A Emater/RS-Ascar leva aos produtores muitas tecnologias simples e baratas, para agregar valor à produção. Entre elas, os silos para armazenar os grãos. A partir daí, o agricultor pode fazer a ração para os animais, na propriedade, reduzindo custos. Confira.

Fonte: Emater/RS-Ascar

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Os pecuaristas de Mato Grosso devem fazer o monitoramento de suas pastagens para evitar prejuízos com a lagarta Spodoptera sp.. As condições de clima quente e com chuvas esparsas têm contribuído para o aumento da população desta praga e consequente dano causado pro ela. Pesquisadores da Embrapa Agrossilvipastoril têm recebido informações de aumento da população desta lagarta em diferentes locais do estado. O problema, inclusive, ocorreu no campo experimental da empresa, em Sinop (MT).

De acordo com o pesquisador na área de entomologia, Rafael Major Pitta, na natureza é comum a ocorrência de ciclos de alternância com maiores populações entre espécies de insetos. Esta é uma forma de enfrentar a competição entre elas. O clima quente, com chuvas entremeadas por períodos longos de estiagem, como tem ocorrido em boa parte do estado, também contribui para este aumento populacional.

"O aumento de temperatura acelera o metabolismo dos insetos. Consequentemente, o ciclo de vida é mais intensificado. Quanto mais quente, mais rápido a lagarta se torna adulto", explica o pesquisador da Embrapa.

A Spodoptera sp. não é uma praga nova nas pastagens, uma vez que ela se alimenta de diferentes culturas (polífaga). Entretanto, a ocorrência mais comum é no algodoeiro e nas lavouras de milho.

Controle

O pesquisador Rafael Pitta explica que não há um nível de controle bem definido para esta praga em pastagem, por isso o pecuarista deve estar atento. "O pecuarista precisa acompanhar sua pastagem semanalmente e observar se está encontrando a lagarta. Se houver e elas estiverem causando a desfolha, ele deve fazer o controle", explica o pesquisador.

Existem duas formas de controle da Spodoptera sp.. Uma é o controle biológico, utilizando o Bacillus thuringiensis, cujo risco aos animais é baixo. Outra forma é o controle químico.

"No caso de aplicação de inseticidas químicos é preciso respeitar o intervalo de segurança, que é específico para cada produto. Só então o pecuarista deve retornar com os animais na área", alerta Rafael Pitta.

Fonte: Embrapa Agrossilvipastoril
Gabriel Faria – Jornalista
Telefone: (66) 3211-4227

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Desde ontem (10/11/14) as empresas que prestam serviços de telefonia, internet e TV por assinatura deverão disponibilizar informações sobre as ofertas de serviços de forma padronizada e gratuita, para que o consumidor possa comparar os preços entre as operadoras. A regra está prevista no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC).

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), atualmente os consumidores encontram dificuldades para escolher entre as diversas ofertas disponíveis, porque a cobrança dos serviços de telecomunicações tem muitas variáveis. A nova regra vai possibilitar a criação de mecanismos de comparação de preços e ofertas entre as prestadoras.

Outra norma que entrou em vigor ontem é a ampliação, de dois para três anos, do prazo mínimo para a guarda e o fornecimento de todas as reclamações, pedidos e solicitações feitos pelos clientes às prestadoras de serviços de telecomunicações. Além disso, o histórico das demandas referentes aos últimos seis meses deverá estar disponível para consulta no site da prestadora.

O RGC, que entrou em vigor no dia 8 de julho, trouxe novas regras a serem seguidas pelas empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. Desde o início de sua implementação, algumas empresas entraram na Justiça pedindo para não cumprir as regras estabelecidas.

Fonte: Agência Brasil
Sabrina Craide – Repórter
Beto Coura – Edição

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A suspensão definitiva do embargo imposto pelo país árabe à carne bovina brasileira só depende agora de visita do corpo técnico daquele país ao Brasil, o que ocorrerá em breve, e posterior assinatura de decreto pelo rei Abdallah. O sinal positivo foi dado no dia 10 de novembro de 2014 ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, por seu colega de pasta da Arábia Saudita, ministro Fahd bin Abdulrahman Balghunaim, e pelo CEO da Saudi Food and Drug Authority (FDA), Mohammed bin Abdulrahman Al Mishal, autoridade máxima do país para importação de produtos agropecuários. O entendimento vai derrubar um embargo de mais de dois anos, motivado pelo caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) registrado no Brasil em dezembro de 2012.

Para o ministro Neri Geller, a reabertura deste mercado é um avanço no esforço do governo brasileiro de restabelecer o comércio entre os dois países. "A recuperação deste mercado fortalece ainda mais a posição do país como uma referência no atendimento à crescente demanda mundial por alimentos e reforça a confiança do mercado internacional na robustez do nosso sistema de vigilância sanitária animal", enfatiza Geller, o primeiro ministro da pasta a cumprir uma agenda oficial na Arábia Saudita.

A decisão Saudita é vista como estratégica para a produção de carnes do Brasil, tanto pelo volume, que pode acrescer às vendas do setor, quanto pela possibilidade de abertura imediata de outros mercados do Golfo Pérsico como Kuwait, Bahrein, Omã, Emirados Árabes Unidos e Catar, ampliando a pauta atual. Em 2012, antes do embargo, o Brasil exportou cerca de US$ 200 milhões (mais de 33 mil toneladas) em carne bovina para a região do Golfo.

De janeiro a outubro deste ano, as vendas do agronegócio do Brasil para o país árabe registram um volume de U$$ 1,75 bilhão, com destaque para a carne de frango, com negociações em torno de US$ 1,04 bilhão – o mercado brasileiro é a origem de 75% das importações de frango da Arábia Saudita. Em segundo e terceiro lugares na lista de maiores embarques estão, respectivamente, o setor sucroalcooleiro, com US$ 377 milhões, e o complexo soja (soja em grãos), com US$ 149 milhões.

Este desempenho reafirma o resultado verificado em 2013 quando as vendas para a Arábia Saudita registraram um total de US$ 2,49 bilhões em produtos agropecuários. A liderança ficou com a carne de frango (US$1,41 bilhão), seguida pelo complexo sucroalcooleiro (US$ 481 milhões). A relação comercial entre os dois países registra também participação expressiva nas vendas de milho que, em 2013, fecharam em 1,1 mil de tonelada.

Sucroalcooleiro

Em reunião promovida pelo embaixador brasileiro em Rihad, Flavio Marega, o ministro Geller recebeu o CEO do grupo AKS Saeed Saudi Arabia, Khalid Saleh Almusa, do setor açucareiro saudita, que apresentou projeto da ordem de US$ 200 milhões de investimento em uma refinaria a ser construída no país árabe. A intenção do AKS é abastecer esta unidade com a importação de aproximadamente 1 milhão de tonelada anual do produto brasileiro, até 2017.

O grupo é apoiado pelo Fundo de Agricultura Saudita, entidade que financia a iniciativa privada do país árabe na negociação com outros mercados. Geller destacou o potencial de crescimento do setor sucroalcooleiro e se comprometeu na interlocução direta com o segmento para o avanço das negociações. "Este é um investimento que interessa muito ao Brasil e posso garantir, em nome da presidente Dilma Rousseff, que não faltará empenho do nosso governo para que ele seja viabilizado", garantiu Geller.

A delegação liderada pelo ministro Neri Geller é composta também pelo secretário de Relações internacionais do MAPA, Marcelo Junqueira, pelo diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), Leandro Feijó, técnicos do ministério e representantes de entidades do setor, com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Depois da Arábia Saudita, a missão segue para a China e Malásia.

Relação comercial Brasil-Arábia Saudita

O Brasil exporta para a Arábia Saudita: carnes, complexo sucroalcooleiro, complexo soja, cereais, farinhas e preparações, produtos florestais, Café, lácteos, couros, produtos de couros e peleteria, sucos, rações para animais, chá, mate e especiarias, produtos alimentícios diversos, frutas (inclui nozes e castanhas), demais produtos de origem vegetal, demais produtos de origem animal, fibras e produtos têxteis, cacau e seus produtos, produtos oleaginosos (exclui soja).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Diovana Miziara – Jornalista
Telefone: (61) 3218-2203

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O queijo de leite de búfala é um patrimônio cultural da Ilha de Marajó, no Pará, feito há mais de 200 anos com uma técnica tradicional. As queijarias da região participam de um projeto especial e conquistaram um certificado de qualidade artesanal do produto. A ilha de Marajó fica a 87 km de Belém e ocupa uma área de 50 mil quilômetros quadrados.

O arquipélago tem 16 municípios, onde vivem mais de 250 mil pessoas. A região reúne o maior rebanho de búfalos do país, com 600 mil cabeças. Durante muito tempo o queijo do Marajó aguardou a regulamentação para ser comercializado. Esó agora veio registro com o Projeto desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Queijo do Marajó. A ação é uma parceria do Sebrae, da Secretaria da Agricultura e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado.

No município de Soure fica a fazenda do empresário Carlos Augusto Gouvêa. Há quatro gerações, a família cria búfalos e produz o queijo. A fazenda, agora, melhorou os cuidados com a higiene, com a ordenha mecânica e com o leite que vai direto para a queijaria. A fazenda produz 40 kg de queijo creme por dia. Com a certificação, a produção e o preço aumentaram e o faturamento creceu mais de 50%.

No município de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, o produtor Prudêncio Paixão também comemora a regulamentação do queijo. Ele fez melhorias na fazenda para seguir as novas regras. O queijo produzido aumentou em 30% no preço final e as vendas cresceram 60%.

Já no município de Salvaterra, Marcus e Cecília Pinheiro fabricam 40 kg por dia do queijo do Marajó. Para eles, o maior obstáculo é a distância dos centros urbanos. Com o apoio do Sebrae, eles receberam a certificação para vender o queijo. Epara o queijo ser vendido em todo o Brasil, a busca agora é por uma certificação federal e pela identificação geográfica do produto.

CALENDÁRIO

Canal Futura

Terça-feira (11/11) – 5h
Sábado (15/11) – 15h

Contatos

Sebrae
Central de Relacionamento: 0800-570-0800
Web: www.sebrae.com.br

FAZENDA SÃO VICTOR
Contato: Empresário Marcus Pinheiro
Telefones: (91) 9166-0283 e (91) 9166-0284

SÍTIO JABUTI
Contato: Empresário Prudêncio Paixão
Telefones: (91) 9120-6983 e (91) 9252-4218

FAZENDA MIRONGA
Contato: Empresário Carlos Augusto Gouvêa
Telefone: (91) 8267-0246

ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES D ELEIT EEQUEIJO DO MARAJÓ
Contato: Presidente Haroldo Palheta
Telefones: (91) 8866-6532 e (91) 9181-1089

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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O Brasil é referência mundial em combate ao trabalho escravo, apesar de diversos problemas e desafios a enfrentar. A declaração foi feita pelo coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Luiz Machado, no 3º Encontro das Comissões Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetraes), ontem (10/11/14), na capital paulista. "Nós temos mecanismos que não encontramos em nenhum outro lugar no mundo como os grupos especiais de fiscalização que atendem a todo o território".

Ele destacou, também, o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, do governo federal, com diversas ações, algumas cumpridas, outras em andamento e outras precisando ser aceleradas. "Como a prevenção e assistência à vítima porque precisamos romper o ciclo vicioso da escravidão. O trabalhador apesar de ser resgatado continua vulnerável e muitos voltam para a escravidão".

Segundo Machado, no Brasil os mais vulneráveis são homens adultos, pobres de regiões com baixo índice de desenvolvimento, em busca da trabalho em outros estados ou mesmo aliciados. Entretanto, no mundo, as mulheres e crianças são mais escravizadas. "É um crime dinâmico e em outros lugares do mundo está envolvido com tráfico de pessoas e exploração sexual".

A coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado de São Paulo, Juliana Felicidade Armede, informou que em São Paulo, a maioria dos trabalhadores escravizados está na área rural. "Existem estados no Brasil muito ricos, mas empobrecidos em políticas públicas. Em muitos locais as pessoas não tendo acesso a esses benefícios não se inserem no mercado de trabalho e quando se inserem acabam ficando em situação de escravidão".

Outra realidade á a questão imigratória que tem ocorrido a partir da crise econômica internacional de 2008. São Paulo e outros estados do Brasil foram pontos de convergência importante, além de brasileiros que passaram anos fora do país e estão voltando. "Quando eu estou desconectado da realidade nacional e sem acesso a essas políticas públicas também estou vulnerável".

No meio urbano o principal foco de trabalho escravo está na construção civil e na indústria têxtil. Já no rural está ligado tanto com a pequena produção quanto com a grande. "Dentro desses dois universos há uma diversidade de problemas. Isso ainda acontece porque temos um perfil de produção que não garante isonomia às pessoas. Há sempre um grupo mais explorado e um que explora. Não conseguimos evoluir do ponto de vista de estruturas econômicas capazes de acompanhar os problemas sociais".

Fonte: Agência Brasil
Flávia Albuquerque – Repórter
Marcos Chagas – Edição

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O novo Inventário Florestal Nacional, que está em andamento no Brasil, deverá ser entregue em 2017 e, além de fornecer indicadores da biodiversidade brasileira, suas informações servirão de base para o desenvolvimento de políticas públicas específicas para cada localidade, como programas de reflorestamento, combate à degradação e proteção do solo. Segundo o diretor de Pesquisa e Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Joberto Freitas, o levantamento sobre a quantidade de biomassa e carbono armazenado também poderá ser utilizado para melhorar as informações do país em convenções da agenda ambiental.

O tema começou a ser debatido ontem (10/11/14) em Manaus no 3º Simpósio Nacional de Inventário Florestal, que termina amanhã (12/11). Durante o evento serão apresentados trabalhos científicos e experiências de países da América do Norte e do Sul em inventários florestais.

O objetivo do Serviço Florestal Brasileiro é manter o inventário atualizado, em ciclos de cinco anos. "Queremos determinar pontos permanentes de coletas de informação, para que, a cada cinco anos, o pesquisador volte ao mesmo lugar e possa medir as mudanças da cobertura vegetal, como as perdas e a fitossanidade da floresta", explicou Freitas. Segundo o SFB, o primeiro e único inventário nacional das florestas foi feito na década de 1980, com foco principal na produção de madeira. Depois disso, apenas inventários regionais foram feitos no país.

No último dia do seminário em Manaus haverá a demonstração da metodologia que vem sendo aplicada na execução do inventário nacional. Freitas explica que o trabalho começou em 2005 com as discussões sobre o método de levantamento que seria aplicado. "Foi um processo participativo, com várias oficinas para construirmos uma metodologia padronizada. Isso, no caso brasileiro, foi um desafio, pois temos seis biomas diferentes pelo país. Então a coleta de dados começou efetivamente em 2012", disse Freitas.

O simpósio é feito em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e tem apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS).

Fonte: Andreia Verdélio – Repórter
Fábio Massalli – Edição

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apresentou à presidente Dilma Rousseff uma lista de ações que pretende promover nos próximos anos com o objetivo de melhorar a segurança hídrica do estado. As propostas iniciais de oito obras foram orçadas em R$ 3,5 bilhões, segundo o governador, e envolvem empreendimentos com prazo de execução que variam de nove meses a dois anos e meio.

O formato de como esse valor será financiado e o detalhe de cada projeto não foram apresentados na reunião de ontem (10/11/14), de acordo com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. Ela informou que uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 17, quando as propostas serão aprofundadas pelo governo estadual à União. Um grupo de trabalho, de acordo com o governador, vai se encarregar de discutir de maneira tripartite o detalhamento desses projetos.

Não é possível dizer ainda, portanto, se o governo federal vai bancar os custos totais ou apenas uma parte. "Não tem um limite mínimo nem máximo. Aquilo que o grupo de trabalho entender que é possível", avaliou Geraldo Alckmin, sobre o valor que seria necessário receber do governo federal para as obras orçadas.

Garantindo não haver risco de desabastecimento de água a curto prazo, o governador de São Paulo disse que a proposta apresentada a Dilma é de novas obras. Segundo ele, várias obras para melhorar o abastecimento estão em andamento. "Nós temos repetido isso desde o início do ano. Nós temos em São Paulo um sistema extremamente forte, nem entramos na segunda reserva técnica do Cantareira. Então, não são obras para amanhã; as obras para amanhã estão sendo feitas. Nós vamos entregar neste mês de novembro mais um metro cúbico por segundo (m³/s) do Guarapiranga. Mais 300 mil pessoas saem do Cantareira", informou.

"A presidente viu com bons olhos o conjunto das obras, mas nós vamos ter uma conversa mais aprofundada para que ela bata o martelo naquilo que o governo federal ajudará São Paulo", disse a ministra Miriam Belquior, complementando que, do meio para o fim da semana que vem, poderá haver uma resposta do melhor formato de financiamento. "É comum a presidente dizer que o montante de recursos, claro, depende da nossa capacidade, mas, fundamentalmente, depende da importância das obras a serem realizadas. Se durante o processo de discussão estiverem claras a importância das obras para o abastecimento da região, nós poderíamos até apoiar tudo", disse.

O primeiro empreendimento proposto é a interligação da represa Atibainha, do Cantareira, à represa Jaguari, do Rio Paraíba do Sul. Na semana passada o presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Abreu, afirmou ser possível a transposição das águas do Paraíba do Sul. Outras obras apresentadas à presidente envolvem a construção de dois grandes reservatórios, a criação de duas estações de produção de água de reuso, a interligação do Jaguari com outro rio, o Atibaia, além da perfuração de 24 poços para abastecer a região de Campinas.

Após explicar o trajeto do Paraíba do Sul, o governador disse o que o governo de São Paulo pretende implantar o projeto. "Em média, o Paraíba do Sul tem 200 m³/s. O que estamos falando da interligação é de 5 m³/s, e podemos colocar mais água no Paraíba, porque a interligação é de mão dupla. […] Então você dobra a capacidade de preservação para São Paulo e para o Rio de Janeiro", disse.

Segundo Miriam, as obras foram apresentadas em uma ordem de prioridades, e ao longo da apresentação a presidente Dilma fez perguntas a respeito de cada projeto. A primeira reunião do grupo de trabalho, marcada para o dia 17 de novembro, ocorrerá no Ministério do Planejamento.

Fonte: Agência Brasil
Paulo Victor Chagas — Repórter
Beto Coura – Edição

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De 10 a 16 de novembro de 2014, estão abertas as inscrições para 3,5 mil vagas em cursos gratuitos a distância, oferecidos pela Agência Nacional de Águas (ANA), sobre temas da área de recursos hídricos, como Lei das Águas e Gestão Integrada de Recursos Hídricos no Nordeste. As inscrições podem ser realizadas através da página de cursos a distância da ANA e serão encerradas para cada capacitação, quando o número de alunos atingir o total previsto. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição e cada aluno poderá se inscrever em até dois cursos.

Desta vez, a Agência Nacional de Águas oferece dois temas inéditos: Gestão Integrada dos Recursos Hídricos no Nordeste e Água e Floresta: Uso Sustentável da Caatinga. Ambos têm uma carga de 10 horas e possuem 500 vagas cada. Na capacitação sobre a gestão no Nordeste, o objetivo é educar e conscientizar os participantes sobre a importância do tema, a partir de práticas e conceitos relacionados aos recursos hídricos na região. As aulas vão de 18 a 30 de novembro.

No Água e Floresta: Uso Sustentável da Caatinga, aluno tem a oportunidade de aprender noções básicas sobre práticas sustentáveis de uso dos recursos florestais do bioma e sua relação com a água. As atividades do curso vão de 1º a 14 de dezembro.

Dois cursos terão duas turmas, sendo a primeira de 18 a 30 de novembro e a segunda de 1º a 14 de dezembro: Lei das Águas e Água na Medida Certa, ambos com mil vagas e 20 horas de carga. No Lei das Águas, os participantes poderão compreender a Política Nacional de Recursos Hídricos e os conceitos básicos relacionados à gestão das águas. As atividades também ensinam a identificar formas de atuação responsável para uso e gestão de recursos hídricos.

Durante o Água na Medida Certa, os alunos poderão aprender sobre os recursos hídricos a partir de reflexões sobre conceitos e informações sobre a disponibilidade, distribuição e quantidade de água no planeta.

Com 40 horas de carga e 500 vagas, o Cuidando das Águas está marcado para o período entre 18 de novembro e 14 de dezembro. A capacitação tem o objetivo de ensinar os alunos sobre a responsabilidade de cada um no uso sustentável da água e sobre as possibilidades de melhoria da qualidade dos recursos hídricos a partir da cooperação entre entidades de meio ambiente e setores usuários da água, organizações não governamentais e governos.

Os alunos que atingirem a partir de 60% de aproveitamento nas avaliações receberão certificado digital. O tempo de duração pode ser menor que o previsto, conforme o desempenho de cada participante. Para facilitar a aprendizagem, as atividades estão estruturadas através de uma navegação sequencial entre módulos e o material está disponível em formato PDF.

Capacitação

A Agência Nacional de Águas realiza capacitações para as entidades que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e para toda a sociedade brasileira. O objetivo é estimular a conservação e o uso sustentável da água, além da participação cidadã na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Em 2013, a ANA capacitou 12.534 pessoas. Para 2014, a expectativa é bater este recorde, com 14,5 mil alunos.

Saiba mais no Portal da Capacitação da ANA.

Fonte: Agência Nacional de Águas
Raylton Alves – Jornalista

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O WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF), o Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN) e dezenas de agricultores do Cerrado lançam no dia 13 de novembro de 2014, a publicação "Agricultores que cultivam árvores no Cerrado". O evento acontece às 16 horas, no Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) da Universidade de Brasília (UnB). Clique aqui para baixar o livro (arquivo PDF – 10,14 Mb).

O livro tem como proposta registrar e compartilhar técnicas e práticas de cultivo de árvores no bioma Cerrado desenvolvidas ou aprimoradas por agricultores. A publicação busca estimular a conservação e a restauração dos recursos naturais relatando as histórias, motivações e ciências dos agricultores no uso de técnicas adaptadas às condições locais, no reconhecimento de seus saberes e de sua capacidade de inovar.

A publicação, em formato de brochura, contém 163 páginas e está dividida em 14 capítulos. Conta com fotografias que ilustram as histórias e o processo de construção do livro. O material já está disponível para download.

Segundo o analista de conservação do WWF-Brasil, Vinicius Pereira, o projeto teve início em 2010 com o nome "Agricultores que plantam árvores no Cerrado", mas com o passar do tempo foi alterado para "Agricultores que cultivam árvores no Cerrado", oferecendo uma visão mais ampla, que envolve não somente o plantio, mas também o manejo e demais práticas associadas.

Processo de construção

"Em 2011, foi realizado o seminário "Agricultores que plantam árvores no Cerrado" que contou com a participação de 30 agricultores, representando os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Para o livro foram selecionadas 12 experiências destas e acrescidas mais duas de agricultores que não puderam participar. Ao todo são 14 relatos, sendo seis de Mato Grosso; cinco do Maranhão; duas do Tocantins e um de Minas Gerais", explicou Vinicius Pereira.

O WWF-Brasil contribuiu no processo de sistematização destas 14 experiências. Além disso, tem cooperado com a divulgação e disseminação das experiências apresentadas no livro.

Na publicação, o agricultor é sujeito ativo e principal que com apoio de uma rede de instituições parceiras, consegue colocar a sua capacidade de inovar e seus saberes em ação. É uma lógica inversa ao modelo convencional, onde o agricultor é um sujeito passivo e coadjuvante que "recebe" técnicas e conhecimento de alguém. "Durante o Seminário realizado em 2011, os agricultores receberam certificados como agricultores-pesquisadores valorizando os seus saberes e suas práticas", ressaltou o analista de conservação do WWF-Brasil.

Cultivadores do Cerrado

Uma história que não entrou no livro e demonstra a relação dos agricultores com o bioma Cerrado é a de João Botelho Moura, morador do projeto de Assentamento Manah em Canabrava do Norte, na região do Araguaia mato-grossense e mais conhecido por "João Bode".

O senhor de mais de 70 anos foi visto com um estilingue nas mãos. A primeira impressão de quem não o conhece é que seu João, um plantador e cuidador de árvores, seria um exterminador de pássaros.

Questionado porque estava com o instrumento, ele deu um sorriso maroto seguido de uma grande gargalhada, e explicou que o estilingue era para facilitar a vida. "Antes eu ia ao brejo, plantar os buritis e ficava lá enterrando as sementes com minha bota e sujando ela. Agora eu planto é daqui. Pego as sementes de buriti e começo a atirá-las rumo à beira do rio. Não é que nasce um monte!", contou com mais uma grande gargalhada o senhor João.

Fonte: WWF Brasil
WWF-Brasil

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