção da biodiversidade de carbono, entre outros", cita o relatório.

Outro destaque é o incentivo à criação de organizações de produtores e cooperativas com base na comunidade. Segundo a FAO, essas organizações comunitárias são importantes para a superação de obstáculos, incentivo à inovação e para que a agricultura familiar se fortaleça alcançando novos mercados e gerando renda.

Segundo o documento, para que a inovação seja possível, é preciso haver condições macroeconômicas estáveis, regimento jurídico e regras transparentes, ferramentas para a gestão de riscos e infraestrutura de mercado.

Fonte: Agência Brasil
Michèlle Canes – Repórter
Talita Cavalcante – Edição

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O Instituto Akatu, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), lançou no dia 15 de outubro de 2014 a nova plataforma para o Teste do Consumo Consciente, uma ferramenta criada para avaliar o perfil de consciência de consumo das pessoas. Após fazer o teste, de 55 questões de múltipla escolha, o sistema aponta em qual categoria de consumo consciente a pessoa se encontra: indiferente, iniciante, engajada ou consciente.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, 80% de tudo que é consumido no mundo estão nas mãos de 16% da população, cerca de 1,1 bilhão de pessoas, que já usam 50% mais do que o planeta pode produzir. Para ele, é preciso uma mudança para que as 150 milhões de pessoas por ano que entram no mercado de consumo passem a gastar de modo diferente.

"É difícil para as pessoas perceberem quando elas estão indo além daquilo que precisam. Eliminar o desperdício não é simplesmente deixar de jogar coisas fora, eliminar desperdício é não comprar o que não é necessário. Aliás, não existe nada mais caro que comprar o que não é preciso, mesmo que seja em uma liquidação", afirmou Mattar.

Para ele, mudar essa cultura é o grande desafio porque, na sociedade atual, hábitos de consumo ajudam as pessoas a criar uma identidade. " Eagora é preciso que essa identidade esteja ligada ao coletivo, que as pessoas percebam que elas não vivem individualmente, e aí elas vão se portar de maneira diferente."

Segundo pesquisa do instituto, 41% da população brasileira estão na categoria indiferente, 32% são inciantes no consumo consciente, 22% estão engajados e 5% realmente consomem produtos e serviços com consciência.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, são dados surpreendentes. "Quando falamos de consumo consciente, falamos de duas visões importantes: qualidade de vida e sentido de coletividade. Isso sinaliza que 41% da população brasileira, dentro dessa amostra, estão tendo comportamento mais individualizado e mais dissociado dessa visão de bem-estar", disse.

Izabella também destaca os iniciantes, "uma amostra da população que se direciona para mudar de comportamento", para não consumir com excesso, mas apenas aquilo de que necessita, "com qualidade, exigindo cada vez mais que as cadeias tenham menor impacto ambiental e entendendo como isso se traduz em qualidade de vida e geração de riquezas", ressaltou a ministra.

O Dia do Consumo Consciente, 15 de outubro, foi instituído em 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente, para que as pessoas reflitam sobre seus hábitos de consumo e os impactos que eles podem ter no dia a dia, na sociedade e no meio ambiente.

Fonte: Agência Brasil
Andreia Verdélio – Repórter
Nádia Franco – Edição

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A Universidade Federal do Paraná (UFPR) está com três vagas abertas no Setor de Ciências da Saúde, todas elas em regime de 20 horas de trabalho. As áreas de conhecimento são Propedêutica (duas vagas) e Concentração em Anestesiologia. As inscrições terminam hoje (17/10/14). Também até esta data, o Setor de Ciências Sociais Aplicadas recebe inscrição para a vaga aberta na área de conhecimento em Economia e Direito (20 horas semanais).

O Setor de Ciências Biológicas também está com inscrições abertas, até dia 21 de outubro de 2014, para o concurso na área de conhecimento em Fisioterapia. Esta vaga, assim como as demais, são para o quadro permanente da Instituição. O maior número de vagas,no entanto, são para o mais novo campus da UFPR – o de Jandaia do Sul. O prazo para inscrição vai dia 28 deste mês.

As áreas de conhecimento são: Engenharia Agrícola; Engenharia de Alimentos; Engenharia de Produção; Física Geral; Física/Ensino de Física; Computação; Informática/Informática na Educação; Matemática/Ensino de Matemática; e Química/Química Orgânica. O Setor de Ciências da Terra também oferta uma vaga na área de conhecimento em Geotectônica e as inscrições podem ser feitas até o dia 5 de novembro. Até esta data, também, podem se habilitar os interessados na vaga aberta pelo Setor de Ciências Humanas, na área de Arqueologia Pré-histórica.

Todas as vagas de docente são para o quadro permanente da Instituição.

Mais informações, inscrições, vencimentos, provas, locais de trabalho etc. — podem ser obtidas no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas

Fonte: Universidade Federal do Paraná
Celsina Favorito — Jornalista

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Metade dos novos empreendedores brasileiros tem até 34 anos, segundo a Pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor 2013), maior estudo sobre empreendedorismo no mundo. Além da pouca idade, eles têm em comum a criatividade para lidar com situações corriqueiras e a habilidade de enxergar novas oportunidades de negócios no cotidiano. Pensando em motivar e inspirar ações inovadoras entre os jovens, o Canal Futura e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançam o projetoempreender. A iniciativa reúne a produção de um programa de TV, interprogramas de curta duração e um jogo virtual. Os conteúdos foram apresentados com exclusividade no evento realizado ontem (16/10/14) na PUC-Rio.

Durante o encontro, mediado pelo jornalista Marcelo Tas, representantes das instituições realizadoras falaram sobre a importância da educação empreendedora: o gerente-adjunto do Canal, João Alegria, e a gerente-adjunta de Capacitação Empresarial (UCE) do Sebrae Nacional, Olívia Castro. Ainda foram apresentados, em primeira mão, trechos da série projetoempreender, com episódios protagonizados por Luana Cavalcante e Giovanni Tramontin, que estiveram no lançamento para contar suas experiências criativas.

O programa estreia na tela do Canal Futura no dia 22 de outubro, às 16h30, e vai apresentar histórias de 78 jovens, entre 13 e 24 anos, de diferentes lugares do país, que criaram produtos e serviços com grande potencial, a partir de sua própria vivência pessoal. Eles atuam em diversos segmentos, como música, moda, artes visuais, gastronomia e digital.

Luana, de 20 anos, usa cadeira de rodas e é a fundadora da marca Sweet Angels. Ela comercializa shorts, vestidos, macacões e camisas com velcro na lateral. As roupas, feitas sob medida para cada cliente, dão mais autonomia às pessoas com deficiência, contribuindo, assim, para aumentar a autoestima delas.

Estudante de engenharia, também com 20 anos de idade, Giovanni gerencia um canal no YouTube chamado Hoxton Gamer, com dicas sobre jogos online. Frequentador de outros canais similares na web, o jovem começou a gravar vídeos e angariou fãs. A partir daí, procurou por patrocinadores e parceiros. Graças a isso, Giovanni conseguiu monetizar o Hoxton Gamer, que conta, hoje, com 50 mil visualizações mensais e cerca de 5.300 assinantes.

"O empreendedorismo é uma alternativa de carreira cada vez mais viável para os jovens. Há cinco anos, o maior sonho profissional dos jovens era trabalhar em uma multinacional, hoje é ter o próprio negócio", afirma o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto. "Quanto mais cedo os jovens forem informados desse caminho e bem orientados quanto a competências empreendedoras essenciais, maiores as chances de sucesso no mercado – o que é bom para as empresas e para a economia do país", diz, acrescentando que o Sebrae possui ações de educação empreendedora para jovens de diversas faixas etárias – desde o ensino fundamental até o ensino superior.

João Alegria ressalta que o projetoempreender é resultado de uma longa parceria entre o Canal Futura e Sebrae no campo do empreendedorismo, que chega agora até os jovens. Para ele, essa ação é importante e estratégica para o Futura, pois contribui para manter aberto nosso canal de diálogo com as novas gerações.

"O projeto tem um modo particular bem próprio de entender esse segmento como protagonista da sua própria história e transformador do meio em que se insere. É, ao mesmo tempo, um reconhecimento a tanto jovens criadores e realizadores, mas também um chamado para que mais pessoas assumam as rédeas do próprio destino, garantindo um mundo melhor pra si mesmo e para aqueles que os cercam."

Vídeos e jogos

O projetoempreendercontempla aindainterprogramas de animação, de curta duração (dois minutos cada), com orientações e dicas para quem quer montar o próprio negócio. O objetivo é levar ao público, de forma simples e bem humorada, conceitos e conhecimentos sobre empreendedorismo, como a necessidade de pesquisa de mercado para alavancar o negócio e as diferentes formas de registrar uma empresa.

A partir do dia 22, os interprogramas serão veiculados na grade do Canal Futura e ficarão disponíveis no site do Canal em www.futura.org.br/projetoempreender. O espaço contará ainda, posteriormente, com os episódios da série de TV projetoempreender.

O público poderá acessar também pela web o jogo CDF – Clube Desafio Futura. Por meiode perguntas e respostas, os internautas testarão conhecimentos sobre empreendedorismo, dentre outros temas, de maneira lúdica e divertida.

Anote na agenda

Estreia da série projetoempreender no Canal Futura

Estreia: 22 de outubro (quarta-feira), 16h30
Exibição: quartas-feiras, 16h30
Reprises: sábados, 16h
Duração: 30 min
Classificação: livre

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Débora Cronemberger – Jornalista
Telefone: (61) 3243-7851

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