O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) estendeu até 10 de novembro de 2014 o prazo para inscrições no processo seletivo de seu Mestrado em Agricultura Conservacionista. Interessados devem preencher a ficha de inscrição e entregá-la na secretaria do Programa de Pós-Graduação, em Londrina (PR), juntamente com os documentos listados no edital e o comprovante do pagamento da taxa de R$ 100. Também é possível enviar a documentação pelo correio (Sedex).

São oferecidas 21 vagas, igualmente distribuídas entre as áreas de concentração "genética, melhoramento e biotecnologia vegetal", "manejo conservacionista dos recursos naturais" e "produção e proteção vegetal". A seleção será realizada por meio de avaliação do currículo Lattes, entrevista e duas provas – inglês e conhecimentos específicos.

O edital contendo os procedimentos e as novas datas de entrevista e das provas está disponível neste link.

Informações também podem ser obtidas pelo telefone (43) 3376-2153 ou e-mail pgiapar@iapar.br.

Fonte: Instituto Agronômico do Paraná
Assessoria de Imprensa do Iapar
Telefone: (43) 3376-2465

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Terminou ontem (30/10/14) o Seminário Nacional Pronatec Campo, promovido pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Educação (MEC), que reuniu organizações sociais ligadas à produção rural durante dois dias, em Brasília (DF). Período no qual discutiram alternativas para atendimento mais efetivo aos assentados dos projetos de reforma agrária e aos povos de comunidades tradicionais do meio rural.

Para a diretora de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Nilva Schroeder, o programa pretende atender ao público-alvo de acordo com as demandas apresentadas às instituições federais de ensino. "Quando falo de agricultura familiar, vou ter em cada território a atuação dos movimentos sociais e entidades relacionadas a esses grupos sociais, que tenham condições de fazer uma leitura adequada das demandas necessárias, inclusive em relação à abordagem do curso", disse ela.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), representado no seminário pelo coordenador nacional de Educação do MST, Edgar Jorge Kolling, sustenta que o Pronatec Campo já é um avanço no que diz respeito à atenção dada ao povo rural no quesito educação, mas ainda falta muito. Kolling defende mais flexibilidade na participação dos cursos para aumentar a educação inclusiva. Segundo ele, "como o desenho do Pronatec está rígido, não temos um número significativo, ainda, de pessoas do MST participando dos cursos".

Uma das lutas, acrescentou, é pela manutenção e construção de escolas no campo, porque "pesquisa que fizemos, com apoio da Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância], mostra que se a escola no campo for até o ensino médio, 100% das crianças e adolescentes irão até o ensino médio. Quando eles têm que ir para a cidade, isso tem uma quebra grande, porque não têm transporte, ou por conta da distância", ressaltou.

O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), José Wilson de Souza Gonçalves, destacou que o seminário era importante na busca de melhorias para o Pronatec Campo. Ele enfatizou que "estamos em um processo de construção, desde ontem, para que o programa abranja mais do que a linha central de formação técnica". As discussões, segundo ele, se encaminham para o ajuste de condições estratégicas e propostas pedagógicas para as demandas de quem vive no campo.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego no Campo, popularizado como Pronatec Campo, tem aumentado gradativamente o número de vagas à medida em que crescem também as oportunidades de emprego na agroindústria, por exemplo. Balanço referente ao primeiro semestre deste ano mostra que foram disponibilizadas 120 mil vagas para 172 cursos ao longo de 2014. Muitos deles destinados exclusivamente a produção orgânica e agroecologia.

Fonte: Agência Brasil
Stênio Ribeiro – Edição

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A nova edição da Revista Informe Agropecuário sobre o tema Pragas do cafeeiro – bioecologia e manejo integrado, aborda as pragas principais e ocasionais da cultura, com descrição, importância, monitoramento e manejo, com o objetivo de reduzir ou mesmo evitar prejuízos aos produtores.

Em função dos avanços nas pesquisas, do impacto das alterações climáticas sobre a ocorrência e comportamento das pragas, das novas estratégias de manejo integrado, do surgimento de defensivos e do aumento das restrições sobre seus usos, torna-se importante atualizar conhecimentos e aprimorar o manejo da lavoura.

Coordenada pelos pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Lenira Viana Santa-Cecília e Rogério Antônio Silva, esta edição traz estratégias para o manejo integrado de pragas como o bicho-mineiro, broca-do-café, cigarras, ácaros e cochonilhas, visando o controle necessário para garantir a produtividade do cafezal.

Serviço

Revista Informe Agropecuário
Epamig – Divisão de Gestão e Comercialização
Telefax: (31) 3489-5002
E-mail: publicacao@epamig.br
Páginas: 96
Preço: R$ 15,00

Fonte: Agência Minas

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Voltada a divulgar informações científicas da Embrapa para profissionais e órgãos de imprensa, a Agência Embrapa de Notícias acaba de lançar seu boletim eletrônico. Trata-se de um periódico com resumos e links para as principais matérias publicadas no período.

O boletim será enviado por e-mail para a lista de assinantes da Agência. Apesar de voltado a profissionais de jornalismo, o boletim pode ser assinado por qualquer pessoa interessada em pesquisa agropecuária. Para assiná-lo, é só preencher o cadastro na Sala de Imprensa do portal da Embrapa, no endereço: www.embrapa.br/agencia-de-noticias-embrapa/cadastro.

A Agência de Notícias da Embrapa é uma ferramenta de comunicação que pretende utilizar melhor o potencial da web para informar e dialogar com os interessados em informação sobre a ciência gerada pela Embrapa. Além disso, é função da Agência Embrapa gerar conteúdo jornalístico completo, inédito, relevante e atraente para informar à sociedade em geral sobre programas, políticas, descobertas, inovações, pesquisas e ações relacionadas à Embrapa e seus parceiros. O conteúdo da Agência é elaborado pelos jornalistas das Unidades da Embrapa de todo o País, sob a coordenação da Secretaria de Comunicação da Empresa (Secom).

Além da Agência de Notícias, também foram implantados o programa televisivo Conexão Ciência e a Revista XXI. O Conexão Ciência é produzido em parceria pela Embrapa e pela TV NBR, e vai ao ar todas as terças-feiras, na emissora do Governo Federal, às 20h30. O programa também pode ser assistido no Youtube.

Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste
Christiane R. Congro Comas – Jornalista
Telefone: (67) 3416-6884

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A partir do dia 2 de novembro, o número dos telefones celulares no Amapá (DDD 96), no Amazonas (DDDs 92 e 97), no Maranhão (98 e 99), Pará (91, 93 e 94) e de Roraima (95) terão acrescidos o dígito 9 à frente dos números atuais. O anúncio foi feito ontem (30/10/14) pela Agência Nacional de telecomunicações (Anatel).

A medida terá início à meia-noite (horário de Brasília) e abrangerá, 453 municípios: 16 no Amapá, 53 no Amazonas, 217 no Maranhão, 143 no Pará e 15 em Roraima. "Estamos dando sequência à padronização que fizemos com sucesso em São Paulo, no Espírito Santo e Rio de Janeiro" disse o presidente da Anatel, João Batista Rezende.

A fim de facilitar a transição, para os usuários, serão feitos comunicados pelos jornais, nos portais das operadoras, nas faturas de serviços e nas redes sociais. Também serão enviadas mensagens por SMS. Além disso, a Anatel disponibilizou em seu site uma cartilha detalhando como será o processo de transição.

De acordo com o superintendente de Obrigação e Recursos à Prestação da Anatel, Marconi Maya, é possível a ocorrência de instabilidades eventuais nos primeiros momentos de transição, no dia 2, mas não será significativo, que venha a dar problema para o consumidor.

Os números atuais, com oito dígitos, continuarão a funcionar por dez dias. "A chamada será completada durante um período de duplo convívio [dos números] até o dia 11 de novembro, mas sugerimos que priorizem os nove dígitos", disse Maya.

A partir do dia 12 até 9 de fevereiro, chamadas feitas com oito dígitos serão interceptadas, e uma mensagem sonora informará sobre a necessidade de se colocar o 9 à frente do número.

"Fica a critério da operadora completar a chamada", disse o superintendente da Anatel. Segundo a agência, ocorrem 20 milhões de acessos nessas áreas onde será feita a mudança. "Este nono dígito ampliará a oferta de números, já que beiramos os 270 milhões de acessos em todo o país", explicou Rezende.

Está prevista para 31 de maio de 2015, a inclusão do nono dígito nos estados de Alagoas, Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. A partir de 11 de outubro de 2015 — será a vez de Minas Gerais, da Bahia e de Sergipe. Até o final de 2016, todo o território nacional terá o nono dígito, com a inclusão do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Rondônia e do Acre, além da Região Centro-Oeste.

A Anatel informa que a medida demandará eventuais ajustes em equipamentos e sistemas privados como equipamentos de PABX e agendas de contatos. As operadoras prometem disponibilizar um aplicativo quer fará uma mudança automática nas agendas dos celulares.

A previsão para fazer as alterações na Região Norte é R$ 58 milhões. Em São Paulo foram necessários R$ 300 milhões em investimentos, e no Rio de Janeiro e Espírito Santo R$ 80 milhões.

Fonte: Agência Brasil
Pedro Peduzzi – Repórter
Valéria Aguiar – Edição

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A organização britânica de luta contra a pobreza Oxfam fez um apelo contra a desigualdade social e econômica no dia 29 de outubro de 2014, ao apresentar um novo relatório em Londres. Segundo o documento, o número de multimilionários no mundo duplicou depois da crise econômica de 2008, passando de 793 pessoas em 2009 para 1.645 hoje.

Além disso, o relatório afirma que uma pequena taxa anual de 1,5% sobre o patrimônio dos multimilionários seria o suficiente para assegurar que cada criança do mundo tenha acesso à educação e para levar serviços de saúde aos países mais pobres.

"Hoje a riqueza está aumentando, e vai continuar sendo assim a não ser que os governos ajam", disse a diretora executiva da Oxfam, Winnie Byanyima. "Não devemos permitir que doutrinas econômicas de visão estreita e o interesse próprio dos ricos e poderosos nos deixem cegos para esses fatos."

Segundo o relatório, 70% das pessoas vivem em países onde a distância entre ricos e pobres aumentou nos últimos 30 anos. O documento reconhece que a desigualdade entre os países diminuiu nos últimos 14 anos, mas afirma que o mais importante é a desigualdade entre a população de um país.

A Oxfam calcula que a riqueza somada das 85 pessoas mais ricas do mundo cresce 668 milhões de dólares por dia. Essas pessoas têm um patrimônio equivalente ao da metade mais pobre do planeta, afirma.

Segundo o relatório, se Bill Gates transformasse todo seu patrimônio em dinheiro e despendesse 1 milhão de dólares por dia, precisaria de 218 anos para gastar tudo o que tem.

O presidente executivo da Oxfam, Mark Goldring, disse que uma minoria próspera está tomando para si "uma porção cada vez maior do bolo" e instou os líderes mundiais a fechar o fosso entre ricos e pobres.

Fonte: Deutsche Welle

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A partir de amanhã (01/11/14), produtores mineiros de ovinos e caprinos estarão isentos da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para a comercialização de animais vivos, nas transações interestaduais. A isenção é um benefício importante para fomentar a atividade e atrair frigoríficos para o Estado.

As novas regras foram explicadas aos produtores e representantes do segmento em reunião realizada no dia 29 de outubro, na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte (MG). O produtor estará isento da cobrança de um percentual médio de 12% de ICMS na comercialização dos animais vivos.

Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Merlo, esta é uma demanda antiga dos produtores. "Esta solicitação foi encaminhada à Seapa por meio da Câmara Técnica de Caprino e Ovinocultura e levamos o assunto para análise da Secretaria de Fazenda. Existem convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que isentam vários estados da cobrança do ICMS no mesmo segmento e solicitamos a inclusão de Minas, equiparando o estado aos outros que já usufruem do benefício", explica o secretário André Merlo.

A isenção fiscal na comercialização de ovinos e caprinos tem período de validade de 1º de novembro próximo até 31 março de 2016. A principal expectativa é atrair novos empreendedores para o estado. De acordo com o Coordenador da Assessoria de Pecuária da Secretaria da Agricultura, Bruno Barros de Oliveira, Minas não dispõe, atualmente, de frigoríficos com Serviço de Inspeção Estadual (SIE) habilitado para o abate de ovinos e caprinos.

"A isenção é uma forma de estimular os produtores, aquecer a demanda, aumentar a competitividade e atrair empreendedores interessados no processamento da carne. O objetivo é que o estado deixe de vender a matéria-prima para comercializar o produto final, com maior valor agregado com ganhos para toda a cadeia produtiva", explica.

O coordenador da Seapa acrescenta, ainda, que os produtos comestíveis resultantes do abate, dentro do Estado, já têm tratamento diferenciado com um crédito presumido de 0,1% na saída da carne industrializada do estado.

Segundo o Censo Pecuário do IBGE, o rebanho caprino mineiro conta com aproximadamente 115 mil animais. Os ovinos somam cerca de 226 mil cabeças. Apesar da crescente presença em todas as regiões do Estado, a participação mineira no rebanho nacional ainda é tímida. "Daí a importância de medidas que estimulem a expansão da atividade, passando pela cadeia produtiva até o consumidor final", afirma o coordenador Bruno de Barros.

Fonte: Agência Minas

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A agricultura contará com mais R$ 21 bilhões em crédito nesta safra. O Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou a quantia por meio do redirecionamento dos depósitos da poupança rural. De acordo com o Banco Central (BC), as medidas estão em linha com o Plano Safra 2014/2015, lançado em maio deste ano.

Os recursos foram liberados por meio de duas resoluções aprovadas pelo CMN. A primeira elevou de 67% para 72% a proporção dos depósitos da poupança rural que os bancos são obrigados a aplicar em crédito agrícola, destinando R$ 5 bilhões adicionais para o setor. Para não prejudicar a alocação para outros tipos de linhas de crédito, o CMN diminuiu de 18% para 13% o recolhimento compulsório da poupança rural — fração da poupança rural que as instituições são obrigadas a recolher para o Banco Central.

A segunda resolução permitiu que os bancos com operações de custeio e comercialização, contratadas na safra 2013/2014, deixem de usar o fator de ponderação para o cálculo da exigibilidade do crédito rural. As instituições podiam multiplicar por 2,2 o saldo dessas operações de crédito para cumprir o critério de exigência. Agora, a multiplicação não poderá mais ser feita, o que resultará na liberação de R$ 16 bilhões para o setor.

Atualmente, cinco instituições financeiras operam a poupança rural: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Banco Cooperativo do Brasil e Banco Sicredi.

O CMN também aumentou o acesso de empresas estatais ao crédito. Até agora, as instituições financeiras podiam comprometer até 25% do patrimônio de referência com o setor público. A resolução separa o limite da União das empresas estatais. Agora, o banco poderá verificar o risco e o comportamento dessas empresas para examinar o grau de dependência econômica da estatal em relação ao Orçamento da União.

Caso seja comprovado que a estatal se sustenta com receitas próprias, a empresa será tratada como cliente à parte, podendo pegar mais recursos emprestados. De acordo com o Banco Central, a mudança não foi feita para beneficiar as empresas estatais, mas em cumprimento às normas internacionais para o crédito ao setor público, alteradas em abril deste ano.

"O sistema financeiro tem limite máximo de exposição muito longe desses 25%. Na prática, não é uma alteração muito significativa", disse Caio Ferreira, chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do Banco Central. Como as estatais do setor elétrico e a Petrobras estão excluídas do limite de 25% nas operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a mudança terá pouco impacto sobre o crédito para as empresas públicas.

Fonte: Agência Brasil
Wellton Máximo — Repórter
Stênio Ribeiro – Edição

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Até o ano passado [2013], o desmatamento acumulado na Floresta Amazônica, em 40 anos de análise, somou 762.979 quilômetros quadrados (km²), o que corresponde a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol. É o que revela o relatório O Futuro Climático da Amazônia, coordenado pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O relatório, divulgado ontem (30/10/14) na Sala Crisantempo, na zona oeste de São Paulo, reúne várias estudos feitos sobre a região e é destinado à população leiga. O objetivo é universalizar o acesso a mais de 200 estudos e artigos científicos e diminuir o que o pesquisador chama de "ignorância" sobre os problemas ambientais.

Nobre calcula que a ocupação da Amazônia já destruiu 42 bilhões de árvores, ou seja, mais de 2 mil árvores por minuto, de forma ininterrupta, nos últimos 40 anos. Somando-se o desmatamento e a degradação (que considera áreas verdes, mas inutilizadas) da floresta, a destruição da Amazônia alcança mais de 2,062 milhões de km².

De acordo com o relatório, o desmatamento pode pôr em risco a capacidade da floresta de rebaixar a pressão atmosférica, exportar sua umidade para outras regiões pelos chamados "rios voadores" e regular o clima, induzindo à seca. Os efeitos sobre a Região Sudeste, mais especificamente no estado de São Paulo, que enfrenta uma grande seca, ainda estão sendo estudados, mas Nobre acredita que parte disso seja reflexo do desmatamento da Mata Atlântica e do aquecimento climático.

"Estamos na UTI climática", afirmou o pesquisador, comparando o problema do clima ao de um paciente internado em um hospital. Segundo Nobre, é difícil prever se o "paciente" — no caso, a Amazônia — vai reagir, embora ainda exista uma solução para o problema.

"Quando se está no processo de UTI no hospital, o médico vai dizer a que horas você vai morrer? Não vai. Depende do seu organismo e de muitos fatores, e o que o médico pode fazer é o que está ao alcance dele: informar. O que estou fazendo é informando [sobre o problema ambiental na Amazônia]. Eacho que tem uma solução: desmatamento zero para anteontem e replantar em esforço de guerra. Mas, antes disso, um esforço de guerra real é acabar com a ignorância", enfatizou.

De acordo com Nobre, o esforço para zerar o desmatamento é insuficiente, já que é preciso também confrontar o passivo do desmatamento acumulado e dar início a um processo de recuperação do que já foi destruído. "É preciso plantar árvores em todos os lugares, e não só na Amazônia", ressaltou o pesquisador, lembrando que não podem ser plantados somente eucaliptos, como ocorre atualmente, já que esta não é a espécie mais indicada para trazer chuva.

Para ele, o governo tem uma grande tarefa a realizar e esse trabalho deve ser feito em conjunto com o Ministério Público, a Justiça, as organizações não governamentais (ONGs) e, principalmente, os cientistas, repetindo algo que foi feito após 2004, quando o Brasil alcançou o pico de área desmatada (127,7 mil km²) "É possível fazer acordos e todos os setores serem beneficiados", airmou.

Apesar de o desmatamento estar se reduzindo nos últimos anos, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, afirmou Cláudio Amarante, da ONG WWF Brasil. "Pelos dados que temos hoje, por tudo o que reduziu, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, embora dependa de como isso é medido. O Brasil tem dez anos de redução de desmatamento, mas os países andino-amazônicos vêm em processo contrário: há um crescimento do desmatamento. Após o Brasil, vêm a Bolívia, o Peru, a Colômbia, a Venezuela e o Equador, do ponto de vista absoluto [de área desmatada]."

De acordo com Amarante, o controle do desmatamento no Brasil está entrando agora em sua fase mais difícil: a de combate às pequenas manchas de desmatamento, pouco visíveis por satélites. "Até agora, o que foi possível foi conter o desmatamento que era mais fácil, o mais flagrantemente ilegal, das áreas maiores e de maior detecção. Agora vamos ter que combater as pequenas manchas de desmatamento e as feitas por pequenas propriedades ou assentamentos", afirmou.

Fonte: Agência Brasil
Elaine Patricia Cruz — Repórter
Nádia Franco – Edição

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) alcançou no mês de outubro de 2014 a marca de 500.113 registros de propriedades e posses rurais no país. O número representa cerca de 10% da meta total, que é de 5,2 milhões de cadastros até março de 2015.

A região norte lidera o número de cadastramentos, com 174.093 registros, seguida pelas regiões centro-oeste (166.954), sudeste (71.756), sul (48.850) e nordeste (38.460). Os dados são do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Criado pela Lei 12.651/12, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais. A partir dele, é formada uma base de dados estratégica para o controle, o monitoramento e o combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

Segundo o secretário Caio Rocha, da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o CAR é um importante instrumento de planejamento para o produtor rural. "É fundamental para a preservação e monitoramento de áreas degradadas, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental", afirma Caio.

Os produtores rurais devem ficar atentos ao prazo de inscrição no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Siscar) – sistema eletrônico que comporta todas as informações da propriedade — que vai até o mês de março de 2015. No momento do cadastro, o produtor identifica a localidade e as delimitações da propriedade e deve fornecer ainda imagens por satélite. Por isso, agricultores que não tiverem as informações necessárias para realizar o cadastro, devem procurar a ajuda de um técnico.

Para realizar o cadastro o produtor pode acessar o endereço eletrônico www.car.gov.br para baixar o Módulo de Cadastro, preenche-lo e enviá-lo para análise por meio da internet.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Gustavo Chaves Lopes – Jornalista
Telefone: (61) 3218-3086

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A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) está com 10 editais de concursos públicos para professores efetivos. Nove são para o Campus da Liberdade, em Redenção (CE), e um para o Campus dos Malês, em São Francisco do Conde (BA).

As vagas dispostas nos editais 136, 137, 142, 143, 144, 145, 146, 147, 148 e 150 são todas para a classe de professor adjunto A, com remuneração inicial de R$ 8.344,64, 40 horas semanais e dedicação exclusiva. Ao todo estão sendo oferecidas 20 vagas para a docência nos setores de estudo em Língua Inglesa, História, Literaturas em Língua Portuguesa, Teoria da Literatura, Estatística e Matemática, Antropologia, Sociologia, Língua Portuguesa, Libras e Pedagogia.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no horário das 8h30 às 11h30 e das 14h00 às 18h00, excluindo-se os sábados e os domingos, nos endereços especificados nos editais.

Há uma taxa de inscrição no valor de R$190,00. O concurso é válido por um ano, podendo ser prorrogado por igual período.

Vagas com inscrições até 07 de novembro

Edital 136/2014: 3 vagas — Setor de estudo Língua Inglesa, Campus dos Malês.
Edital 137/2014: 3 vagas — Setor de estudo História, Campus da Liberdade.
Edital 142/2014: 1 vaga — Setor de estudo Literaturas em Língua Portuguesa, Campus da Liberdade.
Edital 143/2014: 1 vaga — Setor de estudo Teoria da Literatura, Campus da Liberdade.

Vagas com inscrições até 11 de novembro

Edital 145/2014: 2 vagas — Setor de estudo Antropologia, Campus da Liberdade.
Edital 146/2014: 2 vagas — Setor de estudo Sociologia, Campus da Liberdade.
Edital 147/2014: 3 vagas — Setor de estudo Língua Portuguesa, Campus da Liberdade.
Edital 148/2014: 2 vagas — Setor de estudo Libras, Campus da Liberdade.
Edital 150/2014: 2 vagas — Setor de estudo Pedagogia, Campus da Liberdade.

Vaga com inscrição até 28 de novembro

Edital 144/2014: 1 vaga — Setor de estudo Estatística e Matemática, Campus da Liberdade.

Fonte: Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

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