A superbactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) pode causar pneumonia, infecções sanguíneas, urinárias e cirúrgicas, além de ser responsável por grande parte dos casos de infecção hospitalar que acontecem no Brasil. A bactéria é resistente a múltiplos antibióticos, mas uma substância encontrada em corais pode ajudar na destruição do micro-organismo. A descoberta, feita por um brasileiro, atua na superfície da bactéria, agindo de forma diferente dos medicamentos tradicionais. Sobre o assunto, o Conexão Ciência conversa com o biólogo e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Octávio Luiz Franco. Fonte: TV NBR

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A Embrapa Gado de Leite iniciou um processo inédito de capacitação continuada com a utilização de uma rede social temática. Com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Diretoria Executiva de Transferência de Tecnologias por meio do DTT a Rede de Pesquisa e Inovação em Leite (REPILeite) será utilizada para um vasto programa que prevê treinamento de 520 técnicos que irão atender 52 mil produtores de leite em todo o Brasil.

A primeira experiência de capacitação continuada via REPILeite ocorreu no dia 11 de outubro de 2014, com o primeiro módulo do tema Gestão da Propriedade Leiteira. Com o uso de uma câmera ligada a um notebook em um local reservado e silencioso, o pesquisador Bruno Campos falou com clareza para mais de 50 técnicos de várias partes do Brasil sobre Boas Práticas Agropecuárias.

Os participantes elogiaram a iniciativa e a qualidade das imagens, do som e da apresentação. No dia 24 de outubro outros temas referente ao módulo terão continuação e a expectativa é levar as informações para mais de 100 participantes. Ao todo, oito temas serão abordados no processo, o próximo será formação e manejo de pastagens, ainda sem data prevista.

De acordo com o assessor de relações institucionais da Embrapa Gado de Leite, Marne Moreira, o processo integra um robusto programa de capacitação elaborado pelo Departamento de Transferência de Tecnologia da Embrapa junto com MDA. "O grande diferencial é a utilização de rede social temática, no caso a REPILeite, para o trabalho de capacitação em larga escala, o que pode ser feito com eficiência e custo baixo", apontou.

Marne explica que a Embrapa Gado de Leite ficou encarregada de atuar na parte de formação dos técnicos do programa da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) referente ao leite (Chamada Leite), que faz parte do Plano de Inovação da Agricultura Familiar, que por sua vez integra o Plano Agrícola e Pecuário, lançado em 2013 pelo Governo Brasileiro. Ele reforça que os 520 extensionistas capacitados deverão criar, no total, quase duas mil unidaFONTEdes demonstrativas.

Os cursos acontecem no grupo denominado Chamada Leite, criado dentro da REPILeite, onde as empresas, cooperativas de técnicos contratadas se inscrevem para participar. O material utilizado nas palestras e aulas ficam disponíveis na REPILEite para consultas posteriores, assim como as gravações das próprias palestras.

"O sistema de treinamento em rede possibilita maior integração, participação em fóruns e constante nivelamento de informação", ressalta Marne, acreditando que a transferência de tecnologia em pecuária de leite está entrando em uma nova e importante era com esse programa.

Fonte: Embrapa Gado de Leite
Marcos La Falce – Jornalista
Telefone: (32) 3311 7495

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Quatro cultivares de algodão transgênico com tolerância ao herbicida glifosato estão disponíveis para os produtores para o plantio na safra 2014/2015. Desenvolvidas pela Embrapa Algodão, as sementes das cultivares BRS 371RF, BRS 370RF, BRS 369RF e BRS 368RF são comercializadas por parceiros nos Estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Essas são as primeiras variedades de algodão transgênico da Embrapa com tecnologia RR Flex, desenvolvida pela Monsanto. As cultivares oferecem maior flexibilidade no controle de plantas daninhas, pois permitem o uso do herbicida glifosato em qualquer fase do desenvolvimento do algodoeiro sem gerar danos à cultura.

Com produtividades médias superiores a 4.500 kg/ha de algodão com caroço, em primeira safra, as cultivares têm percentual de pluma em torno de 40%. Para o cultivo em segunda safra, as produtividades médias são acima de 3.300 kg/ha de algodão com caroço, com percentual de pluma em torno de 38 %.

As cultivares produzem fibras de padrão de comprimento médio, entre 29 a 31 mm; com resistência em torno de 30 gf/tex e micronaire entre 3,8 a 4,3, além de outras características como uniformidade de comprimento, elongação, reflectância, grau de amarelo, índice de fiabilidade, avaliadas em HVI (High Volume Instrument), dentro dos padrões de exigência da indústria têxtil.

Todas são resistentes ao mosaico comum e à bacteriose. A BRS 371RF também apresenta resistência à doença azul, mancha de ramulária, ramulose e moderadamente resistente a nematóides das galhas.

As novas cultivares também são uma alternativa para as áreas de refúgio nos cultivos de algodoeiro geneticamente modificado com resistência a insetos, que devem ser em torno de 20% da área total.

Onde encontra:

BRS 368RF
Ceolin Agropecuária Ltda
Posse, GO
Telefone: (62) 3425-1170
E-mail: ceolin@possenet.com.br

BRS 369RF
Benjamim Zandonadi
Campo Verde, MT
Telefone: (66)3419-1065
E-mail: bjzandonadi@acvmt.com.br

Sementes Produtiva – Oscar Stroschon
Formosa, GO
Telefone: (61) 3631-2992
E-mail: produtiva@sementesprodutiva.com.br ou oscar@sementesprodutiva.com.br

BRS 370RF
Sementes Produtiva – Oscar Stroschon
Formosa, GO
Telefone: (61) 3631-2992
E-mail: produtiva@sementesprodutiva.com.br ou oscar@sementesprodutiva.com.br

BRS 371RF
Instituição: Sementes Produtiva – Oscar Stroschon
Formosa – GO
Telefone: (61) 3631-2992
E-mail: produtiva@sementesprodutiva.com.br ou oscar@sementesprodutiva.com.br

Fonte: Embrapa Algodão
Edna Santos – Jornalista
Telefone: (83) 3182-4361

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Horticultura é o nome da área que responde pela produção de uma grande variedade de culturas comestíveis ou ornamentais. Além da olericultura, que se refere exclusivamente à produção de hortaliças, há subáreas que abrangem a produção de frutas, de cogumelos comestíveis, de plantas ornamentais, de mudas diversas, e de plantas aromáticas e condimentares.

As espécies que compõem este último grupo apresentam usos variados que vão desde a aplicação na agricultura na forma de cordões de isolamento ou caldas repelentes de pragas, que minimizam a necessidade de agrotóxicos e garantem alimentos mais saudáveis, até a utilização de óleos essenciais em produtos industriais como medicamentos e cosméticos. Elas estão, portanto, muito presentes na vida das pessoas, ainda que poucos saibam disso.

Diante de um perfumado molho pesto, fica evidente a utilização do manjericão, uma planta muito utilizada como condimento na culinária italiana e que aportou, com sucesso, nas cozinhas brasileiras. Porém, o manjericão tem outras aplicações que extrapolam o universo gastronômico como o emprego do óleo essencial nas indústrias de cosméticos e de fragrâncias. Em razão das propriedades antimicrobianas e repelentes, o óleo essencial também tem serventia como ingrediente de fórmulas utilizadas na agricultura para prevenir insetos em lavouras ou conservar alimentos após a colheita.

Há muitas plantas que, além de compor o aroma e o sabor de diversos pratos, são fontes de princípios ativos utilizados em medicamentos, e matéria-prima de cosméticos, perfumes e produtos de limpeza ou higiene pessoal", enumera o sagrônomo Warley Nascimento ao pontuar a importância de incentivar a realização de pesquisas científicas que ampliem o conhecimento sobre essas espécies com múltiplas formas de utilização.

As substâncias valorosas para os óleos essenciais extraídos das hortaliças aromáticas e condimentares estão presentes no metabolismo secundário da planta que, diferente do metabolismo primário, não tem participação direta nas funções básicas para a sobrevivência do vegetal, muito embora contribua substancialmente para as funções adaptativas, relacionadas às interações da planta com o meio ambiente. Por exemplo, o metabolismo primário contém açúcares e proteínas que são essenciais para o seu pleno desenvolvimento, enquanto o metabolismo secundário apresenta substâncias que estão associadas à defesa e perpetuação. "Em algumas plantas, quando ocorre o ataque de insetos, o metabolismo secundário aciona a liberação de substâncias que são exaladas pela planta para repelir a praga", esclarece a bióloga Lenita Lima Haber.

Somada à ação repelente, essas substâncias presentes no metabolismo secundário das plantas – também responsáveis por conferir o cheiro e o sabor às plantas aromáticas e condimentares – contribuem para a atração de polinizadores, proteção contra raios UV e inibição da germinação de outras espécies que podem concorrer por água e nutrientes.

Contudo, para que as plantas expressem o melhor potencial de produção dessas substâncias, é necessário considerar fatores como clima e solo que têm interferência direta na composição química da planta e, consequentemente, na proporção e na qualidade do óleo essencial. "Quando se trabalha com espécies aromáticas é importante um conhecimento aprofundado da planta para que o cultivo e a pós-colheita favoreçam os teores desejáveis de óleos essenciais", pondera Lenita ao explicar que a extração pode ser feita a partir das folhas, das raízes, das flores ou de outras partes, dependendo da espécie.

Além dos benefícios na área agronômica, os óleos essenciais extraídos de plantas aromáticas e condimentares possuem utilização prática em diversos setores industriais. No segmento da alimentação, por exemplo, eles podem ser utilizados como aromatizantes em bebidas e alimentos, mas ainda há a possibilidade da planta ser aproveitada na forma desidratada como chá ou condimento, entre as quais estariam o alecrim, orégano, erva-doce, boldo, hortelã, tomilho, louro, salsinha e vinagreira.

As propriedades bactericidas e fungicidas de algumas plantas aromáticas despertaram também o interesse da indústria farmacêutica, que utiliza seus compostos químicos em medicamentos. "Os benefícios do alho no combate à gripe, por exemplo, já estão consolidados", exemplifica a bióloga. Por outro lado, plantas como vetiver, malva, lavanda e capim-limão têm espaço garantido na perfumaria, assim como as flores gerânio, capuchinha e amor-perfeito, que além das notas em perfumes ou águas de colônia, ocupam um nicho restrito na gastronomia gourmet.

"O cultivo de plantas aromáticas e condimentares e a extração de óleos essenciais apresentam uma possibilidade muito interessante de entrada em um mercado em expansão atendido basicamente por importações", indica Lenita ao relatar que países vizinhos como Peru e Chile estão entre os grandes fornecedores da indústria nacional. De acordo com ela, embora possua um grande potencial de produzir esses insumos de alto valor agregado, atualmente, o Brasil se destaca somente na exportação de óleo de laranja e outros cítricos.

Fonte: Embrapa Hortaliças
Paula Rodrigues – Jornalista
Telefone: (61) 3385-9109
E-mail: hortalicas.imprensa@embrapa.br

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Pesquisadores brasileiros realizaram o sequenciamento genético da Hevea brasiliensis, a popular Seringueira, de olho no aumento na produtividade de látex e, consequentemente, na diminuição da dependência do produto externo. O estudo desse sequenciamento genético deu origem a tese Montagem de novo e análise do transcritoma de Hevea brasiliensis por RNA-seq e busca por marcadores moleculares, do biólogo Leonardo Rippel Salgado, defendida em maio de 2014, pelo Programa de Pós-Graduação em Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), com orientação do professor Luiz Lehmann Coutinho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba (SP).

Com esse trabalho o Brasil acompanha uma tendência que já é realidade nos principais países produtores de látex, que têm direcionado esforços científicos, com o sequenciamento do transcritoma — fração expressa do código genético, e do genoma — código genético completo, da seringueira a fim de se obter mais informações para programas de melhoramento genético da planta.

Eo investimento na melhoria da produtividade de látex no País é mais que justificado. Ainda que o Brasil seja o berço da Seringueira, em 2012 tinha uma área plantada de cerca de 168 hectares, segundo a Associação Brasileira de Florestas Plantas (Abraf), e contribuiu em 2011, de acordo com o IBGE, com apenas 2,5% da produção mundial que foi de pouco mais de 11 milhões de toneladas de borracha natural. O Brasil possui um consumo estimado em 3% da produção mundial e apesar do aumento das áreas plantadas, a relação oferta demanda de látex possui atualmente um déficit de 296 mil toneladas, diz a International Regulatory Strategy Group (IRSG). "No topo da lista dos países mais produtivos estão Tailândia, Indonésia, Malásia e Índia", lembra o pesquisador.

Fungo nas plantações

Entre os problemas encontrados para o desenvolvimento da cultura da seringueira no Brasil, a chamada heveicultura, é a presença do fungo Microcyclus ulei nas plantações. Questões climáticas também estão na lista de fatores que desestimulam a plantação de seringais. O ideal são regiões de clima tropical com altas taxas de umidade, justamente onde o fungo Microcyclus ulei encontra ambiente favorável para se desenvolver.

O sequenciamento descrito por Rippel Salgado pode ser a solução para esses problemas, pois para verificar a quantidade de novas contribuições aos recursos moleculares já disponíveis da Seringueira, foi feita comparação utilizando as 39.034 sequências expressas (Expressed Sequence Tags, ESTs5), depositadas no banco de dado público do Centro Nacional de Informações Biotecnológicas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos da América (NCBI) relacionadas à Hevea brasiliensis em outubro de 2013. "Das 19.708 sequências descritas no nosso trabalho, 8.792, não encontraram similares", comemora o pesquisador.

Ainda, segundo o pesquisador, isso se deve ao fato desse trabalho ser pioneiro em usar vários órgãos e tecidos de seringueira e em diferentes estágios de desenvolvimento. "Por isso obtivemos tantas novidades em relação aos trabalhos anteriores. A produção científica brasileira relacionada ao melhoramento genético da seringueira, afirma Rippel Salgado, é pequena e este trabalho gera uma quantidade expressiva de dados a serem usados nas diferentes áreas da biotecnologia. "O estudo que não só identificou em larga escala marcadores de genes como os caracterizou", afirma o pesquisador.

Ele diz, ainda, que as abordagens feitas por instituições estrangeiras de pesquisa focavam em analisar o látex e tecidos diretamente relacionados com a produção do látex, deixando de lado possíveis peculiaridades pertencentes a toda a fisiologia da planta. Outro diferencial do trabalho brasileiro é a disponibilização ampla e irrestrito dos resultados, o que não ocorre com os trabalhos anteriores, por gerar interesse comercial.

O pesquisador lembra que essa é uma das culturais mais rentáveis economicamente, além de possuir apelo ecológico muito grande. "A heveicultura equivale a formações de florestas, quase não precisa de mecanização, fixa a família de trabalhadores no campo, além de ser uma árvore genuinamente brasileira. Muitos acontecimentos importantes no Brasil se devem ao cultivo dessa espécie, como todo um ciclo econômico sustentado pela produção da borracha, a vinda de Henry Ford para estabelecer a produção da borracha que alimentaria a revolução industrial americana e também está envolvida em uma das primeiras históricas de biopirataria do mundo".

Para o sequenciamento foi utilizada a plataforma Roche/454 de sequenciamento de próxima geração do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Já, para as análises foram utilizados os computadores multiusuários adquiridos com recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) do Laboratório de Genética Molecular e Bioinformática do Hemocentro de Ribeirão Preto, com apoio do Núcleo de Apoio à Pesquisa da USP (CISBI-NAP/USP), que possui infraestrutura completa para sequenciar e analisar dados genéticos e, com isso, produzir vastos conjuntos de dados sobre a estrutura e função de genomas.

Esse estudo é parte do Projeto Sequenciamento do Transcritoma da Hevea brasiliensis, inscrito no Programa Sul-Americano de Apoio às Atividades de Cooperação em Ciência e Tecnologia, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sob coordenação do professor Wilson Araújo da Silva Junior, do Departamento de Genética da FMRP. Além da FMRP, Esalq, e Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, Piracicaba, também estão envolvidos no sequenciamento a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Laboratório de Genômica e Biologia Molecular da Universidade Estadual de Santa Cruz, Itabuna, Bahia, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) do Rio de Janeiro, e o Centre de Coopération Internationale em Recherche Agronomique pour le Développement (CIRAD), França.

Fonte: Agência USP de Notícias
Rosemeire Soares Talamone – Jornalista

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No Instituto de Física de São Carlos (ISFC), pesquisa do professor Jarbas Caiado de Castro Neto e a equipe da startup Agricultural Optronics Systems (AgriOS) criou o protótipo de um equipamento que realiza o diagnóstico precoce da huanglongbind (HBL), ou greening, doença que ataca os cultivos de laranjas. O aparelho pode detectar se a laranjeira está infectada antes que apareçam os sintomas visíveis do greening, podendo auxiliar no combate a doença.

O professor do IFSC apresentou o protótipo no "Industrial Physics Forum 2014? (IPF 2014), evento que ocorreu na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre 28 de setembro e 3 de outubro de 2014. O instrumento portátil, de baixo custo, pode prevenir a presença de greening, doença de difícil controle causada por bactérias que vivem em moscas que habitam as laranjeiras.

Constituído por um laser, espectrômetro, um processador de análise de resultados e uma bateria — que permite o funcionamento da máquina durante um dia inteiro — o novo equipamento foi testado por Castro e sua equipe em agosto passado, tendo conseguido detectar a citada doença com precisão superior a 95%. O uso da nova técnica poder se estender à detecção de outras doenças na vertente agrícola, bastando, para isso, a integração de alguns outros pequenos dispositivos.

Controle da propagação

O equipamento, que utiliza uma nova técnica óptica, envolveu Castro e sua equipe durante um ano e meio de trabalho ininterrupto em sua startup, a Agricultural Optronics Systems (AgriOS), consegue detectar a presença da doença antes de uma árvore infectada apresentar os sintomas visíveis, evitando que a infecção se propague. O método poderá salvar bilhões de dólares na agricultura, até 2020, caso seu uso seja adotado em breve pelos agricultores. Surgido na Ásia, o greening foi identificado em 2004 no Centro e no Leste do Estado de São Paulo, e já atingiu todas as regiões citrícolas de São Paulo, além de pomares de Minas Gerais e Paraná, de acordo com a Fundação de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

As bactérias Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter americanus provocam a doença, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri. Ambos também são encontrados na planta ornamental Murraya spp. (falsa-murta). A bactéria é levada no fluxo da seiva para toda a planta. Quando há sintomas na extremidade dos galhos, ela pode ficar alojada em vários pontos, inclusive na parte baixa do tronco e nas raízes, o que torna a poda inútil, pois além de não curar a planta, as novas brotações dão origem a outras infecções.

O equipamento despertou a atenção de diversos especialistas durante o IPF 2014, tendo sido, inclusive, motivo de reportagem na edição de outubro da prestigiada revista norte-americana Physics Today, do American Institute of Physics Scitation, sob o título "IPF 2014: Detecting stealth crop diseases: Physicists help Brazilian orange groves to thrive".

O Brasil é responsável por 80% das exportações mundiais de suco de laranja — a maior fatia de um produto agrícola brasileiro. Para conferir a matéria da "Physics Today" na íntegra, acesse o este link.

O professor Castro Neto integra o Grupo de Óptica do IFSC. A AgriOS é uma empresa voltada à inovação tecnológica em instrumentação agropecuária, realizando a introdução na agroindústria, pecuária e meio ambiente, novas tecnologias ópticas e eletrônicas. A sede da empresa fica em São Carlos (interior de São Paulo).

Mais informações

Pesquisador Jarbas Caiado de Castro Neto
Telefone: (16) 3371-2012 – Ramal 209
E-mail: jarbas@ifsc.usp.br

Fonte: Agência USP de Notícias

Instituto de Física de São Carlos
Assessoria de Comunicação do IFSC
E-mail: comunicifsc@ifsc.usp.br

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Representantes de países da América Latina e Caribe aprovaram a criação do Comitê de Peritos em Redução de Perdas e Desperdícios integrado por especialistas do Brasil, México, Argentina, Peru, Cuba, Trinidad y Tobago, Costa Rica, República Dominicana, Colômbia, Guiana, Chile e Guatemala.

A decisão foi tomada pelos participantes da Consulta Regional de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios de Alimentos, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), nos dias 8 a 10 de outubro de 2014, em Santiago, Chile, da qual participaram formuladores de políticas, tomadores de decisão, representantes da indústria de alimentos e do setor governamental e diferentes atores do sistema alimentar da região. A Consulta é orientada pelo programa Iniciativa Global para a Redução de Perdas e Desperdícios, iniciado pela FAO em 2011.

O pesquisador Murillo Freire Junior, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro/RJ) é o ponto focal no Brasil para perdas, e Maria Ângela Girioli, da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte, para desperdícios. O Comitê é a instância que dará sequência ao desenvolvimento de um plano de ação regional para a redução de perdas e desperdício de alimentos e sua incorporação às políticas de segurança alimentar e nutricional.

O organograma inicial da rede foi definido com a Coordenação Geral do Dr. Genaro Aguilar Gutiérrez, da Faculdade de Economia do Instituto Politécnico Nacional do México; Subcoordenação de Perdas, Dr. Majeed Mohammed, da University of the West Indies, de Trinidad e Tobago; e Subcoordenação de Desperdícios, Ana Catalina Suárez Peña, Diretora Executiva da Associação de Bancos de Alimentos da Colômbia.

Segundo o Dr. Freire Junior, foi "Uma excelente oportunidade para discussão da importância do tema e um ótimo evento que apontou caminhos em várias frentes de trabalho e que deverão ser evidenciados pelos governos do continente, com apoio da FAO. Nossa missão será trabalhar para constituir no Brasil uma rede para a redução de perdas e desperdícios, à semelhança da rede regional, que inclua as organizações relacionadas com o temas – órgãos governamentais, instituições de pesquisa, universidades, organizações não governamentais e interessados em geral — e sensibilizar os governos para valorizar e apoiar as ações neste campo".

Ele ressalta a existência de muitas questões em aberto como a discussão sobre a criação de uma metodologia padrão para o cálculo de perdas e desperdícios, na qual as opiniões se dividem: "Há a maneira tradicional de quantificar o volume de perdas em toneladas e sua conversão para unidades monetárias e outra maneira aonde o cálculo é transformado na quantidade de quilocalorias perdidas que poderiam estar sendo utilizadas por pessoas que não tem o que comer fazendo melhor uso do solo, água, capital e trabalho utilizado.

Durante a Consulta foram debatidas ações em três eixos de trabalho: Política pública e governança, que abrange temas como marcos normativos, incentivos, investimentos; Tecnologia e pesquisa, sobre a implementação de boas práticas, inovação, melhoria das cadeias de sistemas alimentares; Informação e comunicação, com destaque para a realização de campanhas de sensibilização para cada elo das cadeias produtivas em cada país.

Em 2015, os integrantes do Comitê se reunirão novamente para avaliar o andamento das ações. Segundo o Dr. Freire Junior, "Também apresentamos o potencial de trabalho e a "expertise" da Embrapa Agroindústria de Alimentos e já fomos solicitados por participantes de diversos países para treinamentos e capacitações, implantação de sistemas para avaliação de qualidade para frutas e hortaliças, secagem de grãos, aproveitamento de soro de leite, entre outras demandas".

A FAO estabelece uma distinção conceitual entre perda e desperdício de alimentos: a perda de alimentos é a redução não intencional de alimentos disponíveis para o consumo humano que resulta de ineficiências na cadeia de produção e abastecimento: infraestrutura e logística deficiente, falta de tecnologia, insuficiência nas competências, conhecimentos e capacidade de gerenciamento. Ocorre principalmente na produção, pós-colheita e processamento. O desperdício de alimentos se refere ao descarte intencional de itens próprios para alimentação, particularmente pelos varejistas e consumidores, e ocorre devido ao comportamento dos comerciantes e indivíduos.

Fonte: Embrapa Agroindústria de Alimentos
João Eugênio Diaz Rocha – Jornalista
Telefone: (21) 3622-9600

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Cento e sessenta municípios de Minas Gerais estão em situação de emergência por causa da seca. De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil do estado, o quadro de seca vem desde o começo do ano. Em função do fenômeno climático, aumentou os focos de incêndio na região. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), só em outubro foram registrados, até a metade do mês, 3.553 focos. Em 2014, esse número já chega a 10.646.

Além dos focos de incêndio, a seca em Minas Gerais prejudica a qualidade do ar e compromete o abastecimento de água. É o caso de Formiga, o município está sob estado de calamidade pública desde o dia 14 de outubro de 2014. No dia 17 de outubro, a prefeitura decidiu suspender as aulas nas escolas municipais a partir de hoje (20/10/14) por causa do precário abastecimento de água na cidade.

Para amenizar o problema de falta de água no município, a prefeitura de Formiga restaurou o poço artesiano localizado na antiga indústria Santa Rita, que fica as margens da Rodovia MG-050. O poço tem uma vazão de 30 mil litros de água por hora e abastecerá os caminhões-pipa a fim de atender parte da cidade.

O prefeito Moacir Ribeiro disse, por meio de nota, que o momento é de calamidade e pede o apoio da população. "Estamos enfrentando uma seca histórica em Formiga. O nível da vazão de água nunca esteve tão baixo no Saae [Serviço Autônomo de Água e Esgoto]. O momento é realmente de calamidade. É hora de unirmos forças para enfrentarmos esta situação. A administração municipal está fazendo todo o possível para minimizar os impactos da seca sobre a população de Formiga. Contamos com o apoio, a união, a compreensão, a solidariedade e a paciência de todos os formiguenses".

A seca também atinge municípios do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste. O Ministério da Integração Nacional por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, reconheceu como em situação de emergência mais de 90% do estado. Ao todo 152 cidades sofrem com a falta de chuva. Os principais reservatório do estado estão com um percentual de armazenamento, em media, de 25% a 30% de sua capacidade máxima. A medida foi divulgada esta semana no Diário Oficial da União.

Fonte: Agência Brasil
Aécio Amado – Edição

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A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está com inscrições abertas, até o dia 30 de outubro de 2014, para o concurso público para Professor do Magistério Superior Adjunto A, Assistente A e Auxiliar. A remuneração varia de R$ 2.305,52 a R$ 8.717,64, de acordo com a função e a jornada de trabalho, que pode ser de 20 horas semanais, de 40 horas e ainda com dedicação exclusiva.

São 86 vagas destinadas a mestres e doutores em diversos campos do conhecimento. Para Professor Auxiliar são seis áreas, para 20h: Anestesiologia, Internato em Clínica Médica, Pediatria Básica, Cardiologia, Urgência e Emergência Pediátrica e Neurologia Infantil.

Para professor Adjunto, as oportunidades são para as áreas de Doenças do Sistema Genitourinário, no regime de trabalho de 20h, de Prática Jurídica, para 40h. As demais vagas são para dedicação exclusiva.

As inscrições são realizadas, exclusivamente, pelo site www.sigrh.ufrn.br, no menu Concursos. A taxa de inscrição varia entre R$ 50 e R$ 220. As provas estão previstas para o período de 8 a 23 de dezembro.

O concurso será realizado em quatro etapas na seguinte ordem: prova escrita, prova didática, defesa de memorial e projeto de atuação profissional e prova de títulos.

Para conferir o edital, acesse o link: www.progesp.ufrn.br/concurso.php?id=138017776.

Mais informações poderão ser obtidas pelo telefone: (84) 3215-3271.

Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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