O Diário Oficial da União (DOU) publicou no dia 21 de novembro de 2014 instrução normativa (IN) que suspende a incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na aquisição de matérias-primas destinadas à produção de biodiesel. O objetivo, informou a Receita Federal, é dar mais estímulos ao setor. Clique aqui para acessar a IN.

Pela instrução fica suspensa a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes das vendas de matéria-prima in natura de origem vegetal destinadas à produção de biodiesel, quando efetuadas por pessoa jurídica que exerça atividade agropecuária, cooperativa de produção agropecuária ou pessoa jurídica cerealista.

Atividade agropecuária, diz a instrução, engloba a produção e comercialização da produção agropecuária pelas cooperativas, incluindo ainda o beneficiamento da produção; cerealista, de acordo com a mesma instrução, é a pessoa jurídica que limpa, padroniza, armazena e comercializa matérias-primas de origem vegetal destinadas à produção de biodiesel.

O biodiesel, destaca o Ministério de Minas e Energia (MME), é combustível biodegradável derivado de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais. Existem diferentes espécies de oleaginosas no Brasil que podem ser usadas para produzir o biodiesel. Entre elas estão mamona, dendê, canola, girassol, amendoim, soja e algodão. Matérias-primas de origem animal, como o sebo bovino e gordura suína, também podem ser utilizadas na fabricação do biodiesel.

Fonte: Agência Brasil
Daniel Lima – Repórter
José Romildo – Edição

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A população mundial não para de crescer. Hoje são mais de 7,2 bilhões de pessoas, e até o próximo século ela pode passar os 10 bilhões, estima a Organização das Nações Unidas (ONU). Proteínas são necessárias para alimentar a todos de maneira saudável. Atualmente, leite, carnes e ovos são as principais fontes dessas moléculas.

Mas há alternativas: proteínas oriundas de plantas, como a soja. Uma vantagem é que sua produção demanda apenas 20% das áreas agrícolas utilizadas para a produção de proteína animal. Eagora a soja ganhou um concorrente de peso: o tremoço.

Pesquisadores da Baviera descobriram uma maneira de transformar as sementes do tremoceiro em alimentos saborosos. A descoberta foi laureada com o Prêmio Alemão do Futuro (Zukunftspreis) 2014.

O processo que transforma as sementes de tremoço – que possuem forte cheiro e de feijão e capim – em um pó proteico com gosto e cheiro neutros foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Fraunhofer para Engenharia de Processo e Embalagem de Freising.

"As sementes do tremoceiro são parecidas com ervilha ou soja. No processo, separamos primeiro a semente da casca", conta a engenharia de processos Stephanie Mittermaier. As sementes descascadas são transformadas em flocos, dos quais são extraídos os sabores indesejáveis.

Mittermaier e a equipe de pesquisadores conseguiram identificar 50 aromatizantes no tremoço através da cromatografia gasosa — um processo que separa misturas em compostos químicos individuais.

"Vinte e cinco desses aromatizantes possuem um efeito muito forte. Mesmo bem diluídos, eles ainda eram muito perceptíveis. Eles pertencem a diferentes classes químicas, como ácidos carboxílicos, aldeídos, álcool e cetonas", revela a pesquisadora.

Do floco ao pó

Na busca por um processo de extração para esses e outros compostos, a pesquisadora se deparou com o chamado dióxido de carbono supercrítico. "Ele não se comporta mais classicamente com um gás, mas possui propriedade de dissolução como um fluido", diz Mittermaier.

Assim, em um recipiente pressurizado, a pesquisadora remove o óleo vegetal, no qual permanece a maioria dos aromatizantes. Depois do processo, o floco do tremoço fica branco.

"Depois nós usamos uma centrífuga da indústria de laticínios — que separa o soro da gordura do leite — para separar a proteína vegetal de uma solução aquosa", conta o engenheiro de tecnologia de processos Peter Eisner.

No final resta uma massa coalhada que, ao secar, se torna um pó. A proteína pura do tremoço parece uma mistura de leite em pó com farinha — inclusive no gosto. Os subprodutos do processo podem ser processados em alimentos. O óleo vegetal, por exemplo, pode ser refinado e usado em saladas, e as fibras podem ser misturadas na farinha e usadas para fazer pão ou macarrão.

Através da empresa Prolupin, spin-off do Instituto Fraunhofer, os pesquisadores conseguiram levar sua descoberta para o mercado. A fábrica produz atualmente entre 200 e 300 toneladas de proteína de tremoço por ano, usada principalmente na fabricação de sorvete.

A sede da fábrica em Grimmen, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, foi escolhida devido ao solo da região, que é ideal para o cultivo do tremoceiro. "As unidades de produção devem ser construídas onde a matéria prima cresce, evitando, assim, o transporte por longas distâncias", afirma Eisner.

Bom também para o solo

Os agricultores, por sua vez, não se interessam pelo tremoceiro apenas para a produção de proteína. "O tremoço é muito procurado por agricultores como cultura de cobertura, devido a características que contribuem para o melhoramento do solo: grande quantidade de nitrogênio e fósforo", conta Eisner.

Esse conhecimento é antigo. Já na primeira metade do século 18, o Rei Frederico II da Prússia mandou importar o tremoceiro da Itália na esperança de aumentar a produtividade nos campos de centeio em Brandemburgo. A experiência, no entanto, falhou devido a um fungo que atingiu a espécie italiana: a antracnose.

Por isso, os pesquisadores do Instituto Fraunhofer escolheram uma espécie resistente a fungos, que, ao mesmo tempo, também possui menos substâncias amargas tóxicas: o tremoço azul.

O potencial de mercado é grande. Em comparação com proteínas vegetais, como a da soja ou da batata, ou com a caseína, encontrada no leite, a proteína do tremoço ganha em duas características únicas: seu gosto neutro e sua capacidade de emulsionar água e óleo. Por isso, ela tem sido usada na produção de sorvete.

"O sorvete contém poucas gramas dessa proteína por pote, mas ela pode produzir uma sensação na boca muito cremosa e suave e, ao mesmo tempo, formar espuma", conta Eisner.

Agora os pesquisadores querem expandir o uso da proteína para outros produtos, como leite de tremoço, iogurte e pudim. "Além disso, ela pode ser uma alternativa à soja em produtos gourmet, como maionese e molhos", afirma Eisner. A proteína do tremoço pode ser usada também na fabricação de salsicha.

Fonte: Deutsche Welle
Fabian Schmidt

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A partir de hoje (24/11/14), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) começará a atender em novo endereço: Av. José Cândido da Silveira, nº 1.500, Bairro Horto, na região Leste de Belo Horizonte (MG). A nova sede, construída no local, se destaca pelo projeto moderno e ambientalmente eficiente.

De acordo com o presidente da fundação, Mario Neto Borges, a nova estrutura veio para se adequar à atual realidade da Fapemig. As atividades desenvolvidas pela Fundação cresceram muito devido, principalmente, ao repasse regular de seu orçamento. "Outro fator que contribuiu para a expansão da agência foi a aprovação da Lei de Inovação, que abriu portas para que a Fapemig atuasse também no estímulo à inovação no setor empresarial e com entidades internacionais, facilitando o intercâmbio e a realização de projetos em conjunto com grupos estrangeiros", destaca Borges.

Moderna e eficiente

A nova sede da Fapemig ocupa uma área de 10 mil metros quadrados e ganha destaque por sua arquitetura inteligente, combinando sustentabilidade e praticidade. Concebido para oferecer o máximo de conforto com gasto mínimo de energia, a unidade conta com quatro prédios administrativos e um centro de convenções com capacidade para 1.200 visitantes. Dispositivos de alta tecnologia "dão vida" ao prédio, que contará com controle automático de luminosidade, temperatura e com uma planta de energia fotovoltaica que irá gerar energia. "A nova sede, com suas instalações que utilizam as mais modernas e avançadas tecnologias de edificação, irá se tornar a casa da ciência mineira", aponta o presidente.

Os recursos investidos na obra são originários de imóveis que a Fapemig herdou de governos passados e cuja venda foi autorizada pelo Conselho Curador da Fundação e pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), por meio da Lei nº 19.243/10. Dessa forma, as atividades fim da agência não foram prejudicadas. Para o presidente, a construção da nova sede é um marco na história da fundação que, em 2016, completará 30 anos. "A nova sede, assim como a recente aprovação de seu estatuto, fortalece a Fapemig e garante a continuidade de um trabalho que, no fim, beneficia toda a sociedade", pontua.

Cidade da Ciência

A nova sede da Fapemig faz parte do projeto batizado como Cidade da Ciência e do Conhecimento. Esse é um complexo urbano moderno dedicado a promover a convergência e a convivência de instituições diversas ligadas a pesquisa e inovação. A região abrange os bairros Cidade Nova e Horto e já conta com as sedes do Senai/Cetec, do Centro de Formação e Experimentação Digital (Plug Minas), do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), além do Museu e Jardim Botânico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da incubadora de empresas Habitat, da Fundação Biominas. Futuramente, a região também abrigará a nova sede da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

Fonte: Agência Minas

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Estão abertas as pré-inscrições para as próximas turmas do Curso de Capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCAR), modalidade a distância, ofertado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).O curso é aberto a toda a sociedade e as inscrições devem ser feitas exclusivamente no site http://hotsite.mma.gov.br/capcar/, até o dia 19 de dezembro de 2014. A próxima turma terá início no dia 8 de dezembro de 2014. Ainda está prevista mais uma turma, com início em março de 2015.O curso é gratuito e tem como objetivo formar facilitadores para a inscrição de imóveis rurais no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), dando continuidade às ações de fomento e apoio à implementação da Lei nº 12.651/2012 (Novo Código Florestal).

O Sicar foi desenvolvido na UFLA, pelo Laboratório de Estudos e Projetos em Manejo Florestal (Lemaf), a convite do Ministério do Meio Ambiente. Trata-se de um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente – APP, das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do País.

A demanda pelo CapCAR reflete a importância do cadastro para todo o Brasil, pois foi o curso a distância que teve maior adesão entre aqueles oferecidos pela universidade. A primeira turma, composta por 10 mil cursistas, teve 99% de assiduidade. Até o final do curso, serão capacitadas 31 mil pessoas.

Inscrições

Após o período de inscrições, todos os candidatos selecionados serão comunicados por e-mail, com antecedência mínima de 15 dias, para envio da documentação de efetivação da matrícula. A organização do curso recomenda que os candidatos fiquem atentos às suas contas de e-mail (caixa de entrada e caixa de spam), pois essa será a única forma de contato.

De acordo com o diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Gabriel Lui, os conteúdos proporcionam uma visão ampla dos aspectos legais e apresentam um passo a passo do processo de cadastramento. “O curso foi pensado para ser acessível, didático, mas bastante completo. O nosso objetivo é que as aulas forneçam as informações necessárias para realizar todo processo de cadastramento e também despertem o interesse dos alunos para a agenda de regularização ambiental. A procura tem superado as nossas expectativas, o que ressalta o interesse em conhecer melhor o CAR”, diz Lui.

O curso

O coordenador técnico do curso, Ewerton Carvalho, destaca que o curso não trata das plataformas estaduais de inscrição no CAR (Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Pará, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais e Rondônia), mas sim, da Plataforma de Cadastro Nacional (SICAR), utilizada pelos demais estados e Distrito Federal.

O curso será ministrado integralmente a distância, por meio de atividades via internet. As aulas consistem em textos explicativos, videoaulas, exercícios de fixação e diversos tutoriais autoexplicativos para que o estudante se sinta seguro na execução das atividades.

Veja, abaixo, um exemplo de videoaula, apresentada pela jornalista Rosana Jatobá:

Apresentação CapCAR from CapCAR on Vimeo.

Ao final do curso, o participante receberá um certificado do Curso de Extensão de Capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCAR), emitido pela UFLA.

Para dúvidas e informações sobre o CapCAR use o formulário disponível no site ou ligue no telefone: (35) 3829-1123.

Fonte: Universidade Federal de Lavras
Assessoria de Comunicação da UFLA
Cibele Aguiar – Jornalista

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"Tive que vender um bezerro para sobreviver, para comprar milho", conta Teodoro Acuña Zavala, de 64 anos, vítima da seca na Nigarágua, uma vítima dos fenômenos climáticos extremos que afetam cada vez mais a América Latina. Em sua aldeia de Palacagüina, no norte do país, Teodoro observa as galinhas ciscando restos de sua roça de milho, devastada pela falta dágua e lembra que há 16 anos, o furacão Mitch castigou seu terreno.

Este ano, a seca "foi pior que qualquer outra", confessa este homem de rosto curtido pelo sol: "oito dias (de chuva) é tudo o que caiu para nós este ano". Debaixo de sua casa modesta, o rio não é mais que um caminho rochoso.

"Nunca tinha visto isso", acrescentou Guillermina Inglesia, de 54 anos, que tem uma pequena loja de comida perto dali. "O que vamos fazer a partir de agora com a seca? Se continuar, então do que vamos depender, se vivemos precisamente de milho e feijão? Se não temos milho, nem feijão, nós estamos praticamente sem comida".

Entre 1 e 12 de dezembro de 2014, a América Latina sedia em Lima, capital peruana, a 20ª conferência da ONU sobre mudanças climáticas, um fenômeno que torna a região particularmente vulnerável, explicou Sonke Kreft, encarregada destas questões no âmbito da ONG alemã Germanwatch, que avalia os países mais frágeis na questão.

"Os países da América Latina e do Caribe estão no topo de todas as nossas classificações, sobretudo a longo prazo", explicou.

Em sua lista mais recente, a Germanwatch situou Honduras como primeira, o Haiti como terceira e a Nicarágua como quarta entre os países que mais sofreram com o aquecimento global entre 1993 e 2013. A ONG revelará sua nova classificação no começo de dezembro, em Lima.

Sua colocação nestes níveis se deve, sobretudo, a que a região "é frequentemente afetada por furacões", explicou David Eckstein, um dos encarregados da classificação, que destaca que "a intensidade e a frequência dos furacões aumentaram claramente nos últimos anos".

No final de 2012, o Banco Mundial avaliou que a América Latina e o Caribe seriam "uma das regiões mais afetadas pelo aumento da temperatura", apesar de sua fraca contribuição (12,5%) às emissões globais de gases de efeito estufa.

"O México e a maior parte da América Central se tornarão mais secos e a América do Sul será mais úmida em sua parte norte e sudeste. Mas o centro do Chile e o sul do Brasil ficarão mais secos", explicou Rodney Martínez, membro da comissão de climatologia da Organização Meteorológica Mundial.

E"as principais provas das mudanças climáticas são os eventos (climáticos) extremos, cada vez mais numerosos", como os furacões e os episódios de seca.

Tania Guillén, que representa a ONG nicaraguense Centro Humboldt nas discussões internacionais sobre o clima, pode atestá-lo: "este ano, na região, toda a área de corredor seco, de Guatemala, Honduras, até a Nicarágua, sofreu com a seca, o que afetou a produção de alimentos".

"Após três meses de seca, começou a temporada chuvosa em setembro e tivemos inundações no país, com aproximadamente 30 mortos por diferentes consequências das inundações e da chuva", prosseguiu.

Mas a chuva só chegou a uma parte da Nicarágua e a seca persistiu em outras regiões, atrasando em um mês o início da colheita do café.

"As mudanças climáticas significam uma tendência da temperatura para cima, mas outro problema é a variabilidade climática, um ano seco, um ano úmido, um ano frio, um ano quente", confirmou Henry Mendoza, responsável técnico da associação nicaraguense de pequenos produtores de café Cafenica.

Na Nicarágua, o Centro Humboldt, que estuda com a ONG Oxfam a possibilidade de um plano de ajuda humanitária para as populações afetadas pela seca, se preocupa com as "coisas estranhas" que percebe agora sobre o clima, como a multiplicação de tornados ou os picos de temperatura, até oito graus acima da média habitual.

Fonte: Portal Terra

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A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) publicou no dia 20 de novembro, o Edital nº 257/2014, referente ao concurso público para professor do magistério superior. As vagas ofertadas estão distribuídas nos campi Alegrete (10 vagas), Bagé (1 vaga), Caçapava do Sul (7 vagas), Dom Pedrito (4 vagas), Itaqui (4 vagas), Jaguarão (2 vagas), Santana do Livramento (2 vagas), São Borja (1 vaga) e Uruguaiana (6 vagas). A carga horária prevista é de 40 horas semanais.

Os candidatos podem fazer as inscrições de 21 de novembro a 11 de dezembro de 2014 por meio do formulário eletrônico www.unipampa.edu.br/portal/concursos. O valor da taxa de inscrição é de R$ 100,00. A homologação das inscrições está prevista para o dia 19 de novembro, no portal da Universidade.

O período previsto para a realização do concurso é de 19 de janeiro a 30 de janeiro, nas cidades de origem da vaga do concurso público.

Veja a relação da documentação relacionada a este concurso (clique nos títulos para acessar):

Edital nº 257/2014
Resolução CONSUNI nº 82/2014
Cronograma
Programa e Bibliografia
Requerimento de Isenção da Taxa de Inscrição
Declaração Étnico Racial
Formulário de Pontuação da Prova de Títulos
Inscrições online

Unipampa lança concurso para professor Titular-Livre

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) abriu no dia 19 de novembro de 2014, inscrições para concurso público para selecionar candidatos para o cargo isolado de Professor Titular-Livre da Carreira do Magistério Superior. Há oferta de uma vaga para o Campus São Gabriel, na área de Ciências Biológicas, e de outra para o Campus Uruguaiana, para a área de Morfologia ou Fisiologia ou Bioquímica ou Farmacologia. É prevista jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva.

As inscrições seguem até o dia 8 de janeiro de 2015, e a taxa de inscrição é de R$ 150,00 pelo endereço www.unipampa.edu.br/portal/concursos. A homologação das inscrições tem como data provável de divulgação dia 16 de janeiro, e o período provável de realização do concurso é previsto entre os dias 6 e 18 de abril.

Os detalhes da seleção foram publicados no Edital nº 253/2014.

Fonte: Universidade Federal do Pampa

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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) publicou três editais no dia 11 de novembro, para o Concurso Público da instituição. Ao todo serão 80 (oitenta) vagas para os seguintes cargos e níveis: Analista Executivo, Pesquisador-Tecnologista e Especialista Sênior (nível superior); além de Assistente Executivo e Técnico (nível médio). As vagas disponíveis são para o Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul. As inscrições acontecem entre os dias 19 de novembro e 22 de dezembro de 2014.

O concurso para os cargos de Analista e Assistente; Pesquisador-Tecnologista e Técnico tem previsão para acontecer em fevereiro de 2015. A seleção para o nível superior será realizada em duas etapas: a primeira terá provas objetivas, discursivas e de títulos, já a segunda será um curso de formação e com previsão de realização em maio de 2015.

Os concursos para o nível médio serão constituídos de provas objetiva e de títulos. A previsão é de que a conclusão da seleção aconteça até o final de junho de 2015.

A expectativa é de que o concurso para Especialista Sênior tenha início até o final de março de 2015. A seleção será por meio de prova de defesa e arguição pública de memorial; prova de defesa e arguição pública de Plano de Trabalho; prova de Títulos e Produção Científica e Tecnológica. A previsão é de que até o início de abril todas as etapas já tenham sido concluídas. Exige-se que o candidato tenha, no ato da inscrição, doutorado há pelo menos 10 anos.

O Inmetro pretende proceder à nomeação de todos os aprovados imediatamente após a conclusão de cada concurso.

A remuneração inicial dos cargos de nível superior é de até R$ 8.886,71. Para os cargos de nível médio, o salário pode chegar a R$ 4.845,71. Já para Especialista em Metrologia e Qualidade Sênior o valor será de até R$ 16.512,95.

Todas as remunerações serão compostas por uma parcela fixa e outra variável, referente ao resultado da avaliação de desempenho individual e institucional conforme os termos do Decreto n. 6.507, 09 de julho de 2008, que regulamenta a legislação referente à Gratificação pela Qualidade do Desempenho no Inmetro — GQDI.

A comissão de Concurso do Inmetro convidou o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Cultural (Idecan), para organizar todas as etapas do Concurso Público.

Clique aqui para acessar os editais dos concursos.

Fonte: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)

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Mais uma fazenda foi atingida pela gripe aviária na Holanda, gerando a extensão, por mais três dias, das restrições impostas pelo governo holandês às exportações de produtos derivados de aves. O vírus H5N8, altamente contagioso, é um risco para as aves, mas não para a saúde humana. Ele é diferente do H5N1, que causou a morte de quase 400 pessoas em 15 países na última década.

A fazenda, que fica no povoado de Langeraar, região central da Holanda, foi isolada num raio de 10 quilômetros e 43 mil frangos foram sacrificados. Outras propriedades da região estão sendo vistoriadas. Essa é a segunda fazenda atingida pelo vírus no país. A primeira foi registrada no fim de semana, em Hekendorf, o que causou o abatimento de 150 mil frangos.

Além da Holanda, o Reino Unido e a Alemanha apresentaram casos da doença este mês. Em Yorkshire, no Norte da Inglaterra, a gripe aviária foi detectada numa fazenda de criação de patos. A área foi isolada e 6 mil patos foram sacrificados. No Nordeste da Alemanha, a doença provocou o sacrifício de 30 mil perus.

O diretor da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, acredita que há ligação entre os casos detectados na Europa com os apresentados na Coreia do Sul e no Japão no início do ano. "Aves selvagens, que migraram da Ásia para a Europa, podem ter sido o vetor de transmissão do vírus", disse ele. O diretor enfatizou que se as medidas de controle forem tomadas rapidamente, é possível conter o vírus.

Fonte: Agência Brasil
Giselle Garcia – Correspondente
Jorge Wamburg – Edição

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A avaliação da condição corporal (CC) de bovinos vai contar com um grande aliado no Brasil. A Embrapa Rondônia desenvolveu um dispositivo formado por duas réguas de 20 centímetros cada uma, com 4,4 centímetros de largura e articuladas de maneira a formar a angulação de 0° a 180°. Por meio desse equipamento o próprio produtor pode monitorar o rebanho de forma rápida e precisa. Chamado Vestcore, é um instrumento simples que deverá ser útil particularmente para pequenos produtores, como os de gado leiteiro. Não há no mercado nenhum instrumento similar para a avaliação da condição. Hoje, para se obter dados de condição corporal dos animais, geralmente é utilizado o método visual, subjetivo e de pouca precisão. A outra opção são programas de imagem ou ultrassonografia, com o apoio de profissionais especializados a um custo mais alto, inacessível a pequenos produtores.

O Vetscore foi inspirado no goniômetro, instrumento circular com 180º ou 360º, utilizado para medir ou construir ângulos. O mais famoso goniômetro é o transferidor, muito popular no ensino escolar. O Vestcore desenvolvido pela Embrapa Rondônia foi validado para as raças nelore e girolando. Com a continuidade dos trabalhos, o pesquisador aponta que poderá haver um Vetscore para cada raça, tornando a tecnologia ainda mais eficiente.

O manuseio do Vetscore é fácil e ele deverá ser oferecido a menos de R$ 10,00. A tecnologia terá maior impacto para pequenos produtores de leite. Geralmente eles possuem menos acesso a técnicos treinados para fazer a avaliação visual da condição corporal, poucos recursos para investirem em avaliação por imagem (alto custo) e o setor leiteiro conta com a peculiaridade de as fêmeas estarem mais sujeitas a alterações da condição corporal em função do pré-parto, parto e pós-parto, portanto, a avaliação da CC é uma informação valiosa para evitar perdas.

"Uma ferramenta simples de usar e a gente vê o resultado na hora. Então, sei o que tenho que fazer com o rebanho. Quando a gente vê a olho, muitas vezes a perda já está muito grande. Com essa ferramenta é possível saber logo o que tem que fazer. Tudo isso conta ainda mais para o pequeno produtor de leite que trabalha com o orçamento sempre apertado. Com certeza, vou usar", diz, animado, o produtor de leite Gilsonmar Aguiar, que testou o Vetscore em seu rebanho em Porto Velho (RO) e se surpreendeu com a simplicidade de uso da tecnologia.

Para fazer a avaliação com o Vestcore, o animal deve ser recolhido em local onde possa ser contido e manuseado sem apresentar riscos ao avaliador e ao próprio animal. Feito isso, o Vetscore deve ser posicionado sobre a garupa do animal, entre a última vértebra lombar e a primeira vértebra sacral, e ser lentamente fechado até que suas réguas estejam em maior contato possível com a pele do animal. A leitura da condição corporal em que o animal se encontra é indicada por cores no visor: vermelha (baixa), verde (adequada) e amarelo-alaranjada (alta). A utilização da escala por cores facilita a avaliação imediata do animal e torna-se mais rápida e prática ao produtor, principalmente ao avaliar muitos animais. Com essas informações em mãos e associadas às práticas agropecuárias adequadas, o produtor pode atingir o máximo de eficiência do rebanho e, consequentemente, maior retorno econômico.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia e inventor do Vetscore, Luiz Francisco Machado Pfeifer, a simplicidade e a eficiência dessa tecnologia fazem dela uma grande aliada do pecuarista. "Nossa recompensa como pesquisadores é ver que a tecnologia que desenvolvemos é útil e vai ser adotada no campo e, principalmente, por pequenos produtores, que terão acesso a informações importantes sobre o rebanho para poderem agir em tempo, evitando prejuízos e proporcionando condições para ganhos maiores", conta Pfeifer.

A maioria das patentes sobre escore de condição corporal de bovinos se baseia no uso de imagens da garupa dos animais. Elas demandam alta tecnologia, conhecimento específico e podem demorar para dar o resultado. O Vetscore deverá chegar ao mercado como um dispositivo de baixo custo e confiável, de simples utilização e resultado imediato. Pfeifer revela que foi realizado o depósito de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A Embrapa estuda estratégias para disponibilizar o produto no mercado.

Tecnologia de forte impacto para pequenos produtores

O maior impacto esperado dessa tecnologia é o seu uso em pequenas propriedades, pois, além do baixíssimo custo, é de simples utilização e oferecerá ao produtor informações para que ele possa realizar a tomada de decisão quanto ao planejamento do manejo, o monitoramento do estado do rebanho e a identificação dos possíveis problemas de saúde, que podem ser rapidamente solucionados, evitando perdas. Para mostrar o impacto do equipamento, Luiz Pfeifer cita o caso de Rondônia, em que a pecuária de leite é considerada um dos setores mais importantes do agronegócio do estado. Ali, um dispositivo como o Vetscore seria ferramenta importante para auxiliar o pequeno produtor em suas decisões e em como investir melhor os recursos no rebanho. Isso se reflete também no restante do País.

Dados divulgados pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), em 2013, mostram que a cadeia produtiva do leite no estado é formada por cerca de 34 mil produtores, estando associada diretamente à geração de renda para a agricultura familiar. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2012) apontam que o rebanho de Rondônia é o 8º do País e o 2º da região Norte. O estado tem ainda uma média de produção acima de 2,2 milhões de litros de leite por dia, sendo considerado o maior produtor de leite da região Norte e o 9º do País.

No entanto, a produção média por animal diária (4,4 litros) ainda é baixa. É neste contexto que se destaca a importância do uso de tecnologias e práticas simples que podem mudar a realidade da produção de leite do estado e da qualidade do rebanho. Então, se o produtor tem acesso a um dispositivo com o qual ele consegue comprovar que está ocorrendo perda ou ganho excessivo à condição corporal do animal, ele pode, imediatamente, incrementar a alimentação da vaca, revertendo o quadro. O Vetscore foi desenvolvido e validado em Rondônia, no entanto, pode ser adotado por todos os pecuaristas do Brasil.

O pesquisador Luiz Pfeifer recomenda que a avaliação do rebanho com o Vetscore seja realizada quinzenalmente, pois, por meio do adequado uso da informação obtida, o proprietário terá o máximo retorno com cada animal. As ações de manejo permitirão, por exemplo, que as fêmeas retornem logo ao cio após o parto e, consequentemente, melhorem as taxas de serviço e concepção logo após o período voluntário de espera (PV E– Período de Descanso do Animal Após o Parto). Se usado adequadamente, essa prática pode ainda representar um ganho na produção de leite do rebanho, pois quanto maior a eficiência reprodutiva, maior será a produção de leite ao longo do tempo. Pfeifer exemplifica que, em vez das fêmeas terem um parto a cada 22 meses — média no estado de Rondônia –, as fêmeas podem ter um parto a cada 14, ou 16 meses, se adotadas as medidas nutricionais adequadas.

Além disso, estima-se que a média de partos por ano pode passar de 0,54 para 0,75. Ao contabilizar apenas este ganho, somente em Rondônia, pode-se chegar facilmente a um aumento anual de cerca de 200 milhões de litros de leite por ano. Ao contabilizar o litro do leite a R$ 0,65, pode haver um incremento de R$ 130 milhões no agronegócio do leite no estado. Elevando este comparativo a níveis nacionais, o impacto pode ser ainda maior. "Oferecer aos produtores acesso às informações mais precisas sobre seu rebanho é um incentivo para que eles sigam em frente, buscando sempre a melhoria da eficiência e, consequentemente, mais ganhos no campo", afirma Pfeifer.

Para os grandes produtores, que geralmente possuem profissionais especializados para cuidar da nutrição do rebanho, o Vetscore também será muito útil, pois a avaliação visual da condição corporal do animal é o primeiro passo para diagnosticar e promover alterações na dieta do rebanho. Assim, o dispositivo desenvolvido poderá ser uma ferramenta inicial de análise precisa. Tanto para o pequeno como para o grande produtor, obter um acompanhamento do escore corporal e atuar em seus resultados significa conquistar a eficiência e reduzir custos. "A nutrição de gado leiteiro é cara e o manejo inadequado pode gerar grandes prejuízos", alerta o pesquisador.

O Vetscore e a eficiência reprodutiva

Conhecer o escore de condição corporal do rebanho (ECC) influencia diretamente na eficiência reprodutiva. Qualquer fêmea bovina em idade de reprodução pode ser avaliada. Ao alinhar as informações coletadas pelo Vetscore às ações de manejo nutricional, será possível fazer com que as fêmeas alcancem seu máximo potencial produtivo e reprodutivo.

"Quando ele me mostrou, eu achei fantástico, porque este dispositivo vem auxiliar na uniformização da leitura do escore de condição corporal e na sua precisão, pois o método mais utilizado é o visual e os técnicos levam um bom tempo passando o olho no rebanho para conseguir fazer esta avaliação de forma mais segura, porém, ainda subjetiva", conta o pesquisador da Embrapa Rondônia, Eduardo Schmitt, complementando que o Vetscore é um método sinalizador de que existe algum problema, tanto de perda como de excesso de condição corporal, e a regulação é sempre realizada com a alimentação.

O uso de uma tecnologia como o Vetscore no campo depende muito da adoção, primeiramente, pelos técnicos que realizam a extensão rural. Eles são o elo entre a pesquisa desenvolvida e sua utilização efetiva pelo produtor. O técnico da Emater Rondônia, José Renato Alves, utilizou o dispositivo e o classifica como uma ferramenta primordial quando se fala em eficiência de reprodução e produção de leite. Ele conta que hoje, por exemplo, um dos gargalos enfrentados pelos técnicos extensionistas em Rondônia é a avaliação da eficiência reprodutiva dos rebanhos, porque o limitador recai no escore corporal da vaca, especialmente no período seco, quando há uma queda na produção leiteira e, muitas vezes, o produtor não compreende que se trata de uma deficiência alimentar.

"Com este dispositivo será fácil mostrar ao produtor como estão os animais dele e ele próprio poderá passar a acompanhar o escore do rebanho. Isso é importante porque a propriedade deve ser vista como uma empresa que, com uma boa gestão, deve minimizar custos e aumentar os lucros. O pequeno produtor já está buscando isso. Ele quer mais informações para melhorar a produção e a renda. O Vetscore, com certeza, vai fazer parte das nossas ferramentas de trabalho", argumenta o técnico.

Conheça o Vetscore

O novo método de avaliação dos animais, por meio do Vetscore, foi comparado à avaliação padrão, com escore em escala de 1 a 5, em que foi possível correlacionar o ângulo formado entre os lados da garupa do animal e a condição corporal (CC), sendo possível a elaboração de uma nova escala, representada por cores, conforme a angulação.

O pesquisador Luiz Pfeifer argumenta que, com o uso periódico, o Vetscore poderá informar ao produtor a condição corporal ideal nos diferentes estágios da vida da fêmea bovina, como no pré-parto, parto, pico de lactação e secagem. Também pode minimizar perdas econômicas, devido ao estresse nutricional pós-parto e selecionar fêmeas adequadas para programas de Inseminação Artificial por Tempo Fixo, e separá-las de acordo com sua condição corporal. Pode ainda melhorar a fertilidade geral do rebanho por meio do monitoramento da condição corporal pelo uso sistemático de Vetscore.

Vetscore X outros métodos

No método mais utilizado para a avaliação da condição corporal − o visual −, é feita uma medida subjetiva, baseada na classificação dos animais de acordo com a cobertura muscular e a massa de gordura. Para avaliar o escore de um animal, o avaliador deve, primeiramente, conhecer as principais partes anatômicas que serão usadas como indicadores, que são aquelas onde os depósitos de gordura são visíveis. Essas regiões são as costelas, o lombo, a garupa e a inserção da cauda. Nas costelas, quanto mais magra a vaca, mais fácil se visualiza cada costela e o espaço entre elas, a partir da última costela, no sentido da cabeça do animal. Em animais de melhor condição corporal, é mais difícil visualizar as costelas e os espaços intercostais, pois a cobertura muscular e de gordura recobre as costela de maneira uniforme.

Outra forma de realizar a avaliação da CC é por palpação, para verificar a cobertura muscular e de gordura na região lombar dos animais e existem metodologias que utilizam escalas de 0 a 5 ou de 0 a 9, ambas com classificação que vai de muito magras a muito gordas. São métodos práticos, porém subjetivos. Sendo assim, o uso do escore pode variar entre diferentes avaliadores, mas após um determinado período de prática, essas diferenças tendem a diminuir.

Também foram desenvolvidas formas de avaliação objetiva da CC por ultrassonografia, por meio da medição da camada de gordura dos animais. No entanto, nesse tipo de avaliação, além de ter de ser realizada por profissionais altamente especializados, os aparelhos são caros, inviabilizando seu uso pelos produtores. Da mesma forma, a avaliação objetiva por meio de imagens digitais das garupas dos animais, que depois são processadas com estimativa das CCs por programas de computador, é cara e de difícil manuseio, sendo inviável aos sistemas de produção do Brasil.

Fonte: Embrapa Rondônia
Renata Silva – Jornalista
Telefone: (69)3901-2511
E-mauil: rondonia.imprensa@embrapa.br

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Normalmente, a instalação e ligação de um novo conjunto de painéis solares em um telhado leva dias, semanas, ou até meses, porque o hardware é complexo e diversas licenças são necessárias. Ontem, em um dia gélido em Charlestown, Massachusetts, pesquisadores concluíram o processo em cerca de uma hora. Os proprietários podem instalar o sistema eles mesmos, colando-o sobre o telhado. O licenciamento é feito por uma combinação de sensores eletrônicos e software que se comunica com jurisdições e concessionárias locais.

Os custos relacionados a Instalação e licenciamento atualmente são responsáveis por mais da metade do custo total de uma nova instalação de energia solar. "Ao simplificar o sistema, de modo que seja como a instalação de um eletrodoméstico, prevemos que o custo do software será praticamente eliminado", diz Christian Hoepfner, diretor do Centro Fraunhofer para Sistemas Sustentáveis de Energia, que desenvolveu o sistema. Fazer isso seria reduzir o custo de uma instalação solar residencial típica de US$ 22.000 para míseros US$ 7,5 mil, diz ele.

"É impressionante ver quão rapidamente o número de instalações aumentou", disse Fouad Dagher, gerente de novos produtos e serviços da concessionária National Grid, após a demonstração. "Isso facilita para os consumidores e concessionárias".

A energia solar pode ser perigosa se não for instalada corretamente. Componentes pesados podem sair voando de um telhado se não forem bem preso e painéis solares podem produzir tensões potencialmente mortais se não for devidamente aterradas e isoladas.

O sistema Fraunhofer utiliza painéis solares flexíveis e leves envoltos em plástico resistente. Os painéis podem ser firmemente presos a um telhado de telhas com um adesivo, que ancora os painéis mesmo com ventos de até 110 quilômetros por hora.

Os painéis solares utilizam equipamentos elétricos desenvolvidos pela startup VoltServer, que fraciona a energia DC em pacotes bem definidos, algo semelhante aos pacotes de dados enviados através da Internet. Se um desses pacotes não chegar a seu destino, por exemplo, se alguém tocar em num fio danificado, a corrente é cortada imediatamente e desligada, prevenindo lesões – um recurso demonstrado por um corajoso funcionário da EnerVolt em uma demonstração feita em Charlestown quando ele tocou propositadamente em fios expostos na nova instalação solar.

Todo o sistema é conectado à rede através de uma ligação semelhante à utilizada para carros eléctricos de recarregamento rápido, que pode suportar altas tensões de forma segura.

Uma vez conectado, o sistema roda vários testes para garantir que é seguro. Hoepfner diz que o software provavelmente faz o trabalho de forma mais consistente do que os inspetores fariam. Os dados dos testes são enviados para a concessionária local para aprovação através da Web.

Embora todo o hardware já exista e esteja prestes a chegar ao mercado, o licenciamento automatizado ainda precisa funcionar. Fraunhofer tinha pré-aprovado o sistema com as autoridades, que chegou a inspecionar o processo com antecedência. A comercialização exigirá o desenvolvimento de novos padrões para sistemas de energia solar.

Casas também precisarão de tomadas pré-instaladas projetadas para painéis solares, semelhante às conexões de alta tensão para secadores em novas casas. Por enquanto, a instalação da tomada exigirá um eletricista treinado, embora possa ser feito em apenas alguns minutos por meio de um dispositivo que pode ser rapidamente ligado a um medidor.

Enquanto isso, testes estão sendo feitos para garantir que o adesivo mantenha os painéis solares presos mesmo em temperaturas muito altas. Porque os painéis estão alinhadas com o telhado, em vez de acoplados a suportes que permitam o fluxo de ar sob eles, eles ficam mais quentes do que painéis convencionais, o que também reduz a quantidade de energia que podem produzir.

http://www.technologyreview.com.br/read_article.aspx?id=46497

Fonte: MIT Technology Review
Kevin Bullis
Tradução de Elisa Matte

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O Governo do Paraná vai retomar a partir de dezembro o Fundo de Aval Rural — FAR para apoiar pequenos agricultores que necessitam de garantias para poder contratar financiamentos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O Fundo de Aval pode garantir financiamentos para aquisição de máquinas, equipamentos, implementos, matrizes leiteiras, resfriadores de leite, ordenhadeiras e outros pequenos empreendimentos voltados para atividade agropecuária.

Para essa retomada, o Estado disponibilizou R$ 1 milhão em recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE). Esse valor permite alavancar de até R$ 10 milhões em operações de financiamento pela linha Pronaf Mais Alimentos, que serão feitas pelo Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE), por meio das cooperativas de crédito Sicredi e Cresol. A estimativa é efetivar em torno de 1.500 operações com amparo do fundo, a uma média de R$ 6,5 mil a R$ 7 mil por contrato ou operação de crédito.

Operação

O produtor que tiver um projeto de investimento aprovado poderá receber aval no valor de até R$ 50 mil por operação, de acordo com as regras da linha Pronaf Mais Alimentos. Sobre esse valor vai incidir pagamento de juros que variam de 1% a 2% ao ano.

O prazo para pagamento do financiamento é de até 10 anos, incluindo-se até três anos de carência, para começar a pagar. O valor do contrato/operação deve ser proporcional à capacidade de pagamento do empreendedor.

Retomada

O FAR é operacionalizado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e a Fomento Paraná faz a gestão financeira do fundo, que estava paralisado há mais de dois anos, em função da inadimplência de contratos firmados no passado. Para se chegar a esse novo momento foi reformulada toda a base operacional do programa Fundo de Aval Rural, criando um novo fluxo operacional para reforçar o controle das operações financeiras e dos procedimentos de aprovação de novos contratos.

O objetivo é que o programa prossiga avalizando novas operações crédito com segurança. O novo modelo operacional estabelece critérios técnicos de análise e acompanhamento desde o momento de apresentação da proposta até a liberação dos recursos e ainda o acompanhamento da execução dos investimentos nas propriedades.

Cautela

De acordo com o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e coordenador estadual do programa Fundo de Aval no Paraná, Francisco Simioni, a retomada das liberações de operações com apoio do FAR será feita com muita cautela. Segundo ele, todas as propostas serão analisadas caso a caso e poderão ser aprovadas, desde que atendam e se enquadrem dentro dos critérios técnicos estabelecidos no Pronaf Mais Alimentos.

"Casos de inadimplência podem vir a ocorrer em processos de financiamento, mas por motivos nos quais o problema foi ocasionado por fatores climáticos incontroláveis para atividades agropecuárias", afirma Simioni. "O aval do Estado é um instrumento de apoio aos agricultores familiares. Quando bem utilizado, os recursos retornam ao fundo e permitem que novos tomadores de crédito obtenham esse apoio, para fortalecer atividades que possam melhorar o nível de emprego e renda, bem como da qualidade de vida dos pequenos agricultores", explica.

O fundo concede aval para apoiar agricultores que não possuem garantias suficientes para acessar os recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), mas é 100% reembolsável. "Não é recurso a fundo perdido", destaca Simioni.

Cobrança

Paralelamente à retomada de novas operações de investimento com amparo do fundo de aval, serão intensificadas as negociações para cobrança junto aos agricultores que ficaram inadimplentes. Existem 3.654 contratos nesta condição e que levaram o fundo a honrar R$ 12,2 milhões em financiamentos ao longo dos anos.

De acordo com o Secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, que é presidente do Comitê Gestor do Fundo de Aval Rural, a falta dos recursos dos contratos inadimplentes vem impedindo a expansão das operações de crédito e limitando o número de agricultores que podem ser beneficiados pelos financiamentos.

O Comitê Gestor formou um grupo de trabalho com representantes da Fomento Paraná, Emater e SEAB para trabalhar no processo de renegociação das dívidas. Está sendo feito um processo de qualificação dos devedores, dos montantes devidos e começaram a ser realizadas reuniões nas áreas e regiões em que se concentram o maior número de contratos inadimplentes.

O Plano de Renegociação abre a possibilidade de redução das multas e dos juros de mora para os contratos que forem liquidados à vista. A comissão vai estudar caso a caso poderá aceitar o parcelamento da dívida, de acordo com o tamanho do débito e da capacidade de pagamento dos agricultores.

Duas reuniões de sensibilização e convencimento para renegociação de dívidas honradas pelo Fundo já foram realizadas com agricultores do Litoral e do Noroeste do Estado e novas reuniões deverão ocorrer na região Central e no Norte Pioneiro. Os devedores que não concordarem com a renegociação dos débitos, ou que vierem a descumprir os acordos pactuados na renegociação, poderão ser inseridos em órgãos de restrição ao crédito, com o valor integral da dívida.

Segundo Francisco Simioni a oportunidade de renegociar os contratos com descontos para pagamento a vista ou parcelamento de débitos, visa alavancar os recursos do FAR para novas operações e dar oportunidade de mais agricultores familiares serem beneficiados pelo Programa.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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Há três anos, Alda Duarte, 40, decidiu transformar o caminho que fazia, a pé, da casa ao trabalho, em Brasília (DF). Ela passou a fazer canteiros em espaços públicos e, depois, a plantar hortaliças na vizinhança. "Eu tinha o desejo de deixar meu caminho mais bonito, de mudar o espaço", relata a designer.

Por meio das redes sociais, Alda encontrou outras pessoas e coletivos que desenvolvem a chamada agricultura urbana no Distrito Federal. Inspirada nelas, reuniu os vizinhos para, com eles, ampliar a experiência e melhorar a vida comunitária. "É realmente um desejo de transformação do espaço público, de agregação da comunidade e de mudar a sociedade", disse.

Vinda do Ceará há nove anos, o que chama de "jardinagem de guerrilha" mudou sua relação com a cidade. Já a construção coletiva amenizou a sensação de solidão que muitas vezes atinge quem vem morar em uma cidade conhecida pelas poucas esquinas e pelo concreto que se impõe sobre a paisagem. Agora, Alda e os vizinhos coletam assinaturas para saber quem apoia a horticultura urbana. Os próximos passos do coletivo serão a plantação de ervas medicinais e de árvores frutíferas.

A ideia vem se disseminando pelo Distrito Federal (DF), pondo em prática o que estava proposto no projeto inicial de Lúcio Costa, urbanista que projetou Brasília. Costa queria que houvesse uma "coexistência social" na cidade. Euma das formas de viabilizar isso seria usar espaços das superquadras para floricultura, horta e pomar.

Atualmente, já existem hortas comunitárias feitas por moradores de Águas Claras e de quadras do Plano Piloto como a 114 Sul e a 302 Norte. Na 206 Norte, o processo já está avançado. Lá, os moradores construíram viveiro, horta e o chamado SAF, o sistema agroflorestal. A técnica busca reproduzir em um pequeno espaço as condições de uma floresta, reunindo plantas diversas e que trabalham em cooperação.

O geógrafo Igor Aveline, 26, foi um dos precursores do projeto, que foi chamado de Re-ação. Para ele, o contato coletivo com a natureza desperta não apenas a preocupação ambiental, mas uma nova relação entre os envolvidos.

"O contato com a natureza traz um novo olhar para o mundo, uma consciência de que o mundo é vivo e não pode ser degradado. Ao mesmo tempo, o ato de ocupar o espaço público plantando e trabalhando em coletivo estimula o empoderamento das pessoas e nos faz repensar a cidade", afirma.

Por meio do Re-ação, a vizinhança tem se reunido para fazer mutirões de plantação, oficinas de educação ambiental e de técnicas agrícolas, dentre outras ações. Os resultados despertam os sentidos de quem visita a área: as árvores enchem os olhos, o silêncio é cortado quase que exclusivamente pelo som dos pássaros, o cheiro da natureza agrada.

Tudo é um convite para ficar — ou multiplicar a experiência. Nos últimos meses, moradores de outros lugares da cidade têm procurado auxílio técnico ali, o que fez com que os moradores da superquadra buscassem uma maneira de expandir conhecimentos e práticas.

Diante da ausência de políticas públicas que viabilizem as hortas comunitárias, eles inscreveram o projeto no Catarse , site voltado ao financiamento coletivo de ações. Com isso, esperam obter R$ 15.500 por meio de doações que podem variar de R$ 15 a R$ 500. Como forma de agradecer a quem contribuir, os organizadores oferecem sementes, guias de agricultura urbana, livros, etc.

Com os recursos, o coletivo pretende fazer da experiência da quadra 206 Norte um modelo de agricultura urbana, com central de compostagem, horta comunitária, espirais de ervas e sistema agroflorestal. Tudo aberto e possível de replicação em outras localidades.

Nesse sentido, o projeto também contempla efetivar oficinas práticas de educação ambiental para crianças e de curso de agroecologia para a comunidade, parceiros e outras lideranças envolvidas no que chamam de proposta de transição agroecológica na cidade.

A ideia é que não só o financiamento, mas também o uso do que for produzido seja coletivo. "A gente vive em uma sociedade onde o ser humano é sempre induzido a viver em espaços privados, controlados, e a gente tem que reaprender a conviver, ter um novo olhar sobre as relações sociais, as relações de troca e a consciência da coletividade", destaca Igor.

Fonte: Agência Brasil
Helena Martins – Repórter
Valéria Aguiar – Edição

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