A Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) anunciou no dia 18 de novembro de 2014 uma nova ferramenta estatística relativa às micro e pequenas empresas integradas ao Simples Nacional. Por meio do Empresômetro – nome da nova ferramenta, disponível nos endereços www.forumpermanente.smpe.gov.br e empresometro.cnc.org.br – será possível obter informações em tempo real sobre essas empresas, de forma, além de dar transparência a este setor, auxiliar na definição de políticas públicas mais adequadas.

Segundo o ministro da SMPE, Guilherme Afif Domingos, trata-se basicamente de uma política de incentivo ao crescimento das empresas. "O Empresômetro será um belo instrumento para aferir o que acontece com o empreendedorismo no Brasil, lastreado na micro e na pequena empresa. Vamos mostrar isso no dia a dia, porque as informações serão disponibilizadas em tempo real", disse o ministro durante a cerimônia de lançamento da ferramenta.

"Vamos mostrar no dia a dia o número de empresas que abrem e fecham, setor por setor; município por município, criando inclusive uma competição muito interessante entre municípios. Será uma briga, um concurso e uma competição muito sadia sobre empreendedorismo, porque quem gera emprego e renda, sem dúvida é a micro e a pequena empresa", argumentou o ministro.

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio DF), Adelmir Santana — representante também da Confederação Nacional do Comércio (CNC) no evento — o Empresômetro será "importante também para a definição de políticas públicas".

Fonte: Agência Brasil
Pedro Peduzzi – Repórter
Jorge Wamburg – Edição

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Os interessados de Governador Valadares e região em concorrer às 140 vagas para curso técnico de agronegócio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar Minas) através do Ensino a Distância (EaD) por meio da Rede e-Tec Brasil – Escola Técnica Aberta do Brasil – podem se inscrever até as 23h59, do dia 10 de dezembro de 2014, por meio do site do www.senar.org.br/etec. A inscrição é gratuita.

Conforme o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Governador Valadares, Afonso Luiz Bretas, "o aluno pode fazer o curso em qualquer município; as aulas presenciais serão agendadas e perfazem 20% da carga horária. O local das aulas presenciais será escolhido pelo aluno no momento da inscrição".

Em Minas Gerais, os polos presenciais serão instalados no Centro Uniceasa, em Contagem; no Centro Educacional de Manhuaçu; no Centro Universitário de Sete Lagoas. Com 1.230 horas/aula, o curso terá duração de dois anos e, embora seja predominantemente a distância, inclui uma parte presencial, que deverá ser cumprida em polos de apoio, montados em diversas regiões do país. O início das aulas está previsto para fevereiro de 2015.

Fonte: Portal G1

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Mais importante instituição de ensino superior da América Latina, a Universidade de São Paulo (USP) é uma das cinco melhores universidades do mundo na área de ciências agrárias, segundo o recém-divulgado ranking da editora norte-americana US News e World Report.

No mundo inteiro, apenas quatro instituições de ensino superior estão à frente da USP na área de ciências agrárias, de acordo com o recém-divulgado ranking US News Best Global Universities (Melhores Universidades Globais), produzido pela editora norte-americana US News e World Report. A primeira é a Universidade e Centro de Pesquisas Wageningen, da Holanda, seguida pelas norte-americanas Universidade da Califórnia – Davis e Universidade Cornell e pela Universidade de Agricultura da China, em Pequim. À exceção de Cornell, com a qual há conexões mais pontuais, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba — carro-chefe uspiano na área — mantém parcerias fortes com todas as demais.

"Wageningen é nossa parceira mais forte na Europa. Nos Estados Unidos, temos grande ligação com Davis e outras, como Ohio, Nebraska e Illinois, e também estamos aumentando muito nossa inserção na Ásia, mandando gente, inclusive, para a China e recebendo gente de lá. Isso é importante porque auxilia no incremento da visibilidade", diz o diretor da Esalq, José Vicente Caixeta Filho.

O US News Best Global Universities utiliza, entre outros critérios, os indicadores bibliométricos da plataforma Web of Science, que analisa dados de mais de 12 mil publicações científicas internacionais. De acordo com o ranking, a USP é a 77ª melhor universidade do mundo e a primeira da América Latina. Na classificação por área, além do quinto lugar em ciências agrárias, a USP ocupa a 19ª posição em ciência animal (leia o texto abaixo).

Para o diretor da Esalq, pode-se fazer uma analogia entre o ranking e os números do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. "É ótimo estar em 77º lugar no mundo, mas para atingir essa posição houve uma somatória de fatores, e mais uma vez a agricultura teve uma contribuição muito importante nesse cenário. Se olharmos para o PIB nacional, vamos ver que a agricultura sempre tem crescido mais que outros setores e tem ajudado muito a compor aquilo que no final o PIB representa", compara.

Caixeta Filho cita outro indicador que colabora para a boa posição que a Esalq ajudou a USP a conquistar nessa classificação: seis de seus 15 programas de pós-graduação têm a nota máxima (7) na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e um tem nota 6. "Tudo isso não é fruto de um trabalho institucional de curto ou médio prazo. É um trabalho de excelência desenvolvido há 113 anos", considera.

Gestão ambiental

Há poucas décadas, algumas hortaliças e frutas só chegavam sazonalmente à mesa dos brasileiros, pois as culturas dependiam da importação de genótipos europeus e norte-americanos. Maçãs e peras, por exemplo, tinham que ser compradas dos países vizinhos. A introdução de genótipos adaptados pela Esalq permitiu a obtenção de muitas verduras, hortaliças e frutas regularmente. A introdução e adaptação de raças de animais para leite, carne e ovos também foram contribuições da escola que ajudaram o Brasil a se tornar o maior exportador de carne do mundo.

"Esses ganhos de produtividade agrícola e pecuária decorreram de pesquisas de manejo de solos e nutrição de plantas e animais que mudaram o status das explorações, trocando o ambiente extrativista por padrões internacionais de produtividade sustentável", diz o diretor. A Esalq também participa da articulação de políticas públicas e de estratégias para a consolidação do agronegócio no Brasil. Como lembra Caixeta Filho, o principal papel da escola reside na formação de recursos humanos qualificados e, portanto, a influência do trabalho da unidade se estende a áreas que vão da alimentação e vestuário à cultura e às oportunidades de trabalho geradas pelo setor agrícola no País.

Sustentabilidade é um dos temas que vêm ocupando cada vez mais espaço na agenda da Esalq, até porque as fronteiras agrícolas do País continuam se expandindo e o desmatamento desenfreado traz consequências que vão para muito além do território atingido. A escola trabalha diretamente com o tema em cursos de graduação como Gestão Ambiental e Engenharia Florestal — o professor Edson Vidal da Silva, do Departamento de Ciências Florestais, por exemplo, tem levado alunos regularmente para atividades na Amazônia –, mas o conceito perpassa todas as áreas. Para o diretor Caixeta Filho, além do componente forte em gestão ambiental, o desenvolvimento de tecnologia voltada para o aumento da produtividade e a possibilidade de atuação em atividades pós-colheita — como a logística — são algumas das ênfases contemporâneas da formação dos alunos.

Vocação inovadora

"A vocação da Esalq é ser inovadora e audaciosa em pesquisa de ponta, investindo em áreas em que ninguém investiu. Pode dar errado, mas na maioria das vezes dá certo", afirma Fernando Dini Andreote, professor do Departamento de Ciência do Solo e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola da Esalq. "É uma escola tradicional, mas não no sentido de ser engessada, porque está sempre apta a se moldar a necessidades futuras."

O próprio Andreote se cita como exemplo: ingressou como aluno de graduação em 1998 e hoje, com apenas 34 anos, já acumula cinco na docência. Em sua formação, fez o doutorado direto — modalidade na qual a escola também foi uma das pioneiras — e passou pela holandesa Wageningen, a primeira do ranking nas ciências agrárias. Há 20 anos, diz, ninguém imaginava falar em biologia do solo, nem em contratar um docente para estudar solo com DNA. "Começou aqui, e todas as escolas fazem isso hoje", completa.

Andreote pesquisa microorganismos que vivem no solo e que realizam uma série de processos sobre os quais ainda se conhece muito pouco — até porque esses organismos existem aos milhares. A maior dificuldade é que não se consegue multiplicar esses fungos e bactérias em laboratório. "Nossa parte de inovação é pegar uma amostra de solo e extrair o seu DNA. Com base na informação genética desse solo, a gente sabe qual organismo está lá e o que ele está fazendo", explica. É um trabalho de quebra-cabeça que o pesquisador compara ao de um perito de medicina legal.

Estudos estão sendo realizados em áreas de floresta natural, manguezais, caatinga e de cultivo de cana-de-açúcar. As análises comparativas buscam entender, por exemplo, o que existia no solo natural que foi perdido no agrícola, ou qual característica prevalece no solo agrícola que já não existe no natural. Do ponto de vista prático, a possibilidade mais real que Andreote enxerga no momento — "e que não esperava ver quando era aluno", ressalta — é a ênfase em adubação biológica. Isso significa utilizar meios de aumentar a biodiversidade de um solo agrícola. "Quanto menor a biodiversidade, mais difícil é a planta se desenvolver no solo e mais problemas ela enfrenta, tanto para se nutrir quanto para enfrentar estresse", explica.

A adubação biológica pode acelerar o metabolismo no microorganismo que já está no solo ou recompor a biodiversidade de várias maneiras. A intenção dos pesquisadores é identificar quais práticas agrícolas promovem a melhor funcionalidade da microbiota e priorizam a atividade microbiológica do solo, levando consequentemente ao ganho da planta. Com isso, poderia ser reduzido o impacto ambiental de produtos agroquímicos e a agricultura alcançaria um novo padrão de sustentabilidade.

"Já temos exemplos na saúde humana mostrando que você pode retirar alguns químicos e colocar uma atividade da microbiota diferenciada e isso supre a fisiologia do hospedeiro. Buscamos mimetizar essa ação em solos, o que é viável, mas ainda não factível", diz Andreote. Seu trabalho foi reconhecido com o Prêmio Fundação Bunge deste ano [2014] na área de Produtividade Agrícola Sustentável — Categoria Juventude.

Inovação, produção e juventude se unem também no trabalho de Renes Rossi Pinheiro, doutorando no Departamento de Produção Vegetal. Orientado pela professora Simone da Costa Mello, Pinheiro integra um grupo que estuda o manejo de condução de um tipo de tomate utilizando uma barra de LED para aumentar a luminosidade à qual as plantas são expostas. A espécie já é comercializada na Europa e nos Estados Unidos, e está sendo pesquisada pela primeira vez no Brasil.

Os resultados preliminares, explica o aluno egresso de graduação e mestrado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, indicam que a exposição à luminosidade por quatro horas no início da manhã e mais quatro no final da tarde tem impacto na produtividade, no crescimento e na qualidade — ajudando o fruto a não rachar, por exemplo. Como o experimento para diferentes pesquisas é realizado numa grande estufa, a produção de tomates acaba alcançando certo volume. Parte dela vai para o bandejão da própria Esalq, parte é doada para um lar de idosos — "e os alunos acabam comendo muito tomate também", brinca o doutorando.

Ciência Animal também está no topo

Se você consome carne animal, é maior do que 50% a chance de que ela tenha origem num reprodutor selecionado por pesquisadores como José Bento Sterman Ferraz e Joanir Pereira Eler, do Departamento de Medicina Veterinária da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), localizada no campus da USP em Pirassununga, implantado há pouco mais de 20 anos. Também é fruto do trabalho consolidado na FZEA o fato de o Brasil produzir metade dos embriões in vitro de bovinos do mundo. Realizações como essas ajudaram a USP a alcançar a 19ª posição mundial em ciência animal no ranking US News Best Global Universities.

"Temos um crescimento muito importante nos últimos dez anos com a contratação de docentes jovens bastante dinâmicos que, associados aos professores mais antigos, têm se empenhado muito em produzir e publicar artigos de qualidade em revistas indexadas, o que se reflete nesse índice", diz o professor Paulo José do Amaral Sobral, diretor da FZEA. Sobral menciona ainda que a criação recente de dois cursos afins à área de Zootecnia — Medicina Veterinária e Engenharia de Biossistemas — propiciou o aumento da produção.

Docente do Departamento de Medicina Veterinária, Flávio Vieira Meirelles salienta que, na área de zootecnia, melhoramento, genética e nutrição são o carro-chefe. Entre os estudos da FZEA, estão pesquisas com clonagem animal, que de acordo com Meirelles podem levar ao desenvolvimento de terapias celulares para seres humanos.

"Hoje conseguimos produzir animais clonados como rotina, mas com eficiência muito baixa, não só por efeitos da própria tecnologia, como pelos erros epigenéticos. Eles são aqueles ligados à genética, mas não exatamente sobre a sequência de bases nucleotídicas presentes", explica. Atualmente, a busca é por entender que tipo de alterações epigenéticas está afetando esses clones, para depois interferir nelas. Os clones normalmente nascem com peso menor e têm dificuldade respiratória logo após o nascimento — características de algumas doenças genéticas humanas que afetam bebês macrossômicos. Eles sofrem para se adaptar ao ambiente e possuem uma chance muito maior de desenvolver tumores no decorrer da vida.

Potenciais tratamentos com terapia celular podem advir também de grupos que pesquisam células reprogramadas para tentar curar doenças em animais. Por enquanto há estudos em modelo bovino para estudar doenças epigenéticas e também para herança mitocondrial, e em cães para alguns problemas musculares e para doenças adquiridas, não só degenerativas. Esses estudos têm colaboração do Hemocentro de Ribeirão Preto.

Credibilidade

Para Meirelles, a colaboração em grupos é fundamental para o desenvolvimento da ciência. "A proposta dos Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAPs) da USP foi realmente uma mudança de paradigma por permitir que houvesse motivação para que as pessoas se aglutinassem. Havia falta no Brasil inteiro de um sistema que induzisse as demandas e que favorecesse que os pesquisadores se juntassem", diz.

Uma ciência competitiva em nível global, defende o professor, é aquela que se ocupa das questões e demandas locais e tenha foco nelas. Um exemplo é o do próprio embrião in vitro: quando começou a utilizar essa tecnologia, desenvolvida internacionalmente, o Brasil disparou rapidamente em termos mundiais. O gado nelore, usado na técnica, é originário da Índia e se adaptou muito bem às condições brasileiras. "A tecnologia foi evoluindo e foi estendida para os animais de origem europeia, como hereford e angus, e hoje existem laboratórios brasileiros nos Estados Unidos, Rússia, França e outros países europeus, além da Austrália e América Latina", diz o professor.

O entorno da FZEA é muito receptivo ao seu trabalho, salienta Meirelles. Os pesquisadores são sempre muito bem recebidos quando procuram a colaboração de agricultores. "Vemos na televisão aquela imagem do agricultor como sujeito bronco e ignorante, mas mesmo quando não têm acesso à educação eles são muito abertos ao desenvolvimento da pesquisa e se interessam pela tecnologia", relata.

O mesmo acontece com a indústria. Procurar parcerias e recursos na iniciativa privada, especialmente num momento de crise financeira na Universidade, é sempre uma alternativa importante, afirma o professor. "As portas se abrem, e não é à toa. É pelo reconhecimento, reputação e credibilidade que a Universidade tem", afirma.

Fonte: Jornal da USP
Paulo Hebmüller – Jornalista

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

O envelhecimento da população brasileira segue em ritmo acelerado, mas a preocupação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é que esse envelhecimento ocorre conjuntamente com a redução do crescimento populacional. Esse é um dos principais temas abordados no livro lançado no dia 18 de novembro de 2014 pelo Ipea Novo Regime Demográfico: Uma Nova Relação entre População e Desenvolvimento?, que inclui 21 artigos de 25 pesquisadores do órgão, vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

"Por um lado, cresce o segmento idoso, que vai demandar Previdência, outros cuidados, gastos de saúde, e do outro lado, diminui a população trabalhadora, que é a que contribui para pagar esses custos. Então, você tem uma balança desequilibrada", avaliou em entrevista à Agência Brasil, a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Ana Amélia Camarano.

A questão está sendo discutida internamente no instituto. Ana Amélia disse que a sociedade vai ter que se ajustar a essa nova realidade, que implica um crescimento econômico superior a 3% ao ano do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. Caso contrário, a consequência será aumento do déficit previdenciário.

"Se a economia não crescer, você não tem como pagar [os gastos com o segmento idoso da população]". Ana Amélia comentou que, para manter a atual proporção de gastos previdenciários em relação ao PIB, "a economia tem que crescer 3,3% ao ano", o que vai exigir investimentos e poupança. A pesquisadora observou, porém, que as decisões sobre onde deverão ser feitos os investimentos serão políticas. "Mas, de qualquer maneira, a economia tem que crescer", reiterou. Ela explica que o fato da população não crescer também impacta na economia.

Ana Amélia admitiu que, teoricamente, a solução para esse desequilíbrio na balança demográfica passa pelo incentivo ao nascimento de mais crianças no Brasil. Ela destacou, entretanto, que políticas de natalidade são ineficazes. "A experiência europeia e do Japão vem demonstrando isso". Ana Amélia diz que o importante é valorizar novamente os filhos e o ato da maternidade, porque, hoje, a carreira feminina está supervalorizada.

A técnica do Ipea acredita que atualmente essa carreira é incompatível com o aumento da fecundidade. Na análise de Ana Amélia Camarano, é necessário que o governo dê condições para que a mulher possa compatibilizar a carreira e a maternidade.

Fonte: Agência Brasil
Alana Gandra – Repórter
Fábio Massalli – Editor

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Os agricultores do sul de Minas estão explorando um novo sistema de vendas para o café. Pela internet, eles querem chegar diretamente ao consumidor final e a estratégia tem dado certo.
O café da fazenda de Mário de Freitas está indo cada vez mais longe. O grão que até pouco tempo era vendido no estado de São Paulo, agora tem ganhado espaço em todo o Brasil.

O café produzido nas fazendas do sul de Minas está aos poucos conquistando um novo mercado: a internet. As facilidades das vendas on-line são a mais nova aposta dos produtores rurais da região.

Mário tem aproveitado a chance. De olho na modernidade, ele aderiu à ferramenta de vendas que mais cresce no mundo. No site, além da divulgação da empresa, Mário coloca à venda o café que produz. Os negócios on-line começaram há um ano e já representam 15% do faturamento. "É o jeito de atingir o consumidor final, a pessoa que tem um escritório, um restaurante, a dona-de-casa", diz.

A maior cooperativa de café do mundo também está na internet. Com 50 anos de mercado, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) está desde o ano passado investindo nas vendas on-line. "O consumidor procura hoje novos caminhos para adquirir o produto. O Brasil é um país extenso, difícil de atingir a totalidade, e a internet encurtou esse caminho", explica Mário Panhotta, gerente comercial da Cooxupé.

Mais informações

Assista aqui a reportagem em vídeo.

Fonte: Globo Rural
Vanessa Fontanella – Jornalista

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

A tecnologia, denominada "polímero hidroretentor", vem sendo pesquisada na Universidade Federal de Lavras (UFLA), é de fácil aplicabilidade e vem sendo confirmada sua eficácia em plantios de café tanto em lavouras de sequeiro como irrigadas. Trata-se de um gel, que adicionado às covas de plantio, na medida certa, serve como uma reserva de água em períodos de estiagem e também como condicionador de solo.

Já validados para a cultura do eucalipto, os resultados das pesquisas com o uso de polímeros na cafeicultura são muito promissores. Essa é a avaliação do professor Rubens José Guimarães, responsável pela pesquisa na UFLA, instituição integrante do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. "Em consequência da má distribuição de chuvas que tem ocorrido na maioria das regiões cafeeiras, a tecnologia tem se mostrado opção eficiente, pois mantém a umidade do solo, evitando altos índices de replantio que elevam, consideravelmente, o custo de implantação de novas lavouras", considera.

A linha de pesquisa é alicerçada na economia de água e na sustentabilidade, desafios que têm norteado os estudos na Universidade, especialmente em épocas de seca, como ocorreu este ano, sendo objetivo da pesquisa justamente amparar o cafeicultor com tecnologias que contribuam para o uso racional da água na agricultura. Desde que foram iniciados os estudos, em 2009, já foram publicadas quatro dissertações de mestrado e uma tese de doutorado confirmando a eficácia da tecnologia.

Potencial para lavouras de sequeiro

Pesquisas anteriores já haviam concluído que a utilização do polímero hidratado na implantação de lavouras cafeeiras interfere positivamente no crescimento das plantas em campo, sendo a melhor dose de aplicação o volume de 1,5 litros por cova da solução composta por 1,5 quilos do polímero diluídos em 400 litros de água.

Com essa dose, o cafeicultor gastaria em torno de 28 quilos de polímero para o plantio de um hectare com cerca de cinco mil plantas. Tecnologia também se mostrou economicamente viável, já que o produto no mercado gira em torno de R$ 15,00 o quilo. Além de o polímero reduzir a necessidade de replantio, garante maior crescimento das plantas. Esse investimento deve ser avaliado levando-se em consideração que a implantação de novas lavouras está vinculada às condições climáticas, sendo fator determinante para o sucesso do plantio.

Vantagens para lavouras irrigadas

A tecnologia que já era atraente para as lavouras de sequeiro agora começa a chamar a atenção dos cafeicultores de lavouras irrigadas. A tese defendida pelo pesquisador Antônio Jackson de Jesus Souza, atualmente em pós-doutoramento com bolsa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT — Café), confirmou a eficácia do polímero em solos de diferentes texturas, promovendo maior crescimento de cafeeiros e potencializando o uso da irrigação em cafeeiros irrigados.

Os resultados dessa pesquisa confirmaram que o uso de polímeros otimiza a disponibilidade de água à planta, reduzindo as perdas de água em percolação e lixiviação de nutrientes e ainda na melhoria da aeração e drenagem do solo. No caso de lavouras irrigadas, o polímero pode reduzir o consumo de água, sugerindo uma nova metodologia de aplicação, ainda em estudo. Novas pesquisas deverão ser iniciadas em lavouras da Bahia, para avaliação da tecnologia em solos arenosos. "O polímero permite a reposição de água no solo ou turnos de rega, de forma mais espaçada, sem que as plantas apresentem sintomas de estresse hídrico", considerou.

Quanto à facilidade que as plantas têm de extrair do polímero a água necessária para sua sobrevivência, Antônio Jackson conta que em suas avaliações foram visualizadas raízes aderidas aos grânulos do polímero hidratado, promovendo maior superfície de contato entre as raízes, água e nutrientes. Ele comenta ainda que foram observados resíduos do produto mesmo depois de um ano do plantio.

Pesquisa em desenvolvimento

Embora promissora, nem todos os estudos com o uso do polímero na implantação da lavoura de café tiveram resultados significativos. A pesquisa segue em rede, envolvendo abordagens em diferentes áreas do conhecimento, para oferecer ao cafeicultor a melhor metodologia de aplicação e as doses ideais para diferentes tipos de solo e condições das lavouras.

Um dos desafios futuros é identificar um protocolo de uso que seja capaz de ampliar o período de plantio, facilitando a tomada de decisão do cafeicultor. Também estão sendo quantificados os efeitos do seu uso na redução de perdas no campo, condicionamento do solo e estrutura da planta.

Fonte: Embrapa Café
Cibele Aguiar – Jornalista (UFLA)
Telefone: (35) 3829-5197

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Uma dieta mediterrânea é mais eficiente para combater a obesidade do que a simples contagem de calorias, afirmam cientistas. Eles acrescentam que esse tipo de dieta reduz o risco de ataques cardíacos e derrames.

Além disso, na opinião desses especialistas, uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e cereais seria mais eficiente para a perda de peso do que dietas com baixa ingestão de gordura.

A recomendação foi feita por meio de uma declaração conjunta publicada na revista científica PMJ (Postgraduate Medical Journal, na sigla em inglês) e assinada por nomes de peso como o presidente da Academy of Medical Royal Colleges do Reino Unido, Terence Stephenson, e Mahiben Mara, alto funcionário do NHS (National Health Service, o SUS britânico).

No abaixo-assinado, os especialistas criticaram a indústria da dieta por focar a perda de peso na restrição calórica em vez da "boa alimentação".

Melhor do que remédio

Segundo eles, pesquisas indicam que a dieta mediterrânea, incluindo frutas, legumes e verduras, cereais e azeite de oliva, reduz rapidamente o risco de ataques cardíacos e derrames e permitem uma perda de peso mais gradativa a longo prazo.

O autor do abaixo-assinado, o cardiologista Aseem Malhotra, afirma que as evidências científicas são "irrefutáveis". "O mais importante é dizer às pessoas que elas devem se concentrar em comer melhor".

Inspirada pela cozinha tradicional de países como Grécia, Espanha e Itália, a dieta mediterrânea sempre esteve associada à boa saúde e a corações sadios.

Essa dieta consiste tipicamente em comer várias porções de legumes e verduras, frutas frescas, cereais integrais, azeite de oliva e sementes oleaginosas, além de frango, peixe, carne vermelha, manteiga e gordura animal.

"O impacto desse tipo de alimentação na saúde do paciente se dá de forma muito rápida. Sabemos que a tradicional dieta mediterrânea que é rica em gordura — por meio de testes controlados em grupos aleatórios — reduz o risco de ataque cardíaco e derrames pouco tempo depois de colocada em prática".

No artigo, os médicos também dizem que a dieta mediterrânea é três vezes mais eficiente para a redução da mortalidade em pacientes que já tenham sofrido ataques cardíacos do que medicamentos para baixar o colesterol.

Para David Haslam, diretor-presidente do Fórum de Obesidade Nacional do Reino Unido, a recomendação dos médicos é "bem vinda".

"Uma caloria não é só uma caloria. É ingênuo pensar que os complexos sistemas de apetite hormonal e neurológico do nosso corpo respondem a diferentes substâncias de igual maneira".

Fonte: BBC Brasil
Adam Brimelow

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Em comemoração aos 40 anos de existência, a Embrapa Trigo acaba de lançar sua primeira revista. A Arista terá periodicidade trimestral em formato impresso, a ser distribuído para os diferentes segmentos do complexo agroindustrial do trigo. Arista foi o nome escolhido por um grupo de empregados, representando cada um dos filamentos que protegem os grãos na espiga nos cereais de inverno. Essa é a proposta da revista: proteger e garantir o desenvolvimento da cultura do trigo.

A revista tem como público-alvo assistência técnica, pesquisadores, produtores e instituições parcerias no desenvolvimento dos cultivos de inverno. Assim, apesar das informações serem originadas num centro de pesquisa, a linguagem adotada na Arista é técnico-científica, acessível a qualquer profissional da área agropecuária, sem aprofundamento acadêmico.

Da mesma forma, os temas consideram a relevância para o complexo agroindustrial ou científico, evitando tópicos factuais ou sem desdobramentos no setor. O veículo impresso deverá contar com artigos, matérias, entrevistas, publicidade mercadológica e institucional da Embrapa, divulgação de publicações e eventos.

As edições da Arista estão disponíveis no site da Embrapa Trigo, em www.embrapa.br/trigo/sala-de-imprensa.

Para receber o exemplar impresso, basta entrar em contato através do e-mail trigo.imprensa@embrapa.br.

Fonte: Embrapa Trigo
Joseani M. Antunes – Jornalista
Telefone: (54) 3316-5860
E-mail: trigo.imprensa@embrapa.br

Compartilhe esta postagem nas redes sociais

Um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que o Brasil registrou uma queda de 20% no volume de chuva neste ano em comparação com a média histórica. No Vale do Paraíba e região bragantina, onde está localizada a maior parte dos reservatórios do sistema Cantareira, as chuvas ficaram 60% abaixo do esperado. Os dados são correspondentes ao volume de chuvas até 31 de outubro de 2014.

De acordo com os dados, o Sudeste apresentou os menores índices de chuva do país e, em alguns pontos, a precipitação foi 80% menor do que a média histórica. Segundo os meteorologistas, a estiagem se explica pela predominância de uma massa de ar seco sobre a região, impedindo a chegada de frentes frias que vêm do Sul — principais responsáveis pelas chuvas na região.

Para o pesquisador Carlos Nobre, diretor de políticas e desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI), não é possível dizer que o fenômeno tenha relação direta com o desmatamento da Amazônia ou com o aquecimento global.

"Essa seca em particular, ela não foi em uma área pequena ou na cidade de São Paulo, ela foi uma seca imensa, numa área que, se somarmos, é maior que todo território do Brasil. É uma soma de fenômenos complexos, que não temos a explicação completa ", avalia o pesquisador.

Segundo Nobre, mesmo que as chuvas nos próximos meses fiquem dentro da média, as represas do sistema Cantareira e do Rio Paraíba dificilmente voltarão ao nível adequado antes do período de estiagem do ano que vem.

"Qualquer padrão de chuva, que não seja, idealmente, muito acima da média para recompor a água dos reservatórios, tanto para abastecimento humano quanto das hidrelétricas, pode ter um impacto", afirmou Nobre.

Previsão

No Sudeste, 2014 foi o ano mais seco desde que os pesquisadores começaram a fazer as medições de chuva, há 80 anos. Diante do cenário, cientistas também não conseguem prever se o fenômeno é temporário ou se o período de seca se estenderá.

"Como são fenômenos muito dinâmicos, a gente não consegue prever a frequência de passagem dessas frentes frias ao longo de meses, por exemplo. Por isso é que não conseguimos fazer uma previsão com meses de antecedência do volume de chuvas ou do estado da temperatura na região Sudeste do Brasil", explicou o meteorologista do Inpe Gilvan Sampaio.

Fonte: Portal G1

Compartilhe esta postagem nas redes sociais