A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem (27/11/14) três nomes para a equipe econômica de seu governo. O ex-secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy será o novo ministro da Fazenda. Ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa vai assumir o Ministério do Planejamento. Alexandre Tombini, atual presidente do Banco Central, permanece no cargo. Ainda não há data para a posse dos ministros.

Os dois novos indicados para a Fazenda e o Planejamento trabalharão no Palácio do Planalto até assumirem efetivamente os cargos, ocupados atualmente por Guido Mantega e Miriam Belchior, respectivamente. Mantega e Miriam permanecem na chefia das duas pastas até que a nova equipe seja formada pelos seus sucessores.

Por meio de nota oficial, a presidente Dilma agradeceu a dedicação de Guido Mantega e de Miriam Belchior. "Em seus 12 anos de governo, Mantega teve papel fundamental no enfrentamento da crise econômica internacional, priorizando a geração de empregos e a melhoria da renda da população", disse Dilma sobre Mantega. Ainda segundo a presidente, Miriam Belchior conduziu "com competência o andamento das obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e a gestão do Orçamento federal."

Levy e Barbosa são os primeiros novos nomes indicados para a equipe ministerial da presidente Dilma Rousseff, que tomará posse para o segundo mandato no dia 1° de janeiro de 2015.

Joaquim Levy tem experiência tanto no mercado financeiro quanto no setor público. Barbosa, por sua vez, participou da equipe econômica do governo nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ministro da Fazenda tem experiência no mercado financeiro e no setor público

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, confirmado no cargo pela presidente Dilma Rousseff, tem experiência tanto no mercado financeiro quanto no setor público. Levy sucederá ao ministro Guido Mantega, que está na pasta desde março de 2006.

Mantega deixará o comando do Ministério da Fazenda em 31 de dezembro como a segunda pessoa a ficar mais tempo no cargo na história do país. Por apenas 15 dias, não alcançará a marca de Fernando José de Portugal e Castro, que ficou no cargo por oito anos, nove meses e 19 dias, entre 1808 e 1816.

Com doutorado pela Universidade de Chicago, um dos principais centros de economistas alinhados com o setor financeiro em todo o mundo, o futuro ministro da Fazenda foi diretor superintendente do Bradesco Asset Management – braço de fundos de investimentos da instituição. Também foi secretário do Tesouro Nacional na gestão do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, entre 2003 e 2006.

No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no ano 2000. No ano seguinte, foi nomeado economista-chefe do Ministério do Planejamento, sendo mantido na equipe econômica na transição entre os governos de Fernando Henrique e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes de trabalhar no governo federal, Levy acumulou experiência internacional. De 1992 a 1999, trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI), onde ocupou cargos no Departamento do Hemisfério Ocidental, encarregado de monitorar as economias do continente americano, e atuou como pesquisador nas Divisões de Mercado de Capitais e da União Europeia. Em 1999 e 2000, foi economista visitante no Banco Central Europeu, onde trabalhou nas Divisões de Mercado de Capitais e de Estratégia Monetária.

Depois que saiu do governo federal, Levy assumiu a Vice-Presidência de Finanças e Administração do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ficou no cargo sete meses, de abril a novembro de 2006. Em 2007, foi secretário de Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro mandato do governador Sergio Cabral. Desde 2010, está no Bradesco.

Formado em engenharia naval, o futuro ministro da Fazenda iniciou a carreira como economista em 1987, quando concluiu o mestrado em economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Dois anos mais tarde, obteve o doutorado em economia pela Universidade de Chicago.

Joaquim Levy descarta pacotes econômicos e promete transição suave

O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, prometeu uma transição suave na política econômica do governo. Em entrevista coletiva após ter o nome confirmado pela presidente Dilma Rousseff, ele negou que haverá pacotes nas próximas semanas e prometeu trabalhar em parceria com a equipe econômica atual até que as novas medidas estejam formuladas.

"Não temos pressa de fazer um pacote com medidas relâmpago. Algumas coisas vêm sendo discutidas no caminho de diminuir as despesas, mas acho que a capacidade de cooperação entre os diversos órgãos deve levar a gente a fazer medidas. Elas vão ser, não digo graduais, mas sem pacotes, sem nenhuma grande surpresa", declarou. O novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, informou que quaisquer novas medidas serão anunciadas com transparência, incorporando sugestões e ideias da equipe atual.

Levy garantiu ter recebido autonomia para promover mudanças na política econômica. Segundo ele, a própria nomeação indica confiança da presidente Dilma Rousseff. "A autonomia está dada. Acho que há suficiente grau de entendimento e de maturidade dentro da própria equipe [do governo]. A gente vai ver dia a dia como ocorre, mas acho que essa questão vei se responder de forma muito tranquila", declarou.

Sobre eventuais nomes para equipe econômica, Levy reiterou que o Tesouro não divulgará nenhum nome nos próximos dias. "É muito importante manter o processo e o rito. A experiência da transição é boa e positiva. Não estamos em nenhuma agonia. Essa é uma maneira boa de lidar com desafios do novo governo, que só começa em 1º de janeiro", acrescentou o futuro ministro da Fazenda.

De acordo com Levy, o corte de gastos públicos para garantir o ajuste fiscal não afetará os programas sociais. Segundo ele, o equilíbrio econômico justamente é o principal fator que permitirá a continuidade dos avanços dos últimos anos. "Faremos um exercício orçamentário e fiscal de escolhas e de definição de prioridades. Queremos garantir um ambiente que permita a economia ter o crescimento necessário para suportar as despesas públicas. Se não houver empresas crescendo, é difícil ter recursos para suportar qualquer gasto público", disse.

Para Nelson Barbosa, não existe nenhuma contradição entre inclusão social e estabilidade econômica. "A continuidade da inclusão social depende da estabilidade, que depende do controle da inflação, que depende do equilíbrio fiscal. Não acho que essas coisas sejam contraditórias. [O ajuste fiscal] não implica renunciar a políticas recentes, mas simplesmente adequar a velocidade dos programas ao cenário econômico dos últimos anos", destacou.

Confirmado ministro do Planejamento, Nelson Barbosa volta à equipe econômica

A confirmação de Nelson Barbosa como ministro do Planejamento, anunciada ontem (27/11/14) pela presidente Dilma Rousseff, marca a volta dele à equipe econômica. Ex-secretário executivo do Ministério do Fazenda, Barbosa vai suceder à ministra Miriam Belchior que assumiu o cargo em janeiro de 2011.

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em economia pela New School for Social Research, nos Estados Unidos, Barbosa participou da equipe econômica nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2003, integrou a equipe de Guido Mantega no Ministério do Planejamento. De 2004 a 2006, trabalhou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também junto com Mantega.

No Ministério da Fazenda, Barbosa esteve à frente da Secretaria de Acompanhamento Econômico, em 2007 e 2008, e da Secretaria de Política Econômica, de 2008 a 2010. No cargo de secretário executivo da pasta no governo da presidente Dilma Rousseff, elaborou estudos de medidas de desoneração para estimular a economia e formulou uma minirreforma tributária para acabar gradualmente com a guerra fiscal entre os estados.

Um dos principais responsáveis pela proposta de unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual, cuja tramitação está parada no Senado Federal, Barbosa exerceu o papel de interlocutor do governo federal com o Congresso Nacional e os secretários de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal. Também participou da preparação de programas prioritários para o governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.

Nos últimos anos, elaborou estudos de medidas de desoneração para estimular a economia, como reduções de impostos para automóveis, linha branca e materiais de construção. Em junho do ano passado, Barbosa deixou o governo alegando razões pessoais. Desde então, dava aulas na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.

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Fonte: Agência Brasil
Luana Lourenço, Paulo Victor Chagas e Wellton Máximo – Repórteres
Juliana Andrade e Aécio Amado – Edição

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Indicado para assumir o Ministério do Planejamento, Nelson Barbosa, prometeu atuar em conjunto com a nova equipe econômica do governo para promover o crescimento da economia brasileira, com controle rigoroso da inflação, estabilidade fiscal e geração de empregos. "Como desafio mais imediato, trabalharei na adequação da proposta orçamentária de 2015 ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação gradual do resultado primário", explicou.

Em declaração à imprensa logo após ter seu nome anunciado, Nelson Barbosa disse que dará continuidade à melhoria da eficiência dos gastos públicos, por meio da modernização da gestão. Como novo coordenador dos principais programas de investimentos do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Minha Casa, Minha Vida. Barbosa disse, ainda, que pretende ampliar as parcerias público-privadas.

"Trabalharei especialmente em iniciativas para aumentas as taxas de investimento e a produtividade de nossa economia, de modo a consolidar um crescimento mais rápido da renda per capita com estabilidade monetária", declarou.

Para isso, o futuro ministro disse contar com a colaboração do setor privado, de parlamentares, de governadores e de prefeitos. Ainda segundo Nelson Barbosa, é preciso desburocratizar e melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

O anúncio da nova equipe econômica de Dilma foi feito na tarde de ontem (27/11/14), pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Thomas Traumann, no Palácio do Planalto. Por meio de nota oficial, a presidente Dilma Rousseff agradeceu a dedicação dos atuais ministros, que permanecem em seus cargos até que os novos indicados formem suas equipes. Além de Barbosa, Joaquim Levy, que assume a Fazenda, e Alexandre Tombini, que permanece no Banco Central, também conversaram com a imprensa.

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Meta de superávit primário em 2015 será 1,2% do PIB, diz Joaquim Levy

Fonte: Agência Brasil
Paulo Victor Chagas — Repórter
Marcos Chagas – Edição

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A meta de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – corresponderá a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB – soma das riquezas produzidas no país) no próximo ano. O anúncio foi feito ontem (27/11/14) pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública e permite a redução do endividamento do governo no médio e no longo prazos. Segundo o futuro ministro, em 2016 e 2017, o setor público se comprometerá com uma meta de esforço fiscal de pelo menos 2% do PIB.

Segundo Levy, o superávit primário de ao menos 2% é necessário para assegurar a continuidade da redução da dívida líquida do setor público em relação ao PIB. Levy, no entanto, reconheceu que é impossível alcançar esse nível de esforço fiscal no próximo ano.

"Em 2015, a melhora do superávit primário alcançada não deve permitir chegar ao valor de 2% do PIB. Deve-se trabalhar com meta de 1,2%, na forma das estatísticas do Banco Central. Para 2016 e 2017, a meta não será menor que 2% do PIB", explicou.

O futuro ministro comprometeu-se a ser transparente na divulgação dos dados das contas públicas. Segundo ele, o acesso pleno às informações facilita a tomada de riscos pelas famílias, pelos consumidores e pelos empresários, principalmente nas decisões de investimento.

"Alcançar essas metas [de superávit primário] é fundamental para ampliar confiança na economia brasileira. Isso permite ao país consolidar o crescimento econômico e melhorar as conquistas sociais realizadas ao longo dos últimos 20 anos", explicou.

Por causa da queda da arrecadação e do aumento dos gastos, o governo anunciou que a meta de superávit primário, no próximo ano, corresponderá a R$ 10,1 bilhões, em vez da meta original de R$ 80,7 bilhões. A redução do esforço fiscal ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

O anúncio da nova equipe econômica foi feito nesta tarde pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Thomas Traumann, no Palácio do Planalto. Em nota oficial, a presidente Dilma Rousseff agradeceu a dedicação dos atuais ministros, que permanecem em seus cargos até que os novos indicados formem suas equipes. Além de Levy, Nelson Barbosa, que assume o Planejamento, e Alexandre Tombini, que permanece no Banco Central, conversaram com a imprensa.

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Wellton Máximo – Repórter
Marcos Chagas – Edição

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) elogiou a escolha da nova equipe econômica do governo federal. O presidente executivo da instituição, Murilo Portugal, classificou como "excelentes" as escolhas dos nomes para chefiar a economia do país.

"A presidente Dilma fez excelentes escolhas ao nomear Joaquim Levy para ministro da Fazenda, confirmar Alexandre Tombini como presidente do Banco Central (BC), e indicar Nelson Barbosa para o Ministério do Planejamento. Os três têm larga experiência na formulação e implementação de políticas macroeconômicas, sempre colocando o interesse público em primeiro lugar", disse Portugal, em nota.

"Estamos mais otimistas com o próximo ano, esperando que estas indicações contribuam para a retomada da confiança, o que, como os mercados indicam, já começou a ocorrer", acrescentou.

O presidente executivo da Febraban ressaltou que Levy executou, "com firmeza", as políticas de ampliação do superávit primário e de redução da dívida pública no [início do] governo Lula. "Levy tem experiência e credibilidade internacional, adquiridas no exercício de funções em importantes organizações multilaterais como o FMI [Fundo Monetário Internacional], o Banco Central Europeu e o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimeto], além de sólida formação acadêmica".

Murilo Portugal destacou também que a manutenção de Alexandre Tombini no comando da autoridade monetária é positiva e essencial para o sistema financeiro. "Renova a expectativa do combate firme à inflação e a confiança na continuidade do excelente trabalho de regulação e supervisão prudencial exercido pelo BC, o qual tem sido essencial para a estabilidade e solidez do sistema financeiro".

O presidente da Febraban elogiou ainda Nelson Barbosa. Segundo ele, Barbosa dará contribuição para uma atuação coesa e harmônica da nova equipe econômica. "Nelson Barbosa acumulou experiência em importantes cargos, como secretário de Acompanhamento Econômico, secretário de Política Econômica e secretário executivo do Ministério da Fazenda", destacou.

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Tombini promete conversão da inflação para o centro da meta

Fonte: Agência Brasil
Bruno Bocchini – Repórter
Stênio Ribeiro – Edição

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Presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, foi confirmado ontem (27/11/14) no cargo pela presidente Dilma Rousseff. Após a confirmação, em entrevista coletiva, ele defendeu as medidas que têm sido adotadas até o momento para controle da inflação.

Lembrando mecanismos adotados pelo BC para supervisionar a possibilidade de choques do sistema financeiro internacional ao mercado interno, manutenção de elevados padrões de estabilidade financeira e programas de ajustes cambiais para proteger agentes econômicos, Tombini reiterou que trabalhará para que as taxas de inflação se aproximem de 4,5%, que é o centro da meta.

"Em relação ao conjunto das políticas macroeconômicas e dentro do fortalecimento da política fiscal, por meio de processo consistente e crível de consolidação das receitas e despesas rigorosamente conduzido, [esse processo] deverá, ao longo do tempo, facilitar a convergência da inflação para a meta de 4,5% ao ano", declarou.

Tombini participou da coletiva ao lado dos novos ministros indicados pela presidente Dilma Rousseff para a área econômica. Joaquim Levy assumirá o Ministério da Fazenda e Nelson Barbosa o do Planejamento. O presidente do BC explicou o quadro da atual política monetária, justificando a adoção de medidas para elevar a taxa de juros.

"O patamar elevado da inflação acumulada em 12 meses reflete, em parte, a ocorrência de dois importantes processos de reajustes de preços relativos da economia: o realinhamento dos preços domésticos, em relação aos internacionais, e o realinhamento dos administrados, em relação aos livres", salientou.

Para o presidente do BC, a política monetária brasileira tem de continuar vigilante, de modo a conter efeitos de segunda ordem sobre preços administrados e evitar que esses ajustes se espalhem para o restante da economia.

Segundo ele, as respostas adotadas pela autoridade monetária deverão garantir um cenário de convergência da inflação para o centro da meta, visualizando um horizonte positivo para 2015 e 2016.

"Atuando de forma independente, mas complementar, as políticas fiscal e monetária têm ambiente de estabilidade e solidez do sistema financeiro. Elas serão cruciais para retomada da confiança de empresários e consumidores na economia brasileira", concluiu.

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Fonte: Agência Brasil
Paulo Victor Chagas – Repórter
Armando Cardoso – Edição

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Apesar da avaliação positiva da OIT, participantes de seminário na Câmara dos Deputados criticaram proposta que regulamenta a PEC do Trabalho Escravo. O texto de regulamentação não prevê o confisco de propriedade onde forem encontrados trabalhadores em jornada exaustiva ou em condições degradantes.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil como referência mundial no combate ao trabalho escravo. Em seminário da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional que discutiu o trabalho escravo no mundo globalizado, a diretora do escritório em Brasília da OIT, Laís Abramo, afirmou no dia 26 de novembro de 2014 que a experiência brasileira coloca o País na vanguarda do enfrentamento dessa grave violação dos direitos humanos.

"O Brasil tem, desde 1995, o compromisso com a erradicação do trabalho escravo. Trata-se de uma política de Estado e não de governo", afirmou Abramo.

A representante da OIT informou que, no mundo todo, são quase 21 milhões de pessoas submetidas ao trabalho forçado ou obrigatório. "O lucro dos envolvidos com trabalho escravo é de 150 bilhões de dólares por ano", disse Laís Abramo.

Ela ressaltou que, no Brasil, o trabalho escravo está associado a outros tipos de crimes, como o trabalho infantil, a exploração sexual de crianças e adolescentes e áreas onde o desmatamento é mais destacado. "Se olharmos o mapa do desmatamento da Amazônia, veremos que essa região é onde a OIT mais encontra trabalhadores nessas condições", explicou.

Relatório

O presidente da comissão, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), apresentou dados de relatório divulgado no último dia 17 pela Fundação Walk Free que aponta, em 2014, cerca de 156 mil pessoas em situação análoga à escravidão no Brasil. Isso representa uma queda de 26% em relação ao ano passado.

O parlamentar destacou ainda que muitos imigrantes chegam ao Brasil em busca de emprego e acabam se submetendo ao trabalho escravo. "Haitianos e sul-americanos chegam ao País, muitas vezes, de forma ilegal e são submetidos a essa exploração, que antes era exclusiva do meio rural, e hoje se estende às cidades, principalmente no setor têxtil e na construção civil", afirmou Barbosa.

Operações

De acordo com a auditora fiscal do trabalho Fabíola Nazaré de Oliveira, desde 1995 o Brasil realizou 1.686 operações que resgataram quase 48 mil trabalhadores do regime de escravidão. Ela destacou ainda que houve um aprimoramento do olhar da fiscalização do trabalho escravo de imigrantes. "Criou-se toda uma política de proteção a essa vítima. Antes, havia uma rotina de deportação do trabalhador que fosse encontrado aqui irregular", explicou Oliveira.

Regulamentação

A Emenda Constitucional 81 (PEC do Trabalho Escravo), promulgada em junho deste ano pelo Congresso, prevê o confisco de propriedades rurais e urbanas que possuem trabalhadores submetidos à escravidão, mas ainda aguarda regulamentação.

O relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RO) ao projeto que regulamenta a PEC foi aprovado na semana passada por uma comissão do Congresso. Esse relatório, no entanto, foi criticado pelos participantes do seminário por flexibilizar o conceito de trabalho escravo.

O texto considera trabalho escravo a submissão a trabalho forçado, com ameaça de punição, com uso de coação ou com restrição da liberdade pessoal, mas não inclui a jornada exaustiva e as condições degradantes por ter sido considerado pelo relator conceitos abertos e subjetivos.

Para o procurador do Trabalho Jonas Ratier Moreno, esses conceitos são objetivos e facilmente percebidos por qualquer fiscal do Trabalho. Segundo ele, condições degradantes são as que configuram desprezo à dignidade humana no que se refere à higiene, saúde, moradia, segurança, repouso, alimentação, entre outros. Ejornada exaustiva diz respeito à intensidade, frequência, desgaste, que cause prejuízo à saúde física, ou mental, agredindo sua dignidade.

"Nos anos 70/80, os trabalhadores de cana cortavam 4 toneladas. Hoje, são 14 [toneladas]. Muitos morrem por exaustão. Como isso pode ser subjetivo?", destacou Moreno.

Leia a íntegra da proposta: PL-5016/2005.

Fonte: Agência Câmara
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Pierre Triboli

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) planeja para 2015 aumentar de oito para 15 o número de adidos agrícolas. A intenção é estreitar relações e facilitar o contato entre países. "Melhora muito a relação com as nações que integram o Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] e com outros mercados importantes. É fundamental que tenhamos, 24 horas por dia, sete dias por semana, uma pessoa preocupada no local, representando, discutindo, fazendo as coisas acontecerem", disse hoje (28) Rinaldo Junqueira de Barros, representante da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura.

A questão já está em discussão, e Barros, que já ocupou o cargo de adido agrícola em Moscou, espera aprová-la ainda este mês, garantindo que a seleção seja feita no próximo ano. Com o fim do mandato, sete adidos retornaram ao Brasil e apenas um permanece em Pequim. A intenção é mantê-los nos Estados Unidos, na China, Rússia, União Europeia, África do Sul, Argentina e em Genebra, Suíça, sede da Organização Mundial do Comércio (OMC). Além da Arábia Saudita, a Índia, único do Brics sem adido agrícola, seria um dos países contemplados com os novos cargos.

"Conselheiro da embaixada, o adido garante suporte técnico para melhorar a atuação do governo brasileiro. Por exemplo, caso haja incorformidade de um lote de produtos, o adido agiliza as informações e coloca as autoridades competentes em contato mais rapidamente", salientou Barros. Segundo ele, isso evita a suspensão precipitada de importações de produtos brasileiros.

Barros participa do 2º Fórum de Agricultura da América do Sul, que ocorre até amanhã (28) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Com o tema Inovação e Sustentabilidade no Campo, o evento discute o agronegócio mundial a partir da realidade sul-americana.

Também presente ao evento, Lalit Khulbe, chefe de Negócios da United Phosphorus do Brasil, muiltinacional indiana, afirmou que existe espaço para fortalecer transações comerciais com a Índia. "O relacionamento entre Índia é Brasil ainda não é tão forte, mas, como parte do Brics, está melhorando, e a Índia poderá ser próximo país a receber importações do Brasil", salientou.

Para Khulbe, os produtos agrícolas, pecuários e derivados são demandados especialmente pela classe média ascendente, que consome cada vez mais itens como óleo de soja, açúcar e frango. Acrescentou que grande parte da população deixou de ser vegetariana, mas, por motivos religiosos, não consome carne vermelha.

"O setor agrícola precisa ser mais agressivo nas relações internacionais. Temos competidores fortes e potenciais. Precisamos buscar parcerias no setor privado, para que possamos fazer acordos comerciais de forma mais sistêmica. Há necessidade de compromissos e acordos comerciais a longo prazo", ressaltou Barros.

O representante do pasta da Agricultura disse que as discussões sobre união aduaneira entre o Mercado Comum do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e a Rússia são "de longo prazo". A conclusão do processo poderá tornar o mercado russo concorrente ao que é importado atualmente dos Estados Unidos e Canadá, mas não terá impacto nas importações do produto de países da América Latina.

A América do Sul posiciona-se internacionalmente no mercado de produtos agrícolas e pecuários. A região responde por 28% do mercado internacional de grãos e cereais e 30% do comércio internacional de carnes (suínos, bovinos e aves). Ou seja, um terço do mercado global de grãos e carnes é da América do Sul.

Fonte: Agência Brasil
Mariana Tokarnia – Enviada
Armando Cardoso – Edição

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A Campanha Nacional Antipirataria de Produtos Veterinários conta, agora, com um vídeo sobre o tema. O vídeo é veiculado na Internet e nos sites das dezenas de associações que apoiam essa iniciativa. Assista ao vídeo logo abaixo. Com o objetivo de conscientizar, o vídeo enfatiza que o uso desse tipo de produto prejudica o rendimento e o desenvolvimento dos rebanhos, pode levar os animais à morte e também colocar em risco a vida dos consumidores de proteína animal.

O filme também alerta que a utilização de medicamento veterinário sem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é crime com pena prevista em Lei, para quem compra e para quem vende. A exibição se encerra com a frase: "Medicamento Veterinário Pirata. Nesse Crime a primeira vítima é você. Produto Pirata prejudica o seu rebanho e reduz seu lucro".

A Campanha Nacional Antipirataria de Produtos Veterinários é uma iniciativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e conta com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Para identificar a qualidade e a legalidade do medicamento veterinário, o medicamento veterinário deve ter os seguintes itens:

– Embalagem contendo a aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), bem como numero de registro no Ministério;

– Identificação do responsável técnico;

– Existência de telefone de serviço ao consumidor do fabricante;

– Embalagens em língua portuguesa, indicando a data de fabricação e validade;

– Consulta ao Compêndio de Produtos Veterinários do SINDAN.

CARTILHA

– Entenda a Campanha com a cartilha em quadrinhos

SITE

– O site da Campanha Antipirataria de Produtos Veterinários está disponível em http://denuncieprodvetpirata.org.br.

Fonte: Agência CNA

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A Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) lançou o seu primeiro curso no formato online, gratuito e aberto ao público: o Mooc (curso aberto) se chama Fundamentos da Administração, e já está disponível no site oficial da FEA-USP. Ele é destinado para os estudantes que têm interesse em conhecer as principais tendências práticas e teóricas no campo da gestão, além de ampliar os seus conhecimentos gerais na área de administração.

Pode realizar o curso qualquer interessado na área: desde estudantes universitários até empreendedores que desejam ampliar o conhecimento sobre o tema. O principal objetivo é ampliar o alcance de conhecimentos na área para diversos alunos de dentro e de fora da instituição.

O Mooc é dividido em 17 etapas , que abordam tópicos como: visão sistêmica, planejamento, organização, controle, burocracia e funções do administrador. Todas as aulas são ministradas pelo professor da FEAUSP, que também procura apresentar referências bibliográficas para que o aluno se aprofunde nos assuntos. O curso tem carga horária de 60 horas e oferece certificação, que pode ser obtida através de uma prova também online para testar o conhecimento do conteúdo abordado pelo professor.

Se você tem interesse na área de administração, essa oportunidade é para você. Não perca a chance de realizar um curso de qualidade sem precisar sair de casa!

Fonte: Universia Brasil

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