Um tratamento barato, eficiente e sadio, para controlar parasitos e doenças do gado leiteiro, é a homeopatia. Em Campinas do Sul, no norte do Rio Grande do Sul, uma cooperativa de produtores de leite adotou a homeopatia para tratar o rebanho, e as melhorias foram imediatas. Fonte: Emater/RS-Ascar

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Será possível limitar o aquecimento global se emissões de CO2 e outros gases estufa forem reduzidas a quase zero nos próximos 90 anos. Documento afirma ainda que 95% das mudanças climáticas foram causadas por humanos. Diante das recentes constatações do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC), o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apelou em Copenhague ontem (02/11/14) para a luta contra o aquecimento global.

Na divulgação do novo documento do IPCC, Ban afirmou que "o tempo não está do nosso lado". Na capital dinamarquesa, o secretário-geral apresentou um resumo de 40 páginas dos três relatórios mais recentes elaborados pelo Painel do Clima da ONU nos últimos 12 meses.

De acordo com o relatório, se as emissões de CO2 e de outros gases estufa forem reduzidas a quase zero nos próximos 90 anos, será possível limitar o aquecimento global a cerca de 2°C em relação à era pré-industrial e causar custos sustentáveis.

Segundo o IPCC, as mudanças climáticas são inegáveis, irreversíveis e os governos só podem reduzir os seus efeitos nefastos por meio do corte das emissões de gases do efeito estufa nas próximas décadas. O relatório reiterou que, com grande probabilidade, 95% das mudanças climáticas foram causadas pela atividade humana.

Base para acordo sobre o clima

Desde 2010, milhares de pesquisadores de dezenas de países vêm trabalhando na elaboração dos relatórios do IPCC. Na última semana, centenas desses pesquisadores do clima se reuniram em Copenhague para finalizar o documento sobre as medidas para enfrentar e mitigar as mudanças climáticas.

O documento divulgado ontem servirá de base para a Conferência Mundial do Clima a ser realizada no Peru, no final de novembro de 2014. Esta, por sua vez, servirá de preparação para o encontro decisivo, que deverá acontecer um ano depois em Paris. Ali, pretende-se que a comunidade mundial alcance um acordo abrangente sobre o clima.

Em Copenhague, o secretário-geral da ONU assinalou que as constatações coletadas pelo IPCC mostram aos políticos a urgência da luta contra o aquecimento global e que o objetivo seria aprovar um tratado climático ambicioso no final do próximo ano. Esse acordo deve proporcionar ao mundo um futuro climático mais favorável, disse Ban.

Consequências sérias e irreversíveis

Mais de 800 cientistas de mais de 80 países participaram da elaboração do relatório. Eles se basearam no trabalho de mais de mil autores que contribuíram para o documento, que contou ainda com a colaboração de 2 mil revisores, afirmou o IPCC.

Ottmar Edenhofer, economista-chefe do Instituto de Pesquisas de Impacto Climático de Potsdam (PIK), na Alemanha, foi um dos principais responsáveis pelo último relatório do IPCC. Segundo Edenhofer, "a luta contra as mudanças climáticas é pagável, mas não estamos no caminho certo". De acordo com o IPCC, sem as devidas reações, crescerá bastante o risco de que, no final do século 21, o aquecimento global venha a provocar consequências sérias e irreversíveis para o mundo.

Entre essas consequências, estão, por exemplo, o derretimento completo das geleiras da Groenlândia e, com a elevação do nível dos oceanos, a inundação de grandes áreas de regiões costeiras, afirmou o presidente do Painel do Clima da ONU, Rajendra Pachauri, acrescentando que isso pode levar a um aumento da pobreza e a uma fuga em massa das populações de países pobres.

Leia também

ONU: mudança climática ameaça segurança sanitária mundial

Ban Ki-moon: "Estou confiante que teremos um acordo climático global em 2015"

Fonte: Deutsche Welle

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse ontem (02/11/14), em Copenhague, na Dinamarca, que o cenário mudou desde a última tentativa de um acordo climático global em 2009, e que metas para a redução na emissão de gases de efeito estufa serão firmadas no ano que vem. "Eu estou confiante", ressaltou. Ban Ki-moon participou da divulgação da síntese do 5° Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês).

Perguntado sobre o que mudou desde a 15ª Conferência do Clima, em 2009, em Copenhague, quando líderes das nações não conseguiram chegar a um acordo sobre as metas para reduzir o aquecimento global, o secretário-geral da ONU disse que houve evolução significativa. "É importante tentar sempre; às vezes alcançamos o sucesso, às vezes falhamos. Acredito que naquela época, em Copenhague, os líderes não estavam totalmente preparados. De lá pra cá temos construído um amplo diálogo e, a cada encontro, percebemos que eles tem ampliado o seu comprometimento. Os estados-membros já concordaram em estabelecer um acordo. É um bom começo", disse.

Ban Ki-moon informou que uma proposta do acordo global a ser firmado durante a 21ª Conferência do Clima no ano que vem, em Paris, será apresentado em dezembro deste ano, durante a COP-20, em Lima, no Peru. "Até agora estávamos discutindo sem ter uma ideia do que seria o acordo. Agora vamos nos concentrar em apresentar uma proposta até dezembro", ressaltou.

Comentando os resultados do relatório do IPCC, que mostraram a necessidade urgente da redução na emissão de gases de efeito estufa, o líder das Nações Unidas fez um apelo para que o setor produtivo reduza os investimentos em carvão e combustíveis fósseis e adotem fontes renováveis de energia. "Precisamos migrar para os recursos renováveis", enfatizou. Ele destacou, ainda, que todos tem responsabilidade pela construção de um mundo mais sustentável. "Cada indivíduo pode participar desse esforço. Um único pingo de água precisa ser usado de uma maneira mais sustentável".

Leia também

Painel da ONU exige fim das emissões de gases estufa até 2100

ONU: mudança climática ameaça segurança sanitária mundial

Fonte: Agência Brasil
Giselle Garcia – Correspondente
Aécio Amado – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O Ministério da Educação (MEC) reconheceu 209 cursos superiores de bacharelado, licenciatura e tecnológicos, presenciais e a distância. Os cursos são de instituições públicas e privadas. As autorizações foram publicadas na edição do dia 31 de outubro do Diário Oficial da União, em 17 portarias.

Além desses, o ministério autorizou a criação de 4.890 vagas em 36 cursos privados. O MEC ainda negou a autorização a 20 cursos e encerrou a oferta de dois: licenciatura em ciências biológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), cursos feitos a distância. Eles poderão apenas expedir os diplomas aos alunos já matriculados.

Nos cursos reconhecidos são oferecidas 27.181 vagas, das quais 22.237 são presenciais e 4.944 a distância. Os presenciais em farmácia e ciência e tecnologia oferecem, respectivamente, 460 e 400 vagas. Entre os cursos de tecnólogo, os destaques são gestão hospitalar e gestão de recursos humanos, que somados ultrapassam 1.100 vagas.

Para a oferta de cursos superiores, as instituições precisam que eles sejam autorizados pelo MEC, que avalia as condições para que isso seja feito. O reconhecimento é uma segunda etapa, ele deve ser solicitado pela instituição quando o curso de graduação tiver completado 50% de sua carga horária. O reconhecimento de curso é condição necessária para a validade nacional dos diplomas.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Tokarnia – Repórter
Aécio Amado – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desenvolveu um aplicativo para telefonia móvel, o Periódicos. O objetivo é permitir um acesso mais fácil e rápido a teses, livros e obras de pesquisadores de referência científica das mais de 400 instituições participantes do portal. O programa está disponível para os sistemas operacionais IOS e Android. Fonte: TV NBR

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O uso do Enem cresce entre instituições públicas e particulares O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) consolida-se cada vez como forma de ingresso em instituições públicas e privadas de ensino superior e de ensino técnico, seja por meio dos programas nacionais, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que utilizam as notas do exame como critério, seja por iniciativa das próprias instituições de ensino em usar o Enem como processo seletivo.

Entre as universidades federais, segundo o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Targino de Araújo, todas utilizam o Enem total ou parcialmente como processo seletivo. "O Enem é fundamental porque permite que os alunos possam se inscrever para qualquer universidade do país. Possibilita o acesso de estudantes que não poderiam viajar para fazer vários vestibulares. É um mecanismo de inclusão", disse.

Araújo ressalta que a adesão ao exame continua crescendo, inclusive na porcentagem de vagas. Como reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ele disse que na sua instituição a utilização do Enem começou para 50% das vagas e, atualmente,100%. "Os resultados têm sido positivos, sendo que as universidades que fizeram a adesão não têm se arrependido. Não houve quem desistiu de usar o Enem, pelo contrário, a adesão é crescente", disse.

Entre as particulares o cenário é semelhante. "O Enem é uma importante porta de entrada. Para ingressar no ProUni, tem que passar pelo Enem. O exame tem uma proporção muito grande no ensino superior", ressaltou o assessor do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular Sólon Caldas.

Em 2014, foram ofertadas 191,6 mil bolsas integrais e parciais pelo ProUni no primeiro semestre e 115,1 mil, na segunda edição do programa. Foram cerca de mil instituições privadas participantes em cada um dos processos. Já o Sisu ofertou 171,4 mil vagas em 115 instituições públicas de educação superior, no primeiro semestre, e 51,4 mil vagas em 67 instituições, no segundo.

A adesão ao exame também é grande entre os institutos federais. De acordo com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), todos os institutos federais adotam o Enem como sistema de ingresso total ou parcialmente. "Ao longo desse tempo tem havido uma evolução dos institutos, eles têm se colocado de maneira muito efetiva e reconhecido o valor do Enem como critério de acesso ao ensino superior", disse o presidente do Conif, Luiz Augusto Caldas, que é reitor do Instituto Federal Fluminense.

Caldas explicou que os institutos usam também o modelo de avaliação do Enem nos processos seletivos próprios, modificando a metodologia de acesso, além de inspirar mudanças nas salas de aula. "Essa relação que o Enem traz nas suas questões, de diálogo mais específico com a realidade, inspira o professor em sala para abordagem intersetorial das disciplinas".

Os institutos federais oferecem vagas no Sisu e também no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), que oferece vagas no ensino técnico. No primeiro semestre, o programa ofereceu 293,7 mil vagas, no segundo, foram 289,3 mil, em instituições públicas e privadas e do Sistema S.

O Enem está marcado para os dias 8 e 9 de novembro de 2014. O exame tem 8,7 milhões de inscritos e será feito em 1,7 mil cidades. Para se preparar para o exame, os candidatos podem acessar o aplicativo questoesenem.ebc.com.br. O banco de questões da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) reúne itens de 2009 a 2013. O acesso é gratuito.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Tokarnia – Repórter
Aécio Amado – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Desde o dia 1º de novembro de 2014 as prestadoras de internet tem de garantir, em média, 80% da velocidade contratada mensalmente pelo usuário. A meta faz parte de um cronograma estabelecido há dois anos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para aumentar gradualmente os limites mínimos de velocidade de banda larga fixa e móvel oferecidos aos clientes.

Pelas metas dos regulamentos da Anatel, a velocidade instantânea (velocidade de upload e download apurada no momento de utilização da internet pelo usuário) deve ser de, no mínimo, 40% do contratado.

O cronograma começou a vigorar em 2012, quando a velocidade média entregue deveria ser de 60%. No ano seguinte, passou para 70%. A velocidade instantânea mínima começou com 20%, alcançando 30% e agora será de 40%. Antes da determinação da Anatel, a velocidade entregue aos usuários ficava em torno de 10% da contratada pelos consumidores.

Para verificar se as empresas estão cumprindo a determinação, no caso da banda larga fixa, a Anatel escolhe, por sorteio, voluntários para participar da medição. Com os dados registrados pelos medidores instalados nas casas dos usuários, a agência acompanha indicadores como velocidades instantânea e média, período de transmissão de dados, instabilidades, disponibilidade do serviço e falhas na qualidade da conexão.

No caso da banda larga móvel, os medidores que monitoram a qualidade do serviço estão instalados em escolas atendidas pelo Projeto Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas.

Fonte: Agência Brasil
Sabrina Craide – Repórter
Armando Cardoso – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O agendamento da opção para a empresa em atividade que deseja enquadrar-se no Simples Nacional a partir de 2015 pode ser feito a partir de hoje (03/11/15). O encerramento está previsto para 30 de dezembro deste ano.

O procedimento tem a finalidade de auxiliar as empresas que querem antecipar providências relativas à opção. Conforme representantes do Comitê Gestor do Simples Nacional, há duas possibilidades para o processo de agendamento.

A primeira é o deferimento imediato, quando não há pendências à opção. Dessa forma, a empresa estará automaticamente no Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2015.

A segunda é o indeferimento, quando há pendências. As mais comuns são relativas à existência de débitos tributários com os fiscos federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal. Havendo pendências, a empresa pode resolvê-las e, após isso, cadastrar novo agendamento.

A empresa que não fizer o agendamento ou que não conseguir resolver as pendências no prazo pode fazer a opção normal pelo Simples Nacional em janeiro de 2015.

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, simplificado e administrado por um Comitê Gestor composto por quatro integrantes da Secretaria da Receita Federal, dois dos estados e do Distrito Federal e dois dos municípios.

O Simples abrange o IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para Seguridade Social destinada à Previdência Social da pessoa jurídica. Eles podem ser recolhidos mediante documento único de arrecadação.

Podem participar do Simples, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) que não incorram em nenhuma das vedações previstas na Lei Complementar nº 123, de 2006.

Para saber mais sobre o Simples existe um manual com perguntas e respostas que pode ser acessado no link http://goo.gl/zRRxd.

Fonte: Agência Brasil
Daniel Lima – Repórter
Armando Cardoso – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A propagação, nos últimos anos, de doenças infeciosas como a malária, a chikungunya e mesmo o ebola são exemplos de como a mudança climática ameaça a segurança sanitária mundial, diz a Organização das Nações Unidas (ONU). "A mudança climática afeta as temperaturas e as condições climáticas das regiões. Na África, por exemplo, os mosquitos podem se propagar de uma região para outra com mais facilidade que antes, tal como na América Latina", disse o diretor executivo do Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner.

Ele acrescentou que em muitas partes do mundo se verá a volta ou a chegada de doenças que simplesmente não tinham sido notificadas antes, devido às altas temperaturas. Steiner destacou que esse fato afetará a infraestrutura sanitária e o sistema de saúde e, em última instância, a saúde e o bem-estar de cada uma das populações do planeta.

Segundo o diretor, outro efeito da mudança climática na saúde é a contaminação, uma vez que a emissão de dióxido de carbono e outros produtos causa agora a morte prematura de aproximadamente 7 milhões de pessoas no mundo a cada ano. "Esse registro é maior do que o número de mortes prematuras por HIV/aids e a malária", comentou Steiner, que defende a implementação de políticas ambientais.

Para ele, grandes economias como o Brasil tomaram medidas significativas para resolver as principais fontes de emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono. "O Brasil tem ajudado muito a reduzir o desmatamento, que é, talvez, um dos passos mais importantes", disse, citando também a Nicarágua pela "incorporação de tecnologias de energias renováveis para gerar eletricidade."

Leia também

Painel da ONU exige fim das emissões de gases estufa até 2100

Ban Ki-moon: "Estou confiante que teremos um acordo climático global em 2015"

Fonte: Agência Brasil

Da Agência Lusa

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Mudança é discutida há mais de 20 anos no Congresso e não avança. Saiba o que é necessário para a aprovação, as diferenças entre entre referendo e plebiscito e como funcionaria uma Constituinte exclusiva para o assunto.

A reforma política, defendida pela presidente Dilma Rousseff, é discutida há mais de 20 anos pelo Congresso e nunca avançou. A mudança foi um dos principais temas dos protestos que levaram milhões de brasileiros às ruas em 2013 e foi incluída nos cinco pactos feitos pela mandatária como resposta às manifestações.

Quais são os principais pontos defendidos por Dilma?

Entre os tópicos defendidos pela presidente reeleita estão o fim das doações de empresas privadas; o voto em lista em dois turnos (primeiro numa lista de candidatos apresentados pelos partidos e, depois, num candidato específico); paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias; e fim das coligações proporcionais (mecanismo em que partidos se aliam para eleger candidatos ao Poder Legislativo).

Partidos da oposição, como o PSDB, também têm suas pautas. Entre as propostas estão o fim da reeleição; a unificação do calendário eleitoral, sem eleições de dois em dois anos; a cláusula de barreira — que impede que partidos menores tenham direito ao horário de TV e rádio; o voto distrital; e o fim do voto não obrigatório.

Qual é a diferença entre plebiscito e referendo?

Num plebiscito, os eleitores são convocados a opinar sobre os tópicos centrais da reforma política antes de a lei ser elaborada pelo Congresso. Dessa forma, os deputados federais e senadores apreciam os pontos escolhidos pelos eleitores brasileiros. Esse modelo dá maior poder aos eleitores na elaboração das propostas. A decisão entre presidencialismo, parlamentarismo e monarquia, em 1993, foi um exemplo de plebiscito recente no país.

Num referendo, o Congresso faz a lei, e os eleitores devem dar o aval se ela deve entrar em vigor. Nesta modalidade, o Legislativo tem mais poder na elaboração das propostas. Um exemplo é o Estatuto do Desarmamento, que foi à votação num referendo em 2005.

Como funcionaria uma Constituinte exclusiva?

Nos cinco pactos firmados por Dilma Rousseff no final de junho de 2013, um plebiscito seria realizado para convocar uma Constituinte exclusiva. Neste modelo, uma nova eleição seria convocada somente para eleger deputados com a função de elaborar e votar as propostas da reforma política. Após a aprovação da reforma, a Constituinte exclusiva seria dissolvida.

Pelo fato de a Constituição do Brasil não ter um artigo exclusivo que fale sobre a convocação de uma Constituinte exclusiva, dependendo da interpretação feita, a proposta pode ser executada pelo presidente da República ou pelo Congresso. Porém, caso seja convocada pelo presidente, pode haver turbulências entre Executivo e Legislativo.

Há outra possibilidade para resolver o imbróglio?

Uma possibilidade cogitada é a realização de uma reforma política pela via do Poder Judiciário — o que não é impossível, mas arriscado. Um exemplo foi a decisão de 2012 do Superior Tribunal Federal (STF), que considerou constitucional a lei "Ficha Limpa". A lei era inicialmente um projeto de iniciativa popular.

Fonte: Deutsche Welle
Autoria: Fernando Caulyt

Compartilhe esta postagem nas redes sociais