O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), lança a Campanha Antipirataria de Produtos Veterinários. A ideia é alertar os integrantes da cadeia produtiva de proteína animal sobre os riscos e os malefícios do uso de medicamentos veterinários falsificados, contrabandeados, sem registro e produzidos a partir de formulações caseiras.

Ou seja, pecuaristas podem denunciar a falsificação de medicamentos para bovinos no país, com o objetivo de conter esta prática ilegal, que prejudica a sanidade dos animais e a saúde do consumidor.

Para identificar a qualidade e a legalidade do medicamento veterinário, o medicamento veterinário deve ter os seguintes itens:

– Embalagem contendo a aprovação do Ministério da Agricultura, bem como numero de registro no Ministério;

– Identificação do responsável técnico;

– Existência de telefone de serviço ao consumidor do fabricante;

– Embalagens em língua portuguesa, indicando a data de fabricação e validade;

– Consulta ao Compêndio de Produtos Veterinários do SINDAN.

CARTILHA

Entenda a Campanha com a cartilha em quadrinhos clicando aqui.

SITE

O site da Campanha Antipirataria de Produtos Veterinários está disponível em http://denuncieprodvetpirata.org.br.

Fonte: Agência CNA
Telefone: (61) 2109-1382

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As aplicações, vantagens e desvantagens do uso de veículos aéreos não tripulados (vant), ou drones, na agricultura de precisão e no monitoramento de áreas degradadas serão apresentadas durante o 5° Simpósio de Geotecnologias do Pantanal – 5º GeoPantanal, que ocorre de 22 a 26 de novembro de 2014, em Campo Grande (MS).

Bastante populares, especialmente em operações militares, os drones também vêm sendo muito utilizados em atividades de monitoramento da produção agrícola. Acopladas a câmeras e sensores baseados em sistemas de posicionamento global (GPS), as aeronaves são capazes de sobrevoar grandes extensões de terra, produzindo imagens e coletando dados com precisão e a um custo relativamente baixo.

Esse crescente interesse pelos drones deve-se ao potencial de uso, inclusive para a regularização ambiental de propriedades rurais, de acordo com João Vila, pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP) e presidente da comissão organizadora do evento. "Queremos mostrar várias experiências que já estão ocorrendo no Brasil com a utilização dessas tecnologias e apresentar novas aplicações e campos de estudo", afirma.

Por isso, em 25 de novembro, das 20h40 às 22 horas, será realizada uma mesa-redonda com especialistas no tema, coordenada pelo pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) Manuel Eduardo Ferreira. Participam os professores Kalinka Castelo Branco, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) e Normandes Matos da Silva, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além de Cristina Prando Bicho, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

O objetivo é discutir a necessidade de se melhor compreender o potencial e as limitações desses instrumentos em relação à qualidade dos mapeamentos realizados pela tecnologia. Diversos fatores podem influenciar na qualidade dos trabalhos, como as características físicas das plataformas aéreas, resolução dos instrumentos e sensores, tipos de alvos e condições atmosféricas do voo.

Os pesquisadores mostrarão os vários tipos de aplicações da tecnologia e resultados obtidos em diferentes culturas. Além disso, serão discutidos os desafios para implantação de um projeto em atividades de fiscalização de áreas mineradoras, monitoramento de áreas de preservação permanente (APP) e recuperação de áreas degradadas.

O 5º GeoPantanal tem como tema principal "Interação planalto e planície, sistema produtivo e sustentabilidade". São organizadores do evento a Embrapa Informática Agropecuária, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária
Nadir Rodrigues – Jornalista
Telefone: (19) 3211-5747

Colaboração: Jéssica Bigon

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Tecnologia e mercado global: perspectivas para a soja. Esse será o tema do VII Congresso Brasileiro de Soja e do Mercosoja 2015, que serão realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de 22 a 25 de junho de 2015, em Florianópolis (SC). A programação técnica acaba de ser definida e o debate estará focado nos vários aspectos do agronegócio da soja envolvendo, o manejo da cultura, o controle de pragas e doenças, o impacto das mudanças climáticas, a infraestrutura de produção, o armazenamento e transporte, a comercialização, entre outros. "Além disso, novas tecnologias que certamente irão mudar paradigmas de produção serão apresentadas, principalmente, as advindas da biotecnologia", destaca o pesquisador da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, presidente do Congresso Brasileiro de Soja.

A temática do VII Congresso Brasileiro de Soja e do Mercosoja 2015 expressa a ideia de que o crescimento da soja está baseado nos avanços tecnológicos e no mercado crescente. Por isso, têm por objetivos discutir com os principais participantes da cadeia produtiva as tendências e os desafios do agronegócio da soja no Brasil e no mundo. Para Nepomuceno, os eventos destacam-se por reunir um público com alto grau de interesse em inovação, conhecimento de mercado, lideranças empresariais e formadores de opinião. "Com base neste conceito, elaboramos uma programação técnica diversificada, formada por especialistas nos principais aspectos da cultura e do agronegócio, com a apresentação de trabalhos científicos que permitirão a atualização em temáticas que estão na fronteira do conhecimento.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2013/14, a produção de soja no Brasil foi de 86 milhões de toneladas, a área cultivada de 30 milhões de hectares e produtividade média ao redor de 3,0t/ha. Esses números garantem ao complexo soja, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a primeira posição entre os produtos agrícolas exportados pelo Brasil: US$ 31 bilhões. A soja é uma das principais mantenedoras do superávit na balança comercial brasileira. Além disso, em conjunto com os outros setores do agronegócio, o complexo soja colabora direta e indiretamente com 40% dos empregos no Brasil. "Considero estratégico que os diferentes agentes da cadeia produtiva da soja possam reunir-se em um evento, no qual as discussões técnicas misturam-se a momentos de troca de experiências e de oportunidades de parcerias e de negócios", ressalta Nepomuceno.

Confira a programação completa na página do evento: www.cbsoja.com.br.

Mais informações

VII Congresso Brasileiro de Soja e do Mercosoja 2015
E-mail: cbsoja@fbeventos.com
Telefone: (43) 3025-5223

Fonte: Embrapa Soja
Lebna Landgraf – Jornalista
Telefone: (43) 3371-6061
E-mail: soja.imprensa@embrapa.br

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Um novo aplicativo lançado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) permite que usuários avaliem a qualidade do serviço das operadores de telefones celulares em itens como pacotes de voz e dados de redes, além de disponibilizar ranking construído a partir de indicadores de acessibilidade e conexão. Com a ferramenta, o consumidor terá mais segurança na hora de escolher a empresa prestadora. Para esclarecer o assunto, o NBR Entrevista convida o superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, Roberto Martins. Fonte: TV NBR

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O pesquisador Antonio David Cattani, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com formação na Paris-Sorbonne, diz ter escolhido um caminho diferente de 99% de seus colegas. Enquanto a maioria dos cientistas sociais se debruçam sobre questões relativas a pobreza e a miséria, Cattani resolveu desbravar o outro lado da problemática da desigualdade social – a extrema riqueza, ou os super-ricos.

A escolha já foi mais difícil de ser justificada. Desde que o francês Thomas Piketty tornou-se um best-seller com a tese de que o capitalismo está concentrando renda em vários países, o que ocorre no topo da pirâmide social global tem ganhado um pouco mais de espaço nos debates de economistas e sociólogos – ao menos no exterior.

Para Cattani, no Brasil a situação é um pouco diferente da de outros países, porque aqui ao menos se avançou no combate à pobreza. "Mas só isso não basta. Precisamos reduzir a distância entre ricos e pobres para termos uma sociedade equilibrada, com qualidade de vida e sem violência", defende.

Em A Riqueza Desmistificada (ed. Marcavisual) – livro escrito durante um ano de estudos na Universidade de Oxford, no Reino Unido – o pesquisador defende que a extrema riqueza precisa deixar de ser um "tabu" para que possamos entender o papel dos multimilionários na economia, na política e na sociedade brasileira. Confira abaixo a entrevista concedida por Cattani à BBC Brasil.

BBC BRASIL: O que o caso Eike Batista diz sobre o modo como encaramos a riqueza em nossa sociedade?

Cattani – Eike teve uma ascensão meteórica que envolveu o uso de recursos públicos e, aparentemente, também informação privilegiada. Mas havia um certo deslumbramento da opinião pública por ele. No auge de sua carreira, centenas de pessoas pareciam dispostas a pagar US$ 1.000 ou US$ 2.000 para ouvir uma palestra sua. Enão havia qualquer questionamento sobre a forma como seu império foi construído – um gigante com os pés de barro.

De certa forma isso ocorreu porque há um fascínio em torno da riqueza, um deslumbre. Os grandes empresários, executivos, e ricos de uma maneira geral são tratados como superiores.

É natural que a riqueza seja vista como algo positivo, que todos almejam. Isso é até legítimo. Mas esse deslumbramento tem impedido uma análise mais rigorosa sobre como algumas dessas fortunas são construídas – o que pode envolver processos abusivos e predatórios, monopólios, vantagens junto ao poder público e outros subterfúgios, como no caso de Eike.

BBC BRASIL: Por que o sr. escolheu estudar os ricos?

Cattani – Cerca de 99% dos estudos na área de ciências sociais se debruçam sobre os pobres, a classe média e a classe trabalhadora. Poucos estudam os ricos. Mas em um dos países mais desiguais do mundo o estudo da riqueza é crucial. É o topo da pirâmide social que controla os meios de comunicação, as grandes empresas, os negócios e processos políticos e eleitorais, tomando decisões que afetam todo o resto da população. Ou seja, os ricos e super-ricos ajudam a influenciar processos que determinam a estrutura da sociedade.

Os pobres são milhões mas têm um poder mais limitado, não estão organizados, estão sob a influência dos meios de comunicações. Às vezes, meia dúzia de megaempresários influencia decisões econômicas que alteram a vida de todos.

O financiamento das empresas às campanhas políticas, por exemplo, me parece inconveniente. Por que elas dão milhões para esse ou aquele candidato? De alguma forma, querem retorno – e isso não ajuda a melhorar a qualidade de nossa democracia.

DAlguns dados apontam que 1% da população controla de 17% a 20% de toda riqueza nacional. Eos ricos, como os pobres, não são autorreferentes ou autoexplicativos. Ou seja, a riqueza ajuda a explicar a pobreza – e vice-versa. Por isso, temos de entender como se estrutura essa sociedade de alto a baixo. Não que os estudos sobre os pobres não sejam importantes, mas eles precisam ser complementados com análises de economistas e sociólogos sobre o topo da pirâmide – e sobre de que forma esse topo está acumulando sua fortuna.

BBC BRASIL: Por que é tão difícil estudar o topo da pirâmide social?

Cattani – A riqueza é tratada em nossa sociedade como um objeto de veneração, um totem, algo superior que precisa ser respeitado. É um tema proibido.

Além dessa dimensão ideológica, há as dificuldades práticas. Os pobres são acessíveis. Os pesquisadores podem entrar em suas casas e fazer as perguntas mais inconvenientes sobre todos os aspectos de suas vidas. Eles respondem porque esperam que isso possa ajudá-los a melhorar a sua situação.

Já os multimilionários não respondem às pesquisas porque não têm interesse em informar sobre a origem e a exata dimensão de sua riqueza. Não querem que ninguém vá bisbilhotar seu patrimônio. Eo resultado é que os dados estatísticos sobre eles são extremamente fracos. Não dá para confiar apenas na declaração de imposto de renda – até porque poucos ricos são assalariados. Eé difícil obter dados sobre o patrimônio. Muitos multimilionários mantêm parte de sua riqueza no exterior – têm imóveis em Paris, Londres ou Miami e escondem fortunas em paraísos fiscais.
Para completar, eles são protegidos por mecanismos legais e jurídicos, como o sigilo bancário e de declaração do imposto de renda.

BBC BRASIL: Piketty tenta há alguns anos estudar o Brasil, mas um de seus colaboradores relatou a BBC Brasil ter dificuldade em acessar dados da Receita Federal…

Cattani – Acho que no Brasil há regras específicas que garantem o sigilo desses dados e pouca colaboração das autoridades.

BBC BRASIL: Quem são esses ricos?

Cattani – É difícil quantificar isso. No Brasil, em geral as pesquisas demográficas e sociais estabelecem um patamar de renda de R$ 6 mil, às vezes R$ 10 mil por mês – elas dizem: todo mundo que está acima disso é rico, é classe A. Mas precisamos estabelecer melhor as diferenças dentro desse grupo. Quem ganha R$ 6 mil por mês pode ter um bom padrão de vida, mas seu poder e o impacto na sociedade é muito diferente do que quem ganha centenas de milhares de reais.

A partir de um certo patamar, o indivíduo em questão dispõe de uma corte de serviçais, assessores tributaristas e advogados para ajudar a multiplicar sua fortuna, assessores de marketing pessoal e institucional. Faz parte do topo da pirâmide que verdadeiramente tem poder. No caso dos super-ricos eu trabalho com um percentual de 0,1% da população adulta, por exemplo.

Também há um patamar em que a riqueza gera riqueza continuamente – mesmo em situação de crise, quando a economia real sofre. Uso um conceito interessante que é o de "riqueza substantiva" – essa riqueza tão grande que escapa até ao controle político. Quem é assalariado não tem noção do que é ganhar milhões de dólares, mês após mês, ano após ano. Nem quem tem uma pequena empresa, um apartamento na praia e um mesmo automóvel do ano. Tem lá seu capital, alguns trabalhadores – mas não tem uma riqueza que se multiplica continuamente.

BBC BRASIL: O sr. menciona no livro a série de TV Mulheres Ricas, de 2012. Temos os colunistas sociais, revistas sobre ricos e famosos … Até que ponto o mundo dos super-ricos está mesmo oculto, como o sr diz?

Cattani – Um famoso apresentador de TV pode tirar uma foto em seu iate para mostrar como é bem sucedido. Mas essa publicidade é pouco relevante – e eles só mostram o que interessa. O próprio Eike era uma exceção. Há toda uma camada de ricos do setor financeiro, do agronegócio que são discretissimos, não tem interesse nenhum em se mostrar. Circulam incolusive em outra esfera, internacional.

BBC BRASIL: Afinal, há algum problema em ser milionário ou bilionário? Não é "justo" que um indivíduo talentoso e trabalha duro possa gozar dos frutos de seus esforços?

Cattani – A partir de um certo nível muitas fortunas não tem mais origem no empreendedorismo, mas em situações de poder. É esse o caso dos monopólios, por exemplo, que reduzem a eficiência da economia como um todo. Ao anular a concorrência, um determinado grupo impõe seu preço, sua prática de negócios, se vale de mecanismos tributários para aumentar sua riqueza.

É um mito essa ideia de que toda riqueza é produto de talento e trabalho duro. Há fortunas que são, sim resultado de um esforço legítimo e talentos empresariais. Mas há também herdeiros que não fazem bom uso do que receberam, multimilionários de mentalidade rentista, riquezas montadas a partir de privilégios e práticas ilegítimas. A riqueza extrema também pode ser nefasta para os negócios, para a democracia e para o próprio capitalismo.

BBC BRASIL: O Brasil é um dos poucos países em que a desigualdade de renda teria diminuído nos últimos anos. Estamos no caminho certo?

Cattani – Estamos no caminho correto das políticas públicas para redução da pobreza, mas as distâncias entre os ricos e os demais ainda são imensas. Há muito a fazer no tema da concentração de renda.

O problema é que quem está no topo da pirâmide quer manter seus privilégios. No Brasil, o pobre paga proporcionalmente mais imposto, por exemplo. Não há impostos sobre heranças e doações, como em muitos países desenvolvidos. Também não há imposto sobre dividendos e rendimentos do capital. Quem ganha milhões com dividendos não paga nada, enquanto um assalariado a partir de dois mil, três mil reais já paga imposto de renda. Precisamos de uma reforma na área tributária, além de um combate mais firme a paraísos fiscais.

BBC BRASIL: Por que é importante combater a desigualdade? Não basta combater a pobreza?

Cattani – Enquanto não avançarmos nessa área, não teremos uma sociedade mais equilibrada, com mais qualidade de vida e no qual todos tenham boas oportunidades de trabalho para desenvolver suas capacidades. Há estudos que mostram que a violência está diretamente relacionada às distâncias sociais, por exemplo. Além disso, a partir de determinado patamar, a concentração de renda prejudica a eficiência de uma economia, tira dinamismo do mercado interno. É melhor ter uma fortuna reinvestida na produção, gerando emprego, do que imobilizada em uma mansão luxuosa ou em contas no exterior.

Fonte: BBC Brasil
Ruth Costas

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Os produtores de feijão-carioca em diferentes regiões do Brasil começaram a cultivar, nas safras de 2013 e deste ano, uma variedade do feijoeiro Phaseolus vulgaris L. mais resistente à diminuição da disponibilidade de água durante o período de crescimento da planta.

Trata-se de uma cultivar desenvolvida por pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio de um projeto realizado com apoio da Fapesp.

Batizada de IAC Imperador, a cultivar é capaz de se desenvolver com volume de água até 30% menor do que o usual, afirmam os pesquisadores da instituição.

"A IAC Imperador já está em todas as regiões do Brasil e hoje há 28 empresas fazendo a multiplicação dessa cultivar", disse à Agência Fapesp Alisson Fernando Chiorato, pesquisador e diretor do Centro de Grãos e Fibras do IAC e coordenador do projeto.

"Os testes que realizamos com essa planta demonstraram que ela tolera a redução de até 30% do volume de água durante o cultivo. Com isso, além de diminuir o uso de água, o agricultor utiliza menos energia elétrica em seu sistema de irrigação", avaliou Chiorato.

A IAC Imperador tem um ciclo de cultivo mais curto em relação a outras variedades de feijão. A cultivar completa seu ciclo de crescimento em 75 dias, ante 95 dias do ciclo normal. A raiz da planta também cresce mais rápido e é mais robusta em comparação com outras.

Com essas características, a planta extrai mais água e nutrientes do solo, em maiores profundidades, permanece menos tempo no campo e sofre menos com a falta de água.

"A redução do ciclo de cultivo e a raiz mais robusta conferem à planta um sistema mais agressivo para a aquisição de água e a fazem mais tolerante a situações de estresse hídrico", disse Chiorato.

"A produtividade é menor do que a de uma planta que não sofreu estresse hídrico, mas mantém a qualidade do grão para ser comercializado pelo produtor", disse.

Cruzamentos de linhagens

A IAC Imperador foi obtida a partir do intercâmbio de materiais do banco de germoplasma do IAC e do Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat), em Cali, na Colômbia.

Por meio de uma colaboração iniciada em 2009, os pesquisadores do IAC importaram 420 linhagens genéticas de feijoeiro da instituição de pesquisa colombiana, que já trabalhava no desenvolvimento de cultivares tolerantes ao déficit hídrico, visando transferi-las para países africanos.

Ao avaliar 250 dessas 420 linhagens genéticas, os pesquisadores brasileiros identificaram duas como mais promissoras e iniciaram os cruzamentos delas com as cultivares do IAC. A Imperador é resultado desses cruzamentos.

"Ao todo, fizemos mais de 500 hibridações [cruzamentos genéticos] entre cultivares de feijoeiro, que resultaram em cerca de 2,5 mil linhagens, das quais selecionamos 76 que estão agora em avaliação", disse Chiorato.

"Estamos tentando identificar uma ainda melhor que a IAC Imperador, capaz de produzir feijão com redução de disponibilidade de água entre 32% e 35%", disse.

Os pesquisadores da instituição selecionam linhagens que sofrem menos com a redução da disponibilidade de água durante a fase vegetativa — o estágio mais sensível do desenvolvimento da planta, que antecede o florescimento.

Para isso, eles cultivam as plantas em uma estufa coberta, onde são irrigadas pelo prazo máximo de até dez dias após a germinação, e avaliam a perda de produtividade de cada uma das diferentes cultivares.

As linhagens que sofrem menos com o estresse hídrico são selecionadas e recombinadas com outras. Segundo Chioratto, o feijoeiro Phaseolus vulgaris L. é uma planta muito sensível à falta de água e pode suportar uma redução de disponibilidade hídrica para completar seu ciclo de cultivo de até 40%. "Ela produz menos, mas consegue fechar o ciclo até esse limite de disponibilidade de água", disse.

No entanto, a planta produz grãos de feijão murchos, pequenos e mais duros, impróprios para comercialização e consumo, e pode até mesmo morrer. A nova cultivar garante a qualidade do grão, mesmo que o rendimento seja um pouco menor.

A proposta do programa de melhoramento genético de cultivares de feijoeiro tolerantes ao estresse hídrico do IAC é identificar e usar linhagens mais resistentes ao déficit hídrico em regiões em que o veranico tem sido superior a 30 dias sem chuva.

"Estamos minimizando a sensibilidade das plantas em período de veranicos, em que é comum ficar de 15 a 35 dias sem chuva", estimou.

Cana

Por meio de um projeto também realizado com apoio da Fapesp, outro grupo de pesquisadores da instituição tenta identificar genes de cana-de-açúcar (Saccharum sp) que confiram à planta tolerância ao estresse hídrico.

Os pesquisadores já identificaram 10 potenciais genes da cana relacionados ao estresse hídrico e irão realizar agora testes de sua função usando inicialmente arroz (Oryza sativa) como planta-modelo.

"O arroz é uma planta bastante próxima da cana-de-açúcar. Ela tem um ciclo rápido de crescimento, que possibilita avançar entre três e quatro gerações por ano", explicou Silvana Creste, pesquisadora do IAC e coordenadora do projeto.

Mas, além do arroz, os pesquisadores colocam os genes já identificados em variedades comerciais de cana para fazer uma avaliação funcional.

"Estamos realizando esses testes inicialmente em casa de vegetação para depois podermos avaliar se os genes são alvos interessantes para o desenvolvimento de uma variedade de cana comercial transgênica", disse Creste à Agência Fapesp.

Fonte: Agência Fapesp
Elton Alisson – Jornalista

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O direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentação de qualidade e em quantidade suficiente é garantido ao brasileiro pela Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, de setembro de 2006. Ao Estado, cabe promover políticas públicas que assegurem esse direito aos cidadãos. Mas a população também deve tomar cuidados para que a segurança alimentar seja consolidada. Veja na reportagem de Paula Pontes. Fonte: Canal Futura

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A safra de grãos 2014/2015 deve ficar entre 194,39 e 199,97 milhões de toneladas – o que representa variação 0,1% negativa ou 2,7% positiva em relação à safra passada. A previsão está no segundo levantamento da produção de grãos, divulgado ontem (11/11/14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O dado é provisório, por se tratar do início da safra. Este ano, o plantio começou com atraso em parte das áreas em função da falta de chuva.

"Houve retardo [do início da chuva] o que levou a um adiamento, a uma migração da implantação das lavouras para final de outubro e início de novembro", destacou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, João Marcelo Intini. Segundo ele, o atraso atingiu de 5% a 12% da área plantada. "Atrasou um pouquinho no Centro-Oeste e em parte da região Sudeste, basicamente São Paulo e Minas Gerais. Mas entramos, nos próximos três meses, na normalidade."

O clima também alterou a safra na Região Sul. Lá, no entanto, houve excesso de chuva, com encharcamento do solo no Rio Grande do Sul, o que afetou a produção e a qualidade do trigo. Por isso, a produção gaúcha de trigo deve ficar em 2,497 milhões de toneladas, 23,3% menor do que a previsão inicial e 21,4% inferior à da safra de 2013. No país, a previsão é chegar a 7 milhões de toneladas.

A Conab estima que a área plantada na safra 2014/2015 varie de 56,67 a 58,16 milhões de hectares, o que equivale a variação 0,5% negativa ou 2,1% positiva ante a safra anterior. Na divisão por cultura, a projeção é que 45,92% do total produzido seja de soja; 39,62%, de milho; 6,34%, de arroz; 3,55%, de trigo; 1,61%, de feijão; 1,26%, de algodão e 1,7%dos demais produtos.

O secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Wilson Vaz de Araújo, acredita que a safra está "dentro da normalidade". "A previsão é R$ 156 milhões em recursos e produção de [aproximadamente] 200 milhões de toneladas. [O quadro] converge para que se alcance de fato um número próximo disso", declarou.

Safra de 2015 deve ser 2,5% maior que a produção deste ano

A safra de 2015 deve ser 2,5% maior do que a produção agrícola esperada para 2014. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou ontem (11/11/14) o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola Safra 2015. A previsão é que o próximo ano tenha uma produção de 198,3 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.

Entre as principais lavouras da próxima safra de verão, a expectativa é que haja crescimento da soja (9%), do arroz em casca (1,4%) e milho primeira safra (0,3%). Também é esperado crescimento nas primeiras safras de feijão (11%) e de amendoim em casca (10,7%). Dessas primeiras lavouras, apenas o algodão herbáceo deverá ter queda na produção (-8%).

O aumento de 2,5% esperado para 2015 deve-se, segundo o IBGE, aos aumentos de 1,5% na área plantada de soja e de 7,2% no rendimento médio esperado para a safra do grão, totalizando 7,7 milhões de toneladas a mais que na safra de 2014.

Já a safra deste ano deve fechar com aumento de 2,8% em relação à produção de 2013, de acordo com o levantamento de outubro do IBGE. A expectativa é a mesma feita no levantamento anterior, de setembro. É esperado que o ano feche com uma produção de 193,5 milhões de toneladas.

Os principais ganhos da safra de 2014 vieram das lavouras de soja (5,6%), arroz (3,4%) e milho (2,7%). Dezesseis dos 26 principais produtos analisados pelo IBGE devem fechar o ano com alta.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Branco e Vitor Abdala – Repórteres
Talita Cavalcante e Graça Adjuto – Edição

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A Receita Federal realizará leilão eletrônico no dia 14 de novembro de 2014, com embarcações, motocicletas, máquinas de beneficiamento de madeira e extração de óleo de palma, sucata de ferro, artigos de armarinho, vestuário, eletrodomésticos e eletrônicos estão entre os itens ofertados. Os lances podem ser feitos de qualquer lugar do país e poderão participar pessoas físicas e jurídicas. Os bens leiloados são oriundos de apreensões realizadas pela Receita Federal e por órgãos parceiros.

O prazo para recebimento de propostas termina às 19 horas de amanhã (13/11). A abertura da sessão para os lances ocorrerá às 16 horas do dia 14 e, informou a Receita, é importante observar que todas as etapas seguem o horário oficial de Brasília.

São 13 lotes, sendo que o lote mais barato tem lance mínimo de R$ 1 mil e é composto por sucata de ferro. Por outro lado, o lote de maior valor inicial é de uma máquina de extração de óleo de palma, que tem lance mínimo de R$ 250 mil.

Para apresentar a proposta do valor de compra, o interessado deve ser portador de certificado digital válido e adotar os procedimentos discriminados no edital (inclusive anexos e erratas), que está disponível no site da Receita Federal na internet, no campo "informações", item "leilão", ou diretamente no endereço eletrônico do leilão.

Fonte: Agência Brasil
Denise Griesinger – Edição

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O Plenário do Senado Federal deve votar nos próximos dias em regime de urgência o projeto que institui a Lei Geral das Antenas. O substitutivo do senador Walter Pinheiro (PT-BA) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 293/2012 foi aprovado ontem (11/11/14) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) da Casa.

A proposta trata da unificação de regras para instalação das torres, reivindicação antiga das empresas do setor que insistem que, sem a norma, não têm como melhorar a qualidade do serviço prestado. A partir da aprovação da norma, as empresas prometem resolver os problemas multiplicando o número de antenas, já que a proposta deve acabar com a fragmentação da legislação e com o que elas consideram excesso de burocracia.

Entre as novidades para acelerar o processo de liberação de autorizações, o texto determina prazo máximo de 60 dias para deliberação sobre pedido de instalação de antenas. Em caso de descumprimento do prazo, a permissão passa a ser automática. Caso seja necessária consulta ou audiência pública, o prazo pode ser ampliado por mais de 15 dias e as antenas de pequeno porte ficam dispensadas de licenças.

Outro ponto considerado importante na Lei Geral das Antenas é o que torna obrigatório o compartilhamento da capacidade excedente da infraestrutura de suporte, exceto quando houver justificado motivo técnico. O texto estabelece que novas antenas sejam planejadas para permitir seu compartilhamento pelo maior número possível de prestadoras.

Conforme o substitutivo, o compartilhamento de infraestrutura "será realizado de forma isonômica, não discriminatória e a preços e condições justos e razoáveis, tendo como referência o modelo de custos setorial".

O texto sugere que os recursos vindos do compartilhamento de infraestrutura sejam aplicados na ampliação e modernização dos serviços, "bem como no mapeamento e georreferenciamento das redes, a fim de garantir ao poder público a devida informação acerca de sua localização, dimensão e capacidade disponível".

Durante a discussão da proposta representantes da sociedade civil demostraram muita preocupação quanto a possíveis riscos pela exposição humana aos campos eletromagnéticos gerados pelas antenas. Por isso a proposta prevê que a instalação desses transmissores obedeça a limites de exposição definidos na legislação e em regulamentos específicos.

A fiscalização do cumprimento desses limites ficara sob responsabilidade da Anatel , mas órgãos estaduais, distritais ou municipais terão a obrigação de informar ao órgão regulador federal sobre indícios de irregularidades.

Ainda de acordo com a proposta, a Anatel também terá que avaliar as estações transmissoras e emitir relatório que será publicado na Internet. O texto garante que as estações que estiverem de acordo com as exigências legais "não poderão ter sua instalação impedida por razões relativas à exposição humana a radiação não ionizante".

Ações de esclarecimento promovidas pelas operadoras e pelos governos federal, estaduais e municipais devem informar a população sobre os limites legais de exposição humana aos campos eletromagnéticos. Se aprovado no plenário do Senado, a matéria segue para sanção presidencial.

Fonte: Agência Brasil
Karine Melo – Repórter
José Romildo – Editor

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