O Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), desenvolveu um método para identificar madeiras com o risco de desaparecer. O principal exemplo é o mogno, que só pode ser extraído em áreas de manejo autorizado, mas que é de identificação confusa, por haver várias espécies florestais com madeira similar.

O professor Jez Willian Batista Braga, do Instituto de Química, e a doutora Tereza Cristina Monteiro Pastore, pesquisadora do Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro, são os coordenadores da pesquisa. Eles estiveram com os demais pesquisadores, José Arlete Alves Camargos (LPF/SFB), Marcelo de Barros (Perito Criminal da Polícia Federal) e o estudante do curso de Bacharelado em Química Diego da Silva em uma viagem ao Acre no início do mês de outubro de 2014 para a realização de testes do método em campo.

A motivação maior da pesquisa, que foi iniciada em 2007 pelo Laboratório de Produtos Florestais, surgiu do mogno. Desde 2003, há uma restrição muito grande ao seu comércio por ser uma espécie considerada em risco de extinção e por estar entre as espécies protegidas pela Convenção Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES).

"Como a madeira do mogno tem essa restrição grande à sua exploração, é muito importante o desenvolvimento de um método que a identifique", explica o professor. "Além disso, essa espécie possui uma madeira que visualmente é similar a de várias outras espécies, sendo muito difícil para um fiscal, seja ele do Ibama, da Polícia Federal, ou de organismos de controle ambiental estaduais, identificar se aquela madeira é mogno ou se se trata de uma das outras espécies similares" conta.

O Laboratório de Produtos Florestais junto com a universidade começou esse projeto para tentar desenvolver uma técnica instrumental – espectroscopia no infravermelho próximo e quimiometria – que pudesse fazer a identificação da madeira, substituindo a maneira convencional, feita visualmente por pessoal altamente treinado.

Tereza Pastore, pioneira do projeto, explica que a maior dificuldade foi a obtenção das amostras. "Venho trabalhando desde o começo com as espécies cedro, mogno, andiroba e curupixá e, até 2010, o que dificultou o avanço do projeto foi a obtenção dessas amostras, que necessariamente precisam ser em grande quantidade", conta. "Estávamos trabalhando em nível de laboratório sob condições controladas. Agora que conseguimos estudar a influência da umidade e da temperatura, podemos ir a campo", completa.

O professor Jez, parte da equipe desde 2010, conta que o projeto teve várias etapas. A parte inicial foi desenvolver um método em laboratório, verificar se ele funcionava, e checar a sua precisão em condições de laboratório, utilizando equipamentos de bancada. Depois, foram testados equipamentos de campo portáteis, avaliada a possibilidade de transferir banco de dados de um equipamento para outro, e de identificar amostras de diferentes países. "Tivemos sucesso em todas as etapas, agora estamos tentando implementar em campo" conta.

Na viagem ao Acre foi feita uma visita à empresa Agrocortex, uma das maiores do Brasil, que tem manejo florestal autorizado pelo Ibama e forneceu ao projeto toda a infraestrutura e ajuda para a realização dos experimentos. Ao chegar, foi feita a coleta de amostras das espécies estudadas, como o cedro e o mogno, e feito o preparo para as análises. Segundo o professor, os resultados iniciais mostram que o método desenvolvido em condições de laboratório pode ser adaptado para as condições de campo.

A doutora Tereza Pastore explica que, no momento, estão sendo realizados os cálculos para adaptar o novo método para uso em condições de campo e já estão programadas mais três viagens. Uma delas será provavelmente para o Pará, no início do próximo ano, e mais duas, possivelmente internacionais, para se verificar se o método pode também identificar a procedência da madeira e fazer sua certificação.

Nas próximas fases do projeto serão feitas novas pesquisas de campo para testar o método novamente com as adaptações que estão sendo feitas. É preciso também avaliar a possibilidade de identificação da madeira através de sua procedência e ampliar o banco de dados para outras espécies.

O professor comenta a importância do projeto. "Essa pesquisa é muito relevante para ajudar no controle do comércio e exploração de madeira no país, porque atualmente temos um problema sério de desmatamento e esse tipo de método pode contribuir de forma significativa para o controle das cargas de madeira que estão sendo exportadas pelo país e para poder identificar se aquela madeira é controlada ou de livre comércio."

Jez Braga destaca a colaboração da Universidade de Brasília com o Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro. "É uma parceria que tem dado muitos frutos positivos, já foram publicados três artigos científicos, concluídas duas dissertações de mestrado e ainda estão em andamento uma dissertação e uma tese de doutorado. Estamos com a perspectiva de concluir esse método que vai trazer um benefício grande em termos nacionais", comenta.

O projeto foi financiado pelos órgãos International Tropical Timber Organization (ITTO) -, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Bioanalítica (INCT-Bio).

Fonte: UnB Agência
Ana Beatriz Machado – Jornalista

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Uma semente com boa procedência é o principal insumo da produção de hortaliças, porque ela vai garantir uma lavoura produtiva e uniforme para o horticultor. Como a semente representa uma fatia importante do custo de produção do agricultor, além de observar a qualidade, é preciso levar em consideração alguns fatores externos na hora do plantio, como solo e clima. Cada espécie de hortaliça, por exemplo, tem uma faixa de temperatura ideal para a germinação. O clima frio reduz a velocidade da germinação da semente, enquanto temperaturas altas podem acelerar o processo. Fonte: Dia de Campo na TV

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A Europa perdeu 421 milhões de pássaros em 30 anos e a atual gestão ambiental não consegue evitar o abate de muitas espécies até recentemente comuns, revela um estudo divulgado no dia 3 de novembro de 2014 pela revista científica Ecology Letters. Este alarmante desaparecimento de aves europeias está ligado a métodos modernos de agricultura e à perda de habitat.

"É um aviso que se aplica a toda fauna da Europa. A forma como administramos o meio ambiente não é sustentável para nossas espécies mais comuns", declara Richard Gregory, da Sociedade Real para a Proteção das Aves, que co-liderou o estudo.

Uma queda de até 90% foi registrada entre espécies comuns, como o perdiz cinzento, o pardal e o estorninho.

Paralelamente, houve um aumento do número de exemplares de algumas espécies raras de aves, graças às medidas de conservação, de acordo com o estudo.

Os cientistas recomendam a rápida implementação de novos sistemas agrícolas e a instalação de áreas verdes em ambientes urbanos.

Os pesquisadores analisaram dados de 144 espécies de aves em 25 países europeus, recolhidos principalmente por observadores voluntários.

Fonte: G1

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Estão abertas as inscrições para o mestrado em Ciência Animal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor Palotina. O programa de pós-graduação oferece duas áreas de concentração — Saúde Animal e Produção Animal – ramificadas em três linhas de pesquisa: Microbiologia Aplicada à Produção Animal; Nutrição, Manejo Animal e Forragicultura; e Patologia Animal. Regidas pelo edital 04/2014, as inscrições vão até dia 14 de novembro.

O objetivo do programa é a formação de docentes, pesquisadores e profissionais especializados em Ciência animal, principalmente, no campo da Medicina Veterinária e Zootecnia. A seleção vai de 2 a 4 de dezembro e ao todo são 21 vagas.

Maiores informações sobre orientadores e demais referências para consulta podem ser acessadas neste link. Os candidatos inscritos no presente edital farão seleção para ingresso no primeiro semestre letivo de 2015.

Fonte: Universidade Federal do Paraná
Assessoria de Comunicação Social da UFPR
Jéssica Maes – Jornalista

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A Universidade Federal do Paraná (UFPR) encerra hoje (05/11/14), inscrições para dois concursos de professor: um é na área de conhecimento em Geotectônica, ofertada pelo Setor de Ciências da Terra, e o outro na área de Arqueologia Pré-histórica, Setor de Ciências Humanas. Outras 11 vagas estão abertas nas Ciências da Terra, até o dia 11 deste mês, nas áreas de Cálculo e álgebra linear, que oferta duas vagas; Cultivo de moluscos bivalves (uma vaga); Engenharia ambiental (uma vaga); Estatística (uma vaga); Física (uma vaga); Hidrologia e climatologia (uma vaga); Química geral e analítica (uma vaga); Química geral e orgânica (uma vaga);Topografia (uma vaga).

O Setor de Ciências Agrárias recebe inscrição até o dia 13 de novembro para a área de conhecimento em Física. Até esta data, também podem se inscrever os profissionais e estudantes interessados na vaga aberta pelo Setor de Ciências Biológicas, na área de Patologia Molecular Humana. O Setor de Ciências da Saúde recebe até o dia 14, também de novembro, inscrições para os concursos nas áreas de Clínica médica e de Atenção básica em ginecologia e obstetrícia. Também até esta data (14/11) podem se inscrever os interessados na área de conhecimento em Geografia humana: Geografia da população e geografia urbana, ofertada pelas Ciências da Terra.

Gestão da informação é a área de conhecimento do concurso aberto pelo Setor de Ciências Sociais Aplicadas. Interessados podem se inscrever até dia 14 de novembro. Também até esta data podem se habilitar estudantes e docentes que queiram concorrer à vaga aberta pelo Setor de Tecnologia, área de conhecimento em Geotecnia. Também estão abertas inscrições, até 17 de novembro, uma vaga na área de Biologia Educacional, ofertada pelo Setor de Educação.

Até dia 21 deste mês de novembro, outros quatro concursos recebem inscrição para professor. São eles: Parasitologia Humana (Setor de Ciências Biológicas); Matemática (Álgebra/Geometria), promovido pelo Setor Palotina; e duas vagas abertas pelo Setor de Artes, Comunicação e Design, nas áreas de Performance (sopro ou percussão) e Tecnologia da Música; e em Design Gráfico e Design de Produto — Desenho Técnico, de Observação e Técnicas de Expressão Gráfica.

Outro concurso, que foi aberto pelo Setor de Ciências Humanas, recebe inscrição até o dia 26 de novembro: Linguística/Linguística das Línguas de Sinais.

Mais informações – inscrições, vencimentos, provas, locais de trabalho etc. – podem ser obtidas no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas neste link.

Fonte: Universidade Federal do Paraná
Celsina Favorito – Jornalista

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Um produto que era considerado resíduo e destinado apenas à alimentação animal, o soro de leite, coproduto da fabricação de queijos, ganhou posição de destaque no mundo por seu potencial funcional e nutricional. Atualmente, os compostos fracionados do soro de leite, como as proteínas, lactose e a gordura podem ser usados como ingredientes importantes nas indústrias de alimentos, valorando toda a cadeia do soro e gerando impactos sociais, econômicos e ambientais positivos nas regiões produtoras.

Nos dias 25 e 26 de novembro de 2014, instituições científicas e pesquisadores de Austrália, Argentina, Colômbia, Brasil e Uruguai se encontrarão no Seminário Internacional Aproveitamento do Soro de Leite – Tecnologia, Qualidade, Logística para discutir as atividades relacionadas com o aproveitamento do soro de leite no país, promover a troca de experiências com o setor produtivo, o direcionamento da pesquisa e inovação na área e o relato das experiências bem sucedidas de outros países no aproveitamento do soro, no Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), em Juiz de Fora (MG).

A atividade leiteira no Brasil cresce a uma taxa de 5% ao ano (IBGE/2013) e, com ela, tem aumentado também a produção de queijos e outros derivados do leite, gerando mais de 6 bilhões de litros de soro de leite ao ano que ainda não são aproveitados integralmente. Atualmente, o país conta com incentivos políticos e econômicos para alavancar estas atividades e o setor encontra-se em franca expansão, favorecendo discussões, estudos e geração de tecnologia e inovação para o melhor aproveitamento do soro de leite.

O seminário, coordenado pelos doutores Airdem Assis (Polo de Excelência de Leite e Derivados), Amauri Rosenthal (Embrapa Agroindústria de Alimentos), Danielle Braga Chelini Pereira (ILCT) e Rosangela Zoccal (Embrapa Gado de Leite), é destinado a gerentes, operadores, técnicos, laboratoristas e responsáveis de qualidade, estudantes de pós-graduação, relacionados com o processamento de leite e derivados.

A programação conta com palestras e mesas redondas sobre estado da arte, tendências e perspectivas, logística de captação e distribuição para soro, depoimentos da indústria sobre experiências de aproveitamento de soro, inovações tecnológicas de processos e produtos, qualidade e normatização do soro e produtos derivados, entre outros.

Estão confirmados pesquisadores da Embrapa, Universidade Federal de Juiz de fora (UFJF), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais (Fapemig) e de empresas do setor, além dos palestrantes internacionais.

Anote na agenda

Seminário Internacional Aproveitamento do Soro de Leite
Data: 25 e 26 de novembro de 2014
Local: Auditório do Instituto de Laticínios Cândido Tostes
Endereço: Rua Tenente Luiz de Freitas, 116 – Bairro Santa Terezinha – Juiz de Fora/MG

Vagas limitadas a 150 participantes

Investimento

Profissional: R$3 00,00
Estudante: R$ 150,00

As inscrições serão feitas na Fundação Último de Carvalho (Faduc) em: www.candidotostes.com.br/seminario2014.html.

Mais informações

Instituto de Laticínios Cândito Tostes
Telefone: (32) 3224-5450
E-mail: candidotostes@candidostes.com.br

Embrapa Agroindústria de Alimentos
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
Telefone: (21)3622-9747
Fax: (21)3622-9713
E-mail: agroindustria-de-alimentos.eventos@embrapa.br

Fonte: Embrapa Agroindústria de Alimentos
João Eugênio Diaz Rocha – Jornalista
Telefone: (21) 3622-9600

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu ontem (04/11/14) o primeiro passo para transformar academias de ginástica em micro ou minigeradoras de energia elétrica. Isso será possível a partir da adaptação de equipamentos, de forma a aproveitar a força motriz humana aplicada durante os exercícios.

Por enquanto, a autorização da Aneel vale apenas para academias públicas, disponibilizadas nas ruas pela prefeitura do Rio de Janeiro. Elas fazem parte de um projeto piloto, em parceria com a empresa Adabliu Eventos e a concessionária Light Serviços de Eletricidade. "Toda energia gerada será computada e compensada nas instalações da prefeitura", informou o relator do processo na Aneel, Reive Barros dos Santos.

"Trata-se do reaproveitamento de energia. Ela seria desperdiçada, caso não fossem utilizados sistemas de conversão eletromecânica do trabalho durante a prática desportiva e injeção de eletricidade na rede de distribuição de energia elétrica", acrescentou.

Em abril de 2015, o projeto será avaliado, podendo, então, ser ampliado para outros empreendimentos. "Temos exemplos de experiência internacional com valores significativos [de energia gerada]. Como se trata de projeto inovador, demos prazo de 180 dias para avaliar se realmente [o potencial] é significativo", salientou o diretor da Aneel.

Segundo ele, há possibilidade de o projeto se estender a outros empreendimentos, inclusive privados. "Se o resultado for satisfatório, é possível replicar a experiência em outras empresas autorizadas pela Aneel. O que fizemos foi incluir na Resolução Normativa 482/12 [que criou o sistema de compensação de energia elétrica] a energia obtida a partir da força de tração humana. Imagino que, se o resultado for exitoso, é natural que alcance outras empresas e academias privadas".

Reive Barros observou que empreendimentos interessados em gerar esse tipo de energia precisa, antes, de autorização da agência. "Por conta do material elétrico utilizado, as academias privadas são grandes consumidores de energia. Nesse caso, o equipamento só atenderá parcialmente às necessidades energéticas. No entanto, poderá representar uma forma de diminuir despesas com energia", acrescentou.

Fonte: Agência Brasil
Pedro Peduzzi – Repórter
Armando Cardoso – Edição

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Um grupo de engenheiros da Faculdade de Ciência e Engenharia de Montes Claros (Facit) criou um analisador bioquímico para detectar a concentração de açúcares em caldo de cana. O projeto, apoiado pelo Programa de Incentivo à Inovação (PII), do Sebrae e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), vai permitir a substituição das importações desse equipamento que é essencial para analisar a qualidade dos produtos da indústria sucroalcooleira, uma das mais importantes do parque industrial brasileiro.

A qualidade da cana de açúcar é medida pelo conteúdo de açúcares totais recuperáreis (ATR), que são constituídos de sacarose e os chamados açúcares redutores — glicose e frutose. Os analisadores bioquímicos são sistemas projetados para determinar diferentes componentes químicos e/ou outras características em amostras bioquímicas, como por exemplo, a concentração de açúcar.

No Brasil, as indústrias sucroalcooleiras, que produzem açúcar e álcool, precisam determinar rapidamente o nível de ATR para pagar os produtores de cana. Elas recebem grande número de fornecedores e chegam a realizar 500 análises por dia. Há vários métodos para fazer esses testes, porém são demorados e pouco precisos.

Já existem no mercado, analisadores bioquímicos do tipo FIA (Flow Injection Analysis), cuja precisão da análise pode ser aumentada consideravelmente com a utilização de um sistema automatizado. Porém, esses equipamentos são importados, representando um alto custo para indústria sucroalcooleira.

Pensando em reduzir os custos na compra de equipamentos importados que chegam a custar US$ 70 mil, os engenheiros William James Nogueira Lima, Paulo Fernando, Rodrigues Matrangolo, Paulo Ricardo Durães Silva e Daniel Neri desenvolveram um analisador bioquímico por injeção em fluxo, utilizando tecnologia nacional.

"Queremos desenvolver uma tecnologia para fabricação desses equipamentos com preços mais acessíveis que os equipamentos importados. Nosso objetivo é criar um sistema automatizado para determinação de açúcares em caldo de cana-de-açúcar, vinhos e mosto, mas que seja simples e robusto", explica William James Nogueira Lima, engenheiro químico que coordena o projeto.

O software de controle do equipamento já foi desenvolvido. Ele vai permitir incorporar precisão e rapidez ao produto. O desenvolvimento do protótipo está sendo feito em parceria com a BTS Tecnologia, empresa de biotecnologia.

Apesar de a fase inicial do projeto estar focada nas usinas de açúcar e álcool, outras indústrias e setores podem ser potenciais clientes do analisador bioquímico nacional. A indústria de insumos para alimentos, indústria farmacêutica, o setor de energia, engenharia ambiental, empresas da área de biotecnologia, além de instituições de ensino e pesquisa, também poderão ter interesse no equipamento.

PII

O analisador bioquímico nacional está entre os 16 projetos de quatro universidades e centros de pesquisa do Norte de Minas que integram o Programa de Incentivo à Inovação (PII).

Promovido pelo Sebrae e pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), o PII estimula a criação de novas tecnologias, produtos e processos inovadores para o mercado, a partir do conhecimento gerado nas instituições de ensino. O programa, criado em 2006, já foi realizado em universidades, faculdades e centros tecnológicos de Lavras, Itajubá, Juiz de Fora, Viçosa, Uberlândia Montes Claros e Belo Horizonte.

"O objetivo é proporcionar uma mudança cultural nas universidades e nos pesquisadores, com a disseminação da cultura empreendedora, a obtenção de novos recursos para pesquisa e a possibilidade de geração de empregos para estudantes graduados e pós-graduados", explica a analista da Unidade de Acesso à Inovação e Sustentabilidade do Sebrae Minas, Andrea Furtado.

Fonte: Sebrae Minas
Telefone: (31) 3379-9275

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