Determinados a formar novos líderes para o agronegócio brasileiro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançaram ontem (31/10/14), o Programa CNA Jovem — Jovens liderando o Agro. A cerimônia de abertura aconteceu à noite, em Brasília (DF), e contou com a presença dos 135 participantes selecionados para ingressar no novo programa, 11 professores da entidade formadora e lideranças do Agro.

A programação segue nos dois dias seguintes, quando começam as atividades e oficinas de formação. Hoje (01/11), um dos destaques do encontro será a apresentação do professor da Singularity University, dos Estados Unidos, Jose Cordeiro, que falará sobre inovação, tecnologias e futurismo.

O programa vai preparar jovens do meio rural de todo o País, com idade entre 22 e 35 anos, para impulsionar ainda mais o setor empresarial rural. Os selecionados serão capacitados através de um curso de formação com aproximadamente 300 horas/aula e uma metodologia inovadora, que permitirá o desenvolvimento pessoal e profissional deles como líderes.

Para a chefe do Departamento de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS) do Senar, Andréa Barbosa Alves, o maior ganho do programa será justamente a formação oferecida aos participantes, que serão inseridos em debates de grande relevância para o Agro brasileiro e mundial, receberão um conteúdo vivencial sobre liderança e construirão planos de ação em cima de desafios do setor. "Tudo isso será muito importante para a vida profissional desses jovens, que poderão ser lideranças do Agro aonde estiverem atuando. Outro grande ganho será a rede de contatos que eles poderão fazer com os outros participantes e com as lideranças da área que participarão da programação", destaca.

Ao final, os cinco candidatos que se destacarem durante o processo formativo serão indicados como Líderes Jovens da CNA e farão uma visita técnica à China para conhecer instituições de pesquisa, modelos de empreendedorismo e prospecção de negócios.

CNA Jovem

O programa terá quatro encontros presenciais (64 horas) e atividades de EaD (72 horas). Em paralelo, os alunos farão um curso EaD de inglês (120 horas). A formação vai associar o conhecimento das temáticas de interesse do agronegócio com a prática de tomada de decisões através de desafios práticos, elaboração de planos de negócios, business games, visitas técnicas e desenvolvimento de competências comportamentais e de comunicação.

O processo de formação dos jovens será realizado por três entidades: Fundação Instituto de Administração (FIA), HSM Experience e EF — Education First.

Fonte: Agência CNA
Telefone: (61) 2109-4141

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O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – apresentou déficit primário de R$ 25,491 bilhões. É o quinto déficit primário consecutivo do ano e o pior resultado para todos os meses desde o início da série histórica, em 2001. Anteriormente, o maior déficit havia sido o de dezembro de 2008, de R$ 20,951 bilhões. Os dados foram divulgados ontem (31/10/14) pelo Banco Central (BC).

Nos nove meses do ano houve déficit de R$ 15,286 bilhões. No mesmo período do ano passado, havia superávit de R$ 44,965 bilhões. Em 12 meses encerrados em setembro, o superávit primário do setor público ficou em R$ 31 bilhões, o correspondente a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país).

O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública e reduzir o endividamento do governo no médio e longo prazos. Neste ano, a meta para o setor público é 1,9% do PIB. O BC considera, no Relatório de Inflação, o resultado primário estrutural, cálculo feito com base na exclusão de receitas e despesas extraordinárias.

No mês passado, o Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de R$ 20,995 bilhões. Os governos estaduais registraram déficit de R$ 3,791 bilhões e os municipais, superávit de R$ 730 milhões. Já as empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 1,435 bilhão.

Em nove meses, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 19,471 bilhões; os estaduais e municipais, respectivamente, superávit de R$ 1,494 bilhão e R$ 4,565 bilhões.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Branco – Repórter
José Romildo – Edição

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As mulheres eram as principais responsáveis por 37,3% dos lares brasileiros em 2010, informou ontem (31/10/14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas Estatísticas de Gênero. A proporção cresce para 39,3% quando considerados os domicílios das áreas urbanas ante 24,8% nos das rurais.

A pesquisa mostra que, quando os cônjuges vivem juntos com os filhos, as mulheres são consideradas responsáveis em 22,7% das residências. Quando apenas um dos pais vive com os dependentes, as mulheres passam a responder por 87,4% dos lares. O IBGE informa que a identificação do responsável parte do entrevistado: este aponta quem é reconhecido como tal pelos demais membros da família.

Quando considerada a cor ou raça do responsável pela família, as mulheres brancas têm uma taxa menor que as pretas e pardas: estas últimas são integradas pelo IBGE em um único indicador como negras. Enquanto o primeiro grupo responde por 35,6% dos lares em que brancos são chefes de família, ficando abaixo da média nacional, o segundo grupo comanda 38,7% das residências em que pretos e pardos chefiam.

A participação das mulheres como responsáveis supera a média nacional quando analisados os domicílios com menor renda. Quando o ganho per capita é de até meio salário mínimo (R$ 362), a proporção de mulheres chefiando sobe para 40,8% e chega a 46,4% nas áreas urbanas. Já quando a renda é de mais de dois salários por pessoa da família (R$ 1.448), a taxa cai para 32,7%, cinco pontos percentuais abaixo da média geral (37,3%).

Sem levar em consideração o chefe da família, o IBGE mostra que a participação das mulheres em 2010 era de 40,9% da renda dos lares, enquanto a contribuição dos homens estava em 59,1%. Apesar de chefiarem menos famílias nas áreas rurais, as mulheres têm maior contribuição na renda dessas residências, com 42,4%, contra 40,7% das famílias que moram nas áreas urbanas.

As mulheres nordestinas são as que mais participam da renda familiar, com 46,8%. Os lares rurais do Nordeste são os únicos em que a participação delas supera a dos homens, com 51%. Em grande parte das cidades dessa região, além de Tocantins, Minas Gerais e Amazonas, as mulheres respondem por mais da metade da renda familiar, enquanto em São Paulo, sul e oeste de Minas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a participação feminina é menor. Os domicílios rurais do Centro-Oeste são os que registram menor participação feminina na renda, de 26,8%.

Ainda segundo a pesquisa, as mulheres pretas e pardas têm maior participação na renda de suas famílias que as brancas, com uma proporção de 42% contra 39,7%.

Fonte: Agência Brasil
Vinícius Lisboa – Repórter
José Romildo – Edição

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O limite de faturamento para efeito de enquadramento da pequena empresa no Simples Nacional – regime tributário que concede tratamento diferenciado aos pequenos negócios – poderá chegar a R$ 7,2 milhões, duplicando o teto atual vigente no Brasil. A proposta de ampliação do limite faz parte de estudo que a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa (Sempe) da Presidência da República vai apresentar em breve à presidente Dilma Rousseff, como parte do processo de aperfeiçoamento do Simples Nacional e inclui várias outras medidas para desburocratizar, simplificar e favorecer os empreendimentos de pequeno porte.

"A reforma tributária vem acontecendo de baixo para cima", assinalou o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, ao anunciar no dia 30 de novembro de 2014, na abertura da 14ª Convenção Nacional ABF Franchising, que vai prosseguir com uma série de medidas para facilitar ainda mais os pequenos negócios. Ele enfatizou que as empresas têm direito constitucional de tratamento diferenciado, simplificado e favorecido, ao falar para cerca de 550 franqueados e franqueadores, deputados federais e desembargadores, na Ilha de Comandatuba (BA).

Outras medidas propostas seriam a unificação das obrigações e da data de recolhimento dos tributos e um menor prazo para abrir ou fechar empresas no país. Segundo o ministro, atualmente 23% das empresas — cerca de 1,3 milhão, exceto os microempreendedores individuais — são CNPJ inativos. "Estamos testando em Brasília um novo sistema que vai possibilitar o fechamento de uma empresa sem a exigência de certidão negativa de débito. A ideia é que até o final deste ano o sistema seja disponibilizado para todo o país", disse o ministro.

As medidas de simplificação, além da recente universalização do Simples (Lei Complementar 147/2014), envolvem ainda a criação de um Pronatec Aprendiz. O princípio constitucional do tratamento diferenciado, conforme diz o ministro, será aplicado para permitir a contratação de menor aprendiz pelos pequenos negócios. "O trabalho é uma grande escola", disse Afif, ao lembrar que os pequenos negócios são empresas familiares, local ideal para desenvolvimento das aptidões e habilidades dos jovens brasileiros. "O Pronatec Aprendiz seria o Simples trabalhista", definiu o ministro.

Para os Microempreendedores Individuais (MEI), que somam cerca de 4,2 milhões no país, o ministro Afif anunciou que as medidas em estudo pela sua equipe preveem também duas outras novidades: a proibição de aumento de custos na formalização do MEI e a eliminação de ônus para contratação do MEI.

Capacitação e aval

Junto com a presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Cristina Franco, e o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, Afif Domingos participou da assinatura de dois protocolos para novas ações da parceria entre as duas instituições. Ao se referir à dificuldade de acesso a crédito pelos pequenos negócios, o ministro anunciou o Fampe Franquias, um projeto de parceria entre o Sebrae e a ABF.

O diretor Carlos Alberto explicou que com o Fampe Franquias os associados da ABF terão acesso fácil e rápido a garantias complementares, exigidas pelos agentes financeiros. Será uma versão diferenciada do Fundo de Aval das Micro e Pequenas Empresas (Fampe), operado pelo Sebrae há cerca de 20 anos e aplicado nas operações de crédito para investimento e/ou capital de giro contratadas juntos a agentes financeiros conveniados.

Outro projeto da parceria Sebrae e ABF, o Franquias Brasil vai capacitar cerca de 24 mil microfranquias, franquias, potenciais franqueados e potenciais franqueadores em gestão e franchising em 19 estados. A novidade é a utilização de games empresariais sobre gestão financeira e de pessoas, atendimento ao cliente, merchandising e publicidade, custo e preço de venda e indicadores de desempenho. O curso "Entendendo Franchising" será oferecido a franqueados e potenciais franqueadores. Os investimentos das duas instituições somam cerca de R$ 17 milhões.

A presidente da ABF, Cristina Franco, ressaltou a importância das medidas para alavancar os pequenos negócios com impactos positivos na economia. "O franchising é parte do Brasil que dá certo", disse, ao destacar que o setor cresce historicamente com mais de dois dígitos e deve fechar 2014 com uma expansão de até 7%, seguindo o nível de países como a China. "São cerca de um milhão de empregos diretos e um empresariado forte e vibrante", disse, na abertura oficial da convenção anual da ABF.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Telefone: (61) 3243-7851

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A América Latina e o Caribe devem registrar um crescimento de mais de 2,5% em 2015. A estimativa é da secretária-executiva da Comissão econômica para a região – Cepal -, que aposta em um resultado melhor que os 2,2% previstos para 2014. Para ela, o Brasil terá um dos melhores desempenhos da zona.

Após uma modesta previsão para 2014, a América Latina e o Caribe devem retomar o caminho do crescimento no ano que vem. "Eu acredito que 2015 vai ser um ano melhor para a região", declarou no dia 28 de outubro de 2014 em Havana a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena. "Creio que (o crescimento) será superior a 2,5%", enfatizou.

Segundo a executiva, brasileiros, argentinos e chilenos, registrarão um avanço com relação a 2014. "O Brasil é, sem dúvida, um país que terá um melhor desempenho no ano que vem", completou.

No entanto, a executiva alertou para o contexto internacional, que continua delicado. "A Europa ainda não conseguiu sair da crise", lembrou. Já a retomada do crescimento nos Estados Unidos, prevista para atingir 2% este ano, pode contribuir para a situação no resto do continente e estimular as economias da América Central e Caribe, frisou Alicia Bárcena. Ela lembrou que o envio de dinheiro de latino-americanos que vivem nos Estados Unidos é uma fonte de renda importante nesta região.

A Cepal havia revisto para baixo as previsões de crescimento para na América Latina e no Caribe, com estimativas que passaram de 2,7% para 2,2%. Segundo a comissão, a principal razão dessa desaceleração é a fraca demanda de matérias-primas, principalmente da parte de a China.

Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) é mais pessimista. A instituição aposta em uma progressão de 2,2% para 2015. Já para este ano, o fundo prevê um crescimento de apenas 1,3%. Se confirmado, esse seria o índice mais baixo desde 2009.

Fonte: Rádio França Internacional

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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, reassumiu ontem (31/10/14) a pasta após quase dois meses afastado para dedicar-se à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. No início de setembro, Rosseto foi exonerado a pedido e o comando do ministério foi assumido pelo secretário-executivo, Laudemir Müller.

Rosseto foi o único a pedir exoneração para participar da campanha. Outros ministros, que haviam saído de férias, também retornaram ao trabalho esta semana, entre eles o da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho; o da Casa Civil, Aloizio Mercadante; o da Agricultura, Neri Geller; o da Aviação Civil, Moreira Franco; e o da Pesca, Eduardo Lopes.

Também voltaram das férias após o segundo turno das eleições a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti; o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves; e o de Minas e Energia, Edison Lobão. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, saiu de férias no primeiro turno e desde o dia 6 de outubro já havia retornado ao trabalho.

Fonte: Agência Brasil
Luana Lourenço — Repórter
Denise Griesinger – Edição

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Nem só de falta de chuva e calor recorde vive a pior crise de abastecimento de água já registrada no Sudeste do Brasil. Estudo recente da Fundação SOS Mata Atlântica mostra como o desmatamento e a ocupação irregular de áreas de mananciais contribuíram para agravar os impactos da seca histórica.

O levantamento avaliou a situação da cobertura florestal natural nas bacias hidrográficas do Sistema Cantareira, do Rio Paraíba do Sul e do Rio Guandu, além da presença de vegetação nativa nas margens dos rios que abastecem seus reservatórios.

O estudo teve como base as imagens de satélite do último Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que avaliou a situação da vegetação nativa nos 17 Estados com ocorrência do bioma, no período 2012-2013. O Atlas, que monitora o bioma há 28 anos, é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.

A partir de imagens do sateI�lite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para monitorar fragmentos florestais acima de 3 hectares. Na avaliação da situação das bacias hidrográficas, realizado pela SOS Mata Atlântica e Arcplan, foram identificadas as áreas de até 1 hectare.

No Sistema Cantareira, principal símbolo da crise hídrica, observou-se que cerca de 80% das áreas de mananciais, situadas em municípios dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, não contêm cobertura vegetal. Restam apenas 488 km2 (21,5%) de vegetação nativa na bacia hidrográfica e nos 2.270 km2 do conjunto de seis represas que formam o Sistema. Do total de rios mapeados, somente 1.196 km (23,5%) possuem em seu entorno vegetação natural com área superior a 1 hectare.

Nos 56.445 km2 que compõe a Bacia do Rio Paraíba do Sul, que atinge municípios de três Estados — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — a situação não é muito diferente, já que somente 14.914 km2 (26,4%) contém cobertura natural. A extensão de rios mapeados é de 42.680 km. Desses, apenas 7.599 km (17,8%) encontram-se em áreas com cobertura florestal superior a 1 hectare. Outros 35.081 km (82,2%) estão em áreas alteradas.

A Bacia Hidrográfica do Rio Guandu é a que está em melhor situação, com 2.939 km2 (62,2%) de remanescentes naturais em bom grau de conservação e 1.584 km (61,9%) de rios situados em áreas com vegetação nativa. Os bons índices de cobertura florestal devem-se, sobretudo, às Unidades de Conservação públicas e privadas existentes nessa região. Do total de áreas preservadas, 1.584 km2 (67%) estão dentro de parques e reservas. Porém, enfrenta outros graves problemas relacionados à poluição decorrente dos baixos índices de saneamento básico.

Como a escala deste levantamento considera extensões de até 1 hectare, não é possível verificar se essas áreas que compõem as três bacias hidrográficas possuem ao menos a mata ciliar (APP de 30 metros) para a proteção de suas águas. No entanto, podemos afirmar que não há mais grandes desmatamentos nessas regiões.

Com base nos resultados desse estudo e diante do cenário atual, é fundamental acelerar as ações de recuperação dessas bacias hidrográficas produtoras de água, seja por regeneração natural ou por meio dos esforços de restauração florestal para proteção das nascentes e das margens dos rios.

Isto porque as florestas naturais protegem todo o fluxo hídrico, extraindo umidade do ar, reabastecendo os lençóis freáticos e impedindo a erosão do solo e o assoreamento de rios, entre outros benefícios. Portanto, têm papel crucial na prevenção de secas e poderiam ter, ao menos, amenizado a crise.

No intuito de contribuir e estimular a recuperação dessas áreas, a Fundação SOS Mata Atlântica lançará, com apoio do Bradesco Cartões e Bradesco Capitalização, um novo edital do programa Clickarvore para a doação de 1 milhão de mudas de espécies nativas para restauração florestal na Bacia do Sistema Cantareira.

Essas mudas possibilitarão a revegetação de 400 hectares — o suficiente para conservar até 4 milhões de litros de água por ano. Entretanto, entendemos a ação como um ponto de partida para outros esforços conjuntos entre sociedade civil, iniciativa privada e poder público. Precisamos contar também com o engajamento da sociedade na proteção dessas áreas, principalmente dos proprietários de terras e das pessoas que vivem no entorno desses rios.

Para que a restauração e a proteção das bacias hidrográficas sejam efetivas, faz-se necessário ainda que os governos atuem de forma integrada, compartilhada e estabeleçam planos com metas claras, com instrumentos de governança e gestão, como a cobrança pelo uso da água a todos os usuários. Também é importante a implantação de instrumentos econômicos, como o Pagamento Por Serviços Ambientais (PSA), destinados aos proprietários de terras, municípios e Unidades de Conservação que preservarem essas áreas. Essencial também é a participação da sociedade nos Comitês de Bacias Hidrográficas, cooperando assim com o planejamento estratégico e a gestão transparente desse importante recurso.

Ao recuperar e proteger nossas florestas, também contribuímos com a garantia da proteção à água de qualidade e quantidade para nosso consumo.

AUTORIA

Marcia Hirota
Diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica

Publicado originalmente publicado no Brasil Post e retirado do site SOS Mata Atlântica.

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Quando Luis Ochoa tentou dar um salto na sua carreira, deixando de ser analista de investimentos para virar estrategista corporativo, ele resolveu não fazer o óbvio neste mercado, que é obter um Master of Business Administration, ou MBA.

Em vez disso, ele fez alguns cursos gratuitos de estratégia e contabilidade financeira no site Coursera, um dos maiores provedores de Massive Open Online Courses (cursos online abertos em massa, ou "MOOCs" na sigla em inglês).

"Eu ganhei uma base com esses cursos que me ajudou na transição para virar estrategista corporativo", diz o nova-iorquino de 29 anos. "Agora não pretendo fazer um MBA porque já estou onde queria chegar."

Como ele, um número cada vez maior de pessoas está buscando MOOCs como forma de se promover na carreira – sem necessidade de investir o mesmo tempo e dinheiro exigido por um título universitário tradicional.

O desafio para quem opta por essa modalidade é convencer seus empregadores e o mercado de trabalho sobre o valor destes cursos online.

"Nós ainda recebemos perguntas de várias empresas sobre o quão bons são os MOOCs, mas estamos percebendo que cada vez mais as empresas estão considerando esta modalidade para habilitar seus funcionários", diz Sebastian Thrun, da Udacity, da Califórnia, que oferece esse tipo de curso.

Um estudo da consultoria Bainbridge Strategy Consulting com diferentes profissionais mostrou que apenas um terço dos entrevistados sabia o que era um MOOC. Outro estudo feito pela empresa de pesquisa em educação CarringtonCrisp mostrou que metade dos diretores e executivos consultados não sabe bem o que um MOOC tem a oferecer.

"Existe um abismo de gerações entre aqueles que recrutam e as pessoas mais jovens que fazem cursos online", diz Andrew Crisp, da CarringtonCrisp.

"As pessoas mais velhas em empresas receberam seus títulos há dez anos, ou mais, e têm pouca compreensão das mudanças que estão acontecendo na educação superior."

Alcance global

Os atrativos dos MOOCs são óbvios: são gratuitos e estão disponíveis a qualquer um no mundo que tenha um computador e conexão à internet.

Algumas das universidades mais conceituadas do mundo estão criando seus MOOCs: Stanford, Princeton, University of London, Melbourne, Bocconi e Shanghai Jiao Tong.

Os cursos online trazem vídeos de aulas e foros de discussão que permitem interação entre aluno e professor. Alguns dão certificados, mediante o pagamento de uma pequena taxa. Outras estão juntando vários cursos relacionados e formando um "minitítulo", com preços acessíveis.

Os empregadores que já ouviram falar dos MOOCs costumam receber bem a ideia. Segundo o estudo da Bainbridge, mais de metade dos consultados já começou a perceber cursos desse tipo nos currículos que recebem. Para 60%, os MOOCs são certificados válidos de capacidade ou conhecimento.

Mesmo programas tradicionais de ensino superior já usam plataformas MOOCs para ensinar aos seus alunos.

Mas neste caso, não se trata propriamente de um MOOC, já que o programa não é "de massa". Nessa modalidade, os alunos precisam comprovar algum tipo de conhecimento prévio. Além disso, os cursos são pagos.

Um exemplo é a Georgia Tech, que está oferecendo um mestrado em Ciência da Computação usando a plataforma do Udacity para cursos online. A universidade já recebeu mais de mil alunos nesta modalidade.

"Uma das medidas do sucesso é a aceitação por empregadores, mas estamos confiantes que o curso terá um grande apelo por ser quase idêntico ao que oferecemos no campus", diz o reitor da faculdade, Zvi Galil.

Essa versão com a plataforma MOOC custa US$ 7 mil por ano – uma barganha se comparada à aula tradicional, que custa US$ 45 mil por ano.

Algumas empresas de tecnologia estão financiando e desenvolvendo cursos MOOC. A AT e T doou US$ 2 milhões à Georgia Tech para criar cursos para criação de aplicativos móveis ou de internet, com ajuda da Udacity.

"Precisamos de mais indivíduos versados em ciência de dados, engenharia e desenvolvimento de softwares, e esses cursos online podem dar origem a um pool de talentos melhor do que o obtido no campus", diz Scott Smith, vice-presidente da AT e T. A empresa quer contratar alunos formados por esta parceria com a Georgia Tech.

Aceitação

A grande tarefa dos entusiastas destes cursos online gratuitos é convencer o mercado de trabalho do seu valor.

Um dos obstáculos é o baixo índice de pessoas que completam os cursos: apenas 5% de quem começou a fazê-los.

Uma forma de melhorar esse índice é cobrar um valor – nem que seja razoavelmente pequeno. A Udacity oferece, a quem paga US$ 150 por mês, uma série de serviços, como mentores pessoais e acesso a telefones onde os alunos recebem ajuda. Com isso, o índice de finalização subiu para 60%. A Coursera tem uma parceria com o LinkedIn que permite que seus cursos ganhem destaque nos seus currículos online.

Há também parcerias com empresas poderosas. Em um MOOC de programação para plataforma Android, o aluno que criar o melhor app terá seu produto vendido com destaque na loja online Google Play.

Ainda não há provas empíricas de que os MOOCs poderão melhorar as chances de alguém com poucos recursos de conseguir um bom emprego. Um estudo feito pela Universidade de Michigan com alunos pobres que fizeram cursos MOOCs mostrou que eles não conseguiram empregos melhores devido aos cursos.

Mas Tawanna Dillahunt, da Universidade de Michigan, diz que os cursos funcionaram para que esses alunos tenham contato com outros assuntos que eles não conheciam antes, e que isso poderá abrir portas no futuro.

Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Capital.

Fonte: BBC Brasil
Ronald Alsop
Da BBC Capital

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Até 14 de novembro de 2014 estão abertas inscrições para concurso que visa preencher 82 vagas de professores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). As oportunidades são para docente em caráter efetivo, em diversas áreas do conhecimento, nas 12 faculdades existentes na Universidade.

O edital contendo todas as informações está disponível em neste link. As inscrições devem ser realizadas unicamente pela internet, por meio da página http://cs.ufgd.edu.br/concursos/docentes/55, devendo o candidato, após a leitura do edital, preencher os dados cadastrais (área restrita) e a ficha de inscrição eletrônica, imprimir a Guia de Recolhimento da União (GRU) e efetuar seu pagamento, no valor de R$ 150,00 em agências do Banco do Brasil, se atentando para a data final.

Em cumprimento à Lei nº 12.990/2014, ficam reservados aos candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. Ainda, em consonância com o disposto no § 2º, do Artigo 5º, da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, bem como na forma do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, são reservadas vagas para pessoas com deficiência, conforme apresenta quadro do Anexo I do edital.

O processo de seleção será composto de provas escrita, didática e de títulos, a serem realizadas conforme cronograma geral, Anexo II do edital. De acordo com o documento, a previsão é de que as provas escrita e didática sejam realizadas no mês de dezembro e o resultado final do concurso seja homologado em fevereiro de 2015.

A remuneração inicial do cargo varia mediante a denominação e o regime: os professores podem ser denominados adjuntos (caso possuam título de doutor), assistentes (caso possuam título de mestre) e auxiliares (especialistas). Eo regime pode se encaixar em 20 ou 40 horas semanais de trabalho ou na dedicação exclusiva.

Informações sobre o concurso deverão ser obtidas, pessoalmente, na Coordenadoria do Centro de Seleção, Sala 503 (Unidade 1 da UFGD – Rua João Rosa Góes, 1761 – Vila Progresso – Caixa Postal 322 – CEP: 79.825-070 – Dourados/MS), em dias úteis, das 8 às 11 horas e das 13h30 às 17 horas. Pelo telefone, o contato deve ser feito com o número (67) 3410-2840 e, pelo e-mail, com o endereço: concursodocente@ufgd.edu.br.

Fonte: Universidade Federal da Grande Dourados

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) prorroga para até 12 de novembro de 2014 o período de inscrições no concurso público que oferece 140 vagas de nível superior nos cargos de pesquisador e tecnologista em propriedade industrial. Os interessados em participar devem acessar o site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (CESPE) da Universidade de Brasília (UnB) e realizar a inscrição. A taxa é R$ 90 para tecnologista e R$ 100 para o cargo de pesquisador.

O concurso reserva 100 vagas para o cargo de pesquisador, distribuídas em diversas áreas de conhecimento. Para participar, os interessados devem observar se preenchem os requisitos previstos no edital de abertura da seleção. A remuneração total é R$ 7.421,60 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Também estão reservadas 40 vagas para o cargo de tecnologista. Há oportunidades para graduados em engenharia da computação, arquitetura, tecnologia da informação, desenho industrial, entre outras áreas de formação. A remuneração total para esse posto é R$6.693,54 para uma jornada de 40 horas semanais.

Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas, de conhecimentos básicos e específicos, prova discursiva e avaliação de títulos. As provas estão previstas para serem aplicadas em 14 de dezembro. As fases do concurso e a perícia médica dos candidatos que se declararem com deficiência serão realizadas no Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: O Globo

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A transição da estação seca para a estação chuvosa no sul da Amazônia costuma ocorrer entre os meses de setembro e outubro. Atrasos nesse processo causam fortes impactos na agricultura local, na geração de energia e no funcionamento dos grandes rios da região, dos quais a população depende até mesmo para se locomover.

As fortes secas que afetaram a Amazônia nos anos de 2005 e 2010, bem como as enchentes de 2009 e 2014, indicam uma crescente variabilidade no início do período das chuvas que os modelos de previsão do clima ainda não são capazes de detectar com sensibilidade.

Compreender melhor os fatores que influenciam essa transição e, dessa forma, aperfeiçoar os modelos matemáticos existentes é o objetivo de um projeto apoiado pela Fapesp e coordenado pelo pesquisador José Antônio Marengo Orsini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em parceria com a cientista Rong Fu, da University of Texas, nos Estados Unidos.

"Observamos um aumento de quase um mês na duração do período de seca, quando comparado aos dados dos anos 1970. Os modelos matemáticos existentes indicam que esse atraso no início das chuvas tende a aumentar. Queremos investigar se há influência da pluma de poluição da região metropolitana de Manaus nesse processo", contou Marengo.

A pesquisa está sendo realizada no âmbito da campanha científica Green Ocean Amazon (GOAmazon), que reúne pesquisadores de diversas universidades e institutos brasileiros e norte-americanos e conta com financiamento do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês), da Fapesp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), entre outros parceiros.

Resultados preliminares foram apresentados no dia 28 de outubro de 2014, em Washington (Estados Unidos), durante o simpósio Fapesp-U.S. Collaborative Research on the Amazon.

"Evidências da literatura sugerem que a transição do período de seca para o de chuvas é influenciada por fatores externos, como anomalias na temperatura da superfície do oceano, transporte de umidade, entre outros. Mas o gatilho para essa transição está sem dúvida dentro da floresta", disse Fu.

Os pesquisadores estão trabalhando com dois diferentes modelos, um americano, chamado Community Earth System Model (Cesm), e o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (Besm, na sigla em inglês). Mas, segundo Marengo, eles ainda não são capazes de representar com precisão os impactos da extensão da seca no sul da Amazônia.

Existem parâmetros que precisam ser melhorados, como a inclusão de aerossóis e a representação das nuvens baixas. A ideia é usar toda a gama de dados gerada pelos diversos experimentos do GOAmazon para alimentar esses modelos e aperfeiçoá-los", contou Marengo.

De acordo com o pesquisador, a região sul da Amazônia é a que sofre mais com o atraso do início das chuvas, pois no norte não há um período de seca definido. Além do impacto sobre as populações, os cientistas temem que o prolongamento do período de seca possa causar danos permanentes à floresta.

"O ser humano se adapta, mas a floresta pode começar a secar e ficar mais vulnerável a queimadas. Quando começar a chover pode ser tarde demais. Somente com o aperfeiçoamento dos modelos poderemos ter mais certeza sobre os possíveis impactos", disse Marengo.

Modelando nuvens

Outro projeto realizado no âmbito do GOAmazon que tem como objetivo o aperfeiçoamento de modelos de previsão climática foi apresentado no simpósio em Washington por Tercio Ambrizzi, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e por seu colega Carlos Roberto Mechoso, da University of California em Los Angeles (Ucla).

"Nosso objetivo é investigar como os aerossóis produzidos pela região de Manaus influenciam o processo de formação de nuvens na Amazônia. Nós comparamos as simulações que os diversos modelos são capazes de fazer com dados reais que estão sendo produzidos nos diversos sítios de pesquisa do GOAmazon", disse Ambrizzi.

Depois de aperfeiçoados, esses modelos poderão ser incorporados em programas que desenham cenários de mudança climática, aumentando o grau de confiabilidade das projeções, afirmou o pesquisador.

Ao todo, o grupo trabalha com cinco diferentes modelos matemáticos, entre eles um de previsão do clima global, um de previsão regional e um voltado especificamente à formação de nuvens. Há ainda um programa capaz de mapear a trajetória das nuvens, desde o desenvolvimento inicial, a maturação e o decaimento, na forma de chuva, com auxílio de imagens de satélite.

Por meio do chamado modelo lagrangiano de difusão de partículas, o grupo de Ambrizzi investiga detalhadamente de onde vem a umidade existente na região da Amazônia e para onde ela se dirige. Os primeiros resultados foram divulgados em artigo publicado na revista Hydrology and Earth System Sciences.

"É possível ver claramente pela trajetória das partículas que as regiões do Atlântico tropical norte e sul são fontes de umidade para a Amazônia. Essas partículas caminham até a região Sudeste, onde se transformam em chuva", disse Ambrizzi.

Sítios de pesquisa

Desde o início de 2014, uma gama enorme de dados sobre composição química de aerossóis e gases atmosféricos, microfísica de nuvens e parâmetros meteorológicos está sendo coletada nos diversos sítios de pesquisa instalados na região amazônica para o projeto GOAmazon.

O chamado sítio T3, localizado em Manacapuru, a 100 km de Manaus, é onde está instalada a estrutura do Atmospheric Radiation Measurement (ARM) Facility — um conjunto móvel de equipamentos terrestres e aéreos desenvolvido para estudos climáticos e pertencente ao DoE. O local recebe a pluma de Manaus após percorrer um longo caminho e sofrer interações com partículas emitidas pela floresta e com a radiação solar.

O T2 está situado no município de Iranduba, situado na margem do Rio Negro oposta à cidade de Manaus, e recebe a pluma de poluição assim que ela é emitida. Lá foi instalado com apoio da Fapesp um contêiner com equipamentos semelhantes aos existentes em Manacapuru.

A infraestrutura para coleta de dados do GOAmazon conta ainda com duas torres instaladas dentro da cidade de Manaus, na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), batizada de sítio T1, e um conjunto de torres ao norte de Manaus — conhecido como T0 –, que inclui a Torre Alta de Observação da Amazônia (Atto), com 320 metros de altura. O T0 está situado no lado oposto ao percorrido pela pluma e representa, portanto, as condições da atmosfera amazônica sem a influência da poluição.

"Estamos analisando os dados das estações antes da pluma de Manaus e depois da pluma de Manaus. A primeira constatação é que, sem conhecer a situação da química atmosférica antes da pluma, no T0, fica quase impossível interpretar os dados coletados no T3, onde está a infraestrutura do ARM", ressaltou Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo (USP) e idealizador do projeto GOAmazon ao lado de Scot Martin, da Harvard University, nos Estados Unidos.

A comparação entre os dados coletados nos diversos sítios, afirmou Artaxo, revela haver forte influência da pluma de Manaus na composição química dos aerossóis e dos gases traço observados em Manacapuru.

"Qual é o impacto e suas consequências ainda vamos analisar. Já vimos, em relação ao ozônio, que há um aumento de até quatro vezes na concentração quando se comparam o T0 e o T3. Passa de 10 partes por milhão (ppm) para 40 ppm após a pluma, chegando a níveis que podem ser danosos às plantas. Vimos também forte efeito no balanço de radiação atmosférica, alterando a quantidade de radiação disponível para as plantas realizarem fotossíntese", disse.

Fonte: Agência Fapesp

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