A aridez de metade do território de Israel não impede o País de superar a geografia hostil com tecnologia avançada para irrigar a agricultura. É um bom motivo pra realizar a 5ª Conferência Internacional na Universidade de Ben Gurion que reúne centenas de pesquisadores, investidores e profissionais do setor. Fonte: TV Canção Nova

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A paisagem que se vislumbra no trajeto entre ­Minas Gerais e o litoral do Espírito Santo é caracterizada por extensas áreas de cultivo de eucalipto. Essa presença chamou a atenção do geógrafo e mestre em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais Carlos Pires, que, em estudo nos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba e da Região Metropolitana do Vale do Aço, constatou que o plantio do eucalipto tem impactado a flora e a fauna. Esse avanço do reflorestamento com eucalipto – entre 1985 e 2010 – foi observado principalmente sobre mata nativa e áreas de pastagem.

Dados da dissertação de mestrado defendida em maio deste ano, no Programa de Pós-graduação em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais, do Instituto de Geociências, revelam que, no período, houve aumento de 12% das áreas de eucalipto e diminuição de 9% da mata nativa nos municípios analisados. A pesquisa indica que, até 2035, a presença do eucalipto pode aumentar em até quatro vezes.

"Em 1985, 80% das manchas de mata nativa estavam separadas por distância de até 50 metros. Em 2010, esse índice caiu para pouco mais de 50%. Nossa previsão é de que, nos próximos 25 anos, as manchas de mata nativa separadas por, no máximo, 50 metros representem apenas 45% das manchas verdes", afirma o pesquisador, que contou com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Por outro lado, Carlos Pires destaca o avanço do eucalipto: de 20%, em 1985, para 65%, em 2010. "Em 2035, a presença desses pontos em distâncias de até 50 metros deverá chegar a 80%. Para isso, partimos do pressuposto de que, quanto mais próxima ao cultivo de eucalipto uma área está, maior a tendência de ser ocupada por essa cultura. Isso mostra que as áreas de floresta estão ficando isoladas", explica.

De acordo com o pesquisador, há uma relação muito próxima entre a substituição da mata nativa e as indústrias siderúrgicas, de celulose e de mineração. Além de ser matéria-prima na produção do carvão vegetal que abastece os fornos das siderúrgicas, o eucalipto também é fonte de celulose para a produção de papel.

"São muitos segmentos de negócio que demandam o insumo na região. Em um primeiro momento, derrubaram a mata para usar a madeira nos fornos de carvão. Com o passar do tempo, a legislação ficou mais rigorosa, e esse uso, mais difícil. Com isso, o eucalipto avançou também sobre áreas de pastagem", explica Pires.

Modelagem ambiental

Carlos Pires valeu-se da modelagem ambiental que, por meio da construção de modelos computacionais, busca explicar, de forma idealizada, os fenômenos da natureza. No caso específico de seu levantamento, o pesquisador explica que o desafio é "entender suas mudanças por meio do estudo de dados multitemporais e de sua interação com uma série de variáveis explicativas, de forma a simular o que pode ocorrer na cobertura da terra e na alteração da estrutura da paisagem".

Inicialmente, foi feito um estudo evolutivo da ocupação do solo entre 1985 e 2010, com foco na expansão das áreas de eucalipto e na consequente diminuição das áreas de mata nativa e de pastagem. Com base nesses dados, foi construído e validado modelo para simular a evolução da ocupação do solo até 2035.

"A modelagem ambiental não é uma profecia", destaca Carlos Pires. "Na construção do modelo, consideramos que a demanda por eucalipto continuará a mesma nos próximos anos, mas pode surgir nova fonte de energia que estimule as empresas a migrarem, alterando, assim, essa demanda", pontua.

Perdas

Outra conclusão da pesquisa mostra que, em 2035, a presença das áreas de mata nativa ocorrerá principalmente em unidades de conservação de proteção integral, como o Parque Estadual do Rio Doce, o que demonstra a força do impacto do reflorestamento com eucalipto na região. Das áreas que mudaram para eucalipto, entre 1985 e 2010, a maior parte era formada por floresta nativa (49%) e de pastagem (47%). Essa presença do eucalipto, segundo Carlos Pires, gera fortes impactos sobre fauna e flora.

"Percebemos um fenômeno de isolamento das áreas de mata nativa e de campos naturais e um aumento da conectividade das áreas de reflorestamento com eucalipto. Notamos também que a mata não sofreu com a pressão do eucalipto apenas no interior das unidades de conservação de proteção integral. Esses fatores influenciam as relações ecológicas, especialmente para a fauna, pois uma área ocupada por eucaliptos tende a oferecer menos condições ambientais e nutritivas para a sobrevivência de animais do que uma área de mata nativa", explica.

Dissertação: Modelagem da cobertura da terra e análise da influência do reflorestamento na transformação da paisagem: Bacia do Rio Piracicaba e Região Metropolitana do Vale do Aço

Autor: Carlos Henrique Pires Luiz

Orientador: Sergio Donizete Faria (IGC)

Coorientadora: Maria Isabel Sobral Escada (Divisão de Processamento de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-Inpe)

Defesa: 27 de maio de 2014, no Programa de Pós-Graduação em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais do IGC

Fonte: Universidade Federal de Minas Gerais
Hugo Rafael – Jornalista

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), afirmou que um novo tipo da gripe aviária ameaça o setor de produção de aves na Europa. Segundo a agência da ONU, a rápida propagação do vírus terá grande impacto, principalmente nos países de baixa renda do continente europeu situados nas regiões de rotas migratórias de aves selvagens perto do Mar Negro e do leste do Atlântico.

A FAO e a Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) disseram que Alemanha, Holanda e Reino Unido já confirmaram casos da gripe H5N8 em fazendas de criação de aves, como também em aves silvestres.

Esse é o mesmo tipo de vírus da gripe aviária que circulou este ano na Ásia, ameaçando as produções na China, Coreia do Sul e Japão.

Os especialistas explicaram que até agora não há nenhuma prova de que o H5N8 possa infectar humanos, mas o vírus é fatal para aves, principalmente galinhas e perus.

Advertência

Apesar de não ter sido transmitido para os seres humanos, esse novo tipo está relacionado ao H5N1, que se espalhou pela Europa, Ásia e África entre 2005 e 2006.

Representantes das duas agências disseram que a epidemia do H5N1, que envolveu também aves selvagens, causou a morte de 400 pessoas e de milhões de aves até agora.

A FAO declarou que esse novo vírus serve de advertência para a comunidade internacional de que a gripe aviária continua se transformando e surgindo como ameaça à saúde pública, à segurança dos alimentos e à nutrição.

Fonte: Rádio Nações Unidas

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e o Instituto Inhotim darão início a uma parceria que irá unir a arte contemporânea à agricultura familiar. O trabalho envolve ações de preservação ambiental e de comercialização de frutas, hortaliças e mel. O Inhotim é considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina e está localizado a 60 quilômetros de Belo Horizonte, no município de Brumadinho.

A partir de janeiro de 2015, técnicos da Emater-MG irão fazer um diagnóstico do entorno do Instituto Inhotim e cadastrar produtores interessados e com perfil para participar do projeto. "Teremos duas ações. Uma delas é a recuperação ambiental na área de abrangência da bacia do Alto Paraopeba. A outra é o fornecimento de produtos da agricultura familiar para os restaurantes do Inhotim", explica o gerente regional da Emater de Belo Horizonte, Marcos Eugênio Rodrigues.

O trabalho de recuperação ambiental vai envolver a produção de mudas de espécies nativas da região e para projetos de paisagismo. A Emater-MG irá mobilizar e dar assistência técnica aos agricultores que serão responsáveis pela produção dos viveiros. Já o Instituto Inhotim vai fornecer insumos e abir os canais de comercialização das mudas pelos agricultores.

"No momento estamos elaborando um plano de trabalho. No primeiro semestre do ano que vem vamos fazer o diagnóstico da região. Depois iniciaremos a produção das mudas e plantio para recuperação de áreas degradadas", informa Marcos Rodrigues. Além de Brumadinho, municípios vizinhos como Sarzedo, Moeda e Mário Campos também serão beneficiados.

Produtos da agricultura familiar

Outra ação da parceria será a fornecimento de produtos da agricultura familiar para os restaurantes do Inhotim. O gerente da Emater-MG explica que são 520 funcionários e uma média de 1500 pessoas que visitam o museu diariamente. "Existe uma grande grupo de potenciais consumidores dos produtos da região. Por isso, a ideia é fornecer hortaliças, frutas e mel para os restaurantes do Instituto", diz.

Segundo Marcos Rodrigues, além de vender os produtos para os estabelecimentos, os agricultores interessados também deverão fazer uma transição para o cultivo agroecológico. "Essa disposição em mudar, aos poucos, o sistema de produção será um pré-requisito. Também vamos selecionar aqueles agricultores familiares que tenham condição de fornecer os produtos com regularidade".

O Instituto

O Instituto Inhotim foi aberto ao público em 2006. A área de visitação abrange 110 hectares. O local abriga uma série de galerias com obras de arte expostas ao ar livre. É considerado a única instituição brasileira que exibe continuamente um acervo de arte contemporânea de excelência internacional. Além de obras e galerias permanentes, o Inhotim também apresenta projetos inaugurados periodicamente. Outra atração do Instituto é o Jardim Botânico. São mais de 4,2 mil espécies de plantas, que representam cerca de 28% das famílias botânicas do planeta.

Fonte: Agência Minas

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A capital de Santa Catarina, Florianópolis, é a cidade brasileira com ambiente mais favorável para empreendedores, segundo um novo estudo divulgado ontem (24/11/14). O Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) foi elaborado pela filial brasileira da Endeavor, ONG sediada nos Estados Unidos com foco em empreendedorismo. Faça aqui o download do estudo completo.

Ele traça um panorama das cidades com melhores condições para quem busca empreender, ou seja, para os donos de negócios "que buscam gerar valor por meio da criação ou expansão de alguma atividade econômica, identificando ou explorando novos produtos, processos e mercados", afirmou o relatório.

Em sua primeira edição, o levantamento analisou apenas as 14 capitais brasileiras que possuem regiões metropolitanas com mais de 1% das empresas de alto crescimento do Brasil (aquelas que conseguem crescer pelo menos 20% por três anos seguidos, segundo dados do IBGE). Atualmente, há 35 mil empresas (1% do total do país) nessa categoria. Ainda assim, elas geram metade dos novos empregos, de acordo com a Endeavor.

Considerada "referência nacional de ambiente de negócios", Florianópolis lidera o ranking, seguida por São Paulo (SP), Vitória (ES), Curitiba (PR), Brasília (DF). Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Belém (PA), Recife (PE) e Fortaleza (CE). Salvador (BA) ocupa a última posição da lista, como a capital com menores condições para atuais e futuros empreendedores.

As 14 cidades foram avaliadas a partir de sete "pilares": ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura. Elas recebem notas que variavam de um a dez. Quanto mais próximo de dez, mais favorável é o ambiente ao empreendedorismo.

Cada um desses quesitos, por sua vez, apresentava duas subdivisões, amparadas por indicadores e variáveis. Em Mercado, por exemplo, foram avaliados o desenvolvimento econômico e os clientes potenciais de cada uma das cidades. Nessa mesma linha, a subdivisão Desenvolvimento Econômico foi estimada com base nos dados do crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de bens e serviços produzidos) e do próprio PIB total das capitais.

Planejamento

Segundo o estudo, o sucesso de Florianópolis pode ser explicado pelo planejamento da cidade, que começou em meados da década de 1950 e ganhou força a partir da década de 1980.

"Há 30 anos, Florianópolis, uma região com poucas empresas até então, provavelmente não imaginaria atingir um resultado tão expressivo. Mas a análise final apresentada mostra que é possível construir uma cidade com um bom ambiente para empreendedores, e evidencia o papel central do formulador de políticas públicas ao arquitetar um futuro promissor para sua comunidade. Uma cidade bem sucedida depende do alinhamento econômico, governamental e social", diz o relatório.

Outro fator, de acordo com a pesquisa, é o nível educacional da população local.

"Florianópolis é líder em capital humano por reunir amplo acesso e qualidade em suas escolas e universidades. A cidade pode ser considerada um polo com mão de obra capacitada, com mais de 30% da população com diploma de graduação", informa o estudo.

"Não só a educação é acessível, mas os cursos também são de qualidade, com quase 60% dos universitários estudando em instituições com notas máximas (4 e 5) no ENAD E– três vezes acima da média das outras 13 capitais", acrescenta o relatório.

Veja o ranking das cidades brasileiras

Florianópolis (SC) — 7,53
São Paulo (SP) — 7,46
Vitória (ES) — 7,16
Curitiba (PR) — 6,96
Brasília (DF) — 6,33
Belo Horizonte (MG)– 6,15
Porto Alegre (RS) — 5,94
Goiânia (GO) — 5,91
Rio de Janeiro (RJ) — 5,86
Manaus (AM) — 5,33
Belém (PA) — 5,24
Recife (PE) — 4,83
Fortaleza (CE) — 4,77
Salvador (BA) — 4,53

Segundo o estudo, a cidade tem a maior proporção de pesquisadores trabalhando em empresas (um para cada 28 empresas, duas vezes a média das 14 capitais). Essas companhias também manteriam um bom relacionamento com as instituições de ensino locais.

"Mesmo com uma grande proporção de mão de obra qualificada e uma alta renda per capita, a remuneração está abaixo da média das cidades analisadas: dirigentes em Florianópolis têm um salário médio igual a 45% do praticado em São Paulo", afirma o relatório.

Além disso, de acordo com o levantamento, Florianópolis apresenta "uma infraestrutura equilibrada, com fácil mobilidade, boa segurança e custos de imóveis e energia elétrica abaixo da média. É também a capital analisada com a população mais ligada à internet, com quase 80% das pessoas conectadas".

O estudo, entretanto, aponta que os principais desafios para a capital catarinense são o "mercado restrito", "a necessidade de buscar investimento ao longo do tempo" e "a morosidade do ambiente regulatório".

"O potencial de consumo em Florianópolis é alto, mas o mercado é restrito, com o menor PIB das 14 capitais analisadas. Outro desafio de desenvolver grandes empresas na cidade está ligado à necessidade de buscar investimentos ao longo do tempo. Florianópolis está abaixo da média em relação à movimentação de crédito a partir de investimentos dos bancos múltiplos. Soma-se a esses desafios um ambiente regulatório em certos casos moroso, especialmente no que diz respeito a abrir empresas: são quase três meses, em média, para regularizar todos os procedimentos necessários", informa o relatório.

Norte e Nordeste

A pesquisa destaca, no entanto, que apesar de apresentar as condições menos favoráveis ao empreendedorismo, as capitais do Norte e do Nordeste têm "a maior cultura empreendedora" do país.

Segundo a Endeavor, essas cidades não só têm maiores proporções de perfis mais empreendedores, como a percepção da população frente ao empreendedorismo é "mais positiva do que a média".

"A população dessas regiões, principalmente em Belém, é a que mais credita o desenvolvimento do país aos empreendedores, próximo a 70%. Os meios de comunicação parecem ter um papel importante nesse cenário, em que cerca de 60% da população relata ver matérias e entrevistas na mídia em geral", diz o estudo.

"No extremo oposto, habitantes das capitais onde o setor público é especialmente presente, como Brasília, ou aquelas com concentração de grandes empresas, como São Paulo e Rio de Janeiro, tendem a enxergar os empreendedores como menos relevantes para o desenvolvimento nacional".

"Em alguns casos, como Brasília, 15% consideram que empreendedores são pessoas que exploram seus funcionários. Nesse sentido, campanhas na mídia (que também têm baixa percepção), como as realizadas em Manaus e Belém, podem ser importantes para transformar a cultura local. Elas aproveitaram exemplos de sucesso que deram certo do jeito certo".

Fonte: BBC Brasil
Luís Guilherme Barrucho

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Nossa saúde e bem-estar depende, entre outras coisas, daquilo que comemos. Você já se perguntou de onde vem o alimento que coloca na mesa para as refeições diárias? De onde vem os alimentos que compramos no mercado? Uma alimentação saudável inclui alimentos orgânicos. O Ecoideias conversou com o Prof. Dr. Jehud da Unesp de Bauru, que desenvolve pesquisas na área dos transgênicos e conta sobre o panorama do tema no país. Já o Prof. Dr. Filipe apresenta sua pesquisa na área de hortaliças orgânicas e conta sobre a questão das plantas medicinais versus transgênicos e fármacos sintéticos. Visitamos a horta do Marcelo, morador do bairro Demétria, em Botucatu, que há anos produz alimentos exclusivamente orgânicos e saudáveis. Fonte: TV Unesp

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Nos últimos dois anos, os vírus direcionados aos aparelhos móveis cresceram cerca de 60%. Esses vírus e softwares indesejados podem acessar ou apagar dados, prejudicar o funcionamento do celular e até invadir outros smartphones. A repórter Karina Pachiega dá algumas dicas para fugir desse problema. Fonte: Jornalismo SBT

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A Symantec, uma das principais empresas de segurança da informação do mundo, anunciou no dia 23 de novembro de 2014 ter descoberto um vírus de computador que pode ter sido desenvolvido para ataques cibernéticos contra servidores de governos. Batizado de Regin, o vírus é, segundo a Symantec, o mais sofisticado programa invasor já visto.

A empresa disse ainda que o Regin foi usado para ataques nos últimos anos contra uma variedade de alvos ao redor do mundo, entre organizações governamentais, empresas e usuários comuns.
Computadores na Rússia, Arábia Saudita, México, Irlanda e Índia foram os mais afetados, ao lado de Irã e Paquistão.

Usuários privados e pequenas empresas corresponderam a 48% dos ataques detectados, à frente de empresas de telecomunicações (28%).

Pesquisadores da Symantec disseram que o vírus pode ter levado anos para ser desenvolvido. Isso sugere que tenha sido "encomendado" por algum governo.

"O vírus parece ter vindo de alguma organização do Ocidente, em função do nível de habilidade requerido para o seu desenvolvimento em termos de investimento de tempo e recursos", afirmou à BBC Sian Jenkins, especialista da Symantec.

Ele disse acreditar que o Regin foi usado "de forma sistemática para coletar informações e em operações de vigilância".

A Symantec viu no Regin paralelos com o Stuxnet, vírus descoberto em junho de 2010 e supostamente criado a mando de autoridades americanas e israelenses para sabotar o programa nuclear do Irã.

Mas enquanto o Stuxnet atuava danificando equipamentos, o Regin parece ter sido criado para coletar informações: segundo a Symantec, o vírus pode capturar imagens de telas, roubar senhas ou mesmo recuperar arquivos apagados.

Segundo a Symantec, a principal faceta da sofisticação do Regin é a dificuldade de detecção mesmo com alguns dos mais sofisticados programas antivírus do mercado. Outro problema é que ainda não se conhece toda a capacidade do vírus.

Fonte: BBC Brasil

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O "Muro Vivo" é uma forma de recobrir paredes com plantas. Segundo pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a técnica traz conforto térmico e economia de eletricidade. A tecnologia dos muros vivos surgiu na Alemanha nos anos 80. No Brasil, é relativamente nova. Os pesquisadores dizem que é uma boa alternativa para as grandes cidades, pois quase não há espaço no solo para que a vegetação possa se expandir. Fonte: TV Cultura

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Relatório da ONG WWF mostra que mais de 80% das populações de animais da América Latina foram reduzidas e até extintas nas últimas quatro décadas. O documento "Planeta Vivo" é uma das mais importantes publicações da ONG ambientalista internacional, que atualiza e detalha a situação do meio ambiente, da biodiversidade do nosso planeta. Fonte: TV Cultura

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Em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, a criação de espaços e de práticas sustentáveis em escolas públicas municipais já é uma realidade. Estudantes, professores, funcionários e, ainda, comunidade desenvolvem atividades em 11 escolas de acordo com o Programa Escolas Sustentáveis e Com-Vidas, do Ministério da Educação (MEC), que tem o objetivo de estimular a criação de espaços educadores e sustentáveis nas escolas públicas.

O WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal, apoiou a formação de cursos para os professores que atualmente desenvolvem as atividades. A especialização integra a política pública fundamentada na qualificação de currículos escolares, em alterações no espaço físico das escolas e na gestão ambiental.

Segundo Cristiane Miranda Gondim, da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande, as escolas tem autonomia para desenvolver as atividades. "O governo tem o papel de orientar, por meio das diretrizes. O trabalho é bem visto e aceito".

Espaço de transformação

O "Revitalizando minha escola: transformando e aprendendo", projeto executado na Escola Municipal Vanderlei Rosa de Oliveira, conta com espaços verdes dentro da instituição, construção de hortas, iniciação científica, gincanas e monitores ambientais, entre outras iniciativas, que envolvem 1722 alunos.

"Trabalhar o coletivo une as crianças, os pais e a comunidade. É um trabalho contínuo que não pode parar. Trabalhamos a pegada ecológica, o consumo consciente e a sustentabilidade. Os conteúdos são inseridos dentro das disciplinas ministradas em sala de aula, laboratórios de ciências e no dia a dia da escola. É interdisciplinar", comentou a diretora da escola, Ângela Maria Faustino Santos.

A professora Rosiane de Morais, explicou que os espaços são utilizados por todas as turmas e de diversas disciplinas. Foi elaborado um cronograma de atividades que envolvem as atividades e práticas sustentáveis e divididas entre as turmas. "Um exemplo são os alunos do 9° ano que puderam participar da feira de ciências promovida pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Os projetos são de iniciação científica".

Experiência no campo

As atividades da Escola Municipal Darthesy Novaes Caminha incluem reaproveitamento de materiais, fabricação de inseticida natural (criado no laboratório de ciência), composteira e horta com alimentos que são utilizados na merenda escolar.

A escola está situada na zona rural de Campo Grande e há troca de conhecimentos entre professores, alunos e pais. "Temos a experiência da comunidade do campo e a oportunidade de ensinar para os que ainda não conhecem os saberes da terra", contou a diretora Osmarina Souza Aragão.

Para Terezinha Martins, analista de conservação do WWF-Brasil, as instituições de ensino podem se tornar incubadoras de mudanças concretas na sociedade. "Para uma escola ser sustentável é preciso ter esse sentimento dentro das pessoas. Às vezes nem é a estrutura o primeiro foco, mas saber agregar e aproximar", destacou.

Professora Cidinha

Cerca de 900 alunos da Escola Municipal Elizio Ramirez Vieira também trabalham com atividades sustentáveis como, por exemplo, arborização, voluntariado, horta e plantio de mudas.

Na escola, os trabalhos tiveram início e eram coordenados pela professora Maria Aparecida da Silva Gonçalves, mais conhecida como professora Cidinha. Ela faleceu na última semana, no dia 12 de novembro, vítima de um acidente de carro. No final do mês de outubro, Cidinha concedeu uma entrevista para a equipe de comunicação do WWF-Brasil.

Na ocasião, ela mostrou a escola e mencionou que a cada 15 dias uma turma é eleita para cuidar da manutenção da horta. Os alimentos colhidos são distribuídos entre os alunos. Ela se despediu da equipe com um sorriso no rosto e afirmando que o mais importante no processo de construção das escolas sustentáveis era a troca de experiências e poder dividir conhecimento.

"Tem muita energia positiva em trabalhar com esses alunos. Aqui produzimos horta, viveiros experimentais e, ainda, replantio de mudas nativas ao redor da nascente de um rio, localizado dentro da área da escola. Também geramos adubo orgânico e inseticida natural que é usado na nossa horta", explicou a professora.

Fonte: WWF-Brasil
Thaís Alves – Jornalista

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