A Embrapa está pesquisando mais uma fonte de biocombustível, o pinhão-manso tem capacidade de produzir até três vezes mais óleo do que a soja. Cultivado desde 2008, o fruto tem sido melhorado geneticamente para obter alta produtividade de grãos e óleo; toxidez reduzida ou inexistente e resistência a doenças. Fonte: TV NBR

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Em todo o mundo, os consumidores não conseguem optar por uma alimentação saudável devido a falta de entendimento da informação contida nas embalagens, escrita em linguagem técnica. Segundo pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) pela jornalista Francine Lima, as informações nutricionais obrigatórias sobre os produtos ficam em segundo plano diante da mensagem publicitária da marca. A pesquisadora sugere a realização de estudos interdisciplinares para tornar as embalagens mais compreensíveis ao público em geral.

Francine, que é criadora do canal de vídeos Do campo à mesa, mergulhou em uma pesquisa qualitativa que culminou na dissertação de mestrado, Comunicação na promoção da alimentação saudável via rótulos: uma análise dos discursos, defendida no fim de agosto de 2014, na FSP. O objetivo era verificar até que ponto os rótulos dos alimentos comunicam o que é necessário comunicar para funcionar como instrumentos de promoção da alimentação saudável e se eles estão realmente aptos a ajudar as pessoas a escolher os alimentos mais adequados.

Em sua revisão bibliográfica, a jornalista observou que consumidores em diversos países não conseguem aproveitar direito a informação nos rótulos devido à linguagem excessivamente técnica. Já o uso de elementos visuais e verbais com apelo emocional, que facilitam a comunicação com os consumidores, ainda não foi suficientemente estudado. Francine aponta que novos estudos interdisciplinares focados na comunicabilidade dos rótulos ajudarão a torná-los mais compreensíveis e úteis aos consumidores.

Com uma análise empírica de embalagens de “cereais matinais”, o trabalho também mostrou que as informações obrigatórias nos rótulos, tais como a tabela nutricional e a lista de ingredientes, são exibidas de forma não competitiva em relação à mensagem publicitária da marca, favorecida pelo design. Assim, o que o consumidor mais precisa saber sobre os alimentos fica relegado a segundo plano, em benefício do marketing.

Guia Alimentar

Além disso, o conceito de alimentação saudável comunicado pelas marcas, por meio de imagens, figuras, gráficos e textos tende a não corresponder àquele adotado no texto da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) e descrito no novo Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado oficialmente no dia 5 de novembro clique aqui para ler a reportagem. Criado por pesquisadores da FSP em conjunto com o Ministério da Saúde, o novo guia enfatiza que uma alimentação saudável deve ser pensada em termos de alimentos, e não de nutrientes. Mas os rótulos descrevem os alimentos com base em seus nutrientes, deixando de lado aspectos que o novo guia considera mais importantes, tais como os ingredientes, o grau de processamento e o modo de comer.

Assim, enquanto o Ministério da Saúde se esforça em recomendar que as pessoas consumam mais alimentos integrais em refeições conectadas com a cultura do que de produtos ultraprocessados inteiramente criados pela indústria, os rótulos ainda enaltecem produtos de baixo valor nutricional, vendidos como se fossem verdadeiramente nutritivos. Dentre as propostas que o trabalho de Francine traz para a rotulagem está a ideia de apresentar os ingredientes na embalagem com mais destaque e separados em quatro grupos: alimentos, ingredientes culinários, ingredientes industriais e aditivos. Isso tornaria a comparação entre produtos de uma mesma categoria mais realista. Ela sugere ainda que números sejam substituídos por representações gráficas e que os impactos socioambientais apareçam integrados aos impactos nutricionais.

Para Francine, os rótulos poderão se tornar um instrumento efetivo de promoção da alimentação saudável se passarem a falar a mesma língua do novo guia alimentar. “Os rótulos serão mais úteis e honestos quando informarem com clareza e ênfase o teor de alimento nos produtos. Isso é muito mais importante que a quantidade de calorias ou de vitaminas adicionadas”, conclui.

Para saber mais

Assista ao vídeo: Lançamento de guia alimentar busca reduzir obesidade e doenças crônicas no país.

Web: www.canaldocampoamesa.com.br
E-mail: canal.docampoamesa@gmail.com

Fonte: Agência USP de Notícias

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Contrariando o título atribuído ao eucalipto de "desertos verdes", plantios comerciais dessa árvore podem contribuir com a conservação da biodiversidade e exercer importante papel de indutor da recomposição de florestas nativas. Estudos mostram que no interior dos eucaliptais é possível encontrar uma diversidade considerável de espécies de árvores. Se manejadas corretamente, essas áreas podem se transformar em novos fragmentos florestais, destinados, por exemplo, à formação de Reserva Legal ou de Áreas de Preservação Permanente.

A necessidade de atender a demandas legais e de sustentabilidade tem levado principalmente as empresas do setor florestal a investir em medidas para recomposição da vegetação nativa em áreas selecionadas da propriedade, anteriormente ocupadas por talhões de eucalipto. "As empresas estão sempre interessadas em pesquisas que orientem sobre um manejo mais adequado, que favoreça a regeneração da vegetação em áreas de interesse", afirma o pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite Carlos Cesar Ronquim.

Ele coordenou um estudo em uma propriedade da empresa de papel e celulose International Paper do Brasil, em Brotas (SP), onde foi analisado, ao longo de quatro anos, o potencial dos sub-bosques, formados pela vegetação de pequeno porte abaixo da copa dos plantios de eucalipto, na recomposição florestal nativa. A pesquisa foi realizada em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A área foi antes ocupada por pastagens e nos últimos 42 anos vinha sendo cultivada com eucalipto. A pesquisa verificou a presença de espécies nativas no interior do plantio e, após o corte, testou a influência de diferentes tipos de manejo. Concluiu-se que a recomposição de vegetação nativa por meio da regeneração natural, sem utilização de insumos químicos, traz resultados satisfatórios. "Depois do corte do eucalipto, muitas espécies arbóreas ou arbustivas se desenvolveram naturalmente, sem manejo, contribuindo para a minimização de custos e favorecendo a sustentabilidade ambiental, sem o lançamento de substâncias poluentes no ambiente", explica o pesquisador da Embrapa.

As informações geradas estão sendo úteis para a escolha da forma de manejo da flora nativa. "Os resultados preliminares nos animaram, indicando que nossas ações para a conservação da natureza vêm dando bons frutos", elogiou Robson Laprovitera, gerente de Saúde, Segurança, Trabalho e Meio Ambiente da área florestal da International Paper. A propriedade foi monitorada em visitas e por meio da utilização de imagens de satélite e sistemas de informações geográficas (SIG), que possibilitaram a espacialização das áreas modificadas e forneceram subsídios para o planejamento ambiental. Nova parceria foi estabelecida com a Embrapa para dar continuidade às pesquisas.

Manejo adequado

Campanhas de campo foram realizadas para catalogar as espécies arbustivo-arbóreas e de aves que habitavam o ecossistema – antes, durante e após o corte da floresta de eucalipto. Foram recolhidas amostras do solo para identificar as espécies germinadas a partir das sementes encontradas. "As espécies mais características foram identificadas no próprio local e as demais foram coletadas, herborizadas e levadas ao laboratório da universidade, onde foram identificadas a partir da literatura ou por comparação com exemplares depositados no herbário", explica a pesquisadora da UFSCar, Maristela Imatomi.

Antes do corte do eucalipto a equipe observou que já havia árvores nativas jovens desenvolvendo-se no interior do plantio. Após a supressão, foram separadas diferentes parcelas do terreno, que passaram a receber tratamentos distintos: algumas parcelas receberam aplicação de adubo químico; outras de herbicida; outras receberam tanto a aplicação de herbicida quanto de adubo; e em outros casos, nada foi aplicado. Os resultados mostraram que, independentemente do tipo de manejo, a biodiversidade de espécies e a quantidade de indivíduos foram semelhantes.

O estudo mostrou ainda que a maioria das espécies que germinaram era de arbustos e árvores que surgiram e cresceram em condições de sombra dos eucaliptais e apresentavam características de dispersão por animais, como aves e morcegos ou animais silvestres. Por meio do levantamento da fauna, a equipe de pesquisa envolvida no projeto identificou 61 espécies presentes nas plantações de eucalipto e nos remanescentes florestais do entorno.

Outro fator observado foi a idade de corte dos talhões de eucalipto. A ausência de competição com gramíneas e boas condições de fertilidade, umidade do solo e microclima favorecem a diversidade de espécies nativas arbóreas que se desenvolvem sob a copa do plantio de eucalipto. "O atraso na colheita, ultrapassando o prazo de sete anos, pode possibilitar a presença ainda maior de plantas e espécies diferentes, aumentando as chances de sucesso na formação da vegetação quando a área for aberta", completa o pesquisador da Embrapa Carlos Ronquim.

Ele destaca ainda os benefícios do uso do cultivo de eucalipto para o agricultor. "Ele pode ser uma boa opção para ajudar na recuperação da cobertura florestal em áreas da propriedade degradadas pela pecuária e agricultura intensivas, oferecendo ainda ao agricultor uma rentabilidade econômica com a venda do eucalipto".

A eucaliptocultura no Brasil

A eucaliptocultura vem crescendo nos últimos anos no Brasil, tornando-se importante alternativa para a área rural. Dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) apontam que, em 2012, os eucaliptais constituíam 5,102 milhões de hectares do território brasileiro. A árvore é exótica e a forte expansão do seu cultivo em solo brasileiro ainda levanta questionamentos quanto à sustentabilidade de sua produção.

Ao lado de outras espécies florestais comerciais, o setor mantém expressiva atuação na balança comercial do País, movimentado principalmente pelas demandas de papel e celulose, madeira e geração de energia. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a receita bruta gerada por esse segmento foi de R$ 60 milhões em 2013, o que representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Fonte: Embrapa Monitoramento por Satélite
Graziella Galinari e Alan Rodrigues dos Santos – Jornalistas
Telefone: (19) 3211-6214

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Cientistas supõem que Amborella (foto abaixo) tenha incorporado todo o genoma mitocondrial de um tipo especial de musgo, de algas verdes, centenas de genes de outra alga e de um número indeterminado de plantas com flores. A descoberta supera o que foi encontrado antes em qualquer outra planta. "O número de genes nativos é seis vezes inferior ao número de genes estrangeiros", quantifica Jeffrey Palmer, biólogo da Indiana University em Bloomington e autor principal do artigo publicado na Science com os resultados em dezembro passado. "Nada como isso já foi visto antes. Foi totalmente chocante ".

Dan Sloan, professor assistente de biologia da Universidade Estadual do Colorado que estuda a evolução do DNA mitocondrial e não estava envolvido no estudo, diz que os resultados são emocionantes. "Acrescenta a uma longa lista de coisas incríveis e francamente estranhas sobre genomas mitocondriais planta", diz ele.

Mitocôndrias – organelas que convertem alimento em energia que pode ser usada pela célula — são produto da incorporação de bactérias por células primordiais que deram origem a grandes formas de vida multicelulares. As mitocôndrias conservam indícios de sua vida independente anterior, incluindo o seu próprio DNA.

Amborella é um arbusto verde com pequenas flores brancas que cresce somente na Grand Terre, uma ilha na Nova Caledônia – arquipélago do Pacífico sob jurisdição da França, localizado a mais de 1.125 km a leste da Austrália. O ramo evolutivo de Amborella divergiu das demais plantas com flores cerca de 200 milhões de anos atrás e é a primeira planta sobrevivente conhecida a apresentar sinais desse fenômeno. Isso faz com que seja um organismo importante para o estudo de "mistério abominável" de Darwin — forma como o cientista se referia à evolução repentina de plantas com flores.

Neste estudo os cientistas sequenciaram o genoma mitocondrial de Amborella e analisaram todos os genes que poderiam encontrar. Eles encontraram praticamente todo o genoma mitocondrial de um musgo, fragmentado em quatro partes espalhadas pelo genoma.

O genoma mitocondrial Amborella também continha remanescentes de genomas de três diferentes espécies de algas verdes conhecidas por formar líquenes e pequenas quantidades de DNA de, pelo menos, mais uma alga. Encontraram também cerca de dois conjuntos extras de genes mitocondriais do que parecem ser plantas parasitas com flores. A vasta coleção dilatou o genoma mitocondrial de Amborella para o tamanho de um genoma de bactérias de vida livre.

Quase todos esses genes extras, porém, aparentemente não são funcionais mas persistiram ao longo tempo. A julgar pelas mutações acumuladas, as transferências parecem ter acontecido dezenas de milhões de anos atrás. "É como se Amborella fosse um museu cheio de DNA antigo em decadência", compara Palmer.

Antes da descoberta Amborella, a planta com maior acúmulo de genes mitocondriais estrangeiros conhecida era Rafflesia, planta parasita que produz a "flor-cadáver", nome dado por seu cheiro putrescente. (Ele também é conhecida como a maior flor do mundo). Rafflesia contém de 10 a 20 genes de outras plantas com flores, bem menor que a coleção de 197 genes e quatro genomas estrangeiros quase completos encontrados em Amborella.

Como isso pode ter acontecido? Amborella muitas vezes é incrustada com musgos, liquens e plantas parasitas, e a planta parece ser danificada muitas vezes por animais ou ramos que caem. As lesões provocadas quando as plantas são atingidas pode permitir que o conteúdo de células de duas espécies diferentes se misture.

Em todas as plantas, animais e fungos, mitocôndrias se fundem a outras ao longo do tempo, o que ajuda a corrigir quaisquer eventuais mutações, permitindo que cópias normais sejam transferidas para as mitocôndrias geneticamente alteradas. Palmer e seus colegas propõem que quando Amborella e suas epífitas (plantas que crescem sobre outras plantas) foram feridos, simultaneamente, as mitocôndrias de musgos, algas associadas a líquen e plantas parasitas foram misturados com o conteúdo das células de Amborella, que finalmente cicatrizou o corte.. Como todas as plantas – e com base nas provas em Amborella, algas verdes também – apresentam o mesmo mecanismo de fusão de mitocôndrias, as mitocôndrias dessas espécies não relacionadas podem ter se fundido com as de Amborella e trocado DNA.

Amborella reage ao dano fazendo combinações novas que podem se incorporar a células contendo DNA estrangeiro. Como a maioria das células vegetais pode, teoricamente, tornar-se uma célula-tronco, essas células têm efetivamente sido incorporadas numa nova linhagem germinativa ou numa nova planta individual. Esse processo seria improvável em animais, porque eles mantêm suas células germinativas – óvulos e espermatozoides-, em ovários ou testículos de difícil acesso e nunca ocorre reprodução por outros tecidos.

Mas por que Amborella é tão acumuladora? Ninguém sabe ao certo, mas pode ser que não seja raro colecionar tanto DNA estranho. Talvez a incorporação possa ser compreendida como um defeito no mecanismo de reparo do genoma mitocondrial.

A Amborella parece estar perfeitamente bem, mesmo com bagagem subcelular excessiva. Isto poderia ser interpretado como evidência de que o DNA extra é uma força neutra na evolução, que apoiaria a ortodoxia prevalente — questionada por pesquisas recentes do ENCOD E(Enciclopédia de Elementos de DNA) DNA Consortium – que a grande maioria dos genes não codificadores no nosso próprio genoma também é "lixo" que não serve para nada, com pouco ou nenhum valor.

Apesar de Palmer acreditar que a excepcionalidade da herança encontrada em Amborella entre as plantas com florfoi apenas uma coincidência, Sloan sugeriu que a estabilidade genética da planta durante os 200 milhões de anos decorridos desde a sua separação das demais plantas com flores pode estar relacionada com a sua relutância em limpar seu armário mitocondrial "Talvez c não seja tão diferente", diz Sloan. "Talvez a inserção destes grandes genomas em mitocôndrias de plantas seja frequente. Mas, por ser estável ao longo da evolução de Amborella, não apagou as pegadas dessas inserções e podemos observá-las em detalhe.

Fonte: Scientific American
Jennifer Frazer – Jornalista

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), informou que o índice de preços dos alimentos mostrou sinais de estabilização em outubro. A agência da ONU disse que as colheitas e os estoques de grãos e cereais devem bater níveis recordes em 2014.

Segundo a FAO, o índice de alimentos caiu para 192,3 no mês passado, o que significa a sétima queda mensal consecutiva. Os especialistas explicam que a redução foi muito pequena, de apenas 0,2% em relação a setembro.

A economista sênior da FAO, Concepción Calpe, disse que essa pequena redução contínua do índice de alimentos é muito boa para os países que importam comida. Os produtos derivados do leite registraram uma queda de 1,9%. Isso ocorreu pelo aumento da oferta de manteiga e leite na Europa causada pela proibição da importação de queijo pela Rússia.

Os preços das carnes, no geral, caíram 1,1% devido ao aumento da criação de porcos em vários países e de gado, na Austrália.

Em relação aos grãos, a produção de trigo e milho no mundo, que deve bater recorde neste ano, se mostrou estável principalmente pelo atraso na colheita nos Estados Unidos e da piora das previsões na Austrália.

Commodities

Segundo a FAO, o índice de preços dos alimentos consiste de um grupo de cinco commodities, que são: grãos, carnes, produtos derivados do leite, óleos vegetais e açúcar.

A seca em certas regiões do Brasil causou um aumento de 4,2% nos preços do açúcar. Calcula-se que a safra de cana de açúcar deste ano seja menor do que a esperada.

Apesar do aumento, a FAO diz que os preços internacionais do produto estão 10% abaixo do que foi registrado em outubro do ano passado.

Os óleos vegetais também sofreram uma alta de 1% em relação a setembro.

Fonte: Rádio ONU
Edgard Júnior

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Após quase 10 anos de negociações, a África do Sul concedeu habilitação para que o Brasil volte a exportar carne suína in natura ao país. Essa habilitação exclui os miúdos e inclui recortes e carne mecanicamente recuperada. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) recebeu a correspondência oficial no dia 3 de novembro de 2014. As exportações para a África do Sul foram suspensas em 2005 após focos de febre aftosa no Brasil.

"Essa foi uma negociação muito importante para o Brasil e uma das mais demoradas, se tratando de carne suína in natura. Essa habilitação garante que possamos exportar carne suína que será posteriormente processada lá, nos garantindo uma nova opção de mercado no setor", afirmou o secretário de Relações Internacionais Marcelo Junqueira.

Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, ainda está em negociação com as autoridades sul-africanas a lista dos estabelecimentos aprovados para exportar ao país. "Hoje já existe uma lista no site do governo sul-africano, que nós vamos checar junto às autoridades daquele país se ela permanecerá. Caso permaneça, solicitaremos que sejam feitos alguns ajustes, levando em consideração que alguns estabelecimentos, desde 2005, fecharam ou tiveram a razão social alterada", comentou o coordenador-geral de Acordos Bilaterais e Regionais, Jean Carlo Cury.

Exportações

Até setembro de 2014 o Brasil exportou US$ 71,39 milhões de carne de frango e US$ 225 mil de carne bovina. Em setembro, a África do Sul ficou em 42º no ranking de exportações do agronegócio brasileiro, atingindo o montante de US$ 32,06 milhões.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Rayane Fernandes – Jornalista
Telefone: (61)3218-2203

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Em Santa Catarina, famílias de agricultores desenvolvem desde 1999 projetos de agroturismo ecológico na região das encostas da Serra Geral. Na Acolhida na Colônia, esses produtores abrem suas casas para o convívio com os visitantes e compartilham hospedagem, comida orgânica e histórias e a cultura regional à beira do fogão à lenha. Conheça o lugar na reportagem da TV Univali. Fonte: Canal Futura

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O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, disse no dia 5 de novembro de 2014 que a transposição de águas do rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira é possível. A proposta foi feita pelo governo de São Paulo como forma de aumentar a segurança hídrica da região metropolitana da capital paulista, que atualmente enfrenta uma ameaça de racionamento.

"Nós acreditamos que é perfeitamente possível conciliar esses interesses. Evidentemente, é uma questão muito sensível ao Rio do Janeiro, porque a região metropolitana e diversas cidades têm como único manancial o Rio Paraíba do Sul", disse Andreu em audiência na Câmara Municipal de São Paulo. A reunião faz parte dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito que investiga o contrato da prefeitura paulistana com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

O dirigente da agência ponderou, no entanto, que a questão precisa ser discutida com cautela com todas as partes envolvidas. "A gestão atual do Rio Paraíba do Sul é fruto de acordos já estabelecidos e que precisam ser respeitados até que eles possam ser mudados e aceitos pelos estados. Eesse é um processo muito delicado de convencimento, que está sendo efetuado", acrescentou.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou para o dia 20 de novembro uma audiência de mediação para debater a transposição do Rio Paraíba do Sul. A decisão do ministro foi motivada por um pedido da Procuradoria-Geral da República de que os estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, sejam proibidos de conceder autorização para a captação da água sem estudos técnicos para avaliação dos impactos ambientais.

Segundo Andreu, a ANA tem estudado o assunto e deve ter, em breve, uma solução técnica que aumente a segurança hídrica da capital paulista sem prejudicar o Rio de Janeiro. "Nós já fizemos diversas reuniões técnicas no sentido de buscar, de viabilizar a proposta apresentada pelo governador do estado de transposição de águas do Reservatório Jaguari Paraibano para o Reservatório Atibainha, no Sistema Cantareira", disse.

Fonte: Agência Brasil
Daniel Mello – Repórter
Fábio Massalli – EDição

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