Os apicultores potiguares que apostam na diversificação de produtos da cadeia produtiva da apicultura têm motivo para comemorar. O Rio Grande do Norte terá em breve uma unidade de beneficiamento de pólen, que concentrará a produção de municípios da região do Mato Grande e cidades próximas e passa a vender o produto com rótulo próprio. A expectativa é que o selo de inspeção sanitária eleve em 30% o valor do pólen para os apicultores. Resultado de uma parceria entre o Sebrae no Rio Grande do Norte com a prefeitura local, a Casa de Pólen está sendo instalada em Taipu, que fica a cerca de 50 quilômetros de Natal, e a segunda desse tipo no Nordeste. A outra fica em Campina Grande (PB).

A unidade já está praticamente pronta para entrar em funcionamento, inclusive com o maquinário instalado. Falta apenas a última vistoria dos fiscais do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn)), o que deverá ocorrer na próxima semana. "É um marco para quem atua nesse nicho, porque a unidade legaliza a atividade de comercialização de pólen no Rio Grande do Norte, elimina os atravessadores e agrega valor ao produto", explica o gestor do projeto setorial da Apicultura no Sebrae-RN, Lecy Gadelha.

A estrutura será encarregada de processar o produto dentro das normas de higiene e segurança alimentar, exigidos pelo mercado, além de abrir canais de comercialização com inserção do pólen em redes de supermercados, lojas de produtos naturais, farmácias e drogarias. A casa de pólen está instalada na comunidade Tabuleiro do Barreto, na zona rural de Taipu, e estará apta a desidratar o pólen recolhido das colmeias nas cidades da região. Apesar de as regiões Oeste e Alto Oeste concentrarem a maior parte dos 3,5 mil apicultores do estado, cuja produção está direcionada à obtenção do mel, o Mato Grande é considerado o maior polo produtor de pólen norte-rio-grandense.

Dados não oficiais dão conta de que, por ano, o Rio Grande do Norte chega a produzir cerca de duas toneladas de pólen. "Essa unidade trará motivação para o apicultor, que tem mais uma opção de produto para comercializar. Essa diversificação elimina a sazonalidade. Quem produz mel só consegue por dois meses. Produtos, como o pólen, própolis e principalmente a apitoxina, agregam valor a essa cadeia produtiva", avalia o consultor Mario Melo, que é especializado em apicultura.

Devido às propriedades revigorantes e antioxidantes, que retardam o envelhecimento, o pólen tem alta procura no mercado por possuir os 22 tipos de aminoácidos, entre proteínas, açúcares, lipídios, sais minerais e vitaminas — principalmente as do complexo B -, além de 11 enzimas.

Beneficiados

A notícia da implantação de uma unidade de beneficiamento de pólen no estado animou o apicultor Célio Lino, que há sete anos produz esse derivado apícola. Célio possui 14 apiários, instalados em Caraúbas, Extremoz, Natal, Touros e Upanema. Dois deles — os de Natal e Extremoz — são dedicados exclusivamente à obtenção do pólen e de onde o apicultor consegue 15 quilos de pólen apícola por dia.

Célio Lino comercializa cada quilo por cerca de R$ 45,00 no atacado, mas se o produto fosse fracionado, a lucratividade seria bem maior, já que um pote com 100 gramas é vendido em lojas macrobióticas por um custo entre R$ 15,00 e R$ 20,00. "Sem dúvida, a Casa de Pólen agregará valor ao produto, pois com o rótulo poderei vender o produto de forma fracionada".

O apicultor é um dos poucos do Rio Grande do Norte que não produz mel e pioneiro na coleta de pólen. Célio dedica-se também a obter os derivados da apicultura com maior valor, como a apitoxina e a própolis. Atividade que proporciona um faturamento médio mensal de até R$ 9 mil. Agora, com a futura abertura da unidade, Célio Lino já planeja elevar a quantidade de coletores de pólen nas colmeias para aumentar a produção.

"Passa também pela questão de oferecer um preço justo para os apicultores com eliminação dos atravessadores", alega o apicultor Francisco José Pires Lima, que possui sete apiários na cidade de Alto do Rodrigues.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Cleonildo Mello – Jornalista

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O Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (Berd), por meio de uma parceria com o fundo internacional Global Environment Facility, quer ajudar bancos brasileiros a financiar projetos de eficiência energética.

Em entrevista à Agência Brasil, durante o Fórum Global de Crescimento Sustentável (3GF), em Copenhague, na Dinamarca, o presidente do banco, Suma Chakrabarti, disse que a parceria com o fundo visa a impulsionar projetos de eficiência energética em diferentes países, entre eles o Brasil. "Empresas que investem em eficiência energética reduzem seus custos de energia, se tornam mais competitivas e, acima de tudo, contribuem para frear as mudanças climáticas", destacou.

Ele observou que um terço dos projetos do Berd atualmente é na área de eficiência energética. Ao todo, 700 projetos foram desenvolvidos nesse setor desde 2006, representando investimento de mais de US$ 15 bilhões.

O diretor de Eficiência Energética e Mudanças Climáticas do Berd, Josué Tanaka, esteve no Brasil recentemente para acertar os primeiros detalhes da parceria que garantirá a transferência do modelo para o país. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é o principal parceiro, mas bancos comerciais também serão envolvidos. "Como muitos dos projetos são de pequeno e médio porte, é preciso ter a capilaridade que os bancos comerciais têm para garantir acesso mais fácil às empresas", disse ele. Pelo menos oito instituições financeiras estão sendo sondadas pelo Berd.

Tanaka ressaltou que o Brasil tem uma base de energias renováveis muito forte, principalmente por causa das hidrelétricas, mas que na área de eficiência energética, como vários outros países, ainda apresenta desenvolvimento abaixo do potencial. "Mas percebemos que a demanda aumentou muito nos últimos tempos, com os problemas de abastecimento de energia resultantes de condições meteorológicas desfavoráveis e com a expectativa de aumento nos custos de energia. Acreditamos que, cada vez mais, as empresas vão buscar reduzir o seu gasto energético", acrescentou

Para o diretor do Berd, o desafio para 2014 é fazer um diagnóstico sobre a eficácia do modelo para a realidade brasileira. "Queremos saber em que medida esse modelo que desenvolvemos se aplica ao Brasil, quais são os ajustes que teremos que fazer e qual será o apetite dos bancos em relação a esse tipo de financiamento", disse.

No modelo de projeto de eficiência energética aplicado atualmente pelo banco, as empresas são submetidas a uma auditoria externa que identifica a natureza do projeto a ser desenvolvido e calcula o retorno financeiro associado ao investimento. A partir daí, o pedido de financiamento é feito ao banco. "A ideia é que, pelo menos no início, a auditoria, a ser feita por consultores privados, seja financiada com recursos do fundo internacional Global Environment Facility", observou Tanaka. Ele acredita que, se houver real interesse dos bancos brasileiros, o financiamento de projetos de eficiência energética no país deve começar no primeiro semestre de 2015.

Fonte: Agência Brasil
Giselle Garcia – Correspondente
Graça Adjuto – Edição

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Comer dez porções de frutas e legumes todos os dias ajuda a melhorar a saúde física e mental e aumenta o sentimento de felicidade, segundo estudo divulgado ontem (22/10/14) pela Universidade de Queensland, na Austrália.

O cientista Redzo Mujcic disse à estação local ABC que seu trabalho comparou as escolhas feitas por cerca de 12 mil pessoas no consumo de frutas e verduras com os níveis de satisfação, estresse, vitalidade e outros indicadores da saúde mental.

"Comer umas cinco frutas e legumes (por dia) faz a pessoa mais feliz", comentou Mujdical ao referir-se aos pontos analisados.

Além disso, o estudo mostra que os efeitos positivos da maior quantidade de frutas e legumes na alimentação são mais fortes nas mulheres, embora se desconheçam as razões para essa influência.

Mujdic considerou que se a saúde mental está realmente ligada à ingestão e frutas e legumes, os responsáveis pelo desenvolvimento das políticas governamentais deveriam promover maior consumo desses alimentos.

Fonte: Agência Brasil

Da Agência Lusa.

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A escolha de eletromésticos e aparelhos eletrônicos não apenas pelo preço, mas também pela eficiência energética pode resultar em economia para o consumidor, segundo cálculo do responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Marcos Borges. A etiqueta de eficiência energética mede o consumo dos produtos por uma classicação que vai de A, para os mais eficientes, até E, para os menos eficientes, e a indicação é que o consumidor opte pelos que tenham um menor consumo energético. "Com o simples fato de escolher produtos mais eficientes, [o consumidor] pode economizar, em um apartamento mediano de dois quartos, cerca de R$ 1.200 todos os anos", disse.

No caso de refrigeradores, Borges calculou que a economia ao longo de dez anos equivale ao preço de um produto novo. Uma geladeira de 300 litros, por ano, pode gerar uma economia de R$ 100. Em dez anos, a economia seria quase suficiente para comprar um aparelho de tamanho similar.

"Ao economizar isso todo ano, ao final de dez anos, tem que começar a planejar a troca do aparelho, porque a partir daí ele começa a ficar cada vez menos eficiente e vai gastar cada vez mais energia e dinheiro para funcionar. A gente costuma dizer que, após dez anos economizando esse valor que a etiqueta proporcionou, o consumidor acaba sem fazer grandes investimentos comprando um refrigerador novo, por causa da decisão de ter comprado anteriormente um produto classificado", esclareceu. Na avaliação de Borges, é fundamental que o consumidor, ao adquirir um equipamento na loja, preste atenção às indicações expostas nas etiquetas como consumo de energia, quantidade de água e tempo de centrifugação [no caso de máquinas de lavar].

Para reduzir os gastos que costumam aumentar no período de verão com o forte calor, o responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem disse que o uso mais racional evita que o chuveiro e o ar-condicionado sejam classificados de vilão. "No caso do ar-condicionado, o melhor é ligar no máximo, fechar as portas e, depois de um tempo, diminui para uma temperatura confortável. Muita gente não faz isso e o gasto acaba pesando bastante no orçamento familiar. Da mesma forma, o chuveiro, em que tem gente que toma banho de meia hora, passando de dez minutos está jogando água e dinheiro fora. Ese puser na posição verão, vai gastar a metade do que ele gastaria na posição inverno", sugeriu.

Outra recomendação é que no momento do uso dos aparelhos também tenha hábitos eficientes, como não abrir muito a porta da geladeira e nem deixá-la aberta. Agora no verão, o melhor com relação ao chuveiro elétrico é evitar a posição inverno. Se o ar-condicionado estiver ligado, não se deve deixar abertas as portas dos cômodos. "O consumidor vai economizar bastante dinheiro somente por causa dos hábitos eficientes", garantiu.

Marcos Borges informou que o Programa Brasileiro de Etiquetagem completa 30 anos neste mês e é possível verificar o avanço dos consumidores na avaliação das etiquetas que permite a avaliação da qualidade do produto. "Isso o consumidor entende. Na última pesquisa encomendada pelo Inmetro em relação ao conhecimento sobre etiquetagem mostrou que 72% dos brasileiros não só conhecem, mas também confiam na informação da etiqueta e a utiliza na sua decisão de compras", disse, acrescentando que nos Estados Unidos e na China o percentual é menor. "Hoje, o Brasil é o único país do mundo onde essa informação na etiqueta é tão importante quanto o preço do produto", revelou.

Borges ressaltou que, nos últimos dez anos, o refrigerador tornou-se 70% mais eficiente do que era há 10 anos. "Somente por causa do processo em que o consumidor passa a ter mais informação, escolhe de forma mais consciente é que a indústria atende a esta expectativa", completou. Com o início do horário de verão no Brasil, ele recomendou, ainda, que os consumidores aproveitem um período maior de luminosidade para deixar as lâmpadas apagadas.

Fonte: Agência Brasil
Cristina Indio do Brasil – Repórter
Fábio Massalli – Edição

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A energia solar está bem estabelecida e em constante evolução. Mas, de acordo com um novo relatório da União Europeia, seu impacto econômico é incrivelmente custoso e muito pior do que energia eólica ou hidroelétrica.

O relatório considerou não apenas os custos operacionais e de capital das usinas, mas também seus impactos econômicos em termos de mudança climática, poluição e esgotamento de recursos. Pode parecer duro, mas há muitos dados por aí para fundamentar os cálculos.

Os autores do relatório calcularam custos nivelados — o custo econômico estimado por megawatt-hora de eletricidade gerada por cada tecnologia. Eas coisas não ficaram bonitas para a energia solar. De acordo com a análise, usinas novas de carvão e gás natural custam cerca de US$ 64 megawatts-hora, eólica US$ 102, energia nuclear US$ 115 e energias solares em escala utilitária US$ 127.

Por quê? Parece, de acordo com o Technology Review, que é por causa da fabricação de células solares. A maior parte delas é feita na China, e lá, a eletricidade é extremamente intensiva em carbono. Junte a isso o fato das células usarem recursos importantes de metal e o impacto econômico geral não é bom.

Vale ressaltar que o relatório foi feito com base em dados de 2012 — esse tipo de estudo demora esse tempo para ser concluído. Então é capaz de as coisas terem mudado nos últimos dois anos — porém, provavelmente não mudaram muito.

[European Commission via Technology Review]

Fonte: Gizmodo

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Chuvas generalizadas devem ocorrer por todas as áreas agrícolas do Brasil, incluindo lavouras de café, cana e grãos, entre 27 e 31 de outubro de 2014, com a chegada de uma nova frente fria, afirmou a Somar Meteorologia ontem (22/10/14).

Atingido severamente pela seca este ano, o Estado de Minas Gerais, maior produtor de café do Brasil, já vai começar a receber mais chuvas nos próximos dias.

Entre 15 e 70 milímetros de precipitações são esperados a partir de 22 de outubro, até o dia 26. Até 15 milímetros de chuvas atingiram o Estado nos últimos sete dias.

Chuvas mais fortes vão continuar até 11 de novembro.

Pesadas e consistentes chuvas são necessárias para reduzir o que pode ser o maior déficit hídrico já registrado em Minas Gerais e despertar as floradas para a safra de 2015.

As chuvas também são importantes para favorecer o plantio de milho e soja da safra 2014/15. As atividades registram atrasos em muitas áreas do país.

Fonte: Agência CNA

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Apenas complementares em 2010, Facebook e Twitter exercem um papel fundamental na atual campanha eleitoral, principalmente para atacar o adversário. Mas a supremacia da televisão junto ao eleitor segue imbatível.

A campanha eleitoral ganhou um novo palco nesta eleição: as redes sociais, principalmente o Facebook e o Twitter, que os candidatos passaram a utilizar para bombardear os eleitores com informações sobre si e também acusações aos adversários. O novo meio tem uma vantagem importante: permite chegar mais perto do eleitor e se fazer presente no seu cotidiano.

Na campanha pela Presidência da República, os dois candidatos que chegaram ao segundo turno investiram em redes sociais, com perfis no Facebook e no Twitter. Enquanto Dilma Rousseff (PT) soma mais de 1,7 milhão de curtidas no Facebook, Aécio Neves (PSDB) chegou a 3 milhões. Já no Twitter, Dilma está na frente, com mais de 2,9 milhões de seguidores, e Aécio tem cerca de 188 mil.

"Até 2010, as redes sociais eram, na melhor das hipóteses, apenas complementares nas campanhas, que estavam focadas basicamente na televisão. Mas agora há uma campanha sendo realizada nas redes sociais, que se tornaram um espaço fundamental", afirma o sociólogo Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Essas plataformas são utilizadas pelos candidatos para propagandear conquistas de seus governos, mostrar quem são os famosos que os apoiam, compartilhar depoimentos de eleitores, mas também para atacar os adversários e se defender de acusações. No perfil de Dilma no Facebook, cerca de 30 mensagens são "postadas" diariamente. A candidata privilegia textos e fotos. Já no perfil de Aécio, aproximadamente 20 mensagens são publicadas por dia, na maioria vídeos.

Perfis falsos

Mas a importância dessas plataformas deve ser vista com ressalvas, apesar de elas alcançarem um grande número de eleitores, segundo o especialista em comunicação Fábio Goveia, da Universidade Federal do Espírito Santo, que acompanha de perto a campanha eleitoral nessa nova mídia.

"Não significa que o candidato com maior presença nas redes sociais naturalmente será o mais votado, porque existem ferramentas que inflam determinados assuntos nas redes e acabam criando uma ideia equivocada de que determinado candidato é mais importante do que outro", afirma Goveia.

Ele explica que uma presença constante pode ser conquistada com o uso dos chamados perfis teleguiados, que tanto podem ser "robôs" como pessoas que ficam compartilhando freneticamente uma mensagem para que esta esteja sempre presentes nas redes.

Segundo Goveia, ambos os candidatos possuem uma estratégia semelhante nas redes sociais, com o uso dos perfis teleguiados e foco primeiramente no ataque ao adversário e depois na defesa das acusações sofridas. Na campanha de Aécio, os pesquisadores conseguiram detectar o uso dos "robôs", ou perfis criados para distribuir automaticamente determinadas mensagens.

"Identificamos isso mais claramente na campanha do PSDB. Não conseguimos identificar com as mesmas características na campanha do PT, apesar de termos indícios de que também ocorra", diz Goveia. A geração automática foi reconhecida na campanha de Aécio em algumas situações, como em debates.

"Alguns perfis ficavam replicando intensamente temas totalmente desconexos do que era discutido. Por exemplo, o candidato falava em educação e eram repetidos temas de cultura, como se não fosse alguém real. A partir das relações e softwares, conseguimos mapear e identificar que esses perfis ficam ligados apenas a uma pessoa, e essa relação quase só automática é uma das características dos chamados robôs", diz Goveia.

No Facebook, os pesquisadores encontraram uma série de perfis falsos, usados para espalhar boatos. Eles acabam sendo disseminados por outros usuários, que acreditam que a informação é verdadeira.

Goveia acrescenta que a utilização desses meios sem declaração na prestação de contas da campanha pode ser considerada crime eleitoral.

Televisão ainda domina

Apesar de as redes sociais terem um papel maior na campanha eleitoral, ainda é cedo para afirmar que elas serão decisivas. "As redes sociais têm importância crescente, mas não vão ser decisivas nesta eleição. Além disso, ainda há pouca clareza sobre o real impacto delas", opina o sociólogo Valeriano Mendes Costa, da Unicamp.

O Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia em número de usuários do Facebook. Mais de 76 milhões de brasileiros têm perfis nessa rede, sendo que mais da metade os utiliza diariamente. No Twitter, o Brasil, com 33,3 milhões de perfis, é o segundo país em número de usuários, atrás dos Estados Unidos.

O acesso à internet também chegou a mais da metade dos brasileiros com 10 anos, somando 86,7 milhões de pessoas em 2013. Em todo o país, 28 milhões de residências (43,1% dos domicílios) tinham conexão com a rede, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

No entanto, a televisão ainda é o meio de maior alcance, estando presente em 97,2% dos domicílios brasileiros. Por isso, ela continua sendo a principal plataforma para conquistar votos. "A televisão ainda é um meio com muito mais impacto, e este se dá pela quantidade de notícias. Estas podem fazer a diferença, e não somente a disputa nas redes sociais", afirma Avritzer.

Fonte: Deutsche Welle
Autoria: Clarissa Neher

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Na reta final, escassez no estado vira tema importante de campanha e ameaça influenciar resultado no maior colégio eleitoral do país. Segundo especialistas, PSDB erra ao tentar atribuir culpa ao governo federal.

A grave crise hídrica que atinge o estado de São Paulo pode diminuir as intenções de voto para o tucano Aécio Neves. Em meio à disputa acirrada na reta final das eleições presidenciais, a falta de água deve abrir uma diferença favorável a Dilma Rousseff (PT) no maior colégio eleitoral do país, preveem especialistas.

"As torneiras estão secando, e isso tem se transformado em um grande constrangimento para o governador Geraldo Alckmin e para o PSDB", avalia o cientista político Carlos Melo, do Insper.

Com a intenção de desgastar a imagem de Aécio e o favoritismo do PSDB em São Paulo, o PT tem usado a crise para criticar a forma de gestão tucana.

Em propaganda eleitoral veiculada no dia 20/10, Dilma diz que o governo paulista foi alertado em 2004 sobre a necessidade de a Sabesp (estatal responsável pela distribuição de água no estado) reduzir a dependência do Sistema Cantareira, mas "não fez nada". O sistema de captação de água é responsável pelo abastecimento da região metropolitana de São Paulo.

"Esse é mais um exemplo do modelo de gestão tucana", declarou a presidente. "Há meses que venho tentando ajudar, mas eles não demonstraram interesse em fazer obras com o nosso apoio", completou, anunciando a liberação de 1,8 bilhões de reais para a construção do Sistema São Lourenço, que, segundo ela, resolveria o problema da falta de água no "médio prazo".

Já Aécio joga a responsabilidade para o governo federal. O candidato pelo PSDB afirmou no mesmo dia que "talvez tenha faltado uma parceria maior" do Planalto, e criticou a atuação da Agência Nacional de Águas (ANA), órgão federal que regula o gerenciamento dos recursos hídricos no país.

"Vi essa questão da água ser muito discutida na campanha de São Paulo e nós vimos o resultado", afirmou, em referência à reeleição de Alckmin para o governo do Estado.

Para o cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, da FGV-SP, a crise hídrica pode ser um fator de decisão do voto em um estado em que o PT "vai muito mal".

"O governador vem adiando o enfrentamento do problema. Esse fato não tinha provocado muitas consequências entre os eleitores, porque, até então, não estava faltando água nas torneiras", analisa. "A impressão que eu tenho é que Alckmin está esperando chegar o dia 26 [segundo turno] para tomar um posicionamento."

Argumentos

De acordo com a Constituição, a gestão dos recursos hídricos disponíveis no território de um estado é de responsabilidade do governo estadual.

Teixeira avalia que Aécio erra estrategicamente ao usar o argumento de houve falha do governo federal. "A maneira escolhida por ele foi inesperada, porque, do ponto de vista prático, o governo federal tem pouco a fazer, a não ser empréstimos ou aporte de recursos. A grande responsabilidade nessa questão é dos estados", argumenta.

Carlos Melo, do Insper, ressalta que esta é a primeira vez, desde que a crise foi anunciada, que se tenta responsabilizar o Planalto.

"Não adianta agora Aécio jogar a questão da água para o governo federal. O governador Geraldo Alckmin não disse isso em momento algum, pelo contrário, chamou para si a responsabilidade até o último momento. É no mínimo incoerente", analisa.

A escassez de água em São Paulo deve ser um dos pontos principais do último debate presidencial, que será realizado amanhã (24/10) pela TV Globo, a dois dias do segundo turno.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no dia 20/10 mostra que 60% dos moradores da cidade de São Paulo tiveram algum problema com interrupção do fornecimento de água nos últimos 30 dias.

Para Melo, é inevitável que Dilma se refira ao problema. "Aécio vai dar uma resposta e tentar puxar outros pontos da agenda política", diz.

Teixeira destaca que o PSDB foi eleito para mais quatro anos em São Paulo antes que o problema se agravasse e os eleitores fossem diretamente afetados. "Assim como Aécio explorou até o limite o caso de corrupção na Petrobras, a crise da água surge como uma janela de oportunidades para Dilma. É a bala de prata que ela tem", opina o especialista.

No dia 21/10, o presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Guillo, criticou o governo paulista. Segundo ele, a população não está sendo alertada corretamente sobre a gravidade do problema.

"Não há obras em curso que possam atender a demanda no curto prazo. Se a crise se acentuar, não haverá alternativa. Poderemos assistir a um colapso nunca antes visto na região metropolitana de São Paulo", afirmou em debate sobre a crise da água na Assembleia Legislativa do estado.

Seca

Adolpho José Melphi, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), atribui a falta de água em regiões do Rio de Janeiro e do Triângulo mineiro e em São Paulo à escassez de chuvas.

"Desde que o sistema foi criado, há 30 anos, nunca tivemos uma falta praticamente total de chuva. Não sou pessimista. Não acho que vai acabar a água em São Paulo. As autoridades têm que correr com a conclusão das obras que estão em andamento e a população, economizar", afirmou.

Nesta semana, o Senado deve pedir informações ao Ministério do Meio Ambiente sobre a situação dos reservatórios de água do rio São Francisco, que vem passando por uma estiagem. Em setembro, foi anunciado que a nascente do rio em Minas Gerais havia secado.

Segundo o Senador Kaká Andrade (PDT/SE), o governo federal tem alterado a vazão de usinas hidrelétricas para diminuir o risco de racionamento de energia elétrica, o que tem comprometido o abastecimento.

Fonte: Deutsche Welle
Autoria: Karina Gomes

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Instrução Normativa publicada, ontem (22/10/14), no Diário Oficial da União (DOU), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estabelece regras e normas para a certificação de granjas, a fim de reconhecer e atestar que elas adotam procedimentos que evitam a infecção das aves pelos vírus causadores da gripe aviária e da doença de Newcastle.

Entre os procedimentos descritos estão os relativos a biosseguridade, vigilância epidemiológica, supervisões e auditorias. De acordo com ela, todas as granjas de reprodução, granjas de corte e incubatórios, além de fábricas de ração, devem estar registrados no órgão de defesa sanitária animal correspondente. Caberá às empresas manterem os registros que permitam identificação e a rastreabilidade de cada lote de aves e ovos produzidos.

Além disso, ela define ações a serem tocadas pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), como a realização anual de auditorias em amostras das unidades. Também caberá ao SVO coordenar um programa de vigilância periódica de amostras com avaliações clínicas das aves, bem como a coleta de amostras para o diagnóstico laboratorial.

Uma equipe de gestão deverá fazer supervisões no compartimento, no mínimo, a cada quatro meses nas granjas de corte, e a cada três meses nas granjas de reprodução, incubatórios e nas unidades funcionais associadas. Todas terão de se submeter, com frequência e metodologia, a um programa de limpeza e desinfecção por meio de produtos comprovadamente eficazes para a inativação dos vírus.

Para obterem certificação, as granjas de reprodução e de corte devem possuir um programa de manejo das aves mortas, sobras de ração, cama, sobras de comidas dos funcionários, além de cuidados com a água, rações, vacinas e com o risco de pragas — principalmente de roedores e insetos. Também terão de adotar procedimentos de segurança para pessoas, veículos, materiais e equipamentos que tenham acesso aos locais de produção.

Fonte: Agência Brasil
Pedro Peduzzi – Repórter
Marcos Chagas – EDição

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por meio do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, do Departamento de Defesa Animal, da Superintendência Federal de Agricultura de Santa Catarina determinou a interdição dos estabelecimentos SC Foods S/A e da Cooperativa dos Produtores de Leite de Formosa do Sul, com base nas investigações realizadas durante a Operação Leite Adulterado III, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina.

De acordo com o Sipoa, embora as duas empresas interditadas fossem credenciadas como Fábricas de Laticínios, ambas estavam operando apenas com a refrigeração do leite cru coletado nos produtores e revendendo o produto como Leite Cru Pré-Beneficiado para outros estabelecimentos de processamento.

As fraudes ocorriam nos galpões fora das instalações das empresas e envolviam também transportadores de leite, que preparavam os caminhões de coleta com a adição de produtos como água oxigenada e soda caustica, antes de saírem para iniciar a linha de coleta. Outra forma de fraude era a preparação de um pequeno volume de leite com grande quantidade de produtos químicos para ser adicionado a um volume maior, de forma a mascarar os parâmetros de qualidade do leite cru refrigerado, comercializado para outras empresas.

A prevalência das substancias adulterantes ainda não foi comprovada por meio de análises laboratoriais, mas amostras já foram colhidas para estudo. A identificação da adulteração foi realizada por meio de escutas telefônicas autorizadas judicialmente.

Durante as investigações, foi constatado que as empresas Laticínios Santa Terezinha Ltda e Laticínios São Bernardino Ltda, identificadas como receptoras, também se encontravam fora dos padrões legais. A empresa Laticínios Santa Terezinha Ltda ficará sob Regime Especial de Fiscalização, ou seja, restritivo. Já a São Bernardino, que está sob inspeção de um consórcio municipal, reconhecido pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), receberá as sanções que o próprio consórcio entender necessárias.

O Ministério da Agricultura já deu início ao levantamento junto às empresas dos dados de rastreabilidade, tanto dos produtos produzidos, quanto das cargas de leite cru pré-beneficiado que saíram com destino às outras empresas. A partir da identificação do uso produto, será então determinado o recolhimento cautelar dos lotes o mais breve possível. O leite adulterado descoberto durante a operação era vendido exclusivamente para empresas de processamento.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Rossana Gasparini – Jornalista
Telefone: (61) 3218-2461

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Estão abertas, até o dia 31 de outubro de 2014, as inscrições para o processo seletivo do mestrado em Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas (SP).
O curso tem dois anos de duração e início do ano letivo em março. Há três áreas de concentração: Gestão de recursos agroambientais; Genética, melhoramento vegetal e biotecnologia; e Tecnologia da produção agrícola.

Podem se candidatar engenheiros agrônomos, engenheiros agrícolas, biólogos e outros profissionais portadores de diplomas universitários que desenvolvam atividades relacionadas às Ciências Agronômicas e Ambientais.

O processo seletivo inclui análise de documentação, análise do currículo, prova escrita específica da área de concentração, prova de inglês e entrevista. A divulgação do resultado será feita em 12 de dezembro.

Há vagas também para o curso de doutorado e para o pós-doutorado, cujas inscrições ficam abertas em fluxo contínuo.

As inscrições devem ser feitas on-line pelo site www.iac.sp.gov.br, no link Pós-Graduação — Processo Seletivo 2015/2017, e a documentação precisa ser entregue na secretaria de pós-graduação do IAC, no prédio Franz W. Dafert, na Avenida Barão de Itapura, 1481, em Campinas (SP).

O edital pode ser conferido em www.infobibos.com/pgiac/edital.html.

Fonte: Agência Fapesp

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