Para conseguir prever com precisão eventos extremos, como tempestades, ou simular cenários de impactos das mudanças climáticas, é preciso avançar no conhecimento dos processos físicos que ocorrem no interior das nuvens e descobrir a variação de fatores como o tamanho das gotas de chuva, a proporção das camadas de água e de gelo e o funcionamento das descargas elétricas.

Com esse objetivo, uma série de campanhas para coleta de dados foi realizada entre 2010 e 2014 em seis cidades brasileiras – Alcântara (MA), Fortaleza (CE), Belém (PA), São José dos Campos (SP), Santa Maria (RS) e Manaus (AM) – no âmbito de um Projeto Temático Fapespclique aqui para acessar – coordenado por Luiz Augusto Toledo Machado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Também houve participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e de diversas faculdades de Meteorologia no Brasil, que sediaram os experimentos.

Os principais resultados da iniciativa, conhecida como Projeto Chuva, foram descritos em um artigo de capa do Bulletin of the American Meteorological Society, considerada a revista de maior impacto na área de meteorologia.

Segundo Machado, as regiões escolhidas para a pesquisa de campo representam os diferentes regimes de precipitação existentes no Brasil. "É importante fazer essa caracterização regional para que os modelos matemáticos possam fazer previsões em alta resolução, ou seja, em uma escala de poucos quilômetros", disse o pesquisador.

Um conjunto comum de instrumentos – que inclui radares de nuvens de dupla polarização – foi usado nos diferentes sítios de forma que as medidas pudessem ser comparadas e parametrizadas para modelagem.

O radar de dupla polarização, em conjunto com outros instrumentos, envia ondas horizontais e verticais que, por reflexão, indicam o formato dos cristais de gelo e das gotas de chuva, ajudando a elucidar a composição das nuvens e os mecanismos de formação e intensificação das descargas elétricas durante as tempestades. Também foram coletados dados como temperatura, umidade e composição de aerossóis.

Além disso, experimentos adicionais distintos foram realizados em cada uma das seis cidades. No caso de Alcântara, onde a coleta de dados ocorreu em março de 2010, o experimento teve como foco o desenvolvimento de algoritmos de estimativa de precipitação para o satélite internacional Global Precipitation Measurement (GPM) – lançado em fevereiro de 2014 pela Nasa (a agência espacial americana) e pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa).

"Naquela região, o grande desafio é conseguir estimar a precipitação das chamadas nuvens quentes, que não têm cristais de gelo em seu interior. Elas são comuns na região do semiárido nordestino", explicou Machado.

Por não abrigarem gelo, a chuva dessas nuvens passa despercebida pelos sensores de micro-ondas que equipam os satélites usados normalmente para medir a precipitação, resultando em dados imprecisos.

As medições de nuvens quentes feitas por radar em Alcântara, comparados com as medições feitas por satélite, indicaram que os valores de volume de água estavam subestimados em mais de 50%.

Em Fortaleza, onde a coleta foi feita em abril de 2011, foi testado em parceria com a Defesa Civil um sistema de previsão de tempestades em tempo real e de acesso aberto chamado Sistema de Observação de Tempo Severo (SOS Chuva).

"Usamos os dados que estavam sendo coletados pelos radares e os colocamos em tempo real dentro de um sistema de informações geográficas. Dessa forma, é possível fazer previsões para as próximas duas horas. Esaber onde chove forte no momento, onde tem relâmpago e como a situação vai se modificar em 20 ou 30 minutos. Também acrescentamos um mapa de alagamento, que permite prever as regiões que podem ficar alagadas caso a água suba um metro, por exemplo", contou Machado.

A experiência foi tão bem-sucedida, contou o pesquisador, que a equipe decidiu repeti-las nas campanhas realizadas posteriormente. "O SOS Chuva contribui para diminuir a vulnerabilidade da população a eventos extremos do clima, pois oferece informações não apenas para os agentes da Defesa Civil como também para os cidadãos", disse.

Em junho de 2011 foi realizada a campanha de coleta de dados em Belém, onde os pesquisadores usaram uma rede de instrumentos de GPS para estimar a quantidade de água na atmosfera. Os resultados devem ser publicados em breve. Também foram lançados balões meteorológicos capazes de voar durante 10 horas e coletar dados da atmosfera. "O objetivo era entender o fluxo de vapor dágua que vem do Oceano Atlântico que forma a chuva na Amazônia, contou Machado.

Entre novembro de 2011 e março de 2012, foi realizada a campanha de São José dos Campos, cujo foco era estudar os relâmpagos e a eletricidade atmosférica. Para isso, foi usado um conjunto de redes de detecção de descargas elétricas em parceria com a Agência de Pesquisas Oceânicas e Atmosféricas (NOAA), dos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Satélites Meteorológicos (Eumetsat).

"Foram coletados dados para desenvolver os algoritmos dos sensores de descarga elétrica dos satélites geoestacionários de terceira geração, que ainda serão lançados pela NOAA e pela Eumetsat nesta década. Outro objetivo era entender como a nuvem vai se modificando antes que ocorra a primeira descarga elétrica, de forma a prever a ocorrência de raios", contou Machado.

Em Santa Maria, entre novembro e dezembro de 2012, foram testados, em parceria com pesquisadores argentinos, modelos matemáticos de previsão de eventos extremos. Segundo Machado, a região que abrange o sul do Brasil e o norte da Argentina é onde ocorrem as tempestades mais severas do mundo.

"Os resultados mostraram que os modelos ainda não são precisos o suficiente para prever com eficácia a ocorrência desses eventos extremos. Em 2017, faremos um novo experimento semelhante, chamado Relâmpago, no norte da Argentina", contou Machado.

GOAmazon

As duas operações intensivas de coleta de dados realizadas em Manaus — a primeira entre fevereiro e março de 2014 e a segunda entre setembro e outubro do mesmo ano — ainda não haviam ocorrido quando o artigo foi submetido à publicação.

A campanha foi feita no âmbito do projeto Green Ocean Amazon (GOAmazon http://campaign.arm.gov/goamazon2014/) e contou com dois aviões voando em diferentes alturas para acompanhar a pluma de poluição emitida pela região metropolitana de Manaus. O objetivo era avaliar a interação entre os poluentes e os compostos emitidos pela floresta, bem como seu impacto nas propriedades de nuvens – leia mais neste link. http://agencia.fapesp.br/avioes_sobrevoam_a_amazonia_por_quase_200_horas_para_medir_impacto_da_poluicao/20150/). Os dados ainda estão em fase de análise.

Ao comentar a principais diferenças encontradas nas diversas regiões brasileira, Machado destaca que as regiões Sul e Sudeste são as que apresentam gotas de chuva de tamanhos maiores e uma camada mista, na qual há água no estado líquido e sólido, mais desenvolvida. Essa é, segundo o pesquisador a principal razão da maior incidência de descargas elétricas nesses locais.

Já as nuvens da Amazônia apresentam a camada de gelo no topo — acima de 20 quilômetros de altura — mais bem desenvolvida que a de outras regiões. As regiões litorâneas, como Alcântara e Fortaleza, apresentam em maior quantidade as chamadas nuvens quentes, nas quais quase não há descargas elétricas.

"Foi o primeiro recenseamento de nuvens feito no Brasil. Essas informações servirão de base para testar e desenvolver modelos capazes de descrever em detalhes a formação de nuvens, com alta resolução espacial e temporal", concluiu o pesquisador.

Fonte: Agência Fapesp
Karina Toledo

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Um estudo realizado pela professora Adriane Elisabete Antunes de Moraes (foto abaixo), do curso de Nutrição da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA), permitiu a obtenção de um leite desnatado que é, ao mesmo tempo, pasteurizado, microfiltrado e deslactosado (com redução de 90% ou mais da quantidade de lactose original) e que, além disso, possui estabilidade por até 50 dias – o prazo normal fica entre 3 a 5 dias. O produto obtido por este somatório de tecnologias é inovador e inexistente, tanto no Brasil como em outros países. Os resultados da pesquisa foram publicados com destaque no Journal of Dairy Science, da Associação Americana de Laticínios.

A pesquisa, desenvolvida em parceira com pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) de Campinas (SP), associou três técnicas já existentes: a microfiltração, a pasteurização e a quebra da lactose (açúcar do leite responsável por intolerância alimentar em mais de 65% da população mundial de adultos). Foram realizadas análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais, estas últimas com a participação de 24 provadores durante todo o período da pesquisa. Eles analisaram cor, doçura, sabor, adstringência, amargor e acidez do produto armazenado sob refrigeração por 50 dias, para constatar até quando o leite se mantinha adequado para o consumo.

Adriane explica que a microfiltração é uma tecnologia que pode ser considerada como uma esterilização a frio. "O leite é forçado a passar sob pressão por uma membrana de cerâmica e, durante esta passagem, os micro-organismos e seus esporos são retidos. Esta técnica, portanto, não emprega calor para a inativação microbiana, mas sim uma barreira física, o que permite preservar as características sensoriais e nutritivas do produto", esclarece.

No Brasil não é permitido a venda de leite embalado não pasteurizado (diferentemente do que acontece, por exemplo, na França, onde se comercializa leite microfiltrado cru). Por esse motivo, e para ampliar ainda mais a validade do produto, o grupo de pesquisa optou por associar a microfiltração com a pasteurização. Esta última é um processo térmico que submete o leite a uma temperatura de 62 graus por 30 minutos (pasteurização longa) ou 72 graus por 15 segundos (pasteurização curta). "Este tratamento elimina agentes biológicos que podem causar doenças, mas o leite pasteurizado mantém uma microbiota com capacidade de resistir ao calor. Estas bactérias continuam vivas e, apesar de não fazerem mal à saúde, vão estragar o produto, que então dura pouco, em torno de 5 dias", afirma a pesquisadora.

No Brasil, o tipo de leite mais comercializado atualmente é o UHT (conhecido como "leite longa vida" e que recebe um tratamento térmico intenso – entre 130 a 150°C por 2 a 4 segundos, permitindo que o produto tenha validade de cerca de 4 meses). Os intolerantes à lactose encontram no mercado atualmente apenas a opção de leite deslactosado obtido por UHT.

No entanto, como explica Adriane, depois de aberto, a cor do produto sofre modificação apresentando-se mais escura e escurecendo ainda mais nos dias subsequentes. Ela pontua que algumas marcas comerciais apresentam esse escurecimento mesmo antes de o produto ser aberto. "Essa cor mais escura pode ser responsável pela rejeição do produto por alguns consumidores. Pensamos então em fazer a associação de tecnologias e resolver também esta questão da cor do leite deslactosado obtido por UHT, permitindo a obtenção de um produto interessante do ponto de vista nutricional e sensorial e que apresentasse vida estendida", afirma.

A máquina utilizada pelos pesquisadores para a microfiltração do leite, importada da França com verba da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), é um equipamento que pertence ao Ital e que custa cerca de R$ 180 mil. Atualmente, nenhuma empresa brasileira de laticínio utiliza o sistema com a finalidade de obter leite de validade estendida.

Adulteração, consumo e mutação

De acordo com Adriane Antunes, existem atualmente movimentos contrários ao consumo de leite e derivados por diferentes motivos, tanto filosóficos (o ser humano seria o único mamífero que consome leite ao longo da vida) como fisiológicos (intolerância à lactose, alergia às lactoproteínas, desordens genéticas no metabolismo da galactose, etc). Segundo ela, somam-se a estas polêmicas as constantes fraudes às quais o leite tem sido submetido. "É fato que grande parte dos consumidores de leite pertence a grupos vulneráveis como crianças, gestantes e idosos, o que tornam as fraudes ainda mais graves, ainda que sejam inaceitáveis, independemente do público e fase da vida em que o leite é consumido", declara.

Sobre as recorrentes denúncias, ela acredita que sempre houve adulteração do produto no país, embora agora tenhamos mais notícias devido tanto ao aumento do controle de qualidade como ao aumento do número de denúncias. A docente explica que o leite é um produto muito fácil de ser adulterado, por ser líquido e por poder ser misturado perfeitamente com água. "Várias são as fraudes que têm se observado, desde adição de água até emprego de substâncias químicas. Este é um grave problema e deve ser combatido de forma exemplar e definitiva".

Quando perguntada se pessoas adultas deveriam continuar tomando leite, já que, como informa o artigo, 65% da população mundial de adultos apresenta algum grau de intolerância à lactose, Adriane explica que, geneticamente, a grande maioria dos seres humanos é capaz de secretar a enzima necessária para quebra do açúcar do leite apenas na primeira infância. Depois do desmame, a produção da enzima lactase (que digere a lactose, o açúcar do leite) tende a diminuir. No entanto, ao longo da história humana, alguns indivíduos desenvolveram uma mutação genética que lhes permitiu continuar com a capacidade de digerir o leite.

"Isto se deu devido ao fato de algumas populações terem domesticado o gado para comer a carne. Em algum momento, passaram a beber o leite, para matar a fome ou até mesmo por escassez de água. Algumas mães, vendo que seu leite secava, passaram a dar o leite da vaca para seus filhos. Além disso, quando o leite de vaca era armazenado em marmitas de barro ou em bolsas feitas com estômago de bezerro acabavam virando respectivamente iogurte e queijo, produtos que agradaram o paladar de nossos ancestrais. Tais fatos favoreceram o início de uma relação do homem com o leite", coloca.

A mutação ocorreu em diferentes partes do mundo e por eventos genéticos independentes. O gene que determina que a enzima lactase permaneça sendo produzida na vida adulta é herdado por gene autossômico dominante e, assim sendo, é facilmente transmitido entre diferentes gerações. Adriane acredita que a adaptação do homem ao consumo de leite possivelmente garante benefícios evolutivos à espécie. "Por isso a natureza tem optado por tornar cada vez mais frequente esse padrão genético".

Ela também afirma que, como o ser humano está vivendo mais, há uma variação de fatores que apontam que é recomendável ter boas fontes de cálcio na dieta para conter os riscos aumentados de osteoporose. " Eas melhores fontes de cálcio continuam sendo o leite, os queijos e os iogurtes. Embora haja outras fontes, como as folhas verdes, a quantidade de consumo teria que ser muito maior do que a habitual para suprir a quantidade recomendável".

Para saber mais

Acesse aqui o artigo da pesquisadora.

Fonte: Jornal da Unicamp
Cristiane Känpf – Jornalista
Edição de imagens – Diana Melo

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

á está no ar o site do Serviço Sismológico Nacional, marcando a entrada em operação da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que reúne pesquisadores do Observatório Nacional, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade de São Paulo (USP). A iniciativa já resultou na instalação de 80 estações sismográficas no Brasil. Os dados destas estações estão sendo disponibilizados em tempo real no site.

"Isso é bom porque o Brasil, apesar de não ser um país sísmico, pode registrar sismos de magnitude 6 ou acima de 6 [graus na escala Richter]. Eisso pode causar danos se ocorrer em regiões habitadas," disse geofísico Sérgio Fontes, coordenador da RSIS (Rede Sismográfica do Sul e do Sudeste).

Sérgio Fontes observou que o comum, no Brasil, é que haja sismos de magnitude entre 4 e 5 graus e que o padrão de atividade sísmica brasileiro sugere a ocorrência de sismos acima de magnitude 6 graus no intervalo de 50 anos. O último foi registrado em 1955, em Mato Grosso. "Já passou de 50 anos", comentou.

Rede sismográfica mundial

O Serviço Sismológico Nacional deverá ampliar a participação do Brasil na rede sismográfica mundial, que conta com mais de 6 mil estações. "Além da ocorrência de um sismo de magnitude maior, esses dados fornecem informações bastante preciosas sobre a estrutura do interior da terra, que são muito valiosas para que se conheça a evolução do planeta, para os recursos naturais. Eu acho que é um avanço que o Brasil está fazendo," disse Sérgio.

A implantação de todas as sub-redes teve apoio da Petrobras, com recursos que alcançam cerca de R$ 25 milhões. Com a redução dos patrocínios pela estatal, os pesquisadores da RSBR terão de buscar novos investidores, a partir do próximo ano. Sérgio Fontes estimou que seriam necessários em torno de R$ 1,5 milhão por ano para manter cada uma das quatro sub-redes (Sul/Sudeste, Centro/Sul, Centro/Norte e Nordeste). "Para que os mais de cinco anos de esforço de implantação dessa rede se mantenham", reiterou.

Somente a RSIS tem hoje 17 estações em funcionamento, e deve chegar a 19 até o final deste ano. Os pesquisadores estão, no momento, instalando estações em ilhas. A primeira foi montada na Ilha da Trindade, no Espírito Santo. Eles querem instalar agora em Abrolhos, na Bahia, em Fernando de Noronha, Pernambuco.

O endereço do site da Rede Sismográfica Brasileira é www.rsbr.gov.br.

Fonte: Inovação Tecnológica

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Foram lançadas no dia 28 de novembro de 2014, no Rio de Janeiro (RJ), as primeiras nove moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Além de homenagear o Cristo Redentor e outros pontos turísticos da cidade, as peças fazem alusão a esportes como atletismo, remo, vôlei e ciclismo. Ao todo serão lançadas 36 moedas até o ano das competições. Fonte: TV NBR

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Já escolhida desde a semana passada, a equipe econômica do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff foi apresentada de maneira oficial, ainda que a mandatária não comparecesse ao evento na tarde do dia 27 de novembro de 2014, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Joaquim Levy assume o Ministério da Fazenda, enquanto Nelson Barbosa será o responsável pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Alexandre Tombini foi mantido na presidência do Banco Central (BC).

O "fortalecimento da economia" foi uma expressão citada pelo menos seis vezes durante os breves pronunciamentos e curta coletiva do grupo. Para tanto, o fomento à inovação para retomada da competitividade foi posto como fundamental pelo novo titular da Fazenda. Segundo Joaquim Levy, a política econômica deve ser voltada para estes aspecto.

"A concorrência, o empreendedorismo e a inovação são indispensáveis para o crescimento da economia. O Ministério da Fazenda vai fazer todo o possível para alavancar essas três variáveis fundamentais", afirmou Levy.

Por sua vez, Nelson Barbosa aposta na austeridade e no trabalho em conjunto com outros ministérios, estados e municípios para equilibrar as contas do governo. Até porque a meta de superavit primário se mostra ousada diante das recentes controvérsias no Congresso Nacional em relação à alteração do cálculo do indicador. Para 2015, o número estimado é de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos dois anos seguintes, sobe para 2% do PIB. Outro ponto abordado foi a questão da produtividade nacional.

"Temos que trabalhar em conjunto para fortalecer a economia. Além disso, temos que aumentar a taxa de investimentos e de produtividade da economia de um modo mais rápido", disse Barbosa.

Orçamento

Mesmo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano em discussão no Congresso, a cúpula do Executivo se debruça para montar o Orçamento federal de 2015. Ainda não foi encaminhada aos deputados federais e senadores a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o próximo ano e nem os valores discriminados que cada ministério e membro da Administração Pública federal receberá em 2015.

Fonte: Portal Inovação

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Universidade Federal Fluminense (UFF) lança o Edital nº 205/2014 para seleção de professores da carreira do magistério superior, em 63 áreas do conhecimento. Ao todo, são 72 vagas destinadas às unidades de ensino de Niterói, Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e Volta Redonda.

Os interessados poderão se inscrever entre os dias 1º de dezembro de 2014 e 21 de janeiro de 2015, no site da Coordenação de Pessoal Docente. A taxa de inscrição varia de R$ 75 a R$ 250, de acordo com o cargo e a jornada de trabalho.

Confira a documentação referente ao concurso (cliquenos títulos para acessar):

Edital nº 205/2014

Retificação do Edital nº 205/2014

Aditamento a editais para docentes

Também foram divulgados os termos de aditamentos aos editais nº 197/2012, 166/2013, 245, 2013, 80, 2013, 87/2014 e 179/2014, referentes a 24 vagas de docentes em Niterói, Angra dos Reis, Nova Friburgo e Volta Redonda. Confira aqui os Termos de Aditamento.

Fonte: Universidade Federal Fluminense

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos) e a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) lançaram no dia 28 de novembro de 2014, na Feira do Empreendedor, no Riocentro, um guia especial para quem deseja investir no mercado de orgânicos. O guia pode ser acessado neste link.

A coordenadora do CI Orgânicos, Sylvia Wachsner, destacou, em entrevista à Agência Brasil, que as pessoas interessadas em fazer investimentos no setor têm que entender "qual é importância da legislação orgânica, o que significa certificação, o que é um produto orgânico".

Nos atendimentos que vem fazendo no estande do CI Orgânicos, na Feira do Empreendedor, Sylvia recomenda a todos o fechamento de um plano de negócios que inclua, entre outros tópicos, a análise do solo e da água da região onde se pretende implantar uma agroindústria orgânica, ou mesmo iniciar uma produção orgânica . "A gente dá um passo a passo para eles poderem seguir em frente".

Sylvia enfatizou que a agroindústria orgânica tem obrigação de cumprir com a lei, em especial a que trata das normas de vigilância sanitária. Ser orgânico não significa ter que deixar de cumprir tudo o que diz a lei", salientou. "Orgânico é um adicional sobre o que já existe", completou.

Segundo Sylvia Wachsner, o guia é uma ferramenta importante não só para os agricultores orgânicos, mas também para a agroindústria de beneficiamento, que possa adicionar valor ao produto. Lembrou que, atualmente, em todo o mundo, os consumidores se mostram mais interessados em comprar alimentos saudáveis que respeitem o meio ambiente. É o caso dos produtos orgânicos, disse.

Acentuou também que, com o aumento da população mundial, a demanda por alimentos vai exigir que a agricultura se torne cada vez mais sustentável, como ocorre com a produção orgânica.

Embora não haja estatísticas oficiais, Sylvia estimou que a agricultura orgânica no Brasil, formada em sua maioria por agricultores familiares, apresenta uma expansão entre 15% e 20% ao ano, devido às vendas diretas ao consumidor em feiras orgânicas e para a merenda escolar. Já a agroindústria de orgânicos cresce em torno de 10% ao ano. "O produto com maior valor agregado não cresce tanto. É mais complicado, porque ainda é uma cadeia em formação".

Fonte: Agência Brasil
Alana Gandra – Repórter
Jorge Wamburg – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O Brasil é referência na América Latina no apoio à agricultura familiar, mas ainda tem muito que aprender na relação entre Estado e entes privados, como o agronegócio. A avaliação é de Mônica Rodrigues, oficial de Assuntos Econômicos da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Um dos produtos que o Brasil exporta é a imagem de governo que apoia a agricultura familiar. É muito interessante ver isso quando estamos em outros países. É o único país da América Latina que tem um ministério de desenvolvimento agropecuário focado nos pequenos produtores", disse Mônica durante o 2º Fórum de Agricultura da América do Sul, em Foz do Iguaçu, no Paraná. "É um avanço, e o Brasil é referência".

Segundo Mônica Rodrigues, a América Latina tem experiências de alianças público-privadas que podem servir de exemplo para o Brasil. "Os recursos são limitados, e o governo tem de eleger áreas para apoiar. Por isso, acho importante o tema da participação privada. Talvez essa seja uma das áreas em que o Brasil tem a aprender com países latinos. Por ser um país com muitos recursos, possivelmente há dependência de políticas públicas centralizadas pelo Estado", alertou.

A representante da Cepal acrescentou que, como o país vive uma democracia, há espaço para o diálogo, na medida em que o governo escuta os entes privados, abre espaços para participação; "Também temos de ver como os agentes privados ocupam, ou não, o espaço de participação. Não basta essa possibilidade. Necessitamos de uma iniciativa privada para que as experiências se desenvolvam."

Como exemplo, Mônica usa encontros, na Costa Rica, no Chile e Equador, entre profissionais de tecnologias da informação e do setor agrícola. O governo proporciona o encontro e, a partir daí, trocam-se experiências e implementam-se iniciativas transversais. Segundo ela, são produzidas tecnologias específicas para o agronegócio, baseadas nas condições e necessidades locais. "São temas importantes para todas as cadeias produtivas, que necessitam articulação entre temas em que [as pessoas] só precisavam sentar e conversar."

Ela explicou que, no Brasil, há o desenvolvimento de tecnologias, liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "Ainda há muita participação do Estado". Atualmente, pelo menos 5 milhões de famílias vivem da agricultura familiar e produzem a maioria dos alimentos consumidos no Brasil. O modelo de produção está em 84% dos estabelecimentos agropecuários e responde por aproximadamente 33% do valor total da produção do meio rural, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) indicam que a agricultura familiar representa aproximadamente 25% da área de propriedades agropecuárias no Brasil. Na outra ponta, está o agronegócio, que, em 2013, representou 41% do total exportado pelo país.

Para o professor Antônio Marcio Buainain, do Instituto de Economia (ECO) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com relação ao mercado internacional, o desenvolvimento do agronegócio depende da atuação direta do governo. "Não funciona se não tivermos infraestrutura adequada e uma política macroeconômica favorável. O Estado precisa atuar no front internacional, abrindo mercados e aplicando as regulamentações adequadas".

O 2º Fórum de Agricultura da América do Sul foi realizado nos dia 27 e 28 de novembro de 2014 em Foz do Iguaçu (PR). Com o tema Inovação e Sustentabilidade no Campo, o evento discute o agronegócio mundial a partir da realidade sul-americana.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Tokarnia – Enviada Especial
Armando Cardoso – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O descarte adequado do óleo de cozinha é um desafio para não poluir o meio ambiente, visto que uma gota do produto contamina 20 mil litros de água. Uma das soluções encontradas é transformar esse óleo em biocombustível para abastecer automóveis e até mesmo aviões. Para esclarecer mais sobre o assunto, o Conexão Ciência convidou o pesquisador da Embrapa, Rossano Gambetta. Fonte: TV NBR

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Pesquisadores da Universidade Católica de Brasília (UCB) criam antibiótico de uso veterinário a partir da bactéria Paenibacillus Ourofinenses encontrada no solo do Cerrado. O medicamento combate à Salmonelose Aviária, doença que causa grande prejuízo à Avicultura. Em cerimônia, no dia 19 de novembro de 2014, foi assinado o Contrato de Licenciamento de Tecnologia, firmado entre a instituição e a empresa de saúde animal Ouro Fino, para produção e comercialização do produto. Fonte: TV UCB

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Foi assinado um acordo, no dia 27 de novembro de 2014, entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e representantes da indústria e do comércio de lâmpadas. A medida visa o descarte correto de lâmpadas queimadas e é mais um passo para implantar o sistema de Logística Reversa no setor. O processo de Logística Reversa é quando um produto descartado pelo consumidor retorna aos fabricantes que dão um destino correto para os produtos. A iniciativa está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010. Fonte: TV NBR

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Lançado pelo Ministério da Educação (MEC) e vinculado ao Ciência Sem Fronteiras, o novo programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) é destinado a servidores e alunos de universidades que busquem aperfeiçoar o estudo de línguas estrangeiras. Estudantes de qualquer disciplina de graduação poderão participar das aulas presenciais e online nos pólos das universidades credenciadas. O programa vai englobar oito línguas, entre elas mandarim e japonês. Para falar sobre o assunto, o NBR Entrevista recebeu a presidente do programa, Denise de Abreu Lima. Fonte: TV NBR

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O Google sabe (quase) tudo sobre você. As informações são obtidas toda vez que um internauta usa algum serviço do Google. A partir de buscas ou consultas no Google Maps, a empresa aprende aos poucos detalhes da vida de cada um. Conheça algumas alternativas aos principais serviços oferecidos pelo Google. Fonte: Exame.com

Compartilhe esta postagem nas redes sociais